GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
O objetivo deste blog é discutir um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil. Esse projeto não brotará naturalmente das forças de mercado e sim de um engajamento político que direcionará os recursos do país na criação de uma nação soberana, desenvolvida e com justiça social.
terça-feira, abril 17, 2007
CPI do Plano Real?
GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
CPI do Plano Real?
GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
O Banco do Sul
Causa calafrios aos burocratas do Banco Mundial e o FMI a possibilidade da América do Sul vir a criar um banco de fomento. Esse banco deveria ser o Banco Interamericano de Desnvolvimento, criado por inspiração de Juscelino Kubistchek de Oliveira. O BID acabou sendo encampado pelos Estados Unidos e a exemplo do Banco Mundial e do FMI são aparelhos ideológicos neoliberais dos Estados Unidos. O Banco do Sul deve ser voltado ao desenvolvimento da região e a redução das desigualdades sociais. Também pode apresentar estudos a respeito das condições econômicas de cada país, mas dentro de uma ótica desenvolvimentista e não ortodoxa. O Banco deve reduzir a influência do FMI na região. O FMI e o Banco Mundial com suas políticas contracionistas causaram verdadeiras tragédias sociais na região. Com o Banco do Sul e a integração da infraestrutura, a América do Sul estará dando grandes passos na sua integração.
O Banco do Sul
Causa calafrios aos burocratas do Banco Mundial e o FMI a possibilidade da América do Sul vir a criar um banco de fomento. Esse banco deveria ser o Banco Interamericano de Desnvolvimento, criado por inspiração de Juscelino Kubistchek de Oliveira. O BID acabou sendo encampado pelos Estados Unidos e a exemplo do Banco Mundial e do FMI são aparelhos ideológicos neoliberais dos Estados Unidos. O Banco do Sul deve ser voltado ao desenvolvimento da região e a redução das desigualdades sociais. Também pode apresentar estudos a respeito das condições econômicas de cada país, mas dentro de uma ótica desenvolvimentista e não ortodoxa. O Banco deve reduzir a influência do FMI na região. O FMI e o Banco Mundial com suas políticas contracionistas causaram verdadeiras tragédias sociais na região. Com o Banco do Sul e a integração da infraestrutura, a América do Sul estará dando grandes passos na sua integração.
CPI do Plano Real?
GOLPE DO PLANO REAL MERECE UMA CPI?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 317
. O livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif, revela que pelo menos um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, se beneficiou da inesperada e equivocada sobrevalorização do Real, no lançamento do Plano.
(Clique aqui para ler “Resende e o grande golpe do Plano Real”).
. O internauta Evaristo Almeida fez o seguinte comentário:
“O conteúdo desse livro é motivo para uma CPI. Somente no Brasil com uma mídia conservadora (e golpista) esse pessoal que ficou rico ás custas da sociedade brasileira continua impune. A riqueza do Lara Resende é diretamente ligada ao crescimento exponencial da dívida brasileira, que só em juros paga anualmente mais de R$ 160 bilhões. O dinheiro usado para levar cavalos para a Inglaterra ou para adquirir Ferraris do André Lara Resende era o destinado à educação e á saúde que teriam beneficiado milhões de brasileiros. Agora eles contam com o silêncio da mídia que foi cúmplice nesse saque ao país. E o Fabio Giambiagi quer tirar o dinheiro das aposentadorias dos velhinhos, se não fosse trágico, seria cômico. É ISSO”.
. O Conversa Afiada considerou que o comentário faz muito sentido porque seria uma CPI com objeto claramente determinado: apurar se no lançamento do Plano Real a valorização do Real foi um erro ou um golpe para enriquecer André Lara Resende e outros donos de bancos de investimento, conforme denúncia do livro “Os Cabeças-de-Planilha”, de Luís Nassif.
. O Conversa Afiada considera que deveriam depor André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Winston Fristch, José Serra e finalmente o Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
. O Conversa Afiada enviou a íntegra da entrevista de Luís Nassif e perguntou: “O(a) senhor(a) vai pedir a instalação de uma CPI do Plano Real?”, às seguintes lideranças do Congresso:
Luiz Sérgio (PT-RJ) – Líder do PT na Câmara
Arthur Virgilio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
José Agripino (DEM-RN) – Líder do DEM (antigo PFL) no Senado
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado
Júlio Redecker (PSDB-RS) – Líder da oposição na Câmara
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente Nacional do DEM
José Múcio Monteiro (PTB-PE) – Líder do Governo na Câmara
Mario Negromonte (PP-BA) – Líder do PP na Câmara
Márcio França (PSB-SP) – Líder do PSB na Câmara
Marcelo Ortiz (PV-SP) – Líder do PV na Câmara
Chico Alencar (PSOL-RJ) – Líder do PSOL na Câmara
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Líder do PCdoB na Câmara
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara
Luciano Castro (PR-RR) – Líder do PR na Câmara
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) – Líder do PSDB na Câmara
Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – Líder do DEM na Câmara
Francisco Dornelles (PP-RJ) – Líder do PP no Senado
Renato Casagrande (PSB-ES) – Líder do PSB no Senado
José Nery (PSOL-PA) – Líder do PSOL no Senado
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – Líder do PCdoB no Senado
João Ribeiro ( PR-TO) – Líder do PR no Senado
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado
Respostas:
Fernando Coruja (PPS-SC) – Líder do PPS na Câmara: "Concordamos com a instalação de toda CPI que obedeça aos requisitos constitucionais: fato determinado, prazo de funcionamento dos trabalhos e número de integrantes da comissão. Inclusive, concordamos com a imediata instalação da comissão. A posição do PPS sempre foi a de instituir instrumentos que possibilitem a ampla investigação no Legislativo".
Romero Jucá (PMDB-RR) – Líder do governo no Senado: Não. Segundo a assessoria de imprensa, o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, acha que as CPIs, de um modo geral, são um instrumento necessário e legítimo do Congresso Nacional. Do ponto de vista do governo, não há nenhum obstáculo a qualquer tipo de CPI, mas a discussão no Congresso deve caminhar em torno das propostas de crescimento e desenvolvimento do país. O que ocorre com as Comissões Parlamentares de Inquérito é que, muitas vezes, elas desviam o interesse do desenvolvimento para somente o interesse da investigação.
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) – Líder do PTB no Senado: Segundo a assessoria de imprensa do senador, Epitácio Cafeteira não vai se pronunciar.
Ideli Salvatti (PT-SC) – Líder do PT no Senado: Não. Por enquanto esse assunto não está sendo discutido na bancada PT no Senado, informou a assessoria de imprensa da senadora.
sexta-feira, abril 13, 2007
O PAC e o planejamento de longo prazo do Brasil
Desde a crise da dívida externa de 1982 que o Brasil deixou de ter planejamento de longo prazo. O PAC representa a retomada de projetos para desenvolver o país com prazos e metas bem definidas. Até 2010 serão investidos US$ 504 bilhões em energia, petróleo, gás, rodovias, ferrovias, habitação, saneamento, portos, aeroportos, entre várias medidas para elevar o investimento no país. A meta é que o Brasil cresça 5% ao ano. Estão no PAC a interligação das bacias do São Francisco, o Rodoanel, o Ferroanel, intervenção em 20 aeroportos, criação de 67 portos, recuperação de rodovias, construção de 4 milhões de habitações entre outras obras que são vitais ao país. O PAC tem uma equipe de gerenciamento que acompanha todas os mais de 2.000 projetos que constituem o programa. Com o PAC o Brasil dará um salto enorme no seu desenvolvimento econômico e social, com crescimento e distribuição de renda em todas as regiões.
Os palpiteiros econômicos da Inglaterra
A revista "The Economist" é conceituada entre os neoliberais do mundo. Pelo visto essa revista não merece a reputação que tem. Em matéria que foi reproduzida no jornal "Valor Econômico" de 13/04, a revista demonstrou uma enorme ignorância sobre a economia do Brasil ao escrever que o país está parado e outras besteiras. É um texto extremamente ideológico e sem nenhum vínculo com a realidade. A própria revista reconheceu que o país está à beira de receber o "grau de investimento". No ano de 2002 o país estava sem nenhuma credibilidade internacional. Não tinha crédito para financiar as nossas exportações, o risco país era de 2.400 pontos, a inflação era de 12%, o país tinha apenas US$ 16 bilhões de reservas, entre outras mazelas deixadas pelos tucanos. Atualmente a inflação está ao redor de 3,5% ao ano, temos US$ 111 bilhões de dólares de reservas, o risco país se aproxima de 150 pontos, temos tomado empréstimo no exterior ao custo da história. A matéria da "The Economist" é o pior que se faz em jornalismo econômico, compatível ao que escreve Miriam Leitão et caterva. É a palpiteira econômica da Inglaterra, que fica desfilando receitas de reformas. As mesmas que eles mandaram e o FHC aplicou e quebrou o Brasil. Essa revista devia se retratar por escrever tantas besteiras sobre um país soberano. Felizmente os empresários do mundo não levam "The Economist" a sério, senão não estariam investindo no Brasil. A entrada do investimento direto do exterior tem batido recordes, eles também têm investido na Bovespa e comprado títulos públicos do país. É lamentável.
quarta-feira, abril 11, 2007
A revolução silenciosa
O governo Lula investiu mais de R$ 24 bilhões no Pronaf. O programa foi criado em 1996 pelo (des) governo FHC, que aplicou dessa data até 2002, somente R$ 2,6 bilhões. O governo Lula em um pouco mais de 4 anos já investiu quase dez vezes mais. O Pronaf, segundo matéria publicada no jornal de Valor Econômico de 11/04, representa uma revolução silenciosa, em que milhões de famílias ganharam acesso ao crédito. As taxas de juros são negativas, pois dependendo da linha de crédito, o agricultor familiar paga 3% ao ano, ou seja abaixo da inflação, medida pelo IPCA. E têm 8 anos para pagar com 5 de carência. O Pronaf tem mudado para melhor a vida de milhões de brasileiros. Graças a ele o êxodo rural tem se revertido e as famílias podem permanecer nas suas terras produzindo sem inchar as grandes cidades brasileiras. Mais um ponto para o Governo Lula.
Sem rumo
Pelo visto, a oposição perdeu o rumo e joga tudo na CPI da crise aérea. Após as últimas pesquisas em o Presidente Lula continua imbatível, só resta ao ex-PFL, PSDB e PPS fazer o jus espeneandi. Após saber dos resultados da pesquisa Sensus, o ex-PFL e PSDB entraram com pedido de CPI no Senado. É o que resta aos representantes da sub-elite brasileira. Eles não querem desenvolvimento, querem manter o país na miséria e os seus privilégios. O sucesso do governo Lula os incomoda por mostrar o quanto eles foram incompetentes nesses 500 anos. Para eles, parafraseando Manuel Bandeira, só lhes resta mandar tocar um tango.
A tática nazista da CBN
A rádio CBN usa a tática nazista inventada por Joseph Goebbels. Essa tática consiste em martelar informações de acordo com o interesse da empresa a cada meia hora. Toda a mídia conservadora (e golpista) do Brasil usam o mesmo expediente, só que a CBN, aquela rádio que "troca notícia", usa de forma mais consistente. É só pegar a crise aérea. Como é de interesse dos controladores da CBN, a família Marinho, a instalação da CPI, essa rádio a cada meia hora alude a algum fato para forçar a sua instalação. E o jornalista Heródoto Barbeiro foi escalado para ser o puxador da CPI, função que ele desempenha com visível satisfação. Quanto a CPI da Nossa Caixa ou do Metrô, que desagradam o governo Serra,nem um pio do impoluto jornalista. Heill,cbn.
Os palpiteiros econômicos atacam
Numa dessas análises "científicas" o Carlos Sardenberg ao fazer referência ao superávit primário, disse que o governo ao invés de manter a mesma quantia reservada para tal fim, com o aumento do PIB, deveria aumentar o montante financeiro também. Provocado sobre a crise aérea, o comentarista disse que o governo tinha perdido o controle e que faltava investimento. Isso mostra o que esses palpiteiros econômicos são na verdade paus mandados para falar coisas incoerentes. Para fazer superávit fiscal primário é necessário não gastar. Agora como aumentar o superávit primário e investir em aeroporto? É lamentável o tipo de informação dada á nação por esses comentaristas. Não há nenhuma responsabilidade no que é comentado. Aliás, o palpiteiro econômico é uma categoria inferior ao cabeça de planilha.
quinta-feira, março 29, 2007
Saiu no Economínimo III
Distribuir faz crescer
O cálculo mais apurado do PIB mostrou que o crescimento da economia era maior do que o informado na contabilidade anterior. A nova metodologia revelou que esse maior crescimento, principalmente nos anos recentes, tem sido em boa parte explicado pelo aumento no consumo – das famílias e do governo. Deixou claro também que o investimento era menor do que o imaginado (a queda em 2005, da série antiga para a séria nova, foi de quase 20% do PIB para pouco mais de 16% do PIB).
Vai daí que alguns já saíram concluindo que assim não vai dar. Uma economia que cresce pelo lado do consumo, mas avança pouco nos investimentos, ou fica rondado em falso e crescendo pouco ou acaba caindo no precipício inflacionário, o que, no fim das contas, dá no mesmo, com mais distorções.
Esses alguns não têm coragem de dizer com todas a letras, mas a conclusão deles é aquela mesma: é preciso fazer o bolo crescer antes de distribuir.
Eis aí uma conclusão lamentável, que resulta da mistura de ignorância com viés ideológico. Afinal, faz tempo a realidade empírica fulminou a “teoria do bolo”.
Quando se compara, historicamente, em diversos países, curvas de distribuição de renda e curvas de crescimento, encontram-se resultados de todos os tipos. Em resumo, é possível crescer distribuindo renda ou crescer concentrando renda, da mesma forma que é possível distribuir renda sem crescer ou crescendo pouco.
Há economias com alto crescimento e piora na distribuição, como o Brasil entre os anos 70 e 90, a Tailândia, na década de 80 e a China, dos anos 80 até hoje. Mas há também países com baixo crescimento e melhora na distribuição, caso de Cuba e Colômbia, na década de 80, do Marrocos e Sri Lanka, nos anos 60 e 70 … e, informações frescas nos informam, o Brasil, na primeira metade da década de 2000.
Um estudo já antigo (de fevereiro de 2000), mas ainda valioso, da economista britânica Frances Stewart, então diretoria do Centro de Estudos do Desenvolvimento, da Universidade de Oxford, levanta evidências de que, no reverso da “teoria do bolo”, distribuir faz crescer (aqui, em inglês, francês ou espanhol). Embora um baixo crescimento dificulte a desconcentração de renda, uma melhor distribuição de renda deriva mais da adoção de políticas próprias e específicas voltadas a esse objetivo e esta é, por sua vez, fator de crescimento.
Ao examinar a trajetória econômica de Coréia, Taiwan, Indonésia e Malásia, alguns dos chamados “tigres asiáticos”, nos vinte anos entre 1975 e 1995, Frances Stewart encontrou um quadro de crescimento per capita entre 4,5% e 7% ao ano. Ao cabo desse período, o coeficiente de Gini, nestes países, variava de 0,29 a 0,48 (o indicador vai de 0 a 1 e quando mais perto de 1 indica maior concentração de renda). Apenas para comparar, no Brasil, entre 2001 e 2004, ocorreu significativo recuo no coeficiente de Gini, que caiu de 0,59 para 0,56.
Agora, atenção para os fatores explicativos da mudança positiva, nos países asiáticos acima citados, de acordo com as pesquisas de Frances Stewart: o crescimento e a distribuição de renda se deram num ambiente que combinava reforma agrária, exportações intensivas em mão-de-obra e maciços investimentos em educação. Querem que repita o tipo de política que levou à distribuição de renda e ao crescimento que hoje tanto invejamos – inclusive os que resistem à reforma agrária, às políticas afirmativas e às políticas verticais – ou não precisa?
No Brasil, mesmo antes do atual período em que se verifica uma redução das desigualdades de renda em meio a um crescimento econômico relativamente baixo, estudos de economistas do Ipea, liderados pelo especialista Ricardo Paes de Barros, concluíam, em cima de simulações estatísticas que a adoção de políticas redistributivas teriam tão ou mais efeito para a desconcentração de renda do que o crescimento econômico em si.
A vida real está comprovando o acerto desses estudos. E, mesmo assim, ainda há quem invoque a “teoria do bolo”. É de doer.
O cálculo mais apurado do PIB mostrou que o crescimento da economia era maior do que o informado na contabilidade anterior. A nova metodologia revelou que esse maior crescimento, principalmente nos anos recentes, tem sido em boa parte explicado pelo aumento no consumo – das famílias e do governo. Deixou claro também que o investimento era menor do que o imaginado (a queda em 2005, da série antiga para a séria nova, foi de quase 20% do PIB para pouco mais de 16% do PIB).
Vai daí que alguns já saíram concluindo que assim não vai dar. Uma economia que cresce pelo lado do consumo, mas avança pouco nos investimentos, ou fica rondado em falso e crescendo pouco ou acaba caindo no precipício inflacionário, o que, no fim das contas, dá no mesmo, com mais distorções.
Esses alguns não têm coragem de dizer com todas a letras, mas a conclusão deles é aquela mesma: é preciso fazer o bolo crescer antes de distribuir.
Eis aí uma conclusão lamentável, que resulta da mistura de ignorância com viés ideológico. Afinal, faz tempo a realidade empírica fulminou a “teoria do bolo”.
Quando se compara, historicamente, em diversos países, curvas de distribuição de renda e curvas de crescimento, encontram-se resultados de todos os tipos. Em resumo, é possível crescer distribuindo renda ou crescer concentrando renda, da mesma forma que é possível distribuir renda sem crescer ou crescendo pouco.
Há economias com alto crescimento e piora na distribuição, como o Brasil entre os anos 70 e 90, a Tailândia, na década de 80 e a China, dos anos 80 até hoje. Mas há também países com baixo crescimento e melhora na distribuição, caso de Cuba e Colômbia, na década de 80, do Marrocos e Sri Lanka, nos anos 60 e 70 … e, informações frescas nos informam, o Brasil, na primeira metade da década de 2000.
Um estudo já antigo (de fevereiro de 2000), mas ainda valioso, da economista britânica Frances Stewart, então diretoria do Centro de Estudos do Desenvolvimento, da Universidade de Oxford, levanta evidências de que, no reverso da “teoria do bolo”, distribuir faz crescer (aqui, em inglês, francês ou espanhol). Embora um baixo crescimento dificulte a desconcentração de renda, uma melhor distribuição de renda deriva mais da adoção de políticas próprias e específicas voltadas a esse objetivo e esta é, por sua vez, fator de crescimento.
Ao examinar a trajetória econômica de Coréia, Taiwan, Indonésia e Malásia, alguns dos chamados “tigres asiáticos”, nos vinte anos entre 1975 e 1995, Frances Stewart encontrou um quadro de crescimento per capita entre 4,5% e 7% ao ano. Ao cabo desse período, o coeficiente de Gini, nestes países, variava de 0,29 a 0,48 (o indicador vai de 0 a 1 e quando mais perto de 1 indica maior concentração de renda). Apenas para comparar, no Brasil, entre 2001 e 2004, ocorreu significativo recuo no coeficiente de Gini, que caiu de 0,59 para 0,56.
Agora, atenção para os fatores explicativos da mudança positiva, nos países asiáticos acima citados, de acordo com as pesquisas de Frances Stewart: o crescimento e a distribuição de renda se deram num ambiente que combinava reforma agrária, exportações intensivas em mão-de-obra e maciços investimentos em educação. Querem que repita o tipo de política que levou à distribuição de renda e ao crescimento que hoje tanto invejamos – inclusive os que resistem à reforma agrária, às políticas afirmativas e às políticas verticais – ou não precisa?
No Brasil, mesmo antes do atual período em que se verifica uma redução das desigualdades de renda em meio a um crescimento econômico relativamente baixo, estudos de economistas do Ipea, liderados pelo especialista Ricardo Paes de Barros, concluíam, em cima de simulações estatísticas que a adoção de políticas redistributivas teriam tão ou mais efeito para a desconcentração de renda do que o crescimento econômico em si.
A vida real está comprovando o acerto desses estudos. E, mesmo assim, ainda há quem invoque a “teoria do bolo”. É de doer.
Saiu no Economínimo II
Sinais de aquecimento
O grau de utilização da capacidade instalada na indústria, no começo de 2007, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, alcançou 85,6%, o mais alto registrado em 30 anos.
A produção de máquinas cresceu 6,6%, nos últimos doze meses, o dobro do crescimento da economia como um todo no mesmo período e a perspectiva é de uma expansão setorial de 8% no ano.
De acordo com sondagem da Fiesp, três quartos da indústria paulista aumentarão ou manterão os investimentos em 2007.
Os investimentos diretos estrangeiros estão crescendo em ritmo inesperadamente alto neste início de ano, permitindo projetar um volume superior a US$ 20 bilhões ao longo de 2007. Nos últimos doze meses, com um ingresso de US$ 34,4 bilhões, praticamente igualaram o recorde do período áureo das privatizações, entre 1999 e 2001.
O crédito e, principalmente, o crédito para as famílias, está em franca expansão. O crédito como um todo já passa do equivalente a um terço do PIB, quando nem chegava a um quarto há menos de cinco anos. E o crédito consignado já alcança R$ 50 bilhões.
Alguns setores da economia começam a viver um momento de pressão de demanda, coisa que não se via há algumas décadas. No mercado de automóveis, por exemplo, há filas e começa a haver ágio.
Turbulências na economia internacional e uma ação deliberada do Banco Central, como ocorrido em 2005, podem furar e reverter a tendência. Mas que há sinais de aquecimento e eles estão pipocando a cada dia com mais nitidez, isso lá é um fato.
Não custa ficar de olho.
O grau de utilização da capacidade instalada na indústria, no começo de 2007, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, alcançou 85,6%, o mais alto registrado em 30 anos.
A produção de máquinas cresceu 6,6%, nos últimos doze meses, o dobro do crescimento da economia como um todo no mesmo período e a perspectiva é de uma expansão setorial de 8% no ano.
De acordo com sondagem da Fiesp, três quartos da indústria paulista aumentarão ou manterão os investimentos em 2007.
Os investimentos diretos estrangeiros estão crescendo em ritmo inesperadamente alto neste início de ano, permitindo projetar um volume superior a US$ 20 bilhões ao longo de 2007. Nos últimos doze meses, com um ingresso de US$ 34,4 bilhões, praticamente igualaram o recorde do período áureo das privatizações, entre 1999 e 2001.
O crédito e, principalmente, o crédito para as famílias, está em franca expansão. O crédito como um todo já passa do equivalente a um terço do PIB, quando nem chegava a um quarto há menos de cinco anos. E o crédito consignado já alcança R$ 50 bilhões.
Alguns setores da economia começam a viver um momento de pressão de demanda, coisa que não se via há algumas décadas. No mercado de automóveis, por exemplo, há filas e começa a haver ágio.
Turbulências na economia internacional e uma ação deliberada do Banco Central, como ocorrido em 2005, podem furar e reverter a tendência. Mas que há sinais de aquecimento e eles estão pipocando a cada dia com mais nitidez, isso lá é um fato.
Não custa ficar de olho.
Saiu no Economínimo de José Paulo Kupfer
O futuro depois do novo PIB
É quase uma unanimidade que, depois da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, pela nova metodologia de cálculo, aumentaram as perspectivas de uma expansão da economia, em 2007, acima dos 3,5% registrados na maioria esmagadora das projeções anteriores e mesmo além dos 4% já estimados por muitos, incluído entre eles o Banco Central.
Na série antiga, o PIB de 2006 havia evoluído 2,9% em relação ao de 2005. Na série nova, mais próxima da realidade, o avanço da economia em 2006 sobre o ano anterior alcançou 3,7%, ficando acima das expectativas mais otimistas, que previam uma revisão do crescimento para, no máximo, 3,5%.
O cálculo do PIB, como o da inflação, é um esforço de aproximação da realidade – não é a realidade. Além disso, como toda contabilidade, a do PIB retrata o movimento das transações de caráter econômico realizadas em dado espaço geográfico em determinado período de tempo. É, em resumo, um retrato do passado. Daí porque mudanças no cálculo do PIB já realizado não afetam a vida de ninguém, além do que foi ela foi por ventura afetada no período mensurado.
Se é uma visão do passado que não altera o presente, um novo e mais sofisticado método de cálculo do PIB, que amplie o número de eventos observados e capte seu impacto nas interrelações das cadeias produtivas, pode ajudar a decifrar melhor o futuro. Analisado sob este ângulo, o novo PIB de 2006 dá indicações de que o PIB de 2007 e o dos anos seguintes podem ser mais robustos do que os até aqui estimados.
O esforço para garantir, por exemplo, um superávit fiscal capaz de estabilizar e reduzir a relação dívida pública/PIB ficou menos pesado. Se for mantida a meta de economizar R$ 91 bilhões em 2007 – o volume de recursos que equivalia, no cálculo antigo, a 4,25% do PIB – o superávit primário poderá se limitar a 3,8% do novo PIB. O déficit nominal, que inclui, além das despesas e receitas primárias, as despesas com juros da dívida pública, também recuou, com o novo PIB, de 3,3% do PIB para 3%. Com isso, a tarefa de reduzi-lo a zero até 2010 ficou mais fácil.
Com um PIB mais alto, outros grandes entraves a um aumento dos investimentos foram, como que “por encanto”, sensivelmente aliviados. Se antes do novo cálculo, a dívida pública líquida equivalia a 50% do PIB, agora caiu para 44% do PIB. E a carga tributária, antes acima de 38% do PIB, recuou para pouco mais de 35%. Reduzi-los aos níveis desejados de 35% do PIB, no caso da relação dívida/PIB, e menos de 30% do PIB, no caso da carga tributária, para deslanchar um maior crescimento, ficou menos complicado.
Aliviada a pressão fiscal, também é de se esperar que reduza a resistência do Banco Central a uma aceleração dos cortes nas taxas de juros. Na verdade, há razões para acreditar que o novo cálculo do PIB fez desabrochar a compreensão de que o famoso produto potencial na economia brasileira – aquele que trava a mente e as ações da diretoria do Banco Central – tenha aumentado para além dos convencionais 3,5% ao ano.
Todos esses novos fatores se combinam para indicar que a própria taxa de investimento, que recuou para pouco mais de 16% do PIB com o novo cálculo do PIB, tem tudo para voltar a crescer e chegar, relativamente rápido, aos 25% do PIB que assegurariam uma base para uma expansão econômica anual de pelo menos 5%.
Num ambiente em que se registra aquecimento no setor da construção civil e no de bens de capital, base da formação de capital fixo, a economia poderá avançar mais consistentemente daqui até o fim da década, mesmo sem grandes reformas. Com o novo PIB também ficou mais fácil ser mais otimista quanto ao futuro.
É quase uma unanimidade que, depois da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, pela nova metodologia de cálculo, aumentaram as perspectivas de uma expansão da economia, em 2007, acima dos 3,5% registrados na maioria esmagadora das projeções anteriores e mesmo além dos 4% já estimados por muitos, incluído entre eles o Banco Central.
Na série antiga, o PIB de 2006 havia evoluído 2,9% em relação ao de 2005. Na série nova, mais próxima da realidade, o avanço da economia em 2006 sobre o ano anterior alcançou 3,7%, ficando acima das expectativas mais otimistas, que previam uma revisão do crescimento para, no máximo, 3,5%.
O cálculo do PIB, como o da inflação, é um esforço de aproximação da realidade – não é a realidade. Além disso, como toda contabilidade, a do PIB retrata o movimento das transações de caráter econômico realizadas em dado espaço geográfico em determinado período de tempo. É, em resumo, um retrato do passado. Daí porque mudanças no cálculo do PIB já realizado não afetam a vida de ninguém, além do que foi ela foi por ventura afetada no período mensurado.
Se é uma visão do passado que não altera o presente, um novo e mais sofisticado método de cálculo do PIB, que amplie o número de eventos observados e capte seu impacto nas interrelações das cadeias produtivas, pode ajudar a decifrar melhor o futuro. Analisado sob este ângulo, o novo PIB de 2006 dá indicações de que o PIB de 2007 e o dos anos seguintes podem ser mais robustos do que os até aqui estimados.
O esforço para garantir, por exemplo, um superávit fiscal capaz de estabilizar e reduzir a relação dívida pública/PIB ficou menos pesado. Se for mantida a meta de economizar R$ 91 bilhões em 2007 – o volume de recursos que equivalia, no cálculo antigo, a 4,25% do PIB – o superávit primário poderá se limitar a 3,8% do novo PIB. O déficit nominal, que inclui, além das despesas e receitas primárias, as despesas com juros da dívida pública, também recuou, com o novo PIB, de 3,3% do PIB para 3%. Com isso, a tarefa de reduzi-lo a zero até 2010 ficou mais fácil.
Com um PIB mais alto, outros grandes entraves a um aumento dos investimentos foram, como que “por encanto”, sensivelmente aliviados. Se antes do novo cálculo, a dívida pública líquida equivalia a 50% do PIB, agora caiu para 44% do PIB. E a carga tributária, antes acima de 38% do PIB, recuou para pouco mais de 35%. Reduzi-los aos níveis desejados de 35% do PIB, no caso da relação dívida/PIB, e menos de 30% do PIB, no caso da carga tributária, para deslanchar um maior crescimento, ficou menos complicado.
Aliviada a pressão fiscal, também é de se esperar que reduza a resistência do Banco Central a uma aceleração dos cortes nas taxas de juros. Na verdade, há razões para acreditar que o novo cálculo do PIB fez desabrochar a compreensão de que o famoso produto potencial na economia brasileira – aquele que trava a mente e as ações da diretoria do Banco Central – tenha aumentado para além dos convencionais 3,5% ao ano.
Todos esses novos fatores se combinam para indicar que a própria taxa de investimento, que recuou para pouco mais de 16% do PIB com o novo cálculo do PIB, tem tudo para voltar a crescer e chegar, relativamente rápido, aos 25% do PIB que assegurariam uma base para uma expansão econômica anual de pelo menos 5%.
Num ambiente em que se registra aquecimento no setor da construção civil e no de bens de capital, base da formação de capital fixo, a economia poderá avançar mais consistentemente daqui até o fim da década, mesmo sem grandes reformas. Com o novo PIB também ficou mais fácil ser mais otimista quanto ao futuro.
BC: Independente do povo e dependente do mercado financeiro
O BC É A NOSSA GUANTÁNAMO
(Ou porque a mídia não abre o bico)
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 258
. Desde que a revista Carta Capital revelou na sexta-feira passada que o presidente do Banco Central e dois diretores mantiveram três reuniões secretas com 80 economistas de instituições financeiras; e que nessas reuniões os presentes saíram com informações sobre a estratégia futura do BC para a taxa de juros e a política cambial...
. Desde essa espantosa revelação, que, numa democracia não-mitigada como a nossa, dava em cadeia...
. Desde então, houve um “silêncio ensurdecedor”, como diz o Mino Carta em seu blog (clique aqui para “ouvir” a indignação do Mino) na mídia conservadora.
. Essa mídia, que finge que é objetiva e joga num lado só do campo – no campo conservador, e num campo inclinado, de jeito a jogar o Presidente Lula na ribanceira...
. A mídia “isenta” não deu uma mísera linha sobre essa reunião para “entregar o ouro”.
. (É bem verdade que o Presidente Lula e o Ministro Mantega também não disseram uma palavra...)
. Por que será que a mídia conservadora não abriu o bico?
. Vou tentar uma explicação.
. A mídia conservadora se nutre dos princípios que formam a cartilha neoliberal, que, aqui, se instalou durante o Governo de FHC, o Farol de Alexandria, aquele que lançava luzes sobre a Antiguidade.
. O neoliberalismo, como doutrina, nasceu na Universidade Católica (do Chile), os “Chicago Boys”, do Governo Pinochet, e chegou ao poder de forma irremediavelmente hegemônica com os Governos Thatcher na Inglaterra e Reagan, nos Estados Unidos.
. Os neoliberais tem uma relação muito tênue com a democracia – afinal, houve neoliberais no Chile de Pinochet e há na ditadura (tão invejada...) da China.
. Os neoliberais gostam de democracia quando ganham a eleição.
. Mas, gostam mesmo é de viver num ninho próprio de instituições – oficiais e acadêmicas – que pregam a solvência do sistema financeiro, a integridade da moeda, as regras amigáveis aos bons negócios, e o monetarismo como política de Estado.
. Este conjunto de “leis” é a base de um Estado à parte, longe e acima daquele outro Estado em que há outras leis, as que os outros cidadãos têm que seguir.
. Essencial nesse Estado dos neoliberais são as instituições não democráticas, não transparentes, como FMI, o Banco Mundial e os BANCOS CENTRAIS.
. Os bancos centrais mandam inapelavelmente, seus membros não são eleitos, e quem os desobedece será punido pelo “mercado”.
. Os bancos centrais são o território não democrático de uma democracia – são uma espécie de Guantánamo da democracia americana.
. A base de Guantánamo é americana, fica em Cuba, mas, lá, os americanos torturam quem quiser e fica por isso mesmo.
. O Banco Central é a Oban das finanças – ali dentro ninguém entra.
. Quem manda é o coronel Ustra e estamos conversados.
. E é por isso que a mídia conservadora fica calada.
. Na democracia dos neoliberais, uma Guantánamo faz bem à saúde das instituições e “o ambiente dos negócios” se torna mais acolhedor.
Em tempo – Sobre o caráter não democrático dos neoliberais e as instituições não-democráticas de um estado neoliberal recomendo a leitura de “A Brief History of Neoliberalism”, de David Harvey, da Oxford University Press.
(Ou porque a mídia não abre o bico)
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 258
. Desde que a revista Carta Capital revelou na sexta-feira passada que o presidente do Banco Central e dois diretores mantiveram três reuniões secretas com 80 economistas de instituições financeiras; e que nessas reuniões os presentes saíram com informações sobre a estratégia futura do BC para a taxa de juros e a política cambial...
. Desde essa espantosa revelação, que, numa democracia não-mitigada como a nossa, dava em cadeia...
. Desde então, houve um “silêncio ensurdecedor”, como diz o Mino Carta em seu blog (clique aqui para “ouvir” a indignação do Mino) na mídia conservadora.
. Essa mídia, que finge que é objetiva e joga num lado só do campo – no campo conservador, e num campo inclinado, de jeito a jogar o Presidente Lula na ribanceira...
. A mídia “isenta” não deu uma mísera linha sobre essa reunião para “entregar o ouro”.
. (É bem verdade que o Presidente Lula e o Ministro Mantega também não disseram uma palavra...)
. Por que será que a mídia conservadora não abriu o bico?
. Vou tentar uma explicação.
. A mídia conservadora se nutre dos princípios que formam a cartilha neoliberal, que, aqui, se instalou durante o Governo de FHC, o Farol de Alexandria, aquele que lançava luzes sobre a Antiguidade.
. O neoliberalismo, como doutrina, nasceu na Universidade Católica (do Chile), os “Chicago Boys”, do Governo Pinochet, e chegou ao poder de forma irremediavelmente hegemônica com os Governos Thatcher na Inglaterra e Reagan, nos Estados Unidos.
. Os neoliberais tem uma relação muito tênue com a democracia – afinal, houve neoliberais no Chile de Pinochet e há na ditadura (tão invejada...) da China.
. Os neoliberais gostam de democracia quando ganham a eleição.
. Mas, gostam mesmo é de viver num ninho próprio de instituições – oficiais e acadêmicas – que pregam a solvência do sistema financeiro, a integridade da moeda, as regras amigáveis aos bons negócios, e o monetarismo como política de Estado.
. Este conjunto de “leis” é a base de um Estado à parte, longe e acima daquele outro Estado em que há outras leis, as que os outros cidadãos têm que seguir.
. Essencial nesse Estado dos neoliberais são as instituições não democráticas, não transparentes, como FMI, o Banco Mundial e os BANCOS CENTRAIS.
. Os bancos centrais mandam inapelavelmente, seus membros não são eleitos, e quem os desobedece será punido pelo “mercado”.
. Os bancos centrais são o território não democrático de uma democracia – são uma espécie de Guantánamo da democracia americana.
. A base de Guantánamo é americana, fica em Cuba, mas, lá, os americanos torturam quem quiser e fica por isso mesmo.
. O Banco Central é a Oban das finanças – ali dentro ninguém entra.
. Quem manda é o coronel Ustra e estamos conversados.
. E é por isso que a mídia conservadora fica calada.
. Na democracia dos neoliberais, uma Guantánamo faz bem à saúde das instituições e “o ambiente dos negócios” se torna mais acolhedor.
Em tempo – Sobre o caráter não democrático dos neoliberais e as instituições não-democráticas de um estado neoliberal recomendo a leitura de “A Brief History of Neoliberalism”, de David Harvey, da Oxford University Press.
quarta-feira, março 28, 2007
Boas notícias
IBGE: “MEGA” CRÉDITO FEZ PIB CRESCER MAIS
A gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 28, que o “mega” crédito para pessoa física fez com que o PIB de 2006 fosse maior (clique aqui para ouvir).
O IBGE havia anunciado há um mês que o PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2006. A revisão da metodologia do IBGE mostrou que, na verdade, o crescimento foi de 3,7%.
Segundo Rebeca, o aumento de 30% no crédito para pessoa física foi um dos principais motivos para que o PIB crescesse mais.
“Em 2005 e 2006 teve um aumento mega do crédito, todo mundo sabe. E a gente não estava captando totalmente esse aumento”, disse Rebeca.
Rebeca disse também que a massa salarial (renda mais emprego) cresceu 5,6% em 2006. E, com o crescimento da massa salarial e do crédito a pessoa física, o mercado interno puxou o crescimento da economia.
Segundo Rebeca, a produtividade da economia também aumentou, porque a economia brasileira consome máquinas e equipamentos com mais tecnologia de ponta. Rebeca disse que “a parte de máquinas e equipamentos teve um crescimento muito forte, principalmente em alta tecnologia”.
Leia a íntegra da entrevista de Rebeca Palis:
Paulo Henrique Amorim – O recálculo do PIB no ano de 2006 chega à conclusão de que houve um crescimento de 3,7% e não de 2,9%, como era o resultado antes dessa revisão. Como você explicaria isso?
Rebeca Palis – Na verdade foi principalmente por causa da nova metodologia de cálculo no crescimento de alguns setores, principalmente serviços, que é o mais pesado do PIB, cerca de 60%. A gente calcula o crescimento do aluguel incluindo todos os crescimentos de qualidade nos últimos anos, que a gente não captava antes. Você tem mais residências com água encanada, etc. Tudo isso é recomendação internacional que é para ser computado e antes a gente não conseguia captar isso, agora conseguimos.
Paulo Henrique Amorim – Isso por causa do acesso ao PNAD, ou não?
Rebeca Palis – É, porque a gente fez um enorme modelo estatístico incluindo todas estas características dos imóveis, usando a PNAD.
Paulo Henrique Amorim – Então uma das razões para o crescimento do PIB é que o brasileiro passou a morar melhor?
Rebeca Palis – Não, não é assim. Em termos médios algumas coisas tiveram aumento de qualidade nos últimos anos, a gente captou isso. Além disso tinha o crescimento de um pedaço da administração pública, crescimento da população. Essa é uma crítica que a gente fazia há muito tempo e queria reformular para medir melhor e agora a gente mede através de pessoal ocupado, mede emprego, mede saúde e educação pública, coisas que a gente já media anteriormente.
Paulo Henrique Amorim – Eu não entendi bem isso, Rebeca. Estamos falando de quê, exatamente?
Rebeca Palis – Dos serviços prestados pela administração pública. São serviços que você não paga diretamente, é difícil de captar. O jeito de captar é pelos custos, como o governo gasta. Antes a gente supunha que o crescimento real era igual ao da população, mas a gente sabia que não era o mais correto. Agora a gente faz todo o cálculo usando gastos e emprego do setor. Então essa metodologia também foi melhorada. Além disso, a outra mudança importante é a parte do setor financeiro. A gente não tinha dados para calcular o crescimento específico do setor, a gente supunha que ele crescia igual à economia. Mas em 2006 e 2007 teve um aumento mega do crédito, todo mundo sabe. E a gente não estava conseguindo captar isso. Agora a gente conseguiu incluir totalmente este aumento dentro do cálculo do setor.
Paulo Henrique Amorim – O que você quer dizer com “aumento mega” do crédito?
Rebeca Palis – 30% em 2006 o crédito para pessoa física. Em termos nominais, mas por qualquer índice de preço vai dar um amento de 25%, 26%, o que é realmente enorme.
Paulo Henrique Amorim – Você está falando aí, sobretudo, de crédito consignado...?
Rebeca Palis – Todos eles, todos os créditos para pessoa física. Teve reflexo no aumento do consumo das famílias. A gente captava em parte, mas no setor financeiro a gente não captava totalmente porque pensávamos que crescia com a economia, mas nestes dois últimos dois anos cresceu mais. Todas estas coisas então tiveram reflexo nesta mudança de 2,9% para 3,7%.
Paulo Henrique Amorim – Tá. E houve também neste novo cálculo uma queda no investimento, não é? O que houve?
Rebeca Palis – O investimento é composto basicamente de construção civil e máquinas e equipamentos. E o cálculo, a gente tinha se baseado anteriormente no censo econômico feito em 1985, da construção civil, e foi evoluindo com índices de preços de índices de volume, de crescimento. Só que a gente não tinha nenhum valor, valor corrente, valor mesmo, para basear essas nossas projeções, pra ver se o que a gente está fazendo estava indo para a direção certa. E com a pesquisa PAIC [Pesquisa Anual da Indústria da Construção], que é a pesquisa do IBGE anual de construção civil, a gente passou a ter uma idéia exata do tamanho do setor. E a gente acabou descobrindo que o setor na série antiga estava superestimando. Então, foi o encolhimento da construção civil que fez essa nova taxa de crescimento mais baixa do que a taxa de investimento da série antiga.
Paulo Henrique Amorim – Mas eu te pergunto: mas não está havendo um crescimento significativo da construção civil no Brasil hoje?
Rebeca Palis – Tá, então. Máquinas e equipamentos está crescendo mais. Mas a construção civil a gente botou um crescimento lá, acho de em torno de 4,5% em 2006. Mas o que a gente viu é que, como a gente reviu desde 2000, que em 2000 – eu não estou falando em evolução ao longo do tempo não, estou falando que o patamar...
Paulo Henrique Amorim – Ah, a base de cálculo estava errada. Estava superestimada.
Rebeca Palis – Estava superestimada, não é que estava errada. A gente não tinha indicador pra medir corretamente. Agora, com uma pesquisa anual específica do setor a gente tem noção d e quanto ele realmente pesa.
Paulo Henrique Amorim – Agora, esse recálculo e essa reavaliação do investimento significa, demonstra que a produtividade da economia melhorou, não é isso?
Rebeca Palis – É, porque uma coisa que a gente reparou é o seguinte: quando se fala em taxa de investimento, tem que olhar por dentro um pouco, né, pra ver de que você está falando. Porque a parte de máquinas e equipamentos teve um crescimento muito forte e principalmente nessas coisas de alta tecnologia, então, isso é importante. Às vezes, você tem que olhar a taxa conjugada com o que tem ali dentro, porque você pode gastar a mesma coisa, investindo, mas, de repente, comprar alguma coisa que tenha muito mais qualidade, mais tecnologia.
Paulo Henrique Amorim – Tecnologia mais de ponta, né?
Rebeca Palis – Isso.
Paulo Henrique Amorim – E como é que você mede, qual é o indício, a prova de que a indústria brasileira, a economia brasileira está comprando máquinas e equipamentos com maior índice tecnológico?
Rebeca Palis – Ah, isso, se você abrir pelos dados de comércio exterior, você tem a discrição do produto e aí você consegue ver que são produtos... toda a parte de informática e material eletrônico, coisas mais modernas.
Paulo Henrique Amorim – Agora, o que está fazendo a economia crescer 3,7% ao ano? Compras do governo, consumo das famílias ou comércio exterior?
Rebeca Palis – Não, em 2006 comércio exterior não. Foi até o contrário: a gente importou muito mais do que exportou. Então, foi o que realmente a gente chama de demanda interna, que é o consumo das famílias, impulsionado por crédito e renda, crescimento de renda, emprego, e essa parte de investimento.
Paulo Henrique Amorim – Entendo. Ou seja, o que puxou a economia brasileira em 2006 foi o crescimento do mercado interno, do mercado doméstico.
Rebeca Palis – Isso, isso mesmo.
Paulo Henrique Amorim – Tá certo. E você tem alguma dica, algum dado “por dentro”, já que você usou essa expressão, o que é isso aí, o que está mexendo com esse consumo das famílias?
Rebeca Palis – Você teve esse mega aumento de crédito e a renda também, que aumentou. Desde 2005 a gente tem visto a renda média crescer e o emprego crescer também. Então, tudo isso favorece você aumentar o consumo das famílias.
Paulo Henrique Amorim – A renda média do brasileiro está aumentando quanto?
Rebeca Palis – O que a gente chama de massa salarial, que é a conjugação de emprego mais renda, cresceu 5,6% em termos reais em 2006.
Paulo Henrique Amorim – Emprego mais renda?
Rebeca Palis – Isso.
Paulo Henrique Amorim – Então tá bom. Muito obrigado, Rebeca. É sempre um prazer contar com as suas explicações.
Rebeca Palis – Obrigadinho, tchau!
Leia também:
Com revisão, PIB de 2006 cresce 3,7% em 2006
A gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 28, que o “mega” crédito para pessoa física fez com que o PIB de 2006 fosse maior (clique aqui para ouvir).
O IBGE havia anunciado há um mês que o PIB do Brasil cresceu 2,9% em 2006. A revisão da metodologia do IBGE mostrou que, na verdade, o crescimento foi de 3,7%.
Segundo Rebeca, o aumento de 30% no crédito para pessoa física foi um dos principais motivos para que o PIB crescesse mais.
“Em 2005 e 2006 teve um aumento mega do crédito, todo mundo sabe. E a gente não estava captando totalmente esse aumento”, disse Rebeca.
Rebeca disse também que a massa salarial (renda mais emprego) cresceu 5,6% em 2006. E, com o crescimento da massa salarial e do crédito a pessoa física, o mercado interno puxou o crescimento da economia.
Segundo Rebeca, a produtividade da economia também aumentou, porque a economia brasileira consome máquinas e equipamentos com mais tecnologia de ponta. Rebeca disse que “a parte de máquinas e equipamentos teve um crescimento muito forte, principalmente em alta tecnologia”.
Leia a íntegra da entrevista de Rebeca Palis:
Paulo Henrique Amorim – O recálculo do PIB no ano de 2006 chega à conclusão de que houve um crescimento de 3,7% e não de 2,9%, como era o resultado antes dessa revisão. Como você explicaria isso?
Rebeca Palis – Na verdade foi principalmente por causa da nova metodologia de cálculo no crescimento de alguns setores, principalmente serviços, que é o mais pesado do PIB, cerca de 60%. A gente calcula o crescimento do aluguel incluindo todos os crescimentos de qualidade nos últimos anos, que a gente não captava antes. Você tem mais residências com água encanada, etc. Tudo isso é recomendação internacional que é para ser computado e antes a gente não conseguia captar isso, agora conseguimos.
Paulo Henrique Amorim – Isso por causa do acesso ao PNAD, ou não?
Rebeca Palis – É, porque a gente fez um enorme modelo estatístico incluindo todas estas características dos imóveis, usando a PNAD.
Paulo Henrique Amorim – Então uma das razões para o crescimento do PIB é que o brasileiro passou a morar melhor?
Rebeca Palis – Não, não é assim. Em termos médios algumas coisas tiveram aumento de qualidade nos últimos anos, a gente captou isso. Além disso tinha o crescimento de um pedaço da administração pública, crescimento da população. Essa é uma crítica que a gente fazia há muito tempo e queria reformular para medir melhor e agora a gente mede através de pessoal ocupado, mede emprego, mede saúde e educação pública, coisas que a gente já media anteriormente.
Paulo Henrique Amorim – Eu não entendi bem isso, Rebeca. Estamos falando de quê, exatamente?
Rebeca Palis – Dos serviços prestados pela administração pública. São serviços que você não paga diretamente, é difícil de captar. O jeito de captar é pelos custos, como o governo gasta. Antes a gente supunha que o crescimento real era igual ao da população, mas a gente sabia que não era o mais correto. Agora a gente faz todo o cálculo usando gastos e emprego do setor. Então essa metodologia também foi melhorada. Além disso, a outra mudança importante é a parte do setor financeiro. A gente não tinha dados para calcular o crescimento específico do setor, a gente supunha que ele crescia igual à economia. Mas em 2006 e 2007 teve um aumento mega do crédito, todo mundo sabe. E a gente não estava conseguindo captar isso. Agora a gente conseguiu incluir totalmente este aumento dentro do cálculo do setor.
Paulo Henrique Amorim – O que você quer dizer com “aumento mega” do crédito?
Rebeca Palis – 30% em 2006 o crédito para pessoa física. Em termos nominais, mas por qualquer índice de preço vai dar um amento de 25%, 26%, o que é realmente enorme.
Paulo Henrique Amorim – Você está falando aí, sobretudo, de crédito consignado...?
Rebeca Palis – Todos eles, todos os créditos para pessoa física. Teve reflexo no aumento do consumo das famílias. A gente captava em parte, mas no setor financeiro a gente não captava totalmente porque pensávamos que crescia com a economia, mas nestes dois últimos dois anos cresceu mais. Todas estas coisas então tiveram reflexo nesta mudança de 2,9% para 3,7%.
Paulo Henrique Amorim – Tá. E houve também neste novo cálculo uma queda no investimento, não é? O que houve?
Rebeca Palis – O investimento é composto basicamente de construção civil e máquinas e equipamentos. E o cálculo, a gente tinha se baseado anteriormente no censo econômico feito em 1985, da construção civil, e foi evoluindo com índices de preços de índices de volume, de crescimento. Só que a gente não tinha nenhum valor, valor corrente, valor mesmo, para basear essas nossas projeções, pra ver se o que a gente está fazendo estava indo para a direção certa. E com a pesquisa PAIC [Pesquisa Anual da Indústria da Construção], que é a pesquisa do IBGE anual de construção civil, a gente passou a ter uma idéia exata do tamanho do setor. E a gente acabou descobrindo que o setor na série antiga estava superestimando. Então, foi o encolhimento da construção civil que fez essa nova taxa de crescimento mais baixa do que a taxa de investimento da série antiga.
Paulo Henrique Amorim – Mas eu te pergunto: mas não está havendo um crescimento significativo da construção civil no Brasil hoje?
Rebeca Palis – Tá, então. Máquinas e equipamentos está crescendo mais. Mas a construção civil a gente botou um crescimento lá, acho de em torno de 4,5% em 2006. Mas o que a gente viu é que, como a gente reviu desde 2000, que em 2000 – eu não estou falando em evolução ao longo do tempo não, estou falando que o patamar...
Paulo Henrique Amorim – Ah, a base de cálculo estava errada. Estava superestimada.
Rebeca Palis – Estava superestimada, não é que estava errada. A gente não tinha indicador pra medir corretamente. Agora, com uma pesquisa anual específica do setor a gente tem noção d e quanto ele realmente pesa.
Paulo Henrique Amorim – Agora, esse recálculo e essa reavaliação do investimento significa, demonstra que a produtividade da economia melhorou, não é isso?
Rebeca Palis – É, porque uma coisa que a gente reparou é o seguinte: quando se fala em taxa de investimento, tem que olhar por dentro um pouco, né, pra ver de que você está falando. Porque a parte de máquinas e equipamentos teve um crescimento muito forte e principalmente nessas coisas de alta tecnologia, então, isso é importante. Às vezes, você tem que olhar a taxa conjugada com o que tem ali dentro, porque você pode gastar a mesma coisa, investindo, mas, de repente, comprar alguma coisa que tenha muito mais qualidade, mais tecnologia.
Paulo Henrique Amorim – Tecnologia mais de ponta, né?
Rebeca Palis – Isso.
Paulo Henrique Amorim – E como é que você mede, qual é o indício, a prova de que a indústria brasileira, a economia brasileira está comprando máquinas e equipamentos com maior índice tecnológico?
Rebeca Palis – Ah, isso, se você abrir pelos dados de comércio exterior, você tem a discrição do produto e aí você consegue ver que são produtos... toda a parte de informática e material eletrônico, coisas mais modernas.
Paulo Henrique Amorim – Agora, o que está fazendo a economia crescer 3,7% ao ano? Compras do governo, consumo das famílias ou comércio exterior?
Rebeca Palis – Não, em 2006 comércio exterior não. Foi até o contrário: a gente importou muito mais do que exportou. Então, foi o que realmente a gente chama de demanda interna, que é o consumo das famílias, impulsionado por crédito e renda, crescimento de renda, emprego, e essa parte de investimento.
Paulo Henrique Amorim – Entendo. Ou seja, o que puxou a economia brasileira em 2006 foi o crescimento do mercado interno, do mercado doméstico.
Rebeca Palis – Isso, isso mesmo.
Paulo Henrique Amorim – Tá certo. E você tem alguma dica, algum dado “por dentro”, já que você usou essa expressão, o que é isso aí, o que está mexendo com esse consumo das famílias?
Rebeca Palis – Você teve esse mega aumento de crédito e a renda também, que aumentou. Desde 2005 a gente tem visto a renda média crescer e o emprego crescer também. Então, tudo isso favorece você aumentar o consumo das famílias.
Paulo Henrique Amorim – A renda média do brasileiro está aumentando quanto?
Rebeca Palis – O que a gente chama de massa salarial, que é a conjugação de emprego mais renda, cresceu 5,6% em termos reais em 2006.
Paulo Henrique Amorim – Emprego mais renda?
Rebeca Palis – Isso.
Paulo Henrique Amorim – Então tá bom. Muito obrigado, Rebeca. É sempre um prazer contar com as suas explicações.
Rebeca Palis – Obrigadinho, tchau!
Leia também:
Com revisão, PIB de 2006 cresce 3,7% em 2006
Jornalismo público?
O jornal da cultura poderia ser chamado de jornal dos tucanos. É uma vergonha se utilizarem de nosso imposto para fazer política para o psdb. É só constatar, principalmente pelos comentários da salete lemos e do alexandre machado. Críticas só ao governo federal, o serra nem é citado, a não ser que isso o beneficie. E o kassab? nem conta. E a rede cultura tem a pachorra de fazer propraganda enganosa dizendo que tem compromisso com o jornalismo público. A rede cultura atualmente não é uma rede pública, ela é uma rede estatal dominada pelos tucanos.
os palpiteiros econômicos
A maioria dos comentaristas econômicos do Brasil não entendem de economia. Apenas defendem algumas idéias feitas como livre mercado, reforma da previdência, reforma trabalhista, reforma tributária entre outras coisas que na verdade só representam o interesse capitalista. Eles se constituem nos palpiteiros econômicos. É só acompanhar e ver que a maior parte do que eles dizem não se concretizam na prática. Portanto, cuidado com o que é escrito na folha de são paulo, no estadão, na globo, na cultura e na cbn. Nunca nenhum deles vai fazer algum comentário que vá beneficiar o povo brasileiro, como a distribuição de renda, criação de emprego, redução da pobreza. O Ministério da saúde adverte: palpiteiro econômico faz mal ao povo brasileiro.
Tudo combinado
O tse nos últimos meses virou um apêndice do ex-pfl, psdb e pps. Tudo que o marco aurélio de mello podia ele fez para ajudar a direita no jogo político brasileiro. Agora para evitar o definhamento destes partidos que usaram os mesmos métodos contra os outros em 1995 e 1999, eles recorreram ao tse, que prontamente os atendeu. É lamentável, fere o jogo democrático e leva a descrença do judiciário. A hipocrisia é tanta que a salete lemos e o alexandre machado no jornal da cultura quase juraram que sempre defenderam a fidelidade partidária no Brasil. Todos os democratas verdadeiros desse país apoíam a fidelidade partidária, mas não nesse contexto em que ela serve como tábua de salvação para partidos que meses atrás pregavam abertamente o golpe de estado.
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