sexta-feira, julho 20, 2007

Mídia, urubus e aspirinas

Jornalista no Brasil além de alugar o corpo do pescoço para cima, agora também virou sinônimo de urubu. Nem bem havia acontecido a tragédia com o Airbus A320 da TAM e um bando de devoradores de carne humana estavam a se banquetear. Dessa vez, usando a desgraça alheia para fazer oposição política. Alguns nomes do jornalismo nativo como eliane cantanhêde, joemir betting, datena, cabrini, brito jr., willian bonner, willian waack, lucia hipolito et caterva não merecem o respeito do povo brasileiro. Usaram e abusaram do desastre aéreo, da dor das famílias. Vale tudo contra o Governo Federal, até golpe abaixo da cintura. Como sempre repete Mino Carta, é o pior jornalismo do mundo. Jornais como folha de são paulo, estado de são paulo e o globo, nem merecem esse nome. TODOS eles apoiaram o golpe de estado de 1964. Ajudaram a acabar com a democracia brasileira, com a prisão, tortura e morte de muitos brasileiros. Usam de expediente nazista, criado por joseph goebells para implantar o regime na Alemanha. A técnica consiste em ficar reprisando um fato ad nausean até que vire verdade. Também explorar o sentimento das pessoas. Quem não fica sensível com uma tragédia dessa magnitude? Assim 24 horas de reprise do acidente, dor e lágrimas leva o telespectador a somar com eles. Dá nojo de tudo dessa tramóia todas, ai a razão das aspirinas.

quarta-feira, julho 18, 2007

Um projeto de nação

O Brasil ficou 25 anos parado. Desde a crise da dívida externa em 1982, o país só trabalhou para pagar dívida externa e intera. De lá para cá o país abriu mão de um Projeto de Nação. É necessário a retomada desse projeto. E isso só é possível com a construção da capacidade do Estado em ser um elemento atuante. Precisamos voltar a planejar o médio e longo prazo do país. O governo Lula através do Plano de Aceleração do Crescimento, do Programa de Desenvolvimento da Educação e do Plano de Segurança vem retomando esse projeto. Na construção de um país o Estado deve ser o indutor central. Nunca o destino de um povo deve ser deixado nas mãos do mercado. nenhum país do mundo se desenvolveu sem uma atuação ativa do Estado. Isso o Brasil está no Governo Lula fazendo.

Banco Central corta juros

Pela 17ª vez em seguida o Banco Central reduz os juros. A queda foi de 0,5 ponto, e o juro básico agora é 11,5 pontos ao ano. Dessa forma a taxa real cai para 7,2 pontos percentuais (comparando uma inflação de 4%). Isso significa que o governo vai pagar menos pela sua dívida mobiliária (títulos públicos)indexados a taxa Selic. O cálculo é que com a queda efetuada, o governo já economizou mais de 30 bilhões no pagamento de juros. Vale lembrar que esses juros vão para as 20.000 famílias mais ricas do país. Essas famílias de rentistas possuem 80% da dívida mobiliária do governo. É uma distribuição de renda ao contrário, tirando dos mais pobres, via impostos e dando para os mais ricos, via pagamento de juros. Felizmente o Brasil está se aproximando rapidamente dos juros reais pagos pelos países no mesmo nível de desenvolvimento que o nosso. Dessa forma há mais dinheiro para investimento em moradia, saneamento, eduação e saúde, coisas que o nosso povo tanto precisa.

Aviação virou fato político

A mídia ajudou a criar parte dessa tragédia. Ela praticamente incentivou a greve dos controladores de vôo. Transformaram a aviação brasileira em fato político. É o vale tudo. Eu estava no aeroporto e os jornalistas passavam como corvo, querendo saber quem tinha vôo atrasado. Como o pessoal disse que não eles nem se interessaram. Os jornalistas devem estar contentes, junto aos seus donos (a oligarquia midiática) que fazem oposição ao governo Lula. Faltava para corroborar a tese de caos aéreo um acidente de grande proporção. Estão até juntando o acidente da Gol com esse. Não se deram ao trabalho de explicar ao povo que o acidente da Gol foi provocado pela irresponsabilidade dos pilotos estadunidenses. Mas para quê racionalidade? O que vale agora é quem vai destilar mais impropérios. É um caso perdido.

O que aconteceu?

Vários jornalistas chegaram a dizer que não houve investimentos no setor aéreo, como não cara pálida? E a reforma de vários aeroportos e das pistas de Congonhas? O aeroporto é seguro? Quem vai dizer serão as investigações, mas fica difícil acreditar que num setor tão técnico e cheio de especialistas alguém liberaria uma pista sem as mínimas condições de uso. Na pista principal só falta as ranhuras (grooving) que facilita a dispersão da água. No dia 16/07 um avião derrapou em Congonhas, mas em função de um pneu furado. Segundo especialistas não há motivos para supor que a causa do acidente tenha sido a falta das ranhuras. De qualquer forma é preciso esperar mais fatos e o conteúdo da caixa preta para saber o que de fato aconteceu. Agora à noite apareceu um vídeo em que o avião acidentado desce com velocidade acima do normal para a aterrisagem. É um fato novo que deve ser levado em conta. O que fica é a tristeza das famílias e do país por mais essa tragédia.

As faces de duas tragédias

Em meio a tragédia do avião da Tam, uma verdadeira matilha saiu a campo. Ao contrário da tragédia do Metrô, em janeiro deste ano, em que os jornalistas brasileiros não ligaram o fato ao psdb, nem ao serra ou ao alckmin,a imprensa nativa martela 24 horas que a culpa é do governo federal. Até hoje nunca fizeram uma mísera pergunta ao serra sobre a tragédia. O serra também nunca deu nenhuma declaração. Ao contrário do desastre do Metrô, o serra junto ao kassab foram a campo, dando entrevista a torto e a direito. O joemir betting, datena, marcelo rezende et caterva viraram especialistas em aeronáutica. Antes de sair qualquer laudo já deram o veredito, foi a pista inacabada.

terça-feira, junho 19, 2007

O Brasil endividado

O que dizer de um governo que multiplicou a dívida do Brasil por dez (de cerca de R$ 60 bilhões passou para mais de R$ 600 bilhões)?, ou que simplesmente pegou o governo com uma relação dívida/PIB de cerca de 30% e entregou com 57%, praticamente dobrando a relação dívida/PIB ? É por isso que a elite gosta do FHC, eles nunca ganharam tanto dinheiro, graças a esse endividamento. Recursos que iriam para a educação, saúde, infraestrutura e justiça social.

Para saber

As crianças de São Paulo não valem nada para a mídia conservadora (e golpista). Há mais de três meses mais de um milhão de estudantes não recebem o Leve Leite. E a mídia preocupada com o Renan. Mais de 900 mil não receberam o uniforme e o material escolar, e a mídia sangrando o Congresso Nacional. O choque de gestão da dupla Serra/Kassab está fazendo a população paulista sentir com quantos incompetentes se faz um desgoverno. Não sai uma mísera linha crítica a quem está comprometendo o futuro da cidade não entregando o leite, que para muitas famílias é essencial na alimentação das crianças. O descompromisso com a cidade é total. Quando deu a louca no Kassab e ele saiu histérico perseguindo um pequeno empresário, a mídia tratou com absoluta frieza. Dois pesos duas medidas. Ser de direita nesse país é ter licença para matar. A questão do leite em São Paulo é séria e deveria ser tratada com mais responsabilidade.

Reforma trabalhista

Os cabeças de planilha e palpiteiros econômicos defendem a chamada reforma trabalhista. Mas como o diabo foge da cruz eles não explicitam que reforma seja essa. Algumas perguntas:

Essa reforma quer acabar com o 13º salário?
Os patrôes se eximirão de pagar os 40% sobre o fundo de garantia?
Ela acabará com os 120 dias de licença maternidade?
Ela acabará com a semana do pai?
A Justiça do Trabalho será extinta?
As condições de trabalho serão as mesmas que vingavam antes de 13 de maio de 1888?
O sociólogo José Pastore (que defender a reforma trabalhista) abrirá mão das "regalias" trabalhistas por dar aula na USP, ou ele quer a precarização do trabalho só para os outros?
Se todos os direitos dos trabalhadores forem suprimidos, isso quer dizer que quando ele for demitido sairá com uma mão na frente e outra atrás?
Quem pagará a parte patronal do INSS, ou inexistirá INSS?
Valerá a pena trabalhar?
Reforma trabalhista faz parte da novilíngua, em que mascara a verdade com um nome falso?
A volta do trabalho semi-escravo é modernidade, conforme defendem os cabeças de planilha e os palpiteiros econômicos?
Quanto ganha dos patrões os cabeças de planilha e palpiteiros econômicos para defenderes essas idéias?

É guerra

As famílias oligárquicas mediáticas brasileiras se transformaram em adversárias do governo. É a primeira vez na história brasileira que os Frias, Marinhos, Civitas, Mesquistas, abravanel, entre outras não detém o controle no governo. Esse controle sempre foi exercido para obter benesses do Estado brasileiro em detrimento da população mais pobre. Essas famílias estão acostumadas a darem golpes de estado. Basta se lembrar de 1964, em que a maioria delas apoiou o golpe cívico-militar. No dia posterior ao golpe fizeram amplos editoriais dizendo que a pátria estava salva. Dessa forma como eles não têm mais o poder militar para romper a jovem democracia brasileira, estão apelando nos seus veículos de comunicação. Assim a Folha de São Paulo, o Estadão, a Veja, a Globo e o SBT se transformaram em meios de desinformação. A rádio CBN martela noticias o dia inteiro de acordo com os propósitos golpistas. Essas famílias representam o retrocesso democrático brasileiro. E agora, que saiu a pesquisa em que o Partido dos Trabalhadores tem quase 30% do eleitorado e o governo está em alta o desespero da mídia aumentou. Jornalistas já não têm vergonha de vender o corpo do pescoço para cima para agradar aos patrões. No noticiário econômico eles escalam os palpiteiros econômicos com análises que, a despeito da realidade, sempre terminam em pessimismo. Gestões como a do Serra e do Kassab não têm nenhuma crítica, a despeito do caos que impera em São Paulo. É isso a realidade é essa, mas o nosso destino é lutar e vai ser assim sempre que os porta-vozes do atraso quiserem manter a imensa maioria da população brasileira na miséria. Esse país pela primeira vez na história está sendo para todos. As pessoas estão podendo fazer três refeições ao dia, comprando bens de consumo que antes só sonhavam, tendo aumento real do salário, do emprego e da renda e até viajando de avião. E as famílias oligárquicas mediáticas querem acabar com tudo isso.

segunda-feira, junho 18, 2007

A armadilha da dívida II

A dívida do governo federal consumiu no ano de 2006 36,70% de tudo o que o foi arrecadado. Essa rubrica constitui o maior gasto do orçamento. Em seguida vem o gasto previdenciário com 25,73%, depois as tranferências para estados e municípios. o orçamento da saúde é de 4,82% da arrecadação federal e o da educação de apenas 2,27%. Os cabeças de planilha e os palpiteiros econômicos costumam martelar como causas da inibição do desenvolvimento do país o gasto previdenciário e o aumento com o funcionalismo público. Mas se formos contabilizar as transferências constitucionais nos gastos previdenciários e o que deixa de ser pago pelas instituições filantrópicas e outras que têm isenção, o déficit previdenciário é pequeno. Agora se for contar os recursos dos impostos que foram originalmente criados para a Previdência Social e que não são repassados ela é superavitária. Quanto aos gastos com a administração, ela é apenas de 1,3% do orçamento. Dessa forma, o que se gasta em pagamento da dívida brasileira, cuja origem foi a sua multiplicação por 10 no governo FHC, fica patente que ela é o bode. É necessária a sua equalização, através da queda consistente dos juros básicos, da mudança do perfil e do seu alongamento.

A armadilha da dívida

O governo FHC cuja política econômica foi defendida até as últimas consequências pelos palpiteiros econômicos nos deixou a armadilha da dívida. Essa dívida foi criada pela sobrevalorização do real que os cabeças de planilhas (mentores dos palpiteiros econômicos)diziam que não existia. Houve várias paletras com demonstrações matemáticas e tudo para provar que o real não estava super estimado. Mas em janeiro de 1999, 15 dias após a posse do segundo governo FHC (houve um estelionato eleitoral) o mercado acabou com a brincadeira. Mas para manter a brincadeira do real moeda forte desde 1994 os país teve altas taxas de juros (parra atraír dólares). Esses juros que formaram o estoque de dívida interna e externa do país. O governo FHC dobrou a dívida interna. Com essa dívida o governo começou a fazer distribuição de renda às avessas. Os portadores dessa dívida que são as 20.000 famílias mais ricas do Brasil, através de juros receberam verdadeiras fortunas, que foram pagam com o dinheiro de impostos regressivos (que penalizam mais os pobres). Nunca se viu um cabeça de planilha ou palpiteiro econômico escrever uma linha sequer sobre essa sangria que o país passou. Até os dias atuais os valores transferidos ainda são altos. Mas com a queda consistente dos juros básicos, a mudança do perfil da dívida (composta mais com títulos pós-fixados) e o alongamento dela é possível desatar esse nó. Essa dívida construída no governo tucano inviabilizou o Brasil. Recursos deixaram de ser canalizados para a educação, saúde, segurança e no desenvolvimento do país, para abastecer as 20.000 famílias mais ricas. O Brasil deixou de investir e com isso a infraestrutura foi se deteriorando. O PSDB agiu como cupim sobre madeira nos oito anos que governou o país.

Taxa de juros

Faltam quatro reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM) neste ano. Se em todas as quatro houver redução de 50 pontos percentuais (0,5%) terminaremos o ano com a taxa Selic em 10%. Essa taxa com uma inflação estimada em 3,5% para este ano dá uma taxa real de 6,28% ao ano. Essa taxa básica nos aproxima do juro básico real dos países em desenvolvimento. Em cada ponto de redução da taxa básica de juros anual o país deixa de pagar cerca de R$4,5 bilhões nos juros dos títulos pré-fixados e outro montante em redução na estimativa dos títulos pós-fixados. É dinheiro que pode ser gasto em saúde, educação, transportes, distribuição de renda e no desenvolvimento do país.

terça-feira, junho 12, 2007

Brasil cresce

A estimativa de crescimento da economia brasileira para este ano é de crescer 4,8%. Esse número já ultrapassa o previsto no PAC que é crescer 4,5%. A previsão para a taxa Selic é de chegar ao fim do ano em 10,75%, isso dá um juro real de 7% e com tendência de queda. A inflação prevista é de 3,5% e a massa salarial cresceu 7% nos últimos 12 meses. O Brasil está entrando num ciclo de crescimento virtuoso e isso sem o Programa de Aceleração do Crescimento ter entrado num ritmo mais dinâmico. É o Brasil que os palpiteiros econômicos e a mídia conservadora (e golpista) está tentando esconder.

Há algo de podre na imprensa brasileira

A imprensa brasileira vive os seus dias de golpismo. Assim como foi em 1964 em que jornais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo entre outros faziam editoriais praticamente pedindo o golpe cívico-militar. Em outubro junto com o tucano Alckmin eles foram massacrados na urnas. Foi a resposta que o cidadão brasileiro deu indicando que não quer golpistas no país. Mas a mídia finge que não entendeu o recado e continua apostando no quanto pior, melhor. A mídia tem partido, parodiando o Mino Carta, até o mundo mineral sabe que a imprensa protege o PSDB e o ex-PFL. O que é contra o governo eles aumentam o volume o que é contra o os tucanos e o ex-PFL passa incólume. Até hoje nenhum jornalista se atreveu a perguntar ao Serra sobre a tragédia do Metrô. O choque de gestão tucano causou o desabamento da futura estação Pinheiros e a morte de sete pessoas e a mídia? A cidade de São Paulo passa pela maior epidemia de dengue, e a mídia? Tem a CPI da Nossa Caixa, e o Heródoto Barbeiro, tão cioso em pedir CPI federal? Tem a filha de um ex-governador,que trabalhava na Daslu e foi fazer o quê na Secretaria da Fazenda? Tem a CPI do Rodoanel, e o Willian Waack que fala de ética, não quer essa CPI? Na verdade a mídia representa um mundo de hipocrisia. Ela fala de liberdade de imprensa, mas que liberdade é essa se o jornalista é obrigado a vender o corpo da cabeça para cima? Não é à toa que 90% do povo brasileiro não acredita na imprensa. A ditadura midiática quer se impor, mas se esqueceu de combinar com o povo.

quinta-feira, junho 07, 2007

As lições do fundo

O Fundo Monetário Internacional foi criado em 1944. O objetivo era ele ser um emprestador de última instância para evitar crises financeiras sistêmicas, como a de 1929 que propiciou a eclosão de governos fascistas no mundo inteiro. O FMI a partir da década de 1970 com a saída dos Estados Unidos do padrão dólar-ouro, ficou sem ter o que fazer. Com a crise dos anos 1980 na América Latina ele passou a fazer empréstimos para o países abalados com a crise da dívida e ditar regras que esses país teriam de seguir para receber os recursos. Essas receitas sempre representaram políticas econômicas ortodoxas que derrubaram as economias da América Latina e jogou milhões de pessoas no desemprego e na miséria. Tanto que a sigla FMI nos anos 1980 significou Fome Miséria e Inflação. Nos anos 1990 ele atuou como braço político do governo dos Estados Unidos, junto com o Banco Mundial. Assim eles foram responsáveis pelos programas de privatização, reformas trabalhistas (que roubaram direitos dos trabalhadores), políticas fiscais rígidas, juros altos e baixo crescimento econômico. Todos os países que seguiram essas orientações entraram em graves crises econômicas. Os países da região começaram a eleger governos que fizeram políticas contrárias ao que pregraram o FMI e o Banco Mundial e a região vem se recuperando modestamente das pragas dos anos 1990. Tanto que vários países a começar pelo Brasil, Argentina e Russía quitaram toda a sua dívida com essa instituição. Agora que os países estão entrando num ciclo de crescimento econômico, como por justificar o dito popular que o lobo perde a pele, mas não o vício, o FMI passou uma "receita" de políticas a serem seguidas pelo Brasil. A primeira delas é retomar as reformas. Cabe informar ao FMI que o povo brasileiro massacrou o candidato do PSDB Geraldo Alckmin nas urnas porque ele defendia essas reformas. O povo compreende que carteira assinada, 13º salário, férias e proteção previdenciária são direitos adquiros a duras penas. Na Argentina no período Menem essas reformas foram colocadas em prática. Como resultado houve aumento do desemprego e da pobreza. Pelo visto, o povo tem razão quando identifica o M do FMI como miséria. A segunda lição é reduzir a meta de inflação. Isso fará com que o Banco Central seja mais conservador e não baixe os juros básicos da economia brasileira. Como resultado teremos menor crescimento econômico e maior pagamento de juros. Quem ganhará com isso? As 20.000 famílias brasileiras que são detentoras dos papéis que pagam esses juros. Dessa forma recursos que iriam para educação, saúde, transportes e combate à pobreza ficariam com os mais ricos. Ademais, a inflação brasileira está em baixa e se encontra dentro dos mesmos padrões dos países emergentes. A terceira orientação é aumentar o superávit primário. Para começar o país já tem o maior superávit primário da história econômica brasileira. Aumentar retirando dinheiro da onde? Da educação? da Saúde? Do Bolsa Família?. A quarta lição é liberalizar o comércio. como, cara-pálida? Que país fez isso? Só no governo Collor e no de FHC e o resultado foram inúmeras empresas falidas e 10 milhões de desempregados. A quinta lição foi parar de intervir no câmbio. Como assim? Se com intervenção o real é a moeda que mais valorizou no mundo, sem intervenção o dólar desceria ladeira abaixo e a produção industrial brasileira junto. Seria o mesmo que colocar cupim numa madeira boa. A sexta lição é mexer nas leis trabalhistas. Talvez adequá-las como as vigentes antes de 13 de maio de 1888. E a última lição é não ajudar os setores afetados pelo câmbio. Os países que estão crescendo mais no mundo são justamentes aqueles que intevêem no câmbio e ajuda os setores afetados pela valorização de suas moedas. Não fazê-lo seria o mesmo que ver um naufrágo e deixá-lo à própria sorte. Pelo visto os economistas do FMI fizeram o curso em Marte, pois tudo que receitaram ao Brasil foi tomar veneno. A instituição possui 2.716 burocratas, cuja missão principal é destruir países que queiram trilhar um desenvolvimento autonômo com distribuição de renda. E suas receitas são tão boas que o Banco teve um prejuízo de US$ 100 milhões em 2006. Como diz o dito popular em casa de ferreiro o espeto é de pau. Assim como a cara desses burocratas que querem o povo brasileiro desempregado, sem proteção trabalhista e previdenciária, o país pagando mais juros aos mais ricos e todo o futuro comprometido.

A tática da mídia conservadora (e golpista)

Você quer ser jornalista? Então siga o menu abaixo adotado pelos donos dos meios de comunicação do Brasil


1 - qualquer assunto que seja contra o governo federal aumentar o volume máximo, acionar a Central do Golpe e colocar em toda mídia em tom acusatório e condenatório.
2 - O pensamento do Fundo Monetário Internacional é o determinante, mesmo que as baboseiras econômicas pregadas pelo FMI jogariam o país em recessão, aumentaria o desmprego e geraria mais violência, elas deverãos ser defendidas de forma acrítica.
3 - O tucano José Serra, governo do Estado de São Paulo é o único com condições de impedir a implantação de um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Assim, como fez a mídia francesa com Sarkozy, que desde 2002 goza de espaço privilegiado na mídia, o Serra quando a notícia for boa para ele terá o volume aumentado e será manchete de capa. Quando for ruim, o volume será quase que imperceptível, e constará no interior dos jornais de forma rápida.
4 - Os Estados Unidos têm sempre razão, invadiram o Iraque para libertá-lo de um governo corrupto e violento. Não foi para se apossar do petróleo do país e dominar um dos poucos países da região que tinha condições de se desenvolver econômica e socialmente.
5 - Terroristas são os palestinos, mesmo quando Israel invade o seu território com tanques e aviões e disparam mísseis para todo lado suspeito.
6 - O prefeito Kassab de São Paulo não pode ter o mesmo tratamento crítico que teve a Marta Suplicy. A cidade passa pela maior epidemia de dengue, mas isso é apenas detalhe.
7 - Programas sociais não resolvem nada. A cartilha é a do economista inglês Malthus, para quem não adianta ajudar os pobres, deixe-os à própria sorte.
8 - Governos que defendem a população de seus países, a não ser que seja europeus ou norte-americanos, são populistas.
9 - O Brasil não cresce por falta de reformas como a trabalhista e a previdenciária. A trabalhista é para flexibilizar contratação de trabalhadores e tirar direitos trabalhistas, que são contra-producentes. A previdenciária é para tirar as aposentadores dos velhinhos que são privilegiados.
10 - O COPOM está sempre com razão, não importa se as taxas de juros reais do Brasil são as maiores do mundo.
11 - É preciso reduzir gastos do governo. Gastos sociais, pois o país já gasta muito nessa área. Redução com gastos de juros jamais.
12 - As cotas nas universidades públicas não são necessárias, todos têm condições iguais de competir por uma vaga, apesar que uns poucos estudaram no colégio Bandeirantes e a maioria em sistema falidos de educação estadual.
13 - Chávez é ditador e na Venezuela não há liberdade de imprensa, apesar de Hugo Chávez ser atualmente o político que mais vezes passou por eleições livres e na Venezuela a mídia descer o pau nele 24 horas por dia.
14 - A democracia é um bem inalienável, a não ser quando é seja para derrubar governos tipos Hugo Chávez. Na Venezuela a mídia do mundo inteiro apoiou o Carmona que ia implantar uma ditadura no país.
15 - A liberdade de imprensa deve prevalecer, isso é, a liberdade dos donos dos meios de comunicação, pois o jornalista não é livre para escrever o assunto a partir do seu ponto de vista. A pauta na maioria das vezes já sai pronta da redação, o jornalista só vai atrás para confirmar a tese formulada pelo patrão.
16 - Todos os políticos do PT que forem suspeitos de algo deverão ser chamados de petistas, ficar bem patente que são do PT e não terem direito ao contraditório. Dos demais partidos não, por exemplo o ex-deputado que foi preso na operação Xeque- Mate até o momento não disseram que partido ele pertence, o governador de Alagoas Teotônio Villela Filho, nunca disseram o tucano governador de Alagoas.
17 - Toda informação que for favorável ao governo LULA não deve ser sinalizada como do governo, agora tudo que for desfavorável, deve ser enfatizado como governo Lula.
18 - Fotos do Lula na capa do jornal só quando for desfavorável, exemplo, a Folha de São Paulo, o Lula só aparece quando há alguma acusação do jornal contra o presidente.
19 - Jamais defender um Projeto Nacional de Desenvolvimento e um governo trabalhista. O Brasil é um país com vocação ao subdesenvolvimento e deve permanecer como tal.
20 - Esse país não vai dar certo pois o povo é indolente, apesar de ser um dos povos que mais trabalham no mundo. Isso não interessa. Também é o mais corrupto do mundo, apesar desta semana um ministro japonês ter se enforcado por causa de corrupção e o vice-presidente dos Estados Unidos estar ligado a uma empresa que tem contratos vultosos no Iraque.

A mídia foi desmascarada

A mídia conservadora (e golpista) foi desmascarada. Ao aumentar o volume da não renovação da RCTV na Venezuela, acusando o governo de Chávez de ditador. Acontece, que nos Estados Unidos de 1934 a 1987 foram revogadas 141 concessões de TV e rádio e ninguém reclamou. E não foi só lá não, também ocorreu no Canadá,no Peru, no Reino Unido, no Uruguai, na Irlanda, na França, na Russía e no mundo inteiro. O espectro eletromagnético é um bem comum, assim como o oxigênio. Os marinhos, civitas, abravanel, saads, cisneros, etc..etc... não são donos dessas ondas. Deve haver controle social sob os meios de comunicação concedidos. Isso ocorre no mundo inteiro, mas no Brasil quando se toca no assunto alegam a liberdade de imprensa. Liberdade deles forjarem golpes, inundarem os lares brasileiros com violência e contra propaganda política. Por que nenhuma central sindical brasileira possui um canal de televisão ou de rádio? Quando haverá a democratização da mídia? Por que as comunidades, universidades, não têm espaço? Está na hora de abrir a discussão, pois da forma como age a Rede globo, o SBT (vide o Carlos Nascimento em ação destilando ódio contra o governo)a Bandeirantes (já reparou nos comentários do Mitre?)e as inúmeras rádios que agem contra a democracia brasileira.

Os papagaios de pirata

A mídia brasileira cada vez mais se parece com papagaio de pirata. É simples, alguém escreve e todos os telejornais vão repetindo as mesmas notícias. É só assistir aos jornais brasileiros. E o tom é o mesmo, preconceituoso, contra o país e sempre dando razão ao que vem de fora. E ainda falam em liberdade de imprensa. Que liberdade é essa, se até aquelas notícias supérfluas, como o do ursinho na Alemanha que estava ameaçado foi repetida ad nauseam nas emissoras brasileiras? No jornal da Globo, o willian Waack e aquela cara de corvo ao noticiar do encontro do Presidente LULA com empresários alemães, disse que apesar destes terem reclamado da burocracia e carga triburátia iriam investir no Brasil. Ele falou assim como se os empresários alemães estivessem fazendo um favor ao país. Primeiro, a burocracia na China é imensamente maior do que no Brasil. Segundo, a carga tributária na Suécia por exemplo é maior do que no Brasil. E mesmo assim todos os empresários do mundo inteiro investem nesses países. O que leva um empresário a investir no país é o retorno que ele terá do capital investido, independente das condições. Talvez, o Waack não tenha tido nenhuma lição de economia, senão não apoiaria de forma tão descarada o que disse o empresário alemão. E as condições econômicas no Brasil são ímpares em toda a sua história. Não tem nem comparação do período em que o partido defendido por Waack, o PSDB esteve no governo. O Jornal da Globo cheira a preconceito e ódio de classe. Isso o willan Waack encarna bem.

sábado, junho 02, 2007

Agora é hora de crescer

O Brasil possui atualmente todas as condições para um maior crescimento econômico. A inflação está sob controle e com expectativa de baixa, assim como os juros, que nominalmente é o menor de nossa história, apesar de ainda continuar sendo o maior juro real do mundo. Os investimentos estão crescendo em todos os setores, as empresas produtoras de bens de capital estão com boas carteiras de pedidos, assim como as importações de máquinas e insumos também estão em alta. O setor automobilítico teve a maior venda para um mês de maio da história, há modelos de automóveis que estão com fila de espera, assim como de caminhões. Recorde na produção agrícola e nas exportações. O desemprego aumenta, mas é em função de pessoas que não tinham alento para procurá-lo, ganham ânimo e começam de novo a procurá-lo. Dessa forma as elas entram nas pesquisas, isso acontece em toda retomada econômica. O país está prestes a entrar num ciclo virtuoso de crescimento econômico e distribuição de renda.

O Serra pode

Foi descoberto um esquema envolvendo a polícia do Serra em São Paulo, com pagamento de propina a policiais e a mídia esconde o fato no interior dos jornais e das matérias.

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Serra está envolvida em várias falcatruas, segundo informações, de mais de R$ 40 milhões e a imprensa trata isso como fato corriqueiro.

O Serra acaba com a autonomia das universidades paulistas ( e acusam Chávez de ditador) e a mídia coloca a culpa pela ocupação dos estudantes na Reitoria da USP, nos alunos que estão brigando para que a Constituição Paulista seja acatada.

O Estado de São Paulo parou para balanço já fazem cinco meses e o mesmo cinismo da mídia. Agem como se nada estivesse acontecendo.

A cidade de São Paulo tem recorde de casos de dengue e praticamente não é noticiado.

Até quando a mídia conservadora (e golpista) vai esconder o Serra?

Se o Serra fizer um decreto revogando a lei da gravidade, a mídia fará editoriais, louvando-o pela coragem e pela inteligência.

Esse é o Estado de São Paulo, nem o surrealismo do livro 1984 de George Orwel foi tão longe

Só poderia ser na cbn

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 435



. “A venda de carros tem o melhor mês de 50 anos”, diz o Estadão deste sábado, na página B9.

. A Fiat do Brasil espera vender este ano 2,2 milhões de veículos.

. Em maio, as vendas da Fiat cresceram 17,7% em relação a abril e 28,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

. No fim do ano passado, a Fiat contratou 1,2 mil funcionários.

. Esta semana, abriu mais 1,7 mil vagas.

. As vendas do Palio cresceram 37,7% em maio, em comparação com abril.

. A Fiat é a líder do mercado brasileiro.

. A Fiat do Brasil é a jóia da coroa da Fiat mundial.

. PORÉM, a Fiat vive num inferno dantesco.

. Melhor seria se Gianni Agnelli a tivesse instalado em Port-au-Prince, no Haiti, e não em Betim, Minas.

. Foi um erro estratégico irreparável.

. É o que se deduz da inesquecível entrevista que o presidente da Fiat para a América Latrina concedeu, por vinte intermináveis minutos, à CBN, nesta sexta-feira.

. A entrevista começou com a informação – logo se verá, inexplicável – de que a Fiat não tem mais como produzir no Brasil, de tanto que produz.

. Por isso, vai transferir uma parte da produção para a fábrica ociosa da Argentina.

. Porém, isso que, aparentemente, é uma boa notícia, configura, segundo o ilustre executivo da Fiat, uma catástrofe.

. Disse o ilustre executivo:

. No Brasil não há infra-estrutura.

. Não há estradas para os carros rolarem.

. Daqui a 39 anos, a Fiat vai colocar no seu plano estratégico uma provisão especial para enfrentar o desmanche da infra-estrutura brasileira, especialmente a falta de estradas.

. Imaginei: Ah! Os compradores do Palio pensam que aquilo é um helicóptero e serve para voar.

. O ilustre executivo disse que os juros no Brasil são como os glutões que habitam o Circulo III do Inferno de Dante.

. A taxa de câmbio no Brasil, então, nem se fala ! Um horror ! Vive no Circulo IV, na companhia dos avarentos do Inferno de Dante.

. A legislação trabalhista, a falta de reformas, tudo isso cria obstáculos intransponíveis – faz com que a Fiat viva no caos, como os que vivem no Limbo, logo na entrada do Inferno.

. E o aumento das matérias primas, a começar pelo aço ? A Fiat não agüenta mais. A Fiat sofre como os filhos de Ugolino, do Canto XXXIII. É de dar dó.

. A situação da Fiat no Brasil se aproxima, a cada dia, do Círculo IX, prostrada, aos pés de Satanás.

. O ilustre executivo da Fiat terminou no Apocalipse (aí, já passamos a São João ...): “O Brasil vai acabar importando automóvel”.

. Taí, o presidente da Fiat até que deu uma boa idéia.

. Como o Brasil precisa importar para reduzir a taxa de câmbio, por que não mandar a Fiat para Port-au-Prince, e o consumidor brasileiro substitui o Palio por concorrentes fabricados no Japão, Coréia do Sul, Alemanha ?

Não com meu voto

A moção do Senado Federal se intrometendo nas questões internas da Venezuela foi um ato de subordinação aos interesses dos Estados Unidos e dos coronéis eletrônicos que detém o monopólio de mídia no Brasil. Há vários casos de países que são aliados dos Estados Unidos no mundo que são ditaduras, reprimem o seu povo e nosso Senado não se manifesta. Não é o caso da Venezuela. O presidente Hugo Chávez foi eleito pelo povo, a imprensa é tão livre, que prega o seu assassinato. O seu povo o apóia. A rctv não só pregou o golpe de estado, como participou dele. O objetivo era assassinar Hugo Chávez e implantar uma ditadura na Venezuela. Se o mesmo se desse com a BBC, que trabalhasse pelo golpe e pelo assassinato de Tony Blair, ou com alguma emisso francesa, ou estadunidense, ou seja lá de que país for, qual seria a postura da mídia conservadora (e golpista) brasileira? Aliás, ela tem experiência nisso, pois ela atuou da mesma forma no golpe de 1964. Jornais como a folha de são paulo, o globo, o estadão et caterva pediram e deram apoio explícito ao golpe. a folha de são paulo ainda atuou na tortura de presos políticos, emprestando as suas viaturas para que tal ocorresse. A rctv não é dona, assim como a família marinho, santos e outras do espectro eletromagnético. Ele é conjunto de onda de vários comprimentos, que servem para as transmissões de rádio, tevê e até para que nós enxerguemos o mundo. O espectro eletromagnético é um bem comum, assim como o ar. As empresas têm uma concessão de utilização do espectro, por prazo determinado. Na Venezuela, esse prazo expirou e o governo não o renovou. Quando terminar o prazo de concessão da globo, record, bandeirantes,rádio cbn, sbt, entre outras, o governo renova se quiser. É um bem público (embora as famiglias não o vêem assim)em uso particular por tempo determinado. Esse é o medo dessa gente. Se isso vira moda, poderemos democratizar os meios de comunicação no mundo inteiro. Essa concessão da natureza deveria ser usada para o bem de todos e não de uma minoria oligárquica que o utiliza para defender os seus interesses. A liberdade de imprensa, é a dos donos desses meios martelarem as suas idéias à exaustão (como Goebells ensinou) para que o povo ache que eles estão certos. Essas idéias sempre vão contra interesses da população. Um bom governante não é o que defende o interesse dos cidadãos,mas o que interessa aos coronéis eletrônicos, vide o Kassab em são Paulo. Dessa forma, o Senado brasileiro extrapou na sua função. Nossos senadores bem que mereceram a reposta do governo eleito e legítimo da Venezuela.

Palpiteiros Econômicos

O Nassif lançou um livro no qual ele chama os economistas adestrados nos Estados Unidos de "Cabeças de Planilha". No Brasil há uma sub-categoria dessa espécie. Trata-se dos "Palpiteiros Econômicos". Esses filhotes diletos dos "Cabeças de Planilha" defendem a modernização trabalhista (recuo da legislação trabalhista para antes de 13 de maio de 1888), déficit nominal zero (cortando gastos de educação, saúde, investimentos em aeroportos, rodovias, ferrovias, diminuição dos salários dos funconários públicos e outras mazelas), reforma previdenciària (para privatizá-la, cortando os benefícios dos idosos, chamados por eles de privilegiados), Estado mínimo (se possível ínfimo, onde proliferam o crime organizado, abertura de casas de bingo, caça-níqueis, corrupção generalizada entre outras barbáries)privatização (privataria pura como foram os 8 anos de fhc, entrega do patrimônio público ao capital internacional para promover o enriquecimento de tucanos, como é relatado no livro do Nassif) e principalmente que o poder seja sempre exercido pelo psdb, disso eles não abrem mão. Os "Palpiteiros Econômicos" não precisam entender de economia, é só defender as idéias acima e é empregado pela mídia conservadora (e golpista). Eles estão na rádio cbn (aquela que martela notícia), na folha de são paulo, no estadão, no valor econômico, na globo, na cultura. Quando ouví-los prestem atenção, eles jamais vão defender distribuição de renda, trabalho com carteira assinada, desenvolvimento autonômo do Brasil, melhoria dos salários, ampliação dos direitos sociais. O discurso dos "Palpiteiros Econômicos" vai sempre contra o Brasil e o seu povo e principalmente o governo que está melhorando a vida de todos os brasileiros.

Mau caratismo

O presidente da Fiat na América Latina carece de caráter. A empresa está contratando funcionários para atender a demanda, chegou no limite da fábrica instalada em Betim, aumentou em 37% as venda do Palio e o cara vem criticar numa entrevista a rádio CNB ( AQUELA QUE CADA MEIA HORA DE FORMA FASCISTA FICA MARTELANDO A NOTÍCIA) a política cambial, querer reforma trabalhista e criticar a política econômica do governo? Será que para ser executivo no Brasil precisa ser burro e contra qualquer governo trabalhista? O quanto aumentou a produção na Fiat na Itália? Qual o salário pago ao trabalhador brasileiro e o pago ao italiano? a reforma trabalhista apregoada por ele é recuar as condições de antes do 13 de maio de 1888? Atualmente possuo um automóvel dessa marca, mas quando for trocar de automóvel já estou pensando de mudar de marca.

terça-feira, abril 17, 2007

CPI do Plano Real?

GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?






Paulo Henrique Amorim



Máximas e Mínimas 317





. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.



(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).



. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:



“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.



. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.



. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.



. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:



Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara



Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado



José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado



Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara



Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM



José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara



Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara



Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara



Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara



Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara



Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara



Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara



Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara



Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara



Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado



Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado



José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado



Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado



João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado





Respostas:



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.

CPI do Plano Real?

GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?






Paulo Henrique Amorim



Máximas e Mínimas 317





. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.



(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).



. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:



“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.



. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.



. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.



. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:



Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara



Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado



José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado



Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara



Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM



José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara



Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara



Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara



Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara



Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara



Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara



Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara



Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara



Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara



Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado



Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado



José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado



Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado



João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado





Respostas:



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.

CPI do Plano Real?

GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?






Paulo Henrique Amorim



Máximas e Mínimas 317





. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.



(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).



. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:



“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.



. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.



. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.



. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:



Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara



Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado



José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado



Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara



Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM



José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara



Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara



Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara



Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara



Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara



Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara



Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara



Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara



Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara



Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado



Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado



José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado



Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado



João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado





Respostas:



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.

O Banco do Sul

Causa calafrios aos burocratas do Banco Mundial e o FMI a possibilidade da América do Sul vir a criar um banco de fomento. Esse banco deveria ser o Banco Interamericano de Desnvolvimento, criado por inspiração de Juscelino Kubistchek de Oliveira. O BID acabou sendo encampado pelos Estados Unidos e a exemplo do Banco Mundial e do FMI são aparelhos ideológicos neoliberais dos Estados Unidos. O Banco do Sul deve ser voltado ao desenvolvimento da região e a redução das desigualdades sociais. Também pode apresentar estudos a respeito das condições econômicas de cada país, mas dentro de uma ótica desenvolvimentista e não ortodoxa. O Banco deve reduzir a influência do FMI na região. O FMI e o Banco Mundial com suas políticas contracionistas causaram verdadeiras tragédias sociais na região. Com o Banco do Sul e a integração da infraestrutura, a América do Sul estará dando grandes passos na sua integração.

O Banco do Sul

Causa calafrios aos burocratas do Banco Mundial e o FMI a possibilidade da América do Sul vir a criar um banco de fomento. Esse banco deveria ser o Banco Interamericano de Desnvolvimento, criado por inspiração de Juscelino Kubistchek de Oliveira. O BID acabou sendo encampado pelos Estados Unidos e a exemplo do Banco Mundial e do FMI são aparelhos ideológicos neoliberais dos Estados Unidos. O Banco do Sul deve ser voltado ao desenvolvimento da região e a redução das desigualdades sociais. Também pode apresentar estudos a respeito das condições econômicas de cada país, mas dentro de uma ótica desenvolvimentista e não ortodoxa. O Banco deve reduzir a influência do FMI na região. O FMI e o Banco Mundial com suas políticas contracionistas causaram verdadeiras tragédias sociais na região. Com o Banco do Sul e a integração da infraestrutura, a América do Sul estará dando grandes passos na sua integração.

CPI do Plano Real?

GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?






Paulo Henrique Amorim



Máximas e Mínimas 317





. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.



(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).



. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:



“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.



. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.



. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.



. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:



Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara



Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado



José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado



Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara



Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM



José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara



Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara



Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara



Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara



Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara



Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara



Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara



Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara



Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara



Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado



Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado



José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado



Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado



João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado





Respostas:



Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".



Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.



Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.



Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.

sexta-feira, abril 13, 2007

O PAC e o planejamento de longo prazo do Brasil

Desde a crise da dívida externa de 1982 que o Brasil deixou de ter planejamento de longo prazo. O PAC representa a retomada de projetos para desenvolver o país com prazos e metas bem definidas. Até 2010 serão investidos US$ 504 bilhões em energia, petróleo, gás, rodovias, ferrovias, habitação, saneamento, portos, aeroportos, entre várias medidas para elevar o investimento no país. A meta é que o Brasil cresça 5% ao ano. Estão no PAC a interligação das bacias do São Francisco, o Rodoanel, o Ferroanel, intervenção em 20 aeroportos, criação de 67 portos, recuperação de rodovias, construção de 4 milhões de habitações entre outras obras que são vitais ao país. O PAC tem uma equipe de gerenciamento que acompanha todas os mais de 2.000 projetos que constituem o programa. Com o PAC o Brasil dará um salto enorme no seu desenvolvimento econômico e social, com crescimento e distribuição de renda em todas as regiões.

Os palpiteiros econômicos da Inglaterra

A revista "The Economist" é conceituada entre os neoliberais do mundo. Pelo visto essa revista não merece a reputação que tem. Em matéria que foi reproduzida no jornal "Valor Econômico" de 13/04, a revista demonstrou uma enorme ignorância sobre a economia do Brasil ao escrever que o país está parado e outras besteiras. É um texto extremamente ideológico e sem nenhum vínculo com a realidade. A própria revista reconheceu que o país está à beira de receber o "grau de investimento". No ano de 2002 o país estava sem nenhuma credibilidade internacional. Não tinha crédito para financiar as nossas exportações, o risco país era de 2.400 pontos, a inflação era de 12%, o país tinha apenas US$ 16 bilhões de reservas, entre outras mazelas deixadas pelos tucanos. Atualmente a inflação está ao redor de 3,5% ao ano, temos US$ 111 bilhões de dólares de reservas, o risco país se aproxima de 150 pontos, temos tomado empréstimo no exterior ao custo da história. A matéria da "The Economist" é o pior que se faz em jornalismo econômico, compatível ao que escreve Miriam Leitão et caterva. É a palpiteira econômica da Inglaterra, que fica desfilando receitas de reformas. As mesmas que eles mandaram e o FHC aplicou e quebrou o Brasil. Essa revista devia se retratar por escrever tantas besteiras sobre um país soberano. Felizmente os empresários do mundo não levam "The Economist" a sério, senão não estariam investindo no Brasil. A entrada do investimento direto do exterior tem batido recordes, eles também têm investido na Bovespa e comprado títulos públicos do país. É lamentável.

quarta-feira, abril 11, 2007

A revolução silenciosa

O governo Lula investiu mais de R$ 24 bilhões no Pronaf. O programa foi criado em 1996 pelo (des) governo FHC, que aplicou dessa data até 2002, somente R$ 2,6 bilhões. O governo Lula em um pouco mais de 4 anos já investiu quase dez vezes mais. O Pronaf, segundo matéria publicada no jornal de Valor Econômico de 11/04, representa uma revolução silenciosa, em que milhões de famílias ganharam acesso ao crédito. As taxas de juros são negativas, pois dependendo da linha de crédito, o agricultor familiar paga 3% ao ano, ou seja abaixo da inflação, medida pelo IPCA. E têm 8 anos para pagar com 5 de carência. O Pronaf tem mudado para melhor a vida de milhões de brasileiros. Graças a ele o êxodo rural tem se revertido e as famílias podem permanecer nas suas terras produzindo sem inchar as grandes cidades brasileiras. Mais um ponto para o Governo Lula.

Sem rumo

Pelo visto, a oposição perdeu o rumo e joga tudo na CPI da crise aérea. Após as últimas pesquisas em o Presidente Lula continua imbatível, só resta ao ex-PFL, PSDB e PPS fazer o jus espeneandi. Após saber dos resultados da pesquisa Sensus, o ex-PFL e PSDB entraram com pedido de CPI no Senado. É o que resta aos representantes da sub-elite brasileira. Eles não querem desenvolvimento, querem manter o país na miséria e os seus privilégios. O sucesso do governo Lula os incomoda por mostrar o quanto eles foram incompetentes nesses 500 anos. Para eles, parafraseando Manuel Bandeira, só lhes resta mandar tocar um tango.

A tática nazista da CBN

A rádio CBN usa a tática nazista inventada por Joseph Goebbels. Essa tática consiste em martelar informações de acordo com o interesse da empresa a cada meia hora. Toda a mídia conservadora (e golpista) do Brasil usam o mesmo expediente, só que a CBN, aquela rádio que "troca notícia", usa de forma mais consistente. É só pegar a crise aérea. Como é de interesse dos controladores da CBN, a família Marinho, a instalação da CPI, essa rádio a cada meia hora alude a algum fato para forçar a sua instalação. E o jornalista Heródoto Barbeiro foi escalado para ser o puxador da CPI, função que ele desempenha com visível satisfação. Quanto a CPI da Nossa Caixa ou do Metrô, que desagradam o governo Serra,nem um pio do impoluto jornalista. Heill,cbn.

Os palpiteiros econômicos atacam

Numa dessas análises "científicas" o Carlos Sardenberg ao fazer referência ao superávit primário, disse que o governo ao invés de manter a mesma quantia reservada para tal fim, com o aumento do PIB, deveria aumentar o montante financeiro também. Provocado sobre a crise aérea, o comentarista disse que o governo tinha perdido o controle e que faltava investimento. Isso mostra o que esses palpiteiros econômicos são na verdade paus mandados para falar coisas incoerentes. Para fazer superávit fiscal primário é necessário não gastar. Agora como aumentar o superávit primário e investir em aeroporto? É lamentável o tipo de informação dada á nação por esses comentaristas. Não há nenhuma responsabilidade no que é comentado. Aliás, o palpiteiro econômico é uma categoria inferior ao cabeça de planilha.

quinta-feira, março 29, 2007

Saiu no Economínimo III

Distribuir faz crescer
O cálculo mais apurado do PIB mostrou que o crescimento da economia era maior do que o informado na contabilidade anterior. A nova metodologia revelou que esse maior crescimento, principalmente nos anos recentes, tem sido em boa parte explicado pelo aumento no consumo – das famílias e do governo. Deixou claro também que o investimento era menor do que o imaginado (a queda em 2005, da série antiga para a séria nova, foi de quase 20% do PIB para pouco mais de 16% do PIB).
Vai daí que alguns já saíram concluindo que assim não vai dar. Uma economia que cresce pelo lado do consumo, mas avança pouco nos investimentos, ou fica rondado em falso e crescendo pouco ou acaba caindo no precipício inflacionário, o que, no fim das contas, dá no mesmo, com mais distorções.
Esses alguns não têm coragem de dizer com todas a letras, mas a conclusão deles é aquela mesma: é preciso fazer o bolo crescer antes de distribuir.
Eis aí uma conclusão lamentável, que resulta da mistura de ignorância com viés ideológico. Afinal, faz tempo a realidade empírica fulminou a “teoria do bolo”.
Quando se compara, historicamente, em diversos países, curvas de distribuição de renda e curvas de crescimento, encontram-se resultados de todos os tipos. Em resumo, é possível crescer distribuindo renda ou crescer concentrando renda, da mesma forma que é possível distribuir renda sem crescer ou crescendo pouco.
Há economias com alto crescimento e piora na distribuição, como o Brasil entre os anos 70 e 90, a Tailândia, na década de 80 e a China, dos anos 80 até hoje. Mas há também países com baixo crescimento e melhora na distribuição, caso de Cuba e Colômbia, na década de 80, do Marrocos e Sri Lanka, nos anos 60 e 70 … e, informações frescas nos informam, o Brasil, na primeira metade da década de 2000.
Um estudo já antigo (de fevereiro de 2000), mas ainda valioso, da economista britânica Frances Stewart, então diretoria do Centro de Estudos do Desenvolvimento, da Universidade de Oxford, levanta evidências de que, no reverso da “teoria do bolo”, distribuir faz crescer (aqui, em inglês, francês ou espanhol). Embora um baixo crescimento dificulte a desconcentração de renda, uma melhor distribuição de renda deriva mais da adoção de políticas próprias e específicas voltadas a esse objetivo e esta é, por sua vez, fator de crescimento.
Ao examinar a trajetória econômica de Coréia, Taiwan, Indonésia e Malásia, alguns dos chamados “tigres asiáticos”, nos vinte anos entre 1975 e 1995, Frances Stewart encontrou um quadro de crescimento per capita entre 4,5% e 7% ao ano. Ao cabo desse período, o coeficiente de Gini, nestes países, variava de 0,29 a 0,48 (o indicador vai de 0 a 1 e quando mais perto de 1 indica maior concentração de renda). Apenas para comparar, no Brasil, entre 2001 e 2004, ocorreu significativo recuo no coeficiente de Gini, que caiu de 0,59 para 0,56.
Agora, atenção para os fatores explicativos da mudança positiva, nos países asiáticos acima citados, de acordo com as pesquisas de Frances Stewart: o crescimento e a distribuição de renda se deram num ambiente que combinava reforma agrária, exportações intensivas em mão-de-obra e maciços investimentos em educação. Querem que repita o tipo de política que levou à distribuição de renda e ao crescimento que hoje tanto invejamos – inclusive os que resistem à reforma agrária, às políticas afirmativas e às políticas verticais – ou não precisa?
No Brasil, mesmo antes do atual período em que se verifica uma redução das desigualdades de renda em meio a um crescimento econômico relativamente baixo, estudos de economistas do Ipea, liderados pelo especialista Ricardo Paes de Barros, concluíam, em cima de simulações estatísticas que a adoção de políticas redistributivas teriam tão ou mais efeito para a desconcentração de renda do que o crescimento econômico em si.
A vida real está comprovando o acerto desses estudos. E, mesmo assim, ainda há quem invoque a “teoria do bolo”. É de doer.

Saiu no Economínimo II

Sinais de aquecimento
O grau de utilização da capacidade instalada na indústria, no começo de 2007, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, alcançou 85,6%, o mais alto registrado em 30 anos.
A produção de máquinas cresceu 6,6%, nos últimos doze meses, o dobro do crescimento da economia como um todo no mesmo período e a perspectiva é de uma expansão setorial de 8% no ano.
De acordo com sondagem da Fiesp, três quartos da indústria paulista aumentarão ou manterão os investimentos em 2007.
Os investimentos diretos estrangeiros estão crescendo em ritmo inesperadamente alto neste início de ano, permitindo projetar um volume superior a US$ 20 bilhões ao longo de 2007. Nos últimos doze meses, com um ingresso de US$ 34,4 bilhões, praticamente igualaram o recorde do período áureo das privatizações, entre 1999 e 2001.
O crédito e, principalmente, o crédito para as famílias, está em franca expansão. O crédito como um todo já passa do equivalente a um terço do PIB, quando nem chegava a um quarto há menos de cinco anos. E o crédito consignado já alcança R$ 50 bilhões.
Alguns setores da economia começam a viver um momento de pressão de demanda, coisa que não se via há algumas décadas. No mercado de automóveis, por exemplo, há filas e começa a haver ágio.
Turbulências na economia internacional e uma ação deliberada do Banco Central, como ocorrido em 2005, podem furar e reverter a tendência. Mas que há sinais de aquecimento e eles estão pipocando a cada dia com mais nitidez, isso lá é um fato.
Não custa ficar de olho.

Saiu no Economínimo de José Paulo Kupfer

O futuro depois do novo PIB
É quase uma unanimidade que, depois da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, pela nova metodologia de cálculo, aumentaram as perspectivas de uma expansão da economia, em 2007, acima dos 3,5% registrados na maioria esmagadora das projeções anteriores e mesmo além dos 4% já estimados por muitos, incluído entre eles o Banco Central.
Na série antiga, o PIB de 2006 havia evoluído 2,9% em relação ao de 2005. Na série nova, mais próxima da realidade, o avanço da economia em 2006 sobre o ano anterior alcançou 3,7%, ficando acima das expectativas mais otimistas, que previam uma revisão do crescimento para, no máximo, 3,5%.
O cálculo do PIB, como o da inflação, é um esforço de aproximação da realidade – não é a realidade. Além disso, como toda contabilidade, a do PIB retrata o movimento das transações de caráter econômico realizadas em dado espaço geográfico em determinado período de tempo. É, em resumo, um retrato do passado. Daí porque mudanças no cálculo do PIB já realizado não afetam a vida de ninguém, além do que foi ela foi por ventura afetada no período mensurado.
Se é uma visão do passado que não altera o presente, um novo e mais sofisticado método de cálculo do PIB, que amplie o número de eventos observados e capte seu impacto nas interrelações das cadeias produtivas, pode ajudar a decifrar melhor o futuro. Analisado sob este ângulo, o novo PIB de 2006 dá indicações de que o PIB de 2007 e o dos anos seguintes podem ser mais robustos do que os até aqui estimados.
O esforço para garantir, por exemplo, um superávit fiscal capaz de estabilizar e reduzir a relação dívida pública/PIB ficou menos pesado. Se for mantida a meta de economizar R$ 91 bilhões em 2007 – o volume de recursos que equivalia, no cálculo antigo, a 4,25% do PIB – o superávit primário poderá se limitar a 3,8% do novo PIB. O déficit nominal, que inclui, além das despesas e receitas primárias, as despesas com juros da dívida pública, também recuou, com o novo PIB, de 3,3% do PIB para 3%. Com isso, a tarefa de reduzi-lo a zero até 2010 ficou mais fácil.
Com um PIB mais alto, outros grandes entraves a um aumento dos investimentos foram, como que “por encanto”, sensivelmente aliviados. Se antes do novo cálculo, a dívida pública líquida equivalia a 50% do PIB, agora caiu para 44% do PIB. E a carga tributária, antes acima de 38% do PIB, recuou para pouco mais de 35%. Reduzi-los aos níveis desejados de 35% do PIB, no caso da relação dívida/PIB, e menos de 30% do PIB, no caso da carga tributária, para deslanchar um maior crescimento, ficou menos complicado.
Aliviada a pressão fiscal, também é de se esperar que reduza a resistência do Banco Central a uma aceleração dos cortes nas taxas de juros. Na verdade, há razões para acreditar que o novo cálculo do PIB fez desabrochar a compreensão de que o famoso produto potencial na economia brasileira – aquele que trava a mente e as ações da diretoria do Banco Central – tenha aumentado para além dos convencionais 3,5% ao ano.
Todos esses novos fatores se combinam para indicar que a própria taxa de investimento, que recuou para pouco mais de 16% do PIB com o novo cálculo do PIB, tem tudo para voltar a crescer e chegar, relativamente rápido, aos 25% do PIB que assegurariam uma base para uma expansão econômica anual de pelo menos 5%.
Num ambiente em que se registra aquecimento no setor da construção civil e no de bens de capital, base da formação de capital fixo, a economia poderá avançar mais consistentemente daqui até o fim da década, mesmo sem grandes reformas. Com o novo PIB também ficou mais fácil ser mais otimista quanto ao futuro.

BC: Independente do povo e dependente do mercado financeiro

O BC É A NOSSA GUANTÁNAMO
(Ou porque a mídia não abre o bico)
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 258
. Desde que a revista Carta Capital revelou na sexta-feira passada que o presidente do Banco Central e dois diretores mantiveram três reuniões secretas com 80 economistas de instituições financeiras; e que nessas reuniões os presentes saíram com informações sobre a estratégia futura do BC para a taxa de juros e a política cambial...
. Desde essa espantosa revelação, que, numa democracia não-mitigada como a nossa, dava em cadeia...
. Desde então, houve um “silêncio ensurdecedor”, como diz o Mino Carta em seu blog (clique aqui para “ouvir” a indignação do Mino) na mídia conservadora.
. Essa mídia, que finge que é objetiva e joga num lado só do campo – no campo conservador, e num campo inclinado, de jeito a jogar o Presidente Lula na ribanceira...
. A mídia “isenta” não deu uma mísera linha sobre essa reunião para “entregar o ouro”.
. (É bem verdade que o Presidente Lula e o Ministro Mantega também não disseram uma palavra...)
. Por que será que a mídia conservadora não abriu o bico?
. Vou tentar uma explicação.
. A mídia conservadora se nutre dos princípios que formam a cartilha neoliberal, que, aqui, se instalou durante o Governo de FHC, o Farol de Alexandria, aquele que lançava luzes sobre a Antiguidade.
. O neoliberalismo, como doutrina, nasceu na Universidade Católica (do Chile), os “Chicago Boys”, do Governo Pinochet, e chegou ao poder de forma irremediavelmente hegemônica com os Governos Thatcher na Inglaterra e Reagan, nos Estados Unidos.
. Os neoliberais tem uma relação muito tênue com a democracia – afinal, houve neoliberais no Chile de Pinochet e há na ditadura (tão invejada...) da China.
. Os neoliberais gostam de democracia quando ganham a eleição.
. Mas, gostam mesmo é de viver num ninho próprio de instituições – oficiais e acadêmicas – que pregam a solvência do sistema financeiro, a integridade da moeda, as regras amigáveis aos bons negócios, e o monetarismo como política de Estado.
. Este conjunto de “leis” é a base de um Estado à parte, longe e acima daquele outro Estado em que há outras leis, as que os outros cidadãos têm que seguir.
. Essencial nesse Estado dos neoliberais são as instituições não democráticas, não transparentes, como FMI, o Banco Mundial e os BANCOS CENTRAIS.
. Os bancos centrais mandam inapelavelmente, seus membros não são eleitos, e quem os desobedece será punido pelo “mercado”.
. Os bancos centrais são o território não democrático de uma democracia – são uma espécie de Guantánamo da democracia americana.
. A base de Guantánamo é americana, fica em Cuba, mas, lá, os americanos torturam quem quiser e fica por isso mesmo.
. O Banco Central é a Oban das finanças – ali dentro ninguém entra.
. Quem manda é o coronel Ustra e estamos conversados.
. E é por isso que a mídia conservadora fica calada.
. Na democracia dos neoliberais, uma Guantánamo faz bem à saúde das instituições e “o ambiente dos negócios” se torna mais acolhedor.
Em tempo – Sobre o caráter não democrático dos neoliberais e as instituições não-democráticas de um estado neoliberal recomendo a leitura de “A Brief History of Neoliberalism”, de David Harvey, da Oxford University Press.

quarta-feira, março 28, 2007

Boas notícias

IBGE: “MEGA” CRÉDITO FEZ PIB CRESCER MAIS

A gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 28, que o “mega” crédito para pessoa física fez com que o PIB de 2006 fosse maior (clique aqui para ouvir).
O IBGE havia anunciado há um mês que o PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2006. A revisão da metodologia do IBGE mostrou que, na verdade, o crescimento foi de 3,7%.
Segundo Rebeca, o aumento de 30% no crédito para pessoa física foi um dos principais motivos para que o PIB crescesse mais.
“Em 2005 e 2006 teve um aumento mega do crédito, todo mundo sabe. E a gente não estava captando totalmente esse aumento”, disse Rebeca.
Rebeca disse também que a massa salarial (renda mais emprego) cresceu 5,6% em 2006. E, com o crescimento da massa salarial e do crédito a pessoa física, o mercado interno puxou o crescimento da economia.
Segundo Rebeca, a produtividade da economia também aumentou, porque a economia brasileira consome máquinas e equipamentos com mais tecnologia de ponta. Rebeca disse que “a parte de máquinas e equipamentos teve um crescimento muito forte, principalmente em alta tecnologia”.
Leia a íntegra da entrevista de Rebeca Palis:
Paulo Henrique Amorim – O recálculo do PIB no ano de 2006 chega à conclusão de que houve um crescimento de 3,7% e não de 2,9%, como era o resultado antes dessa revisão. Como você explicaria isso?
Rebeca Palis – Na verdade foi principalmente por causa da nova metodologia de cálculo no crescimento de alguns setores, principalmente serviços, que é o mais pesado do PIB, cerca de 60%. A gente calcula o crescimento do aluguel incluindo todos os crescimentos de qualidade nos últimos anos, que a gente não captava antes. Você tem mais residências com água encanada, etc. Tudo isso é recomendação internacional que é para ser computado e antes a gente não conseguia captar isso, agora conseguimos.

Paulo Henrique Amorim – Isso por causa do acesso ao PNAD, ou não?

Rebeca Palis – É, porque a gente fez um enorme modelo estatístico incluindo todas estas características dos imóveis, usando a PNAD.

Paulo Henrique Amorim – Então uma das razões para o crescimento do PIB é que o brasileiro passou a morar melhor?

Rebeca Palis – Não, não é assim. Em termos médios algumas coisas tiveram aumento de qualidade nos últimos anos, a gente captou isso. Além disso tinha o crescimento de um pedaço da administração pública, crescimento da população. Essa é uma crítica que a gente fazia há muito tempo e queria reformular para medir melhor e agora a gente mede através de pessoal ocupado, mede emprego, mede saúde e educação pública, coisas que a gente já media anteriormente.

Paulo Henrique Amorim – Eu não entendi bem isso, Rebeca. Estamos falando de quê, exatamente?

Rebeca Palis – Dos serviços prestados pela administração pública. São serviços que você não paga diretamente, é difícil de captar. O jeito de captar é pelos custos, como o governo gasta. Antes a gente supunha que o crescimento real era igual ao da população, mas a gente sabia que não era o mais correto. Agora a gente faz todo o cálculo usando gastos e emprego do setor. Então essa metodologia também foi melhorada. Além disso, a outra mudança importante é a parte do setor financeiro. A gente não tinha dados para calcular o crescimento específico do setor, a gente supunha que ele crescia igual à economia. Mas em 2006 e 2007 teve um aumento mega do crédito, todo mundo sabe. E a gente não estava conseguindo captar isso. Agora a gente conseguiu incluir totalmente este aumento dentro do cálculo do setor.

Paulo Henrique Amorim – O que você quer dizer com “aumento mega” do crédito?

Rebeca Palis – 30% em 2006 o crédito para pessoa física. Em termos nominais, mas por qualquer índice de preço vai dar um amento de 25%, 26%, o que é realmente enorme.

Paulo Henrique Amorim – Você está falando aí, sobretudo, de crédito consignado...?

Rebeca Palis – Todos eles, todos os créditos para pessoa física. Teve reflexo no aumento do consumo das famílias. A gente captava em parte, mas no setor financeiro a gente não captava totalmente porque pensávamos que crescia com a economia, mas nestes dois últimos dois anos cresceu mais. Todas estas coisas então tiveram reflexo nesta mudança de 2,9% para 3,7%.

Paulo Henrique Amorim – Tá. E houve também neste novo cálculo uma queda no investimento, não é? O que houve?

Rebeca Palis – O investimento é composto basicamente de construção civil e máquinas e equipamentos. E o cálculo, a gente tinha se baseado anteriormente no censo econômico feito em 1985, da construção civil, e foi evoluindo com índices de preços de índices de volume, de crescimento. Só que a gente não tinha nenhum valor, valor corrente, valor mesmo, para basear essas nossas projeções, pra ver se o que a gente está fazendo estava indo para a direção certa. E com a pesquisa PAIC [Pesquisa Anual da Indústria da Construção], que é a pesquisa do IBGE anual de construção civil, a gente passou a ter uma idéia exata do tamanho do setor. E a gente acabou descobrindo que o setor na série antiga estava superestimando. Então, foi o encolhimento da construção civil que fez essa nova taxa de crescimento mais baixa do que a taxa de investimento da série antiga.

Paulo Henrique Amorim – Mas eu te pergunto: mas não está havendo um crescimento significativo da construção civil no Brasil hoje?

Rebeca Palis – Tá, então. Máquinas e equipamentos está crescendo mais. Mas a construção civil a gente botou um crescimento lá, acho de em torno de 4,5% em 2006. Mas o que a gente viu é que, como a gente reviu desde 2000, que em 2000 – eu não estou falando em evolução ao longo do tempo não, estou falando que o patamar...

Paulo Henrique Amorim – Ah, a base de cálculo estava errada. Estava superestimada.

Rebeca Palis – Estava superestimada, não é que estava errada. A gente não tinha indicador pra medir corretamente. Agora, com uma pesquisa anual específica do setor a gente tem noção d e quanto ele realmente pesa.

Paulo Henrique Amorim – Agora, esse recálculo e essa reavaliação do investimento significa, demonstra que a produtividade da economia melhorou, não é isso?

Rebeca Palis – É, porque uma coisa que a gente reparou é o seguinte: quando se fala em taxa de investimento, tem que olhar por dentro um pouco, né, pra ver de que você está falando. Porque a parte de máquinas e equipamentos teve um crescimento muito forte e principalmente nessas coisas de alta tecnologia, então, isso é importante. Às vezes, você tem que olhar a taxa conjugada com o que tem ali dentro, porque você pode gastar a mesma coisa, investindo, mas, de repente, comprar alguma coisa que tenha muito mais qualidade, mais tecnologia.

Paulo Henrique Amorim – Tecnologia mais de ponta, né?

Rebeca Palis – Isso.

Paulo Henrique Amorim – E como é que você mede, qual é o indício, a prova de que a indústria brasileira, a economia brasileira está comprando máquinas e equipamentos com maior índice tecnológico?

Rebeca Palis – Ah, isso, se você abrir pelos dados de comércio exterior, você tem a discrição do produto e aí você consegue ver que são produtos... toda a parte de informática e material eletrônico, coisas mais modernas.

Paulo Henrique Amorim – Agora, o que está fazendo a economia crescer 3,7% ao ano? Compras do governo, consumo das famílias ou comércio exterior?

Rebeca Palis – Não, em 2006 comércio exterior não. Foi até o contrário: a gente importou muito mais do que exportou. Então, foi o que realmente a gente chama de demanda interna, que é o consumo das famílias, impulsionado por crédito e renda, crescimento de renda, emprego, e essa parte de investimento.

Paulo Henrique Amorim – Entendo. Ou seja, o que puxou a economia brasileira em 2006 foi o crescimento do mercado interno, do mercado doméstico.

Rebeca Palis – Isso, isso mesmo.

Paulo Henrique Amorim – Tá certo. E você tem alguma dica, algum dado “por dentro”, já que você usou essa expressão, o que é isso aí, o que está mexendo com esse consumo das famílias?

Rebeca Palis – Você teve esse mega aumento de crédito e a renda também, que aumentou. Desde 2005 a gente tem visto a renda média crescer e o emprego crescer também. Então, tudo isso favorece você aumentar o consumo das famílias.

Paulo Henrique Amorim – A renda média do brasileiro está aumentando quanto?

Rebeca Palis – O que a gente chama de massa salarial, que é a conjugação de emprego mais renda, cresceu 5,6% em termos reais em 2006.

Paulo Henrique Amorim – Emprego mais renda?

Rebeca Palis – Isso.

Paulo Henrique Amorim – Então tá bom. Muito obrigado, Rebeca. É sempre um prazer contar com as suas explicações.

Rebeca Palis – Obrigadinho, tchau!


Leia também:

Com revisão, PIB de 2006 cresce 3,7% em 2006

Jornalismo público?

O jornal da cultura poderia ser chamado de jornal dos tucanos. É uma vergonha se utilizarem de nosso imposto para fazer política para o psdb. É só constatar, principalmente pelos comentários da salete lemos e do alexandre machado. Críticas só ao governo federal, o serra nem é citado, a não ser que isso o beneficie. E o kassab? nem conta. E a rede cultura tem a pachorra de fazer propraganda enganosa dizendo que tem compromisso com o jornalismo público. A rede cultura atualmente não é uma rede pública, ela é uma rede estatal dominada pelos tucanos.

os palpiteiros econômicos

A maioria dos comentaristas econômicos do Brasil não entendem de economia. Apenas defendem algumas idéias feitas como livre mercado, reforma da previdência, reforma trabalhista, reforma tributária entre outras coisas que na verdade só representam o interesse capitalista. Eles se constituem nos palpiteiros econômicos. É só acompanhar e ver que a maior parte do que eles dizem não se concretizam na prática. Portanto, cuidado com o que é escrito na folha de são paulo, no estadão, na globo, na cultura e na cbn. Nunca nenhum deles vai fazer algum comentário que vá beneficiar o povo brasileiro, como a distribuição de renda, criação de emprego, redução da pobreza. O Ministério da saúde adverte: palpiteiro econômico faz mal ao povo brasileiro.

Tudo combinado

O tse nos últimos meses virou um apêndice do ex-pfl, psdb e pps. Tudo que o marco aurélio de mello podia ele fez para ajudar a direita no jogo político brasileiro. Agora para evitar o definhamento destes partidos que usaram os mesmos métodos contra os outros em 1995 e 1999, eles recorreram ao tse, que prontamente os atendeu. É lamentável, fere o jogo democrático e leva a descrença do judiciário. A hipocrisia é tanta que a salete lemos e o alexandre machado no jornal da cultura quase juraram que sempre defenderam a fidelidade partidária no Brasil. Todos os democratas verdadeiros desse país apoíam a fidelidade partidária, mas não nesse contexto em que ela serve como tábua de salvação para partidos que meses atrás pregavam abertamente o golpe de estado.

E agora, folha: vai sair na primeira página?

PIB DE LULA É 45% MAIOR QUE DE FHC

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 256


. Quando o IBGE fez a primeira divulgação do PIB de 2006, a mídia conservadora celebrou a fraqueza do número: 2,9%.

. Era o “pibinho” do Lula.

. A Folha de S. Paulo chegou ao opróbrio de comparar o pibinho de Lula ao de FHC – de fato, quase uma ofensa pessoal ao presidente Lula.

. Agora, o IBGE reviu os cálculos (*), inclusive do período FHC, e chegou à conclusão de que o crescimento do PIB em 2006 não foi de 2,9% mas de 3,7%.

. Não é uma “fragata inglesa”, mas dá uma goleada no período de ouro do neo-liberalismo brasileiro, o chamado FHnistão.

. O Pibinho do Lula é 45% maior do que o Pibão do FHnistão.

. Acompanhe esses números:

Média do crescimento do PIB de 1995-1998 (1º mandato de FHC): + 2,44%

Média do crescimento do PIB de 1999-2002 (2º mandato de FHC): +2,27%

Média do crescimento do PIB de 1995-2002 (os dois mandatos de FHC): + 2,29%

Média do crescimento do PIB de 2003-2006 (quatro primeiros anos do governo Lula): + 3,34%



(CÁLCULOS: PROFESSOR ALCIDES LEITE, DA TREVISAN ESCOLA DE NEGÓCIOS)


(*) Nem a Miriam Leitão, a Controladora Geral da República, viu defeito na revisão do IBGE

30 perguntas para o governador

LINHA 4: TRINTA PERGUNTAS AO GOVERNADOR



Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 255


. O acidente na Linha 4 do Metrô de São Paulo ocorreu no dia 12/01/2007. Portanto, no dia 02/04/2007 se completam 80 dias que a cratera se abriu.

. Até hoje, dia 28 de março, o Governador do Estado não deu nenhuma informação à população sobre o que houve e o que pretende fazer daqui para frente. Limitou-se a dizer que aguarda o laudo do IPT – órgão subordinado à Universidade de São Paulo, e, portanto, ao Governo do Estado.

. O Conversa Afiada considera que a população de São Paulo já deveria ter recebido esclarecimentos sobre os seguintes tópicos:

1) O Governo do Estado pretende processar o consórcio por provocar um acidente numa obra pública que resultou na morte de sete pessoas?

2) Por que o Governo do Estado não trocou de empreiteiros depois do acidente?

3) Por que até agora o contrato não foi suspenso e as obras interrompidas?

4) Por que o Metrô resiste em aceitar a proposta dos metroviários de paralisar as obras até que seja feita uma fiscalização em toda a Linha 4 para se certificar de que ela é segura?

5) O Metrô fiscalizava as obras? Como? Qual o nome do fiscal?

6) Havia um plano de evacuação da obra em caso de acidente? Onde está esse plano, se existe?

7) O Governo do Estado vai repetir esse tipo de contrato ("turn key") (“porteira fechada”) em outras obras?

8) O Governo do Estado se sente responsável pelas vítimas do acidente?

9) Por que o governador do estado não recebeu a comissão de moradores do entorno da cratera do Metrô, que tentou falar com o governador na segunda-feira, dia 26 de março?

10) Antes de a obra começar, havia um estudo geológico da área que se tornou a cratera? O que diz esse estudo? Como ter acesso a ele?

11) Por que o Metrô "colocou" as empresas do consórcio perdedor no processo de licitação dentro do Via Amarela?

12) O consórcio Via Amarela não deveria ser excluído do processo de licitação, já que não atendia à especificação do edital que exigia dos concorrentes ter dois shields?

13) Por que, no início, a área de responsabilidade do Metrô era sobre um raio de 300 metros do local onde desabou a cratera e agora passou para 50 metros? (Vale lembrar que o consórcio interditou uma casa dentro desse raio de 300 metros e chegou a levar alguns moradores para o hotel)

14) Por que, até agora, não foi possível iniciar a perícia criminal na cratera do Metrô?

15) Quase três meses depois da tragédia, por que o consórcio Via Amarela ainda não autorizou o IPT a vistoriar o local exato do acidente?

16) Até quando o consórcio vai alegar que o terreno está instável e não pode haver ainda uma perícia?

17) E onde estão os "institutos internacionais" que seriam contratados pelo IPT para ajudar a fazer a perícia ?

18) Por que não foi pedida a perícia a outro órgão além do IPT – um órgão, em ultima análise subordinado ao Governo do Estado? O Governo do Estado vai deixar, por exemplo, o sindicato dos metroviários participar do trabalho de perícia?

19) De acordo com o morador Flávio Sato, a reconstrução da casa dele vai demorar um ano. Enquanto isso, ele vai ficar num hotel. Por que tanto tempo para construir uma casa?

20) Com o reinício do trabalho com o mega-tatuzão, o equipamento não demora muito para chegar aos pontos onde as obras estão paralisadas. E aí, o que vai acontecer?

21) Por que o Luiz Carlos David foi demitido? Só ele merecia?

22) Depois desse acidente, o Metrô vai passar a fiscalizar as obras da Linha 4?

23) O Metrô foi omisso ao autorizar as alterações contratuais, que modificaram o método construtivo?

24) Por que o consórcio não suspendeu as obras da futura estação Fradique Coutinho, após receber o laudo que mostrava a possibilidade de "acidentes de proporções imprevisíveis" no local?

25) O que o Governo do Estado acha da política do consórcio de baratear a obra à revelia do contrato?

26) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela pagava prêmio em dinheiro para quem acabasse a obra antes do prazo?

27) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela usava dinamite e não o mega-tatuzão no local onde se abriu a cratera?

28) A dinamite era o melhor método para aquele terreno?

29) Por que o então gerente de construção da linha 4 do Metrô, Marco Antonio Buoncompagno, não foi demitido no primeiro dia do atual Governo do Estado, já que Buoncompagno era processado por ter participado de esquema ilegal de contratação pública em parceria com uma das empreiteiras do Consórcio Via Amarela?

30) Por fim, para aproveitar a oportunidade, gostaríamos de saber qual será a política do governador do estado para comprar ambulâncias?

terça-feira, março 27, 2007

"coincidências"

O filme deveria se chamar Aeroporto 2007. O enredo: dois pilotos irresponsáveis estadunidenses viajam na contra-mão num jato novinho em folha. Além de estarem na altura errada para a viagem, resolvem desligar o aparelho que evitaria uma colisão com outro jato. No sentido contrário vem um Boeing com 156 inocentes brasileiros que nem suspeitam que a morte os espreita. Os dois aviões se chocam no ar, o Boeing se espatifa e morrem todos os ocupantes. O jatinho executivo estranhamente sobrevive à colisão e pousa num aeroporto numa base longínqua. De cara a mídia esconde o acidente, pois é véspera de eleição e ela precisa levar o seu candidato da opus dei ao segundo turno. A manchete dos jornais é sobre um monte de dinheiro. Os pilotos irresponsáveis são logo protegidos da mídia que acusa o sistema de navegação aérea do país. De lá para cá ninguém tem mais sossego. É equipamento que nunca pifa que quebra, equipamento que quebra e não é consertado, pane em equipamento novo e uma série de "coincidências". A maior coincidência ainda é na semana em que a oposição pede uma cpi, três aeroportos do país apresentam problemas. E para ajudar o enredo do filme de horror a Polícia Federal desse país entra em greve com operação padrão....nos aeroportos. Haja coincidências! E quanto ao candidato da opus dei? Foi massacrado, junto com a mídia nativa e uma parte do judiciário. Eles perderam feio de goleada.

Nivilíngua

A linguagem do livro de George Orwell, a novilíngua foi implantada na folha, na globo e no estadão. Para Lula é corte de gastos, quando é o Serra é contigenciamento. Para Marta na cidade de São Paulo era inundação, para serra-kassab são pontos de alagamento. Para Lula é aparelhamento da máquina, para serra é colocar pessoas preparadas do psdb para servir ao Estado. Para Lula é loteamento do governo, para serra é dividir espaço com aliados. Falam da cpi do apagão aéreo para Lula, mas nem comentam da CPI do Metrô para serra. Não esqueçamos que a o estadão, a globo e a folha apoiaram o golpe de estado de 1964. A folha foi mais além, emprestou veículos do jornal para transportar presos políticos.

CBN: a rádio que só toca cpi

A cbn colocou a sua programação inteira a serviço da oposição na tentativa de emplacar a chamada "cpi do apagão aéreo". O mais entusiasmado com a idéia é o heródoto barbeiro. O mais interessante é que o impoluto apresentador nunca cita a CPI do Metrô na Assembléia Legislativa que o PT está solicitando. Aliás, a cbn só tem olhos para Brasília. Nessa rádio não tem nenhuma manchete contra o kassab e o seu despreparo para governar a cidade de São Paulo nem o Serra e sua incapacidade de gerir um Estado.

Amnésia

Chega até a ser irônico ver o ex-esquerdista Roberto Freire falar em decência e em crescimento econômico. Ele esqueceu que o governador de Rondônia, cuja cassação está sendo pedida pelo Ministério Público é do PPS? Que ele apoiou por 8 longos anos de tucanato com crescimento econômico medíocre? O Roberto Freire representa um político em decadência, inclusive nem teve coragem de sair candidato em Pernambuco, pois não seria reeleito. Para ele agora só resta apoiar o que há de mais retrógrado na política brasileira.

Ói noiz aki traveis

Depois de uma longa jornada, ó noiz aki traveiz, como diria Adoniram Barbosa.