sábado, julho 18, 2009

O último suspiro de Serra




Por Nassif

Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.

A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.

Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.

O início da derrocada

O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.

Basicamente:

1. O estilo autoritário-centralizador e a falta de punch para a gestão. O Serra do Ministério da Saúde cedeu lugar a um político vazio, obcecado com a política rasteira. Seu tempo é utilizado para planejar maldades, utilizar a mão-de-gato para atingir adversários, jornalistas atacando colegas e adversários e sua tropa de choque atuando permanentemente para desestabilizar o governo.

2. Fechou-se a qualquer demanda da sociedade, de empresários, trabalhadores ou movimentos sociais.

3. Trocou programas e ideias pelo modo tradicional de fazer política: grandes gastos publicitários, obras viárias, intervenções suspeitíssimas no zoneamento municipal (comandado por Andrea Matarazzo), personalismo absurdo, a ponto de esconder o trabalho individual de cada secretário, uso de verbas da educação para agradar jornais. Ao contrário de Franco Montoro, apesar de ter alguns pesos-pesados em seu secretariado, só Serra aparece. Em vez de um estado-maior, passou a comandar um exército de cabos e sargentos em que só o general pode se pronunciar.

4. Abandonando qualquer veleidade de inovar na gestão, qual a marca de Serra? Perdeu a de bom gestor, perdeu a do sujeito aberto ao contato com linhas de pensamento diversas (que consolidou na Saúde), firmou a de um autoritário ameaçador (vide as pressões constantes sobre qualquer jornalista que ouse lhe fazer uma crítica).

5. No meio empresarial (indústria, construção civil), perdeu boa parte da base de apoio. O mercado o encara com um pé atrás. Setores industriais conseguem portas abertas para dialogar no governo federal, mas não são sequer recebidos no estadual. Há uma expectativa latente de guerra permanente com os movimentos sociais. Sobraram, para sua base de apoio, a mídia velha e alguns grandes grupos empresariais de São Paulo – mas que também (os grupos) vêem a candidatura Dilma Rousseff com bons olhos.

A rede de interesses

O PSDB já sabe que o único candidato capaz de surpreender na campanha é Aécio Neves. Deixou marca de boa gestão, mostrou espírito conciliador, tem-se apresentado como continuidade aprimorada do governo Lula – não como um governo de ruptura, imagem que pegou em Serra.

Será bem sucedido? Provavelmente não. Entre a herança autêntica de Lula – Dilma – e o genérico – Aécio – o eleitor ficará com o autêntico. Além disso, se Serra se tornou uma incógnita em relação ao financismo da economia, Aécio é uma certeza: com ele, voltaria com tudo o estilo Malan-Armínio de política econômica, momentaneamente derrotado pela crise global. Mas, em caso de qualquer desgaste maior da candidatura oficial, quem tem muito mais probabilidade de se beneficiar é Aécio, que representa o novo, não Serra, que passou a encarnar o velho.

Acontece que Serra tem três trunfos que estão amarrando o PSDB ao abraço de afogado com ele.

O primeiro, caixa fornida para bancar campanhas de aliados. O segundo, o controle da Executiva do partido. O terceiro, o apoio (até agora irrestrito) da mídia, que sonha com o salvador que, eleito, barrará a entrada de novos competidores no mercado.

Se desiste da candidatura, todos os que passaram a orbitar em torno dele terão trabalho redobrado para se recolocarem ante outro candidato. Os que deram apoio de primeira hora sempre terão a preferência.

Fica-se, então, nessa, de apelar para os escândalos como último recurso capaz de inverter a dinâmica descendente de sua candidatura. E aí sobressai o pior de Serra.

Ressuscitando o caso Lunus

Em 2002, por exemplo, a candidatura Roseana Sarney estava ganhando essa dinâmica de crescimento. Ganhara a simpatia da mídia, o mercado ainda não confiava em Serra. Mas não tinha consistência. Não havia uma base orgânica garantindo-a junto à mídia e ao eleitorado do centro-sul. E havia a herança Sarney.

Serra acionou, então, o Delegado Federal Marcelo Itagiba, procuradores de sua confiança no episódio que ficou conhecido como Caso Lunus – um flagrante sobre contribuições de campanha, fartamente divulgado pelo Jornal Nacional. Matou a candidatura Roseana. Ficou com a imagem de um chefe de KGB.

A dinâmica atual da candidatura Dilma Rousseff é muito mais sólida que a de Roseana.

1. É apoiada pelo mais popular presidente da história moderna do país.

2. Fixou imagem de boa gestora. Conquistou diversos setores empresariais colocando-se à disposição para conversas e soluções. O Plano Habitacional saiu dessas conversas.

3. Dilma avança sobre as bases empresariais de Serra, e Serra se indispôs com todos os movimentos sociais por seu estilo autoritário.

4. Grande parte dessa loucura midiática de pretender desestabilizar o governo se deve ao receio de que Dilma não tenha o mesmo comportamento pacífico de Lula quando atacada. Mas ela tem acenado para a mídia, mostrando-se disposta a uma convivência pacífica. Não se sabe até que ponto será bem sucedida, mas mostrou jogo de cintura. Já Serra, embora tenha fechado com os proprietários de grupos de mídia, tem assustado cada vez mais com sua obsessão em pedir a cabeça de jornalistas, retaliar, responder agressivamente a qualquer crítica, por mais amena que seja. Se já tinha pendores autoritários, o exercício da governança de São Paulo mexeu definitivamente com sua cabeça. No poder, não terá a bonomia de FHC ou de Lula para encarar qualquer crítica da mídia ou de outros setores da economia.

5. A grande aposta de Serra – o agravamento da crise – não se confirmou. 2010 promete ser um ano de crescimento razoável.

Com esse quadro desfavorável, decidiu-se apertar o botão vermelho da CPI da Petrobrás.

O caso Petrobras

Com a CPI da Petrobras todos perderão, especialmente a empresa. Há um vasto acervo de escândalos escondidos do governo FHC, da passagem de Joel Rennó na presidência, aos gastos de marketing especialmente no período final do governo FHC.

Todos esses fatos foram escondidos devido ao acordo celebrado entre FHC e José Dirceu, visando garantir a governabilidade para Lula no início de seu governo. A um escândalo, real ou imaginário, aqui se devolverá um escândalo lá. A mídia perdeu o monopólio da escandalização. Até que grau de fervura ambos os lados suportarão? Lá sei eu.

O que dá para prever é que essa guerra poderá impor perdas para o governo; mas não haverá a menor possibilidade de Serra se beneficiar. Apenas consolidará a convicção de que, com ele presidente, se terá um país conflagrado.

Dependendo da CPI da Petrobras, aguarde nos próximos meses uma virada gradual da mídia e de seus aliados em direção a Aécio.

Em tempo: amiga navegante pergunta: como o IG deixa o Nassif publicar isso ? Por isso o Conversa Afiada sugere, por experiência própria: Nassif, faz backup de tudo, antes que o Serra te tire do ar. PHA

sexta-feira, julho 17, 2009

Não mais “tempo de homens partidos”

Alceu Amoroso Lima, sempre uma inspiração para o trabalho e compromisso com os pobres, dizia que devíamos substituir a disjuntiva “ou” pela conjuntiva “e”. A disjuntiva separa: ou isto ou aquilo, como se as coisas fossem sempre opostas.O “e” une, na perspectiva da cooperação, da integração, da complementação.

A experiência histórica do Brasil comprova a importância desse ensinamento do mestre Alceu.Durante muito tempo vivemos a separação: ou o desenvolvimento econômico ou políticas de inclusão e justiça social. Como se o desenvolvimento econômico fosse incompatível com as políticas de distribuição de renda e de melhoria efetiva das condições de vida das populações mais empobrecidas.Por muito tempo vivemos esse mito desagregador. Assim, o país cresceu muito no século 20, mas não garantiu a sustentabilidade social e ambiental desse crescimento exatamente porque não integrou os pobres nesse desenvolvimento, não garantiu, portanto, a inclusão dos pobres.

Hoje estamos vendo que é exatamente o contrário. É preciso crescer, sim, para distribuir. O crescimento econômico é condição básica para distribuição de renda, porém não suficiente. É preciso, para distribuir renda, adotar, como estamos fazendo, vigorosas políticas sociais que devem ser cada vez mais institucionalizadas, colocadas no campo das políticas de estado, de direitos e deveres.

Estamos vendo, com a experiência concreta da rede nacional de proteção e promoção social, que estamos consolidando no Brasil, especialmente por meio de políticas públicas de transferência de renda de grande alcance, como o programa Bolsa Família, que as políticas sociais têm amplos alcances. Além da dimensão ética, humanitária,de assegurar direitos e integrar pessoas, famílias e comunidades mais pobres no projeto nacional, as políticas sociais têm ainda uma dimensão prática, econômica.

Os pobres estão recuperando a cidadania e também se tornando consumidores e isso aquece economias locais. O comércio vende mais e, vendendo mais, o comércio também estimula a indústria. Isso gera mais possibilidade de trabalho, emprego e renda. Estamos vendo hoje que as políticas de transferência de renda estão tendo grande impacto anti-crise no Brasil. Como disse o presidente Lula, os pobres não guardam o dinheiro. O dinheiro que eles recebem do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e dos programas de apoio à agricultura familiar por exemplo, são imediatamente colocados no mercado.

Outra dicotomia que está sendo posta por terra é a que opõe o desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental. Vemos hoje que em muitas regiões do Brasil o desenvolvimento econômico e, vinculado a ele, o desenvolvimento social pressupõem o desenvolvimento ambiental. Isso porque o desenvolvimento, numa concepção mais integral e integrada, requer a promoção de todas as potencialidades de uma determinada região organizada em torno de suas características comuns do ponto de vista geográfico, econômico, histórico, cultural. O desenvolvimento dessas regiões passa sempre pela recuperação de rios e bacias hidrográficas e de ecossistemas que caracterizam essas regiões.

Os estudos vão mostrando que a revitalização de rios e bacias não é questão meramente de preservação das águas, por mais sagradas que elas sejam. É também fator fundamental para indução do desenvolvimento. São importantes para viabilizar programas de irrigação racional da agricultura, para o desenvolvimento da agroindústria, da indústria, além, é claro, de outras possibilidades no campo da cultura, do turismo, e da qualidade de vida.

O crescimento econômico hoje tem de ter o olhar voltado para o futuro para que a gente possa honrar nosso compromisso com as novas gerações. Temos de crescer, mas preservando a vida e os recursos fundamentais para que as pessoas possam continuar, de maneira adequada, a grande aventura humana na face da terra. Portanto, a exploração necessária dos recursos naturais pressupõe racionalidade, integração de políticas e também desenvolvimento de tecnologias que preservem esses bens para nossos filhos e netos.

A implantação da rede de políticas sociais no Brasil enfrentou mesmos preconceitos do “ou”, “ou”. O principal exemplo é dado pela máxima “dar o peixe ou ensinar a pescar”. Geralmente essa é uma questão colocada por pessoas que nunca deram o peixe e nunca ensinaram a pescar. Porque as pessoas que vivem uma presença maior nas comunidades pobres sabem que as duas coisas são indissociáveis. Uma pessoa que não tenha comido bem o peixe antes não terá condições de pescar. Portanto a alimentação, que muitos veem como “dar o peixe”, não é uma questão assistencialista. É um direito, pressuposto básico da dignidade humana, do direito à vida, do desenvolvimento das potencialidades dos talentos pessoais, familiares e coletivos, comunitários.

Temos cada vez mais de colocar a questão da alimentação, assim como a questão da família e da assistência social no campo dos direitos e das políticas públicas como estamos fazendo no Brasil e como já fizeram no passado os países socialmente mais desenvolvidos e equânimes. Para que uma pessoa possa pescar, e isso é um objetivo que temos também, claro, é necessário que ela tenha resguardadas as condições para isso. Da mesma forma, estamos superando a oposição entre políticas sociais e acomodamento. Essa falsa dicotomia se apresenta como se garantir alimentação, garantir condições básicas de vida, uma renda familiar básica acomodasse as pessoas.

Nesse raciocínio, há um preconceito forte contra os pobres, como se eles não tivessem desejo, como se os pais pobres não quisessem futuro para seus filhos, como se não quisessem progredir na vida. O desenvolvimento pressupõe atendimento de necessidades básicas. O que acomoda as pessoas é a fome, a desnutrição e as doenças e enfermidades que daí decorrem. A história ensina que direitos respeitados com políticas sociais devidamente implementados implicam novos direitos, e também novos deveres e responsabilidade em face da coletividade. Essas reflexões me ocorrem no momento em que estamos vivendo no Brasil a integração de políticas, uma opção que vem sendo debatida internacionalmente.

Estive recentemente na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e fiquei muito feliz porque estava sendo discutida exatamente a integração, com o exemplo e referência da experiência brasileira, das políticas sociais com o mundo do trabalho. Isso aponta para superação de mais uma dicotomia, a que opõe o mundo do trabalho às políticas de assistência social.

Na OIT, os estudiosos do assunto partem da constatação de que não há pleno emprego. No dia que houver pleno emprego o sistema capitalista mudará seus pressupostos. E observam que além disso, as mudanças tecnológicas aumentaram mais ainda o fosso do desemprego e as políticas sociais são um vigoroso suporte para impedir que os trabalhadores resvalem para indigência e permaneçam excluídos. Estamos integrando desenvolvimento econômico com desenvolvimento social e enfrentando o desafio cada vez maior de integrar o desenvolvimento econômico e social com o desenvolvimento ambiental.

Defendemos a integração das políticas sociais, atendendo aqui e a agora as pessoas nas suas necessidades mais urgentes, que são também direitos, e articulando com direitos de médio e longo prazo. Temos o compromisso de ampliar nossas políticas emancipatórias que apontam também para benefícios futuros em relação aos filhos, netos dessas pessoas e famílias que estão sendo atendidas hoje.

A lição do mestre Alceu nos indica a superação de tempos difíceis, como diz Drummond, “(...) tempo de divisas, / tempo de gente cortada. / De mãos viajando sem braços, / obscenos gestos avulsos”. Sabemos que o desafio é grande e o caminho, árduo. Mas estamos vencendo, porque, lembra o poeta, “a escuridão estende-se mas não elimina / o sucedâneo da estrela nas mãos.”

Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Emprego formal sobe pelo 5º mês seguido e chega a 300 mil vagas no semestre

Com a abertura de 119.495 empregos formais celetistas em junho, o Brasil fecha o primeiro semestre de 2009 com saldo positivo de 299.506 novos postos de trabalho gerados. Esse resultado constitui o quinto mês consecutivo de expansão e o segundo melhor saldo mensal do ano, ligeiramente menor que o ocorrido em maio de 2009 (131.557 postos), segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados hoje pelo ministro Carlos Lupi. O número de admissões em junho foi de 1.356.349 e o de desligamentos foi de 1.236.854.

Entre janeiro de 2003 a junho de 2009 foram gerados 8.020.478 postos de trabalho com carteira assinada. O estoque de trabalhadores formais no país é de 32.292.808."Entre todos os países do G-20, o Brasil é o único com saldo positivo de empregos.

O poder de compra, alavancado com o bom crescimento do salário médio dos brasileiros ao longo dos últimos anos, é que está promovendo a continuação da produção, que movimenta a economia", destacou Lupi.Historicamente, os dados do Caged mostram redução no ritmo de crescimento do emprego no mês de junho, comparativamente aos resultados obtidos no mês maio. Esta habitual desaceleração ocorre porque, normalmente, os picos de criação de postos de trabalho se manifestam nos meses de maio e abril.O crescimento percentual em junho é de 0,37% em relação ao estoque anterior, enquanto o crescimento no semestre é de 0,94% em relação a dezembro de 2008.

Nos últimos 12 meses, o emprego formal elevou-se em 1,22%, como resultado da criação de 390.322 novos empregos."Posso afirmar que todos os indicativos avaliados apontam para o crescimento de todos os setores no segundo semestre, quando teremos uma retomada mais intensa do número de contratações. E, assim, alcançaremos mais de um milhão de novos postos de trabalho até o fim deste ano", afirmou o ministro Carlos Lupi.

Setores

A elevação do emprego em junho de 2009 é resultado do desempenho positivo de quase todos os setores de atividade econômica. Em termos absolutos, os setores que mais contribuíram para o resultado verificado foram a Agricultura, com 57.169 postos de trabalho (+3,51%), Serviços (22.877), a Construção Civil (18.321) e o Comércio (17.522). A Indústria de Transformação apresentou saldo positivo de 2.001 postos, consolidando o terceiro mês seguido de expansão do emprego no setor.

A exceção é o Extrativo Mineral, com saldo de 26 postos de trabalho fechados, dado que aponta estabilização no setor."A Indústria é a que mais demora a se recuperar em um período de crise. O grande desafio para o segundo semestre é a recuperação da Indústria da Transformação. Os incentivos oferecidos pelo governo, como a redução do IPI para setores de automóveis e linhas branca, estão movimentando o mercado e zerando os estoques e exigindo a retomada da produção.

A partir de julho a Indústria vai se recuperar. Digo isso porque já assistimos o setor automobilístico com estoque zerado, o setor de minério exportando mais e o setor metalúrgico voltando a contratar. Esses são os principais sinais da recuperação deste setor", disse Lupi.

Estados e regiões

Em números absolutos, os estados que mais geraram empregos foram Minas Gerais (45.596), São Paulo (27.602), Pernambuco (9.790), Goiás (7.348) e Bahia (6.119). As maiores perdas ocorreram no Espírito Santo (-6.651), Distrito Federal (-3.551) e Rio Grande do Sul (-1.394). Pernambuco, Goiás e Ceará (5.752) registraram seus segundos maiores saldos para o mês de junho.Em termos geográficos, os dados mostram expansão do emprego em todas as regiões.

No Sudeste foram gerados 72.002 postos (+0,40%), no Nordeste 25.070 (+0,53%), no Centro-Oeste 11.187 (+0,47%), no Sul 5.691 (+0,10%) e no Norte 5.545 (+0,43%). Vinte e um estados evidenciaram aumento do emprego, com destaque para Rondônia 2.972 postos, que apresentou resultado recorde para o período, segundo a série do Caged.

Reativação da Telebrás depende somente de acerto ministerial

Teletime

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A proposta do governo de ter uma grande rede própria de telecomunicações, chefiada pela antiga Telebrás, continua a pleno vapor. Fonte que participa ativamente da reativação da estatal garantiu a este noticiário que o projeto está pronto do ponto de vista técnico e que resta apenas uma decisão política, em âmbito ministerial, para que o plano seja colocado em prática. Esta decisão depende de uma reunião entre os ministros das áreas envolvidas: Casa Civil, Planejamento e Comunicações. "A decisão está nas mãos dos ministros que participam do projeto: ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernando (Planejamento) e Hélio Costa (Comunicações)", conta a fonte.

O aval para a reativação, em princípio, é considerado certo pelos arquitetos do projeto. O motivo é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teria "mandado" reativar a estatal há três anos, quando tiveram início as negociações para a construção do programa Banda Larga nas Escolas, que hoje conta com a parceria das concessionárias de telefonia fixa. A demora na definição ministerial teria uma explicação simples: o conflito de agendas dos ministros, que ainda não conseguiram se encontrar para bater o martelo sobre o tema.

Sem Eletronet

O principal obstáculo técnico à realização do projeto já foi superado, segundo a fonte. O governo não planeja mais usar a Eletronet como ponto de partida para a composição da rede que será utilizada pela "nova Telebrás". Conforme antecipou este noticiário no dia 5 de junho, o governo encontrou uma alternativa para reativar a estatal sem ter que aguardar o desfecho sobre o passivo da Eletronet, que está em discussão na Justiça. A opção será usar as redes de telecomunicações das estatais Petrobras e Furnas como ponto de partida.

Segundo a fonte, a estratégia está mais do que consolidada. "Não há nenhum impedimento para usarmos essas redes", afirmou. A infraestrutura de telecomunicações da Petrobras foi implantada nas faixas de servidão dos dutos da estatal e as de Furnas usando os cabos pararraios da rede elétrica. As duas empresas usam essas redes para suas próprias comunicações, mas há muita capacidade para transmissão que não está sendo aproveitada no momento.

O plano inicial é criar uma "grande rede de comunicação governamental". Mas comenta-se nos bastidores que o governo vê no projeto grande potencial para turbinar a oferta de banda larga, reforçando os programas de inclusão digital. Além do impacto no mercado de telecomunicações que a reativação da Telebrás trará, a Anatel também deverá ser atingida pelo plano governamental. Para ressuscitar a estatal, será preciso mover 50 funcionários que hoje estão cedidos para a agência reguladora, sendo 15 deles engenheiros de telecomunicações. Várias superintendentes da Anatel podem ser afetadas pelo projeto, já que nomes de peso na autarquia pertencem, na verdade, aos quadros da Telebrás. Alguns exemplos são o superintendente de Serviços Privados, Jarbas Valente; e o gerente geral de Competição da Superintendência de Serviços Públicos, José Gonçalves Neto.


O jornal O Globo, a Folha de São Paulo e o jornal o Estado de São Paulo atuaram para que o governo de João Goulart em 1964, sofresse um golpe de estado, como aconteceu em Honduras recentemente. Os três jornais enalteceram o golpe que acabou com a democracia brasileira e perseguiu todos aqueles que lutaram pela ordem constitucional Muitos brasileiros foram torturados e mortos. Como esses jornais podem agora falar em democracia, ética e moralidade pública? Esses jornais precisam urgentemente pedir desculpas ao povo brasileiro.

Sobre o jornalismo brasileiro

Os jornalistas já saem das redações com a pauta pronta. Se for cobrir matéria sobre o Lula ela sempre será negativa, se for dos tucanos, especialmente o Serra, necessariamente tem de ter um viés positivo. Principalmente se for para o Jornal da Globo, do willian Waack e Cristiane Pelajo. Esse jornal, junto com o do Boris Casoy da Bandeirantes é muito fascistóide. Do Estadão não se espera muita coisa de um jornal que pregou e apoiou o golpe de estado de 1964 contra um presidente legitimamente eleito. Quanto a folha, a propaganda do jornal se diz apartidário. O PSDB não é mais um partido político? Como pode a Folha dos Frias, apoiar os tucanos e se dizer apartidária? A mesma propaganda diz que se você assinar o jornal vai acabar com o mensalão, ela não diz se é o mensalão do azeredo, aquele tucano de Minas. Tá,mas vai financiar golpes de estado, como a Folha vem tentando dar contra o excelente governo Lula e os assinantes do jornal no passado, ajudaram indiretamente com a tortura, pois o jornal forneceu apoio logístico para os torturadores que mataram tantos brasileiros. Então a propaganda da folha deveria ser: ASSINE A FOLHA, APARTIDÁRIA, MAS APOIA O PSDB E INIBA O MENSALÃO, MAS FINANCIE GOLPE DE ESTADO E SE PRECISO TORTURA A PRESOS POLÍTICOS. é isso.

quarta-feira, julho 01, 2009

Pedágios estaduais mais caros em São Paulo

A partir do dia primeiro de julho as tarifas de pedágio no Estado de São Paulo ficaram mais caras, como acontece rotineiramente desde 1999. Os pedágios indexados pelo IGP-M tiveram aumento de 3,64% e para as rodovias cujo índice é o IPCA, o reajuste foi de 5,19%. Apesar deste ano o pedágio reajustado pelo IPCA ser maior do que o IGPM; o IPCA é o mais apropriado por refletir melhor as variações dos preços no Brasil. O IGPM é um indicador que é poluído por outros efeitos externos, como variação cambial e aumento de commodities.

Se o primeiro lote de rodovias paulistas que foram leiloadas em 1998 tivesse o IPCA como indexador, as tarifas de pedágios não seriam tão exorbitantes como são atualmente no Estado de São Paulo. Quem primeiro usou o IPCA como indexador foi o governo federal, quando fez a concessão do segundo lote de rodovias. O governo Serra seguiu o exemplo e o copiou ao pedagiar o Rodoanel e o último lote de rodovias estaduais que foram concedidos.

Alguns pedágios, como os da Rodovia Imigrantes e Anchieta aumentaram 4,70%, mais de um ponto percentual acima do índice oficial, o IGPM. Uma benesse para a Ecovias. Os técnicos da Artesp deveriam explicar melhor isso para a sociedade. Pelos 120 quilômetros, o usuário que pagava R$ 17,00 agora paga R$ 17,80. É mais do que o preço pago para ir e voltar de São Paulo a Belo Horizonte, que sai por R$ 17,60, para andar 1.120 quilômetros por rodovia federal duplicada.

Para ir de São Paulo a Campinas em rodovia estadual, pouco mais de 90 quilômetros, o usuário paga R$ 12,20, enquanto para ir de São Paulo a Registro, 180 quilômetros (o dobro da distância) em rodovia federal, o pagamento é de R$ 4,50, ou seja, 171% a menos.

Pior é viajar de São Paulo a São José do Rio Preto. São pouco mais de 440 quilômetros. Para ir o usuário pagará R$ 56,90 e para voltar R$ 61,10. Dessa forma uma viagem de ida e volta sai por R$ 118,00. Um caminhão de 6 eixos que faça o mesmo trajeto paga R$ 708,00. Esse custo é repassado para o preço das mercadorias consumidas pela população, visto que 93% do transporte de cargas de São Paulo é rodoviário. Um ônibus de 3 eixos que faça o mesmo trajeto deixa nos pedágios R$ 354,00, ou R$ 4,02 por passageiro. Assim, todos, mesmo quem não tem carro pagam pedágio, seja consumindo mercadorias ou viajando de ônibus.

De São Paulo a Curitiba, por rodovia federal, a BR 116- Régis Bittencourt, com 401,6 quilômetros de extensão, o usuário paga R$ 9,00 em toda a extensão da rodovia (isso mesmo). O trajeto de ida e volta fica por R$ 18,00, ou seja, 555% menor do que o usuário paulista paga no trecho entre São Paulo, São José do Rio Preto, e o trecho é apenas cerca de 10% menor. Um caminhão de 6 eixos paga R$ 108,00 e um ônibus com três eixos paga R$ 54,00 ou R$ 0.61 por passageiro.


E ainda a concessionária da Regis Bittencourt tem obrigação de investir R$ 3,8 bilhões na rodovia, principalmente com a duplicação do trecho de 30,5 quilômetros da Serra do Cafezal. Isso porque os tucanos dizem que no modelo federal não há obrigação da empresa fazer investimentos. Decerto não leram o contrato.



Isso demonstra claramente que o preço do pedágio do governo do Estado de São Paulo é exorbitante. O modelo de concessão é oneroso. Não há preocupação com a modicidade tarifária. O preço por quilômetro que serviu de parâmetro para a concessão no início partiu de um patamar muito alto e ficou pior com a variação do IGP-M em anos anteriores.

O governo do Estado de São Paulo, através da Lei 8.666/93, poderia requerer o equilíbrio econômico-financeiro desses contratos em benefício dos usuários das rodovias paulistas e do povo em geral, que consome produtos e passagens que ficaram mais caros, em razão das tarifas de pedágios estarem nas alturas.

sexta-feira, junho 26, 2009

E deu marolinha

Quando o presidente Lula falou que a crise econômica era séria, mas ao invés de um
tsunami (onda gigante), seria uma marolinha, ou seja, os efeitos seriam menores no
Brasil em relação a outros países, a oposição e parte da imprensa que faz tabela com
ela, fizeram as mais severas críticas. O DEM e PSDB usaram essa fala nos seus
programas de televisão para tentar desqualificar o governo.
Mas passados alguns meses e confirmamos que o presidente Lula realmente tinha
razão. Apesar da gravidade da crise, principalmente nos Estados Unidos e Europa, o
Brasil, pelo excelente trabalho na economia feito pelo governo Lula, está superando a
crise. A economia volta a gerar empregos, no mês de maio foram mais 130 mil novas
vagas criadas. A inflação está sob controle, os juros estão caindo, são os menores da
história econômica brasileira. A balança comercial é superavitária. O dólar está
voltando ao seu patamar de equilíbrio.
Isso porque o governo não ficou parado. Reduziu impostos, aumentou os
investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC incentivou a
produção e o emprego e não deixou que a crise afetasse seriamente o país. O setor
que mais a sentiu foi o exportador, pois os países compradores de nossos produtos
estavam atolados até o pescoço com a crise. Lembrando que essa crise foi de trilhões
de dólares, a maior desde 1929.
Ao contrário do governo do FHC, que governou com o PSDB e o DEM, qualquer
crise que havia no mundo, crise de bilhões de dólares, de imediato o dólar ia para as
nuvens, a inflação explodia, o desemprego aumentava rapidamente, caia o
investimento e os juros aumentavam. Isso porque a política econômica que eles
adotavam era equivocada. O chamado neoliberalismo, que está em decadência no
mundo inteiro e, apesar dos tucanos, demos e uma parte da imprensa brasileira ainda
incorrerem no erro e defenderem essa política econômica, o mundo simplesmente a
jogou na lata do lixo.
Para desgosto da oposição e de uma parte da imprensa engajada, que contava com
uma crise de sérias proporções no Brasil, jogando no quanto pior, melhor, para
derrubar o excelente presidente Lula, a economia do Brasil continua saudável.
Dessa forma, o governo que já tirou 20 milhões de pessoas da pobreza poderá seguir
de forma exitosa e fazer a ministra Dilma, como sua sucessora em 2010.

quarta-feira, junho 24, 2009

Hoje nos jornais

O de sempre, a pauta que interessa a oposição, jogando crise no Senado. A imprensa brasileira sempre soube dos desvios no Senado e nunca publicou nada, agora para tentar criar uma crise institucional vem fazendo esse barulho todo. Eles não estão preocupados com a moralidade, senão também dariam o mesmo espaço nos jornais, rádio e televisão, ao caso do Beto Richa, prefeito tucano de Curitiba envolto em acusação de corrupção, ou ao governo do PSDB de Yeda Crusius, cada dia mais atolado na lama. Tem ainda a CPI da CDHU, na Assembléia Legislativa de São Paulo, que a imprensa brasileira faz questão de ignorar. Quando é contra tucano, simplesmente eles não fazem o carnaval udenista costumeiro. Ou quando publicam alguma coisa, colocam a palavra “suposto” antes do crime divulgado e publicam em rodapés dos jornais ou em páginas pares, que tiram do leitor a atenção devida. Outro ponto em comum é a CPI da Petrobras, perdeu força depois que o blog Dados e Fatos da empresa, provou que muitas notícias que saíram na imprensa brasileira eram mentirosas ou tendenciosas. No front externo continuam com a ação orquestrada contra o Irã. Assim como acontece internamente, quando é ligado a oposição qualquer ato irregular, não tem investigação nem divulgação, em alguns casos, o próprio jornalista faz a defesa do acusado. Na questão externa a senha é ser ou não aliado dos Estados Unidos. Se for aliado, como a Arábia Saudita, Kwait, e Egito que são ditaduras, umas mais do que a outra, nunca serão molestados pela mídia. No caso do Irã, há uma pauta internacional, do qual todos os meios de comunicação seguem, repetindo as mesmas coisas. O fato não é ser contra ou pró Irã. É o modus operandi da mída. A Folha de hoje coloca uma foto retocada de José Serra sorrindo, com a frase, rumo a 2010. A matéria diz que Serra sairá pelos Estados fazendo campanha. Se fosse outro candidato, que não pertence ao bloco da oposição seria o caso de recorrer ao STF, mas é o Serra, tudo pode. É hipocrisia pura do jornal, que como todos sabem tem perdido assinantes e credibilidade por ter se transformado em órgão noticioso do Serra. No caderno de economia do mesmo jornal, a matéria principal é de que caiu o superávit primário nas contas do governo. O principal o jornal esconde, mais a frente que é a redução da dívida pública do governo. Isso é o que importa. Mas no viés neoliberal da Folha vale mais a denúncia vazia do que a verdade dos fatos. No Valor Econômico, a colunista Rosângela Bittar, dá a impressão de ser porta-voz da oposição. Ela elogia um crime contra a economia popular feita pelo PPS, no programa de televisão, ao propagandear o confisco da poupança. Isso poderia desencadear uma corrida bancária com conseqüências graves para a economia brasileira. Mas para a colunista, contra o governo Lula, vale tudo, mesmo que seja um crime. E o jornalismo brasileiro ainda ataca a moralidade do Senado. É ironia pura. A mesma colunista ainda critica o PSDB e DEM por esses partidos não estarem dando uma de cachorro louco, como o PPS. É que Rosângela, já que a senhora não entende nada de economia ao elogiar a ação do PPS na poupança, na política isso é muito perigoso. Como o PPS, não tem nada a perder, pois futuramente será integrado ao PSDB, ele foi escolhido para fazer o jogo sujo.

Pois é, nada de novo no jornalismo brasileiro, entra e dia e sai dia e a mesma postura golpista de sempre. E cada vez a impressão vergonhosa de que Mino Carta tem razão, o jornalismo engajado que se pratica no Brasil é o pior do mundo.

terça-feira, junho 23, 2009

Cadê a liberdade de imprensa?

A liberdade da imprensa só existe para os donos dos meios de desinformação. Os Frias, Mesquitas, Civitas e Marinhos todo dia editam as matérias segundo os seus interesses.O que é importante eles não mostram como os aplausos do presidente Lula na OIT. Isso é imprensa? Que liberdade teria um jornalista da Folha, Globo, Estado ou Veja de fazer uma matéria elogiando o excelente governo Lula? Nenhuma. E criticando o péssimo governo Serra? Nenhuma. O SPTV do Carlos Tramontina é liberdade de imprensa? São Paulo seria um paraíso se as matérias que a Globo apresentasse nesse jornal fossem só elas. Simplesmente as notícias ruins contra o Kassab ou o Serra não são mostradas. A imprensa brasileira é uma vergonha. Ontem o ministro Celso Amorim mostrou a indulgência intelectual dos jornalistas brasileiros e até de um embaixador tucano. Apanharam feito mala velha. Gente colonizada com complexo de vira-lata. E os jornalistas da folha sofreram processo de lavagem cerebral? São todos iguais com os mesmos defeitos de origem. Origem tucana. E o Heródoto Barbeiro de novo não pode entregar a mercadoria ao Serra, tentar desqualificar o excelente governo Lula. O ministro Celso Amorim mostrou a diferença de qualidade de governos. O Celso Lafer, ministro de FHC, era subverniente aos Estados Unidos, não fazia uma política externa soberana. É a pseudo elite brasileira, que estudou mas não aprendeu nada, mantém a mesma forma de pensar dos tempos coloniais.

segunda-feira, junho 22, 2009

Superávit comercial chega a US$ 1,131 bi na terceira semana de junho

O superávit comercial da terceira semana de junho chegou a US$ 1,131 bilhão, com exportações de US$ 3,435 bilhões e importações de US$ 2,304 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Nas três semanas de junho, o superávit comercial é de US$ 3,076 bilhões. Nesse período, as exportações chegaram a US$ 9,477 bilhões, e as importações, a US$ 6,401 bilhões.

De janeiro até a terceira semana de junho deste ano, as exportações somam US$ 64,961 bilhões, e as importações, US$ 52,513 bilhões. Com isso, o superávit comercial é de US$ 12,448 bilhões, valor 23,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (US$ 10,074 bilhões).

Assentamento rural do PR recebe ligação número 2 milhões do Luz para Todos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira (22) da cerimônia de comemoração dos 2 milhões de ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos. A celebração será realizada no assentamento Robson Vieira, no município de Congonhinhas, a 79 km de Londrina (PR). O beneficiado com a ligação é o agricultor assentado Odair Sardor.

Na ocasião, também será inaugurada no assentamento um telecentro que contará com dez computadores doados pela Eletrosul.

Criado em 2004, o Programa Luz para Todos já beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas no meio rural, o que representa a totalidade das famílias dessas localidades sem acesso à energia elétrica, de acordo com o Censo Demográfico de 2000. No Paraná, foram realizadas aproximadamente 49 mil ligações, que atendem cerca de 246 mil pessoas. Em Congonhinhas, foram atendidas 315 famílias e, no assentamento Robson Vieira, 39 famílias foram beneficiadas.

Desde o início do programa, foram gerados 300 mil empregos e implantados 4,62 milhões de postes, 883 mil km de cabos e 708 mil transformadores. O investimento do governo federal no programa é de R$ 9,8 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões já foram liberados. Também está prevista a contratação de R$ 1,7 bilhão pelos governos estaduais.

O estado da Bahia já beneficiou 1,6 milhão de pessoas, enquanto Minas Gerais e Pará levaram energia elétrica para mais de 1,1 milhão de moradores do meio rural. Além disso, 13 estados superaram a meta pactuada inicialmente. Um dos objetivos do Luz para Todos é que as famílias atendidas utilizem a energia elétrica de forma produtiva, gerando renda e trabalho. O programa tem proporcionado aos beneficiados a utilização de equipamentos elétricos que facilitam o trabalho no campo e permitem a saída das famílias da produção de subsistência para a comercialização do excedente.

Pesquisa

Estudo realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostra o impacto do programa nas comunidades atendidas. De acordo com a pesquisa, 60,9% dos beneficiados recebem até 1 salário mínimo por mês e 36% recebem até 3 salários mínimos; 4,8% do total de famílias pesquisadas (960 mil famílias) vieram a residir no meio rural após a chegada da energia elétrica.

A pesquisa também identificou que a qualidade de vida e as condições de moradia dos moradores melhoraram respectivamente em 89,3% e 86%, respectivamente. A renda familiar aumentou para 35,8% e as oportunidades de trabalho melhoraram para 34% dos pesquisados. Nos estudos, 41,1% passaram a realizar atividades escolares no período noturno. A aquisição de eletrodomésticos também cresceu: 78,5% adquiriam televisor, 73,1% compraram geladeira e 44,7% passaram a ter equipamento de som em seus lares. Esses números correspondem à comercialização de aproximadamente 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhões de geladeiras e 890 mil unidades de aparelhos de som.

Brasil-França: Autoridades vão homenagear Apolônio de Carvalho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vários ministros e altas autoridades brasileiras e francesas participam, nesta segunda-feira (22), da homenagem a Renée e Apolônio de Carvalho, casal que teve grande atuação na Resistência Francesa contra o nazi-fascismo.

Presentes também Yves Saint-Geours e Danilo Santos de Miranda, os presidentes dos Comissariados francês e brasileiro do Ano da França no Brasil, que promove o tributo.

Também estarão presentes na Maison de France, no Rio de Janeiro, os ministros Juca Ferreira (Cultura), Paulo Vannucchi (Direitos Humanos) e Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência), Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, e o Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro, Hugues Goisbault.

No evento, será exibido o longa metragem Vale a pena sonhar de Stela Grisotti e Rudi Böhm, que narra a trajetória de Apolônio de Carvalho. O ato é organizado pelo Consulado da França no Rio, pela diretora Stela Grisotti e a historiadora Nelie Sá.

Combates no Brasil, Espanha e França.

Apolônio de Carvalho
Um símbolo da luta do povo brasileiro, Apolônio de Carvalho (1912-2005) se engajou no combate a favor dos ideais socialistas e contra os regimes de opressão.

Ele cursou Escola Militar e tornou-se oficial, mas queria mudar a sociedade brasileira e ajudou a fundar a Aliança Nacional Libertadora em 1935.

Foi preso pelo governo de Getúlio Vargas, teve sua patente militar destituída e foi expulso do Exército.

Em 1937 ele ingressou no Partido Comunista, que o enviou à Espanha - junto com 15 outros brasileiros - para combater na Guerra Civil, nas Brigadas Internacionais contra os fascistas do general Francisco Franco.

Com a derrota republicana em 1939, foi para a França, onde viveu no campo de refugiados de Gurs.

Em 1940 as tropas de Hitler invadem e ocupam a França. Apolônio foge de Gurs e ingressa na Resistência. E chega a chefiar a guerrilha antinazista no sul da França. Em agosto, comanda a liberação das cidades de Carmaux, Albi e Toulouse.

Por sua coragem, foi considerado um herói na França, onde foi condecorado com a Legião da Honra.

Em 1942, Apolônio conheceu Renée Laugery, jovem marselhesa e militante comunista da Resistência. Renée, que se tornaria sua companheira para o resto da vida, será também homenageada no ato do Ano da França no Brasil.

Golpe, cisão, prisão e tortura
Apolônio voltou com sua família ao Brasil em 1946, prosseguindo a militância comunista. Na clandestinidade depois do golpe militar de 1964, participou da luta interna que questionava a linha oportunista do PCB.

Rompeu com ele em 1968 e com Mário Alves e outros formou o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

Em janeiro de 1970 Apolônio de Carvalho tombou nas mãos do aparelho de repressão da ditadura e foi brutalmente torturado - Mário Alves, preso na mesma ocasião, morreu na tortura.

Apolônio teve um comportamento heróico, nada revelou a seus torturadores. Foi banido no ano seguinte, trocado pelo embaixador da Suíça junto com 69 presos políticos. Viveu o novo exílio em Argel e em Paris.

Retornou ao Brasil com a Anistia de 1979, fixando residência no Rio de Janeiro. No ano seguinte, assinou a ficha número 1 de filiação do PT, onde militou até a morte em 2005, participando da direção petista até 1987.

Passou a viver na clandestinidade e militar no PCBR, (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) até a ditadura militar, quando foi preso e torturado.

Em um grupo de 39 presos políticos, foi para Argel em 1970 em troca a um embaixador alemão seqüestrado por um comando revolucionário no Rio de Janeiro.

Viveu no exílio em Paris até 1979, quando retornou ao País com a Lei da Anistia. De volta ao País, foi um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), onde militou até sua morte, em 2005.


Agência DIAP

sexta-feira, junho 19, 2009

Pedágio nas vias expressas da Rodovia Castello Branco

por Evaristo Almeida – Coordenador do Setorial Estadual de Transportes do PT

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo (18/06/09) anuncia que a partir de dezembro as vias expressas da Rodovia Castello Branco serão pedagiadas.

Na licitação do lote 12, que inclui a Rodovia Raposo Tavares, estava embutido no edital a obrigação da construção de 10,9 quilômetros de vias marginais no início da rodovia. Em contrapartida, a concessionária pode colocar praças de pedágio bidirecionais (em ambos os sentidos) nessas marginais.

Essas praças fecharam o acesso da rodovia para as cidades de Carapicuíba, Barueri e Osasco. No contrato firmado entre o governo de São Paulo e a concessionária não estava previsto praças de pedágio nas vias expressas da Castello Branco. Atualmente, os usuários que se dirigem para Jandira, Itapevi, Barueri e interior, por enquanto, não pagam pedágio.

O preço do pedágio na Marginal da Castello Branco é de R$ 6,30, ou R$ 0, 578 por quilômetro. É o pedágio mais caro do Brasil e provavelmente um dos pedágios mais caros do mundo. Essa exorbitância afugentou os usuários, de forma que o número de veículos que atualmente pagam é menor do que o estimado. O objetivo da Artesp e da concessionária é que os cerca de 120.000 veículos que transitam na via expressa da
Rodovia Castello Branco, também paguem a tarifa. Essa mudança vai reforçar o caixa da empresa concessionária.

A empresa já foi contemplada com a prorrogação do contrato por mais 4 anos e 9 meses. Esse contrato deveria terminar no ano de 2018, mas vai até 2023. A possibilidade de prorrogação também não estava nos contratos e foi feita através de uma portaria do Secretário de Transportes. Pelo visto para o governo do Estado o que está escrito não vale, pois é passível de mudança a todo momento, mesmo que prejudique os usuários, visto que o melhor é uma nova licitação.

A concessionária ViaOeste, que explora essa rodovia, teve receita bruta de R$ 489,73 milhões no ano de 2008, 16,41% superior ao ano de 2007, com recursos de cobrança de pedágio. O lucro líquido da mesma empresa em 2008 foi de R$ 86,32 milhões, com crescimento de 12,65 % em relação ao ano anterior.

Com a mudança nos contratos à revelia do que estava no edital, mesmo com redução nas tarifas das marginais da Castello Branco, de R$ 6,30 para R$ 2,70 e no pedágio de Itapevi, para quem se dirige ao interior, de R$ 10,80 para R$ 5,40, a concessionária estima que arrecadará R$ 197 milhões a mais até o ano de 2022.

A exploração das vias expressas da Castello Branco foi aceita pela Artesp, essa agência governamental gerencia os contratos de concessão de rodovias no Estado de São Paulo, em troca da construção do Complexo Anhanguera pela CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias). Essa empresa é a holding, que detém o controle acionário da Viaoeste e da Autoban, concessionária que explora a Rodovia Bandeirantes.

Dessa forma, o governo do Estado de São Paulo e a Artesp abandonam qualquer iniciativa de buscar a modicidade tarifária, e até desconsideram os contratos quando as iniciativas beneficiam as empresas concessionárias. O usuário não é relevante.

O povo paulista já paga uma série de impostos para que as obras rodoviárias sejam construídas pelo governo. Ao ter embutido no custo do pedágio construção de vias, o cidadão está sendo bi-tributado pelo governo Serra.

Complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto

A partir de hoje (18/06/09) haverá redução no pagamento do trecho de 143 quilômetros do complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto. O usuário deixará de pagar os R$ 27,00. Haverá uma redução de 40,74% no trecho e o pagamento passou para R$ 16,00. Isso representa 23% a mais do valor inicialmente ofertado pela primeira classificada, que foi de R$ 13,00.

Esse valor na verdade não é barato, pois para rodar os 562 quilômetros da Rodovia Fernão Dias até Belo Horizonte, licitada recentemente pelo governo federal, o usuário paga R$ 8,80. Assim para andar 419 quilômetros a mais, em rodovia duplicada federal, o motorista paga 55% a menos. É que o modelo do governo federal prioriza a modicidade tarifária e os investimentos nas rodovias federais, ao fazer a concessão.

O governo Serra, ao contrário, prioriza as outorgas que arrancam dinheiro dos usuários, via pagamento de pedágios, em detrimento da modicidade tarifária. O cidadão para o Estado de São Paulo fica em segundo plano.

terça-feira, junho 09, 2009

Comentários a respeito do Roda Viva

O Roda Viva virou um poleiro tucano. Ele desonra o mesmo nome da música de Chico Buarque que foi um hino contra a ditadura militar.Foi lamentável o programa de ontem (08/06/2009); ficou nítido que o objetivo era desqualificar o Presidente da estatal e a empresa, o baiano José Gabrielli. A qualidade dos jornalistas era pra lá de sofrível. O Marcelo Onaga deve ter comprado o diploma de jornalista. Além de mau preparado ele é raivoso. Ele foi colocado lá para tentar desestabilizar o Presidente da Petrobras.No futebol é como colocar um zaqueiro grosso para tentar tirar o craque do time adversário. Não funcionou, o Marcelo Onaga foi simplesmente desqualificado pelo José Gabrielli. A revista Exame tem um time de quinto escalão. Felizmente nunca comprei um exemplar dessa revista. Se conhecer alguém que a assine vou pedir para cancelar a assinatura. O José fuck (piada pronta, como diria o Simão) da revista Epoca citou números errados e desconhece totalmente história econômica. Todos os países que são ricos atualmente nunca seguiram o liberalismo clássico como é adepto esse jornalista. As jornalistas Irany, do Estadão e a Claudia Schuffner, do Valor, ao ver que não teriam condições de discutir com o Presidente da Petrobras, se mantiveram num tom mais ameno. No fim, um Herodoto Barbeiro, visivelmente desconcertado, pois não pode entregar a mercadoria a José Serra, foi descortês e não deixou o Gabrielli fazer as considerações finais, como sempre foi a praxe do programa. Usaram a Cultura, patrimônio do povo paulista, custeada com dinheiro de impostos do contribuinte, para fazer campanha contra o povo brasileiro e a favor dos tucanos e demos.Quanto a ANJ, quem assina a nota no Estadão é o Júlio César Mesquita, que pela primeira vez na história está perdendo o poder de influenciar, com as idéias da família Mesquita, a opinião pública brasileira.Quanto a OAB está equivocada, assim como em 1964, quando apoiou a implantação da ditadura militar no Brasil. Se uma empresa é vítima de calúnias como vem sendo a Petrobras e não pode se defender do autoritarismo da imprensa brasileira, o que fazer? Continuar deixando que mentiras sejam impressas todo dia, para confundir o povo brasileiro? Somente os frias, mesquistas, civitas e marinhos podem ter liberdade de expressão, por ser dono dos meios? O blog da Petrobras é um caminho criativo encontrado pela empresa para se defender da caluniosa imprensa brasileira. Enquanto os grandes jornais e revistas do mundo a enaltecem, aqui no país, por interesses do PSDB, DEM, PPS e das petroleiras internacionais, que financaiam até golpes de Estado pelo mundo afora para ficar com o petróleo alheio, estão tentando desqualificar a melhor empresa de petróleo do mundo. A Petrobras era boa quando afundou a P-34, em que morreram vários brasileiros sob a presidência de um tucano, quando ela dava dinheiro para a imprensa oligárquica e estava a caminho da privatização, a Petrobrax. Mais uma vez a imprensa brasileira mostra que está de costas para o país. Ela é contra o interesse do povo brasileiro. Ela está no complô, que quer dar o pré-sal para as empresas estrangeiras se locupletarem. Ela está sem rumo. As escolas de jornalismo brasileiras deveriam repensar o currículo, pois está formando profissionais de péssima qualidade, isso é o que demonstrou ontem o Roda Viva. Quanto a Cultura, é preciso que ela volte a ser pública e não pertença um partido político que tem uma ave como símbolo. É ISSO.

sexta-feira, maio 22, 2009

PT amplia liderança partidária e Dilma já ultrapassa 20% de intenção de voto

Pesquisa do instituto Vox Populi realizada entre os dias 2 e 7 de maio mostra que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem entre 19% e 25% de intenção de votos para a Presidência da República, caso seja candidata em 2010.

O levantamento, que ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, mostra ainda que o PT continua sendo o partido de maior preferência da população. O índice, que era de 25% em maio de 2008, saltou para 29% agora. Em seguida, vêm PMDB, com 8%; e PSDB, com 7%. O DEM, ex-PFL, tem apenas 1%.

Os números mostram que 59% dos entrevistados têm muita ou alguma simpatia pelo PT. Para 70%, o PT ajuda o Brasil a cerscer.

Encomendada pelo PT, a pesquisa mostra também um quadro de ampla aprovação popular ao governo Lula. A avaliação positiva do presidente (considerando os índices de ótimo, bom e regular positivo) chega a 87%. Para 60%, o Brasil melhorou nos últimos dois anos, enquanto 67% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o país.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, comemorou os resultados do levantamento.

“A pesquisa mostra um quadro muito positivo, pois o PT ampliou seu percentual de preferência partidária junto à população, com atributos positivos em vários aspectos. Nosso governo está com mais de 80% de aprovação. Isso mostra o acerto da condução partidária e das medidas de enfrentamento à crise mundial”, afirmou.

Berzoini também destacou a subida de Dilma na sondagem eleitoral. "O desempenho da Ministra Dilma é consistente, levando-se em conta que boa parte da população não a conhece e não sabe ainda que Lula e o PT a apóiam. Vamos apresentar um Programa com mais avanços e novas conquistas para as eleições de 2010, para trabalhar a ampla aprovação da maioria da população ao projeto em andamento no país"
Veja abaixo os principais números da pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais:

BRASIL
67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008

27% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos

Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos

Para 14%, piorou

Para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos

Para 13%, vai piorar

PARTIDOS

Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004.

PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%

Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%)

Rejeição
PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008

PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%

67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%)

Imagem
Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%.

AVALIAÇÃO DO PT
59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008

81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008

65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008

Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008

Opiniões sobre o PT
É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008

É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008

Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008

GOVERNO LULA

Desempenho do presidente

Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008

Avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008

Melhores ações do governo
Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

ELEIÇÕES

Partido do próximo presidente

Para 34%, próximo presidente deve ser do PT

Projeto de país
Para 73%, próximo presidente deve continuar com todas ou com a maioria das atuais políticas, contra 68% em 2008.

Candidato apoiado por Lula
23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula

41% pode votar, dependendo do candidato

10% não votam

22% não levam isso em consideração

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE, 1º turno, estimulada

Cenário 1

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Ciro, 23%; Dilma, 21%; Aécio, 18%; Heloísa, 10%; Branco/Nulo/NS, 18%

Cenário 2

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 36%; Dilma, 19%; Ciro, 17%; Heloísa, 8%; Branco/Nulo/NS, 19%

Comparativo: Em relação a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

Cenário 3

Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Dilma, 25%; Aécio, 20%; Heloísa, 16%; Brancos/Nulos/NS, 40%

Cenário 4

Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 43%; Dilma, 22%; Heloísa, 11%; Branco/Nulo/NS, 24%

Cenário 5

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)

Serra, 48%; Dilma, 25%; Branco/Nulo/NS, 37%

Rejeição
Heloísa, 17%; Aécio, 13%; Serra, 12%; Dilma, 11%; Ciro, 9%.

Não reclame depois que você não foi avisado

por Luiz Carlos Azenha
A Vale do Rio Doce foi privatizada, em 1997, por pouco mais de U$ 3,3 bilhões de dólares. Dez anos depois, em 2007, teve faturamento quase dez vezes maior, ou seja, de cerca de U$ 33 bilhões.
Em retrospectiva, alegam os privatistas, era impossível prever que o preço internacional do minério de ferro subiria tanto, aumento causado especialmente pelo crescimento espetacular da China!
A história da Vale é ilustrativa: a Itabira Iron Ore, da qual ela se originou, só foi nacionalizada pelo governo de Getúlio Vargas depois de um acordo entre o Brasil, a Grã Bretanha e os Estados Unidos, pelo qual recebemos financiamento externo para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce em troca da garantia de suprimento de minério de ferro e borracha para o esforço de guerra dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
Getúlio tinha visão de estadista: ficou em cima do muro, entre americanos e nazistas, até arrancar de Washington as concessões indispensáveis ao início da industrialização do Brasil.
Foi o legado de Getúlio que Fernando Henrique Cardoso - ele ainda não está preso? - prometeu pulverizar. Pulverizou, em parte, ao vender a Vale a preço de banana.
Mas esse não é o meu ponto. O que quero destacar é que os Estados Unidos, para obter o que queriam do Brasil - minério de ferro e borracha -, aceitaram até mesmo a nacionalização de uma empresa americana.
Os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram um gesto simbólico -- sem desfazer do esforço e da dedicação deles -- e a base aérea de Natal serviu à guerra no Norte da África. Mas o ESSENCIAL foi a matéria prima: minério de ferro e borracha.
Por que haveria de ser diferente agora?
Por que as matérias primas perderiam importância agora, que o Brasil se descobre sentado sobre uma enormidade de petróleo em sua costa?
Recentemente o ministro da Defesa, Nelson Jobim, trouxe a público o debate sobre a mineração em alto mar. Falou da necessidade de o Brasil se juntar com os vizinhos e com países da África para discutir o controle da navegação no Atlântico Sul.
Leia aqui sobre a mineração no mar
Outro dia, a bordo de um navio da Marinha, descobri surpreso que a Amazônia azul -- o mar territorial brasileiro -- é quase tão grande quanto a Amazônia verde. E, com certeza, tão rico quanto.
Essas são as questões essenciais para o futuro do Brasil, que deveriam ocupar boa parte da agenda do Parlamento brasileiro. No entanto, um dos maiores partidos do país decide concentrar esforços em uma CPI eleitoreira, que desvia a atenção da opinião pública do debate realmente necessário: como explorar o pré-sal? Onde investir o dinheiro? Quais são as perspectivas da mineração em águas profundas? Como o Brasil pode controlar a sua costa e projetar seu poder no Atlântico Sul?
Dizem, hoje, para justificar o preço de venda da Vale, que era impossível prever o preço internacional do minério de ferro.
Mas, como se isso fosse realmente necessário, que fique o alerta: o petróleo que está na costa brasileira vale muito e valerá cada vez mais. Será uma vergonha se nós, brasileiros, desperdiçarmos essa oportunidade de fazer do Brasil um país decente. E, acreditem, como já aconteceu muitas vezes no passado, existem milhares de brasileiros dispostos a entregar o ouro ao bandido em troca de migalhas.

A OFENSIVA TUCANA

Laerte Braga


Entender o desespero do comando paulista do PSDB para eleger o governador José Serra presidente da República em 2010 não é tão difícil assim. Se deixarmos de lado fatores pessoais como vaidades, o autoritarismo estúpido e boçal de Serra, o primeiro fator a ser levado em conta é o “investimento”.

E nesse item vale a pena lembrar uma história acontecida em 1984 quando da eleição – indireta – de Tancredo Neves. Àquela época vigia o princípio da fidelidade partidária e o chamado colégio eleitoral que elegia o presidente era integrado entre outros por deputados estaduais numa representação proporcional ao peso dos partidos nas assembléias legislativas. O bi-partidarismo já havia sido quebrado, mas não havia ainda essa imensidão de partidos com assentos no Congresso, ou nas assembléias.

Paulo Maluf, adversário de Tancredo, consciente que perdera a maioria no Congresso Nacional voltou-se para os deputados estaduais e diante do bombardeio legal do PMDB no TSE – Tribunal Superior Eleitoral – e depois no STF – Supremo Tribunal Federal (era conhecida assim a suprema corte, hoje DANTAS INCORPORATION LTD) – resolveu consultar o senador Roberto Campos sobre se valia investir cem milhões de dólares na compra de deputados estaduais (e alguns federais) para chegar ao Planalto.

A resposta de Roberto Campos, especialista no item entreguismo e sua principal conseqüência, o lucro advindo da corrupção generalizada, disse que sim. Avaliou que um investimento de cem milhões de dólares daria um retorno de um bilhão de dólares em quatro anos de mandato e naquele momento o mandato presidencial era de cinco anos. O azar de Maluf foi que o STF julgou o voto como sendo questão de consciência e portanto desobrigado da fidelidade.

Uma coisa anda junto da outra.

O grande capital, o deus mercado, interessado em arrematar a compra do Brasil, porção com dimensões continentais de terra na América do Sul, aposta em Serra, como apostou e levou boa parte com FHC – Fernando Henrique Cardoso.

Serra é o instrumento desse capital e, óbvio, regiamente remunerado. É a característica tucana, ou são as características tucanas, uma decorrente da outra – o entreguismo e a corrupção.

Preocupados com os altos índices de popularidade do presidente Lula – sem análise de mérito de seu governo - mas conscientes que o País hoje é bem diferente do País que FHC deixou. Assustados com a candidatura da ministra Dilma Roussef. Apavorados com a incompetência crônica de Serra para administrar – São Paulo está uma lástima -. E de olho no tesouro ou nos acenos do grande capital. Mais ainda, temerosos dos escândalos no Congresso envolvendo deputados e senadores tucanos e DEMOcratas – braço explícito do fascismo tucano – e, principalmente, sabedores que a proporção investir um para ganhar dez, hoje, é muito maior, resolveram sair da toca e armar com a mídia internacional – a brasileira é ficção – todas essas jogadas torpes e canalhas, bem ao feitio tucano.

Serra tem dificuldades dentro de seu partido. Aécio Neves governador de Minas é um tresloucado, mas não rasga nota de cem e sabe do seu peso no jogo sucessório. E num dado momento a luz vermelha acendeu. Foi quando começaram a vir a tona todas as trapaças de figuras antes tidas como impolutas, caso do corrupto senador Tasso Jereissati, ou da corrupta governadora Yeda Crusius. Ou o corrupto Teotônio Vilela Filho e vai por aí afora – não existe tucano que não seja corrupto ou não esteja à venda.

A reação é no melhor estilo da principal quadrilha do crime organizado e legalizado no Brasil, o PSDB. Num primeiro momento transformaram a doença da ministra Dilma Roussef em terrorismo político. Está doente, a doença é incurável, não tem condições. É que a ministra continua a subir nas pesquisas dos institutos deles mesmos, ou do esquema deles, o FIESP/DASLU, associado a Wall Street e Washington. E sua saúde está em recuperação plena.

O segundo, a CPI da PETROBRAS que cumpre dois objetivos. Acuar o governo Lula, criar-lhe toda a sorte de dificuldades e preparar o terreno para vender a idéia da privatização. Justo no momento que o Brasil se transforma num dos países com as maiores reservas petrolíferas em todo o mundo. E isso, de repente, pode transformar esse pedaço de terra com dimensões continentais aqui na América do Sul, numa nação de verdade. Livre, soberana e justa com os seus cidadãos.

O tucanato ainda tem mercadorias para oferecer. Além da PETROBRAS, têm o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Filés que o capital internacional está de olho desde o governo FHC. Faltou peito e respaldo ao ex-presidente para consumar o crime de venda do Brasil. E os resultados obtidos nos seus oito anos, do ponto de vista deles, foram ótimos. Todos ricos, empresas como a VALE e a EMBRAER privatizadas, a farra da telefonia e vai por aí afora.

Uma pesquisa feita nas eleições de 2006 mostrou que o candidato tucano, o pastel de vento Geraldo Alckimin havia perdido votos exatamente quando tocou no assunto privatizar a PETROBRAS. Decidiram falar de forma diferente agora. Uma CPI para investigar supostas irregularidades e normalizar a empresa, na visão deles. Por baixo dos panos ressuscitar a cultura da privatização.

O curioso nessa história é que o tal decreto que permite à PETROBRAS contratar obras sem licitações para facilitar e não atrasar seus projetos, é do tempo de FHC. Lá, tinha uma finalidade. Permitir a entrada mais rápida de dinheiro nos bolsos e caixas dos tucanos. Agora querem vincular a empresa ao governo atual, o tal decreto e jogar por terra um patrimônio do povo brasileiro que custou muita luta, sangue e se transformou numa das maiores empresas do mundo no setor.

Tucano não tem mãe. Por mais chocante que isso possa parecer é uma realidade. Foram criados em chocadeiras em Wall Street, em projetos financiados pelas fundações FORD e ROCKFELLER.

É por esses caminhos que José Serra pretende navegar. A canalhice do absoluto.

Num outro aspecto o dilema do cidadão brasileiro é simples. Ou compreende essa realidade. Vale dizer, sonha e transforma o sonho no seu dia a dia, ou abre mão de um País livre, soberano e justo com seus filhos entregando-o a figuras repulsivas como Serra, Jereissati, Aécio, esse tipo de gente montado e fabricado segundo interesses dos grandes bancos, empresários e latifundiários no Brasil e fora do Brasil.

A mídia, evidente, capitaneada pelo histerismo a chip de jornalistas venais como William Bonner, Miriam Leitão, etc, etc, a FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, vai montar as mentiras com a intenção de repeti-las à exaustão transformando-as em “verdades”, que nem os tais cinco dedos do FHC na campanha de 1994 que se revelaram na prática ágeis no colocar dinheiro público no bolso e vender o Brasil.

Tucanos são uma degeneração genética do udenismo pré-64. Trazem em si o moralismo hipócrita da alta burguesia de São Paulo e da Barra da Tijuca. Dois símbolos internacionais no Brasil, dois territórios conquistados, à guisa de exemplo.

José Serra é um FHC de segunda categoria. Com um agravante. Um sorria enquanto enfiava a faca pelas costas, o ex-presidente. Serra não. É frio, calculista, perverso, covarde, amoral. É do tipo que vai arrancando as perninhas da formiga até que ela não possa andar mais e depois pisa em cima, massacra.

É por aí que passa a CPI da PETROBRAS. Os integrantes da comissão, os deles, são meros paus mandados e Jereissati é o comandante dessa tropa de bandidos no Congresso. Ele e Arthur Virgílio.

O alvo primeiro é a PETROBRAS e o alvo intermediário é a presidência, o objetivo final é passar a escritura de venda do Brasil.

Por detrás de toda essa “indignação” fingida dos tucanos está esse jogo sórdido e sordidez em política é sinônimo de tucano.

No meio desse caminho, mais à frente, vai ter um Pedro Bial da vida chamando essa gente de “meus heróis”.

E nem falei do que o Brasil livre e soberano significa para toda a América Latina. O papel de Serra é destroçar essa perspectiva que vai se transformando em realidade em vários países como a Venezuela, o Equador, a Bolívia, o Paraguai, a Nicarágua, El Salvador, se mantém em Cuba e prospera por aqui, na Argentina, tem perspectivas no Chile e no Uruguai.

Estrago completo nos negócios das grandes máfias internacionais. É outra “tarefa” confiada a Serra e aos tucanos nesse processo todo. O desmanche geral e absoluto da integração latino-americana e da submissão, assim que nem o antigo México, hoje lixão dos EUA.

quinta-feira, abril 02, 2009

“Obama diz que Lula é o político mais popular da Terra”

Tinha acabado de escrever o post abaixo quando vi a manchete no portal Globo.com:

“Obama diz que Lula é o político mais popular da Terra”

Diz a nota:

“Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha pra o primeiro ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula:

“Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”

Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula:

“Esse é o político mais popular da Terra”.

Rudd aproveita a deixa e diz:

“O mais popular político de longo mandato”.

“É porque ele é boa pinta…’, acrescenta Obama.

Para quem duvidar, a cena aparece em vídeo gravado pela BBC.

Na foto dos 31 líderes mundiais reunidos quarta-feira no encontro ampliado do G20 em Londres para decidir os novos rumos do planeta diante da crise, o presidente Lula aparece sentado, sorridente ao lado da rainha Elizabeth 2ª e do anfitrião, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown.

Atrás dele, em pé, com o mesmo sorriso franco, está o homem mais poderoso do mundo, Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, que deixou o Clóvis Rossi tão encantado durante uma entrevista que nem falou da foto em sua coluna.

Pode parecer um detalhe banal, tanto que a foto não está nem na primeira página da Folha, o jornal que assino e leio no café da manhã. Também não se faz, nos caudalosos textos das páginas internas, qualquer referência à posição privilegiada do nosso presidente na foto oficial.

Quais foram os critérios? Quem determinou onde ficaria cada um dos líderes? Gostaria de saber. Será que não havia nenhum repórter lá quando este time dos donos do poder mundial se ajeitou e posou para a fotografia?

Trata-se de uma imagem emblemática sobre a nova posição que o Brasil ocupa no mundo, pois até pouco tempo atrás não era tão comum o nosso país participar de reuniões deste porte, muito menos o presidente brasileiro sair tão bem na foto, cheio de graça e moral.

“Para um torneiro-mecânico até que está bom demais…”, eu costumava brincar com ele quando o acompanhava a estas reuniões nos dois primeiros anos de governo. Até para o próprio Lula, acho que tudo isso já virou rotina e nem lhe chama mais a atenção.

Mais importante do que a imagem, porém, é a nova atitude da delegação brasileira nestes encontros. Ao invés de ir lá mendigar ajuda ao FMI para não quebrar, agora o Brasil toma a iniciativa de propor uma reforma deste organismo multilateral _ e se propõe a ajudar os países mais pobres.

“Vamos falar de igual para igual. Se for necessário colocar dinheiro como empréstimo, desde que não diminua nossas reservas, não tem problema. O Brasil não vai agir como se fosse um paisinho pequeno sem importância”, avisou Lula na entrevista que concedeu na viagem de trem até Londres, depois de almoçar com o presidente francês Nicolas Sarkosy, em Paris.

Ele agora pode falar isso porque o Brasil durante seu governo não só zerou a famigerada dívida externa como tem hoje mais de 200 bilhões de dólares em reservas internacionais.

Em seis anos e três meses de governo, o antigo líder sindical mudou a cara do Brasil lá fora e é recebido e respeitado pelos principais líderes mundiais como um igual. Hoje à tarde, por exemplo, terá um encontro bilateral solicitado pelo presidente da China, Hu Jintao.

Lula, de fato, não precisa ler os jornais brasileiros para saber o que pensam os homens que decidem os destinos da economia mundial. Fala diretamente com eles e por eles é ouvido como jamais aconteceu antes com qualquer outro presidente brasileiro.

Sei que alguns leitores vão se sentir injuriados e pessoalmente ofendidos com o texto acima. Mas estes são os fatos, meus caros amigos, não há mais como negar. E me sinto muito feliz por poder relatá-los a vocês, ao contrário de alguns colegas que insistem em esconder a realidade.

Enviado por: Ricardo Kotscho - Categoria(s): Blog

quinta-feira, março 26, 2009

Brasil já passou pelo pior e crescerá até 2,5% em 2009, prevê Ipea

O Brasil terminará o ano de 2009 com um crescimento econômico de entre 1,5% e 2,5%, após ter passado pelo pior momento da crise global, que provocou uma contração de 3,6% no último trimestre do ano passado, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

"Mesmo com a crise mundial, a economia brasileira vai crescer neste ano. Mas vai crescer pouco: entre 1,5% e 2,5%", após ter avançado 5,1% no ano passado, segundo a Carta de Conjuntura do Ipea.

A previsão do organismo está de acordo com a do Governo, que este mês reduziu sua previsão de crescimento para 2009 de 3,5% para 2%.

O cálculo, no entanto, está muito acima do esperado pelos economistas dos bancos privados, que esperam uma expansão de apenas 0,58% este ano.

O estudo do Ipea prevê para este ano um déficit na balança de conta corrente do país de entre US$ 18 bilhões e US$ 25 bilhões, em consequência da saída de recursos estrangeiros do país e da queda das exportações.

Segundo os economistas do Ipea, após a forte contração do último trimestre de 2008, o país conseguirá se recuperar ao longo de 2009 e terminará o ano com crescimento, mas não tão elevado como se previa inicialmente (5%).

De acordo com o Ipea, após ter passado o pior da crise, a economia mundial, embora de forma lenta, terá uma melhoria gradual nos próximos meses, como resposta às políticas econômicas adotadas por diversos Governos.

"Este resultado será reflexo de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre", afirmou.

Segundo as previsões do Ipea, o Brasil registrará no primeiro trimestre deste ano uma taxa de crescimento de 0,2%, que aumentará progressivamente para 1,6%, no segundo; 2,5%; no terceiro, e 3,1%, no quarto.

Esta previsão descarta a possibilidade de que o Brasil possa terminar o primeiro trimestre com um diagnóstico de recessão técnica (dois trimestres consecutivos de contração).


CUT

Liberdade de imprensa para quem?

Do site Direto da Redação
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que reúne os grandes proprietários midiáticos do continente americano, volta e meia se reúne para repetir críticas e se posicionar levando apenas em conta os interesses dos associados. Geralmente bate de frente nos governos de países da América Latina em processo de transformação. Na última destas reuniões, realizada na capital paraguaia, a SIP confirmou que não passa de uma entidade defensora antes de qualquer coisa da liberdade de empresa. Para dourar a pílula, mistura esse gênero de liberdade com a de imprensa e de expressão.
Os grandes veículos de imprensa, impressos ou eletrônicos, repercutem em grandes espaços as resoluções da SIP, que acabou de condenar supostos ataques do Presidente Lula à imprensa. E o que é pior, manifestou a “preocupação” com a anunciada realização, em dezembro deste ano, da Conferência Nacional de Comunicação, anunciada por Lula, bem como defendeu a “flexibilização” da exigência do diploma para jornalistas.
A SIP ficou irritada com Lula por ter o presidente afirmado em entrevista para a revista Piauí que não lê jornais para não ter azia. Desta forma, Lula manifestou seu desagrado contra a constante manipulação da informação da mídia hegemônica e a filosofia do pensamento único. Contra esse tipo de deformação jornalística, a SIP silencia. Prefere condenar quem denuncia.
O patronato reunido em Assunção, sob a presidência de Enrique Santos , irmão do Ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, acusado por Hugo Chávez de querer transformar o país em Israel da América Latina, justificou a “preocupação” por entender que “os debates da Conferência Nacional de Comunicação serão conduzidos por ONGs e movimentos sociais que pretendem interferir no funcionamento da imprensa”.
O verdadeiro motivo do posicionamento da SIP é o de pressionar o Poder Público e boicotar a realização da Conferência, ou manipulá-la para evitar que cumpra os objetivos a que se propõe, ou seja, debater e sugerir mudanças na área da mídia. A resistência é tão forte que alguns analistas entendem serem as reformas na mídia mais difíceis de serem incrementadas até do que a reforma agrária, atrasada no Brasil há pelo menos dois séculos.
As mentiras levantadas pela SIP se devem também ao fato de que os proprietários dos veículos de comunicação quererem manter intacto o domínio sobre o setor midiático através de empresas oligopolizadas. Ou seja, não podem ouvir falar numa Conferência que tem por objetivo discutir a mídia no Brasil e apresentar sugestões concretas no sentido de democratizar os meios de comunicação. Entendem os barões midiáticos, representados nestas bandas pelas famílias Marinho, Mesquita, Frias e tantas outras que não se deve ampliar os espaços midiáticos para setores sociais representativos do povo brasileiro.
Vale tudo para evitar que isso aconteça. Uma das estratégias é aproveitar o espaço da SIP para apresentar argumentos que falseiam a realidade e, vale sempre repetir, que misturam alhos com bugalhos, ou seja, conceitos de liberdade que se chocam, como a de empresa e de imprensa.
Lula da Silva fez o anuncio da realização da Conferência no Fórum Social Mundial no final de janeiro em Belém. Os barões midiáticos agora pressionam o governo para evitar que os movimentos sociais brasileiros ganhem espaço na área. Querem porque querem fazer algo a sua maneira e que não coloque em questão o a sua hegemonia.
De quebra, desta vez via SIP, o patronato reafirmou sua posição contrária à exigência do diploma para o exercício profissional jornalístico. Na verdade, quer o patronato ter o controle ideológico total sobre quem elabora a notícia e também conseguir mão de obra ainda mais barata que a atual.
O debate em torno desta questão tem nuances sofisticadas e não pode ficar sujeito aos humores de um patronato que tem como norma que a notícia é uma mercadoria. Ou seja, para esses empresários, salsicha e notícia são o mesmo tipo de mercadoria, e aí então tudo é possível, inclusive a utilização da estratégia de repetir consecutivamente mentiras até que elas virem verdades.
Não é à toa que a SIP defendeu a flexibilização da exigência do diploma na antevéspera de uma decisão da matéria pelo STF. E também não é à toa que certos dirigentes latino-americanos, de Cristina Kirchner a Hugo Chávez, passando por Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega e brevemente Mauricio Funes, o presidente recém-eleito de El Salvador que tomará posse em junho, são considerados hoje “inimigos” da liberdade de empresa (e não de imprensa) pela SIP.

Mário Augusto Jakobskind é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha

quarta-feira, março 25, 2009

Lula anuncia R$ 34 bi para a construção de 1 milhão de casas populares em 2 anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quarta-feira (25) o plano habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, que prevê investimentos de R$ 34 bilhões para a construção de 1 milhão de moradias populares nos próximos dois anos.

Durante o lançamento, Lula lembrou que o plano cumpre duas funções: melhorar as condições de moradia das pessoas mais pobres e aumentar a oferta de empregos no país. A estimativa é de que sejam criados mais de 500 mil postos de trabalho.

Lula pediu empenho de governadores e prefeito para que elaborem os projetos habitacionais com rapidez e auxiliem na busca por terrenos. O presidente também sugeriu a criação de um Comitê Gestor – nos moldes do existente no PAC – para detectar “em tempo real” eventuais entraves na execução do programa.

“Neste programa, nós não vamos ter problemas de gastar. Nós queremos gastar esse dinheiro o quanto antes melhor”, disse.

Segundo Lula, a Caixa Econômica Federal está “altamente preparada” para que o plano comece a funcionar “a todo vapor” a partir de 13 de abril. “Vai depender muito de vocês (governadores e prefeitos). Agora precisamos de projeto para que a gente comece a desovar esse dinheiro”.

Baixa renda
As moradias serão feitas para as famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total, 400 mil serão destinadas a famílias com fonte de renda de até três salários mínimos. O governo federal espera, com o pacote, reduzir o déficit habitacional no país em 14%.

"Este não é um programa que é uma emergência ou um fator fora da curva. Ele dá sustentação à política de desenvolvimento de renda do governo federal. Também fortalece as famílias ao criar um espaço para eles criarem seus filhos", afirma a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Os recursos serão distribuídos de acordo com os dados do IBGE sobre o déficit em cada região do país. As famílias com renda até 3 salários mínimos terão subsídio integral do seguro de vida. O objetivo da medida é reduzir o valor das prestações. As famílias com renda de 3 a 10 salários mínimos terão redução dos custos com o seguro e acesso a um fundo garantidor, variando de acordo com a faixa em que está (de 3 a 6 mínimos e de 6 a 10).
A primeira prestação será paga somente na entrega do imóvel, e a prestação deverá comprometer apenas 20% da renda familiar. O pacote também prevê pagamento opcional de entrada pelo mutuário. Para famílias com renda de até 3 mínimos, a prestação (cujo valor mínimo é de R$ 50) pode comprometer apenas 10% da renda.
Para famílias de até 3 mínimos, não haverá pagamento dos custos cartoriais. "Nós vamos compatibilizar a prestação com a renda das famílias. Não dá para imaginar que com os custos de mercado a população de menor renda vá ter acesso a moradia sem interferência do governo", diz Rousseff.
As moradias construídas terão aquecimento solar térmico, o que ajudará também na redução da conta de luz dos mutuários. De acordo com Dilma, estão fora do programa os R$ 4,5 bilhões anteriormente disponíveis para habitação provenientes do FGTS.
Segundo a ministra, o programa prevê a simplificação da regularização fundiária urbana e terá a participação de Estados e municípios. "Vamos pedir terrenos. Sempre que houver uma participação dos Estados e municípios, pode-se aumentar o número de unidades."
Fundo garantidor
O fundo garantidor prevê o refinanciamento de parte das prestações, caso o mutuário perca sua fonte de renda. Para famílias com renda de três a cinco salários mínimos, será garantido o pagamento de até 36 prestações; para famílias com orçamento de cinco a oito salários mínimos, até 24 prestações; e para as famílias que recebem de oito a dez salários mínimos, 12 prestações.
Para ter acesso ao fundo é preciso ter efetuado o pagamento de no mínimo seis prestações do imóvel e é necessário também o pagamento mínimo de 5% da prestação que foi refinanciada. Este valor será devolvido como bônus quando o refinanciamento for pago.
O mutuário terá que solicitar formalmente seu refinanciamento, comprovando a situação de desemprego, a cada seis prestações requeridas.
O pacote também barateia o seguro de vida prevendo a quitação do financiamento pela União em caso de morte ou invalidez permanente do mutuário. A União também arcará com os custos de reparação de danos físicos ao imóvel.
Para cobertura de morte, invalidez e danos físicos no caso de um mutuário com mais de 61 anos, o custo atual do seguro corresponde a 35% da prestação. Com as novas medidas, o custo cairá para 6,64%, de acordo com a previsão do governo.
"O programa é ousado e de grande impacto na economia brasileira. Seguramente será um dos principais programas anticrise que este governo vai implementar", afirma o ministro da Fazenda Guido Mantega.
Segundo o ministro das Cidades, Mário Fortes, "haverá uma destinação privilegiada do registro das moradias para a mulher. Também vamos priorizar os mutuários portadores de deficiência e idosos. Este é um programa abrangente e vamos atender a todos."
Fortes afirmou que um volume significativo de recursos será liberado para movimentos sociais. Ainda segundo o ministro, no projeto "o mais significativo é que estão lançadas as bases de um processo que pode ser definitivo para zerar o déficil habitacional."
Para Wilson Amaral, presidente da construtora e incorporadora Gafisa, o plano "trará a mobilização de centenas, milhares de empresários do setor de construção."
"Teremos números bons para mostrar num horizonte de meses. Não é nada de longo prazo. E vai durar muito mais depois da crise. Não vai morrer daqui um ano ou dois", projeta Amaral.
Pacote contra a crise
Inicialmente, o governo planejou a construção de 200 mil casas como uma das medidas de combate à crise econômica mundial. O número subiu para 500 mil, até chegar ao total de 1 milhão.
Antes de anunciar o pacote, o governo realizou vários encontros com governadores e prefeitos, essencialmente para saber quais as contribuições que Estados e municípios poderiam dar para reduzir os custos do financiamento. Uma das ideias era a disponibilização de áreas para a construção das casas.
O governo também buscou formas de reduzir o peso do seguro de vida sobre as prestações, já que ele aumenta de acordo com a idade do mutuário. O padrão de juros também deveria ser "totalmente diferente", na visão do presidente Lula.