sexta-feira, setembro 20, 2013

EUA - A NOVA PATIFARIA AMERICANA.

Diário do Centro do Mundo

A nova patifaria dos EUA contra a Venezuela confirma o acerto de Dilma em cancelar a visita a Obama

Paulo Nogueira


Os Estados Unidos abusam da paciência do mundo

E os Estados Unidos deram mais uma de Estados Unidos: proibiram o avião que conduzirá neste sábado o presidente venezuelano Maduro rumo à China de sobrevoar o céu americano.

Vaias. Vaias de pé.

É um gesto prepotente, mesquinho e inútil. Não vai impedir Mesquinho de ir para a China, e mostra que os Estados Unidos continuam a ver a América Latina como seu quintal.

Particularmente em relação à Venezuela, os americanos continuamente demonstram não haver superado o basta que a administração Chávez deu à predação histórica que os Estados Unidos impunham aos venezuelanos. O petróleo da Venezuela era, na prática, desfrutado pelos Estados Unidos – e mais um pequeno grupo de venezuelanos que mantinham os pobres locais num regime na prática de apartheid.

Obama frustrou as esperanças venezuelanas de uma mudança de atitude dos Estados Unidos. Ele acabou se revelando desconcertantemente parecido com Bush, sobretudo na política externa bélica e arrogante.

Os americanos continuam a pensar que podem tudo, incluído aí espionar o mundo inteiro e depois caçar quem revelou o crime de escala planetária, Snowden.

À luz de tudo isso, fica claro que foi acertada a decisão de Dilma de cancelar a visita que faria a Obama. Ele enrolou e não se desculpou pela ofensa cometida contra o Brasil com a espionagem contra alvos como Dilma e Petrobras.

Políticos e colunistas que gostam de ver o Brasil no papel submisso de vassalo americano criticaram Dilma por um suposto “nacionalismo” – como se isso em si fosse um defeito – e por imaginários danos que a decisão poderia trazer para o comércio americano.

Ora, os Estados Unidos jamais deixariam de fazer um negócio por coisas como essa – tão dominados são pela compulsão de acumular dinheiro.

E ainda que deixassem, existe algo que dinheiro nenhum compra – dignidade

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