terça-feira, janeiro 29, 2008

Festa em comemoração aos 28 anos do PT será dia 13 em Brasília


Começam a ser vendidos nesta terça-feira (29) os convites para a festa de aniversário de 28 anos do Partido dos Trabalhadores, que acontece no próximo dia 13 na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), em Brasília.

Os convites, divididos em valores de R$ 50, R$ 100 e R$ 200, devem ser adquiridos na sede do PT em Brasília – Setor Comercial Sul, Quadra 2, Edifício Toufic, 1º andar, telefone (61) 3213.1313.

Além do aniversário do PT, a festa irá comemorar os 25 anos da primeira posse de uma administração petista no país – que ocorreu em Diadema (SP), em 1º de fevereiro de 1983. O então prefeito Gilson Menezes, hoje no PSC, foi convidado para participar da homenagem.

Estão confirmadas as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice José Alencar.

Durante a festa, será servido coquetel de frutas, pães e canapés, além de vinhos e espumantes nacionais. Haverá música ao vivo e eletrônica. A Associação Atlética Banco do Brasil fica no Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Conjunto 17. O evento começa às 19h.

História
O Partido dos Trabalhadores foi fundado oficialmente em 10 de fevereiro de 1980, no histórico encontro do Colégio Sion, em São Paulo, coroando um processo que havia se iniciado com a greve dos metalúrgicos de São Bernardo, em 1978, e tomaria impulso decisivo no ano seguinte.

Em 24 de janeiro de 1979, durante o IX Congresso de Trabalhadores Metalúrgicos, Mecânicos e de Material Elétrico do Estado de São Paulo, lideranças e ativistas dos movimentos social e sindical aprovam a proposta feita pelos metalúrgicos de Santo André, que conclama “todos os trabalhadores brasileiros a se unificarem na construção de seu partido, o Partido dos Trabalhadores”. Cresce a idéia de criação de um novo partido político e começa a circular o anteprojeto do Manifesto para a fundação do PT.

Carta de Princípios
No dia 1º de maio de 1979 é lançada a Carta de Princípios do PT. “O Partido dos Trabalhadores entende que a emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores, que sabem que a democracia é participação organizada e consciente e que, como classe explorada, jamais deverá esperar da atuação das elites privilegiadas a solução de seus problemas”, sublinha um dos trechos do documento lançado durante as atividades do Dia Internacional dos Trabalhadores.

Movimento Pró-PT
Em 13 de outubro de 1979, durante reunião com 130 representantes de seis Estados do país, é lançado oficialmente o Movimento Pró-PT. Na reunião também é aprovada a Declaração Política, que expressa uma plataforma identificada com os anseios dos movimentos populares, e apresentada uma nota contrária à reforma partidária imposta pelo regime.

Um texto com sugestões básicas para a organização do PT, em todos os níveis, aponta a importância de “uma estrutura interna democrática, apoiada em decisões coletivas e colegiadas que garantam, efetivamente, a sua direção política e o seu programa a partir das decisões das suas bases”. É eleita a Comissão Nacional Provisória, com dezessete responsáveis pela direção do Movimento Pró-PT.

Fundação
Em um ato realizado no auditório do Colégio Sion, em São Paulo, o Manifesto do PT é aprovado, por aclamação, por 1.200 pessoas. Representantes de comissões regionais de 17 Estados brasileiros iniciam a organização do novo partido pelo país e preparam a escolha das coordenações estaduais. Nascia o Partido dos Trabalhadores.

Sistema de cotas já levou mais de 40 mil pessoas às universidades brasileiras

Doze das principais universidades federais e estaduais do Brasil já beneficiaram, até 2007, um total de 40 mil pessoas por meio de ações afirmativas de inclusão social, como a reserva de vagas e cotas.

Segundo dados fornecidos pelas instituições, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que aplica o sistema desde 2003 e reserva 50% das vagas para cotistas, é a campeã, com 6.488 beneficiados. Em seguida vêm a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 5.473 estudantes cotistas, e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 3.885 alunos que ingressaram pelo sistema.

O ritmo de adesão a políticas afirmativas é forte. Para o vestibular de 2008, mais cinco universidades implantaram algum tipo de sistema diferenciado de seleção. São as federais do Espírito Santo (UFES), de São Carlos (UFSCar), do Pará (UFPA), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Maria (UFSM).

Essas instituições devem receber por volta de 4.600 calouros beneficiados por algum tipo de ação afirmativa pela primeira vez neste ano. A federal de Santa Catarina — que deveria abrigar mais 1.142 alunos cotistas — teve seu sistema contestado e julgado irregular pela Justiça.

Preferências
O sistema de cotas para negros foi alvo de discussões e, por isso, não encontrou espaço em muitas das grandes universidades brasileiras. A maior delas, a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu, no ano passado, um sistema de inclusão que não prevê a reserva de vagas — apenas contempla os candidatos de escolas públicas com um acréscimo de 3% sobre nota final.

O resultado do primeiro ano do Inclusp, como é conhecido o sistema, foi o aumento de 11% no número de alunos oriundos da escola pública (total de 2.719 calouros em 2007). Com isso, a participação dos negros cresceu em ritmo menor: foram 9,5% a mais do que no ano anterior.

A opção por facilitar a entrada de alunos que tenham concluído o ensino médio em escolas públicas também é o preferido pelas instituições nordestinas, como as federais do Maranhão (UFMA), Pernambuco, Rio Grande do Norte (UFRN) e Piauí (UFPI). A Estadual da Paraíba (UEPB) vem aumentando gradativamente o espaço para esses alunos. Em 2006, 10% das vagas foram reservadas; em 2007 foram 30%; e em 2010 deve chegar a 50%.

A UFRGS, para garantir vaga a alunos indígenas, aplica provas específicas. Na UFSCar, eles têm uma vaga reservada em cada curso.

Agência Estado

Juro para pessoa física é o menor desde 1994 e crédito atinge 34,7% do PIB

A taxa de juros para a pessoa física cobrada pelos bancos caiu para 43,9% em 2007, atingindo o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1994. Além disso, as operações de crédito no Brasil atingiram 34,7% do Produto Interno Bruto no ano, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira (29).

O volume de crédito total no País cresceu 27,3% no ano passado, para R$ 932,2 bilhões. Considerando apenas os recursos livres, os empréstimos aumentaram 32,2% no ano, para R$ 659 bilhões.

Entre as diversas linhas acompanhadas pelo Banco Central, a que apresentou a expansão mais vigorosa foi o crédito para pessoas físicas (exceto operações com setor rural e habitacional), que aumentou 33%, de R$ 235,816 bilhões para R$ 313,620 bilhões.

Os empréstimos para empresas aumentaram 29,8% na mesma base de comparação, de R$ 164,581 bilhões para R$ 213,577 bilhões. Já os financiamentos habitacionais tiveram expansão de 25,7% nesse período e passaram de R$ 35,689 bilhões para R$ 44,846 bilhões.

Juros
Em dezembro, a taxa média de juros caiu para 33,8%, frente a 34,7% em novembro e 39,8% um ano atrás. No resultado fechado de 2007, houve redução de 6 pontos porcentuais na taxa de juro. A diminuição ocorreu tanto nas linhas para pessoas físicas como para empresas.

Nas operações para pessoas físicas, a redução acumulada foi de 8,2 pontos e taxa fechou o ano em 43,9%. Já nos empréstimos para as pessoas jurídicas, houve corte da taxa de 0,4 ponto porcentual no mês passado, de 23,3% para 22,9%. No ano, houve redução de 3,3 pontos.

O spread bancário - diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes - ficou em 22,4 pontos percentuais em dezembro.

Entre as diversas operações, as linhas para pessoas físicas tiveram redução de spread de 1,4 ponto no mês, de 33,3 pontos para 31,9 pontos. No ano, a redução acumula 7,7 pontos. Nos empréstimos para empresas, o spread médio caiu 0,4 ponto no mês, de 12,3 pontos para 11,9 pontos. No ano, a redução acumula 1,6 ponto.

Inadimplência
A taxa de inadimplência do crédito livre caiu em dezembro de 4,5% para 4,3%. Isso significa que houve uma queda de 0,7 ponto porcentual na inadimplência no ano em relação a dezembro de 2006, quando a taxa estava em 5%.

Já a base monetária (papel moeda emitido mais reservas bancárias) teve expansão de 12,8% na média dos saldos diários de dezembro. A expansão ocorrida no mês passado é a maior desde dezembro de 2006, quando também houve crescimento de 12,8%.

Com a variação, o saldo da base monetária pelo conceito de média aumentou de R$ 127,393 bilhões em novembro para R$ 143,642 bilhões em dezembro. No ano, a base monetária registrou expansão de 21,4%.

Pelo conceito de ponta (final do período), a base monetária mostrou expansão de 12,1% em dezembro ante novembro. Esse porcentual é o maior desde dezembro de 2006, quando houve crescimento de 15%. Com esse crescimento, o valor passou de R$ 130,847 bilhões em novembro para R$ 146,617 bilhões. No acumulado de 2007, houve crescimento de 21,1% em relação a 2006.

AGNELLI VAI SE MUDAR PARA ZUG ?

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 902


Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PIG, Partido da Imprensa Golpista



. O funcionário da Vale Roger Agnelli merece do PIG o tratamento de dono da Vale e se deixa fotografar mais do que a Daniela Cicarelli.

. Chega a ser inacreditável que ele consiga trabalhar na Vale e, ao mesmo tempo, dar tantas entrevistas.

. É porque o PIG resolveu transformar a Vale no modelo da privatização.

. O PIG fez da Vale a “não-Petrobras”, que resistiu à tentativa do Farol de Alexandria de privatizá-la.

. A Petrobras não se deixou transformar em Petrobrax, lembram-se ?

. Agora, o PIG dá como fato consumado que a Vale vai comprar a anglo-suiça Xstrata (clique aqui para acessar o site da Xstrata) , com sede em Zug, na Suíça.

. O Estadão de hoje, pág. B12 (clique aqui para ler) garante que “os sócios autorizam a Vale a negociar a compra da Xstrata”.

. As páginas de economia do PIG, especialmente o Valor, se transformaram, como se percebe, em press-releases de luxo.

. (Estão mais distantes do Wall Street Journal e do Financial Times do que o Corinthians do Milan !)

. Por isso, os jornais do PIG tratam a transação de Agnelli (o dono) como fato consumado.

. Da mesma forma que, a esta altura, para o PIG, eu já deveria ter sido demitido do iG, já que, há muito tempo, Carlos Jereissati (que, para isso, vendeu o Shopping Center Iguatemi) e Sergio Andrade (que teve que vender a empreiteira) assumiram o controle da Brasil Telecom.

. A Xstrata é do mesmo tamanho da Vale.

. A Vale vai comprar a Xstrata ?

. Ou a Xstrata vai comprar a Vale ?

. A belga vai comprar a Brahma ou a Brahma vai comprar a belga ?

. O controle continuará a ser nacional ?

. Na Ambev, que o Ministro Palocci levou ao Presidente Lula como “a multinacional brasileira da cerveja”, o controle não está no Itaim Bibi, mas em Bruxelas ...

. Da mesma forma, a “BrOi”, a nova empresa de telecomunicações criada pelo PIG, poderá acabar na mão de um “socio estratégico” espanhol, mexicano ou até egípcio ...

. A PHA Comunicação, modesta acionista da Vale na Bolsa de São Paulo e de Nova York – como consta do Imposto de Renda – quer saber: continuará acionista de uma empresa brasileira ou anglo-suiça ?

. O que tem a dizer a CVM e a Bolsa ?

. Agnelli continuará a ser fotografado no Rio ou em Zug, aprazível cidade suíça, sede da Xstrata ?

. (Clique aqui para ver que beleza é Zug, para onde Agnelli, talvez, tenha que se mudar.)

. (Como se sabe, hoje, o dono da Vale não é Agnelli, mas a Previ, o Bradesco e o BNDES...)


COMENTÁRIO E & P

Como pode uma empresa que teve 50% das ações vendidas pelo estado brasileiro no (des) governo de FHC pelo equivalente a US$ 3,3 bilhões em 1996, comprar uma empresa por U$S 90 bilhões, 12 ANOS DEPOIS. Esse é um caso singular no mundo das finanças e mostra o quanto foi subestimado o preço de venda da Vale do Rio Doce. Os colonistas do Partido da Imprensa Golpista - PIG, mancomunados com os tucanos e demos pregam que ela foi um exemplo de privatização. Os mais éticos chamaram isso de privataria, em que ativos públicos eram subestimados para deleite de grupos vinculados ao tucanato que se apropriaram dessas empresas por preços irrisórios. Soa patético o senador tucano Artur virgílio dizer no senado que sua filhinha estava preocupada com a reestatização da empresa. O que o tucano não contou a sua filhinha é que ela, assim como todos os brasileiros foram tungados na venda dessa empresa. A Vale é mais do que uma empresa, é uma agência de desenvolvimento. Cabe, sim ao governo brasileiro estar preocupado com a compra da Xtrata, em que o risco de desnacionalização é muito grande e principalmente num cenário de recessão mundial em que muito provavelmente os preços dos minérios deverá cair. O funcionário Agnelli deverá seguir as orientações dos acionistas, e não se portar como dono da Vale, coisa que não é.

Os Caminhos do Mundo

Uma empresa de comunicação nos Estados Unidos levantou semana passada, o número de mentiras que o terrorista George Walker Bush pregou sobre a guerra do Iraque. Foram 953 desde a decisão de invadir, ocupar e saquear aquele país. Como lembra um amigo, a velha tática de repetir a mentira até a exaustão e até que se torne “verdade”

Leidiane tem 23 anos e três filhos. Estava num baile funk, bebeu caipirinha, cerveja e vodka e recebeu uma proposta para dançar nua sobre a mesa. Subiu, tirou a roupa, dançou e no dia seguinte sua foto estava no “orkut”. O fato aconteceu em Vitória, Espírito Santo.

Uma delegada de Polícia resolveu abrir inquérito policial e indiciar a moça por ato obsceno. A defesa de Leidiane – “devia uma grana e aceitei a proposta, 600 reais, pensando em pagar as dívidas”. A explicação para a mídia que foi ouvi-la – “eu fiz sem pensar, mas se surgir uma proposta para posar nua e for interessante (falava do financeiro) eu poso sem problemas”.

Foi enfática – “contei a verdade a meus filhos, pois ensino-os a não mentir”.

O governo terrorista de Israel invadiu terras palestinas, desobedece a um sem número de resoluções das Nações Unidas, prende, mata, saqueia e quer, em colaboração com o governo brasileiro, prender um médico nazista que residiria por aqui. Hoje teria mais de 90 anos, responsável pelos mesmos atos praticados por israelenses contra palestinos nos campos de concentração nazistas contra os judeus.

Perguntaram a Adriana Tasca, guerrilheira argentina, se Jorge Videla era o seu pai. É que a imagem do terrorista e general argentino apareceu na tela durante as atividades do Fórum Social Mundial em Juiz de Fora, MG. Adriana respondeu – “nunca, esse não nasceu, foi c.... pelo capeta”.

Videla foi o responsável pela morte de milhares de argentinos durante a ditadura militar naquele país. O pai de Adriana, diretor de teatro, preso foi devolvido num caixão lacrado e com a determinação que não fosse aberto. Segundo o “governo”, morreu de “infarto”.






A foto mostra o justo momento que Adriana, no plenário da Câmara Municipal de Juiz de Fora, exibe a imagem de argentinos presos, torturados e mortos pela ditadura militar.

Leidiane, provavelmente, não tem a menor idéia do que tenham sido as ditaduras militares na América Latina. Está preocupada com a dívida em torno de 600 reais, reclama que não recebeu o dinheiro e está com medo de sair de casa. “Meu chefe me apoiou, só saio para trabalhar”.

Bush quer que o Congresso de sua organização terrorista, os EUA, libere 70 bilhões de dólares para as guerras no Iraque e no Afeganistão. “Para o combate ao terrorismo”.

A agência de notícias France Press revela que “um apelo "insistente" feito ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, para que se oponha publicamente às operações militares que coloquem em perigo a vida dos reféns na Colômbia, foi feito nesta segunda-feira, em Paris, pela Federação Internacional de Comitês Ingrid Betancourt (FICIB)”.

A GLOBO nem pensa em noticiar o fato no JORNAL NACIONAL. Não interessa aos que pagam a rede.

E mais, segundo a France Press – “essa decisão nos mostra que para ele (Uribe) a vida dos reféns não importa, que não têm problema algum em pôr em risco a vida dos seqüestrados", disse à AFP Yolanda Pulecio, mãe da política franco-colombiana Ingrid Betancourt, mantida nas mãos das Farc desde 23 de fevereiro de 2002”.

William Bonner chega às raias do histerismo quando proclama que a guerrilha é “terrorista”. O robô global faz uma pausa de meia hora que chamam de JORNAL NACIONAL entre uma novela e outra enquanto o público espera o bordel global, o BBB-8. É possível que um vídeo de Leidiane tenha sido enviado a emissora na expectativa de vir a ser uma “brother”. O anúncio que se “aparecer uma proposta...” é só uma forma de se colocar no mercado, algo como dizer “apresentem suas propostas”.

Vários documentos da guerrilha colombiana mostram o caráter terrorista do governo Uribe. Suas ligações com o tráfico, por sinal, denunciadas pelo próprio FBI e que Bush deixou de lado. No tempo que a Igreja Católica não tinha se transformado em adereço do capitalismo e agência de Washington, o papa João XXIII, do tempo que papa não era nem mentiroso e nem sobrevivente das SS, escreveu a encíclica Mater et Magistra onde pontifica que a luta armada é válida quando esgotados todos os recursos para a garantia dos direitos mínimos e fundamentais do ser humano.

Já Leidiane é só mais uma vítima do modelo robô/caçapa, planejado em cada pastinha de cada quinto andar, no sorriso cínico e venal dos ajudadores e adoradores de luzes e mais luzes. Acredita piamente que é assim.

É do tempo que ser humano é raridade no contexto globalizado da indigência dos pregadores edires, macedos ou não. Sejam eles Bento XVI.


Colaboração enviada por Laerte Braga

Publicado no República Vermelha

O Brasil está indo muito bem

O Presidente Lula está certo. O Brasil vai indo muito bem.”
Alguém aí leu O Globo??
Diz lá que o novo diretor gerente do FMI, o socialista francês Dominique Strauss-Khan, acha que está na hora de aumentar os gastos, que o Brasil está preparado para enfrentar a crise americana e o mais importante: Strauss-Khan quer que o FMI controle os Estados Unidos.


“Não podemos só contar com a política monetária”, disse Strauss-Khan, na entrevista a Deborah Berlinck. Positivamente.

Strauss-Khan vai ser excomungado pelos idiotizados de plantão.
Ele disse sobre a crise americana e o Brasil:
“O Presidente Lula está certo. O Brasil vai indo muito bem.”
É porque ele não lê o Estadão, a Folha e o Globo????

Na noite de segunda-feira,1 de outubro de 2007,assisti num dos principais canais da televisão francesa, no horário nobre, antes do jantar, em uma longa entrevista com o então novo diretor gerente do FMI, o francês Strauss-Khan.

Khan disse na ocasião que ia recolocar o FMI nos trilhos originais. Onde o colocou Lord Keynes: uma instituição para promover o emprego e o crescimento econômico.Infelizmente, disse Strauss-Khan, o meio – a estabilidade econômica – se sobrepôs ao fim: o emprego e o crescimento. Por isso, ele pretendia fazer com que o FMI não fosse mais um centro propagador de idéias e políticas neo-liberais.

E ele citou na época nominalmente “Lula du Brésil” e “le président de l’Afrique du Sud” como novos representantes dessa política não-neo-liberal que surgia dos países emergentes.

A última pergunta do âncora foi sobre se ele abandonava assim sua longa militância político-partidaria na França, para se dedicar ao FMI.

A resposta foi clara: minhas novas atribuições são globais, mas não deixo de ser francês e socialista.

Interessante.

Primeiro, a decisão do Ministro Mantega de mandar Paulo Nogueira Batista para o FMI não poderia ter sido mais apropriada.Imagine se o representante do Brasil fosse um neo-liberal, como todos os que antecederam Nogueira Batista ...

Segundo, como é que serão daqui para a frente as relações do FMI com o banco Mundial, que dançaram juntos o minueto do neo-liberalismo desde o fim da II Guerra ?
A ainda mais que o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, foi, antes, a gazua que o presidente Bush usou para pregar o liberalismo para os outros e o protecionismo para si próprio ...

E interessante que Strauss-Kahn não repudiou seu passado socialista, agora que atingiu o posto mais alto de sua carreira.

Ao contrário do Boca de Fole, também conhecido como FHC mandou rasgar tudo o que ele havia escrito.

O PIG A PARTIR DE AGORA VAI GRITAR FORA FMI.

sábado, janeiro 26, 2008

FT: Brasil oferece 'salvação' para crise financeira

Uma reportagem publicada neste sábado no diário financeiro Financial Times afirma que o Brasil oferece uma "salvação" para investidores preocupados com a crise nos mercados financeiros mundiais.


"Inflação baixa, uma situação política estável e companhias pequenas e médias interessantes estão aumentando o interesse dos investidores pelo Brasil", escreve a repórter do jornal. "O País parece estar relativamente imune dos temores em relação aos Estados Unidos, que afetam outras regiões."

A reportagem é ilustrada com uma foto do Cristo Redentor, que simboliza a "salvação", e ocupa uma página do caderno de finanças de fim de semana, publicado em formato tablóide.

Para o jornal, o Brasil é "um dos mercados emergentes mais atraentes para 2008", que oferece ações de grandes companhias, como Vale do Rio Doce, Petrobras, Bradesco e varejistas que se beneficiam da melhora da atividade econômica no País.

Comparado com outros mercados emergentes ou outros Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil "se destaca por ser barato, estável e repleto de companhias médias dinâmicas", afirma a reportagem.

The Wall Street Journal
O panorama otimista da economia brasileira em 2008 também foi destaque no diário financeiro americano The Wall Street Journal neste sábado.

Em reportagem intitulada "Podem os mercados emergentes evitar a desaceleração americana?", o jornal afirma que, mesmo que uma recessão mundial esteja se aproximando, esse grupo de países pode evitar os danos beneficiando-se de suas grandes reservas econômicas.

A reportagem diz que as reservas totais dos mercados emergentes alcançam US$ 4,1 trilhões, incluindo US$ 1,5 trilhão da China, US$ 185 bilhões do Brasil e US$ 160 bilhões da Rússia.

BBC Brasil

Comentário E & P

Parece que para entender o que acontece no Brasil deveremos ler os jornais estrangeiros. Enquanto o Financial Times coloca a situação do Brasil como privilegiada os "palpiteiros econômicos" junto com a quadrilha (de quatro) das, famiglias detentoras da veja, folha de são paulo, estadão (?) e globo disseminam o terror da crise financeira. É só ler os jornais de domingo, nesses eles capricham. Para o leitor de domingo desses jornais (?) é o armagedon, o fim do mundo. NUNCA devemos nos esquecer que globo, folha de são e estado de são paulo apoiaram e deram sustentação ao golpe de estado de 1964. Eles foram cúmplices na prisão, tortura e assassinato de milhares de brasileiros. O gene golpista está no DNA da imprensa brasileira, que são contra o povo brasileiro. Isso a população brasileira precisa saber.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Por que ler a 'enésima' - e melhor - biografia dos Beatles


Por que ler a 'enésima' - e melhor - biografia dos Beatles


Esmiuçar a vida dos Fab Four. Tarefa de mais de mil biografias espalhadas por todo o mundo. Certamente, a sensação de saciedade de qualquer beatlemaníaco que dá de cara com mais um calhamaço contando a história do grupo nascido em Liverpool foi a mesma de Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr quando receberam o telefonema de Bob Spitz.



Por Marco Bezzi, no Jornal da Tarde

O jornalista norte-americano decidiu adentrar mais uma vez no mundo da maior banda de pop/rock da história. Desta vez, admitindo para si mesmo que todo material biográfico dos Beatles não passava de mera especulação sobre a verdade. Quando conheceu Paul, através de uma entrevista, Spitz descobriu pela boca do próprio que metade de tudo escrito sobre os Beatles havia sido inventado... Pelos integrantes da banda.



Com uma pesquisa de oito anos e tempo suficiente para domar os egos de Paul e George, Spitz conseguiu cravar na história a biografia definitiva dos Beatles. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Tarde, por telefone, o escritor conta como conseguiu tirar histórias de drogas, doenças sexuais e traições do baú sagrado.



Existem mais de mil biografias dos Beatles. Por que fazer outra?
Fui enviado por uma revista para fazer uma matéria com o Paul McCartney, em 1997, e, durante nossa conversa, ele me confessou que a biografia dos Beatles mais conhecida, a de Hunter Davis, de 1968, era metade irreal, pois os próprios Beatles não queriam falar toda a verdade. Queriam proteger suas famílias, suas namoradas, suas mulheres das partes mais negras de suas vidas.



Através do tempo, eles continuaram a confirmar aquelas histórias tantas vezes, que nem mesmo eles sabiam o que era verdade ou mentira. Todas as outras biografias que vieram depois daquele livro sempre emularam os fatos que aquele continha. Portanto, todos os livros que saíram sobre os Beatles não contavam os fatos da maneira que eles realmente aconteceram, eram todos incorretos, mesmo o Anthology.



Através dos oito anos e meio de pesquisa, examinei de perto o Anthology. O livro é lindo, o vídeo é maravilhoso, mas só metade do que se lê é exato. Os Beatles contavam histórias de si mesmos sem saber se aquilo era verdadeiro, pois ouviam de outras pessoas. É claro que vindo da boca deles, tudo parecia 100% correto. O que tive de fazer foi ir na fonte de cada fato relacionado aos Beatles e pesquisar o que era errado e não. Minha biografia é a primeira real sobre a banda.



O que mais o impressionou nessa busca toda?
O número de pessoas proibidas de falar sobre os Beatles para a imprensa. Surpreendentemente, Paul McCartney, George Harrison e até mesmo a Apple liberaram essas pessoas para falar comigo, pela primeira vez. Eles decidiram abrir essa exceção, pois os dois estavam próximos de se tornar sexagenários. Eles começaram a sentir de perto a sensação de morte e acharam que era a hora de contar essas histórias pela primeira vez. Fiquei impressionado com a quantidade de informações inéditas que consegui buscar.



Como foi o contato com Paul, George e Ringo. Eles estavam abertos para conversar sobre mais uma biografia dos Beatles?
De cara, não. Eles acharam que eu era mais um aproveitador alheio da vida deles. Quando pessoas ligadas a eles ficaram sabendo que eu estava cavando fatos que nunca haviam sido revelados antes, que viajei muito por Liverpool, Londres e Hamburgo, gradualmente eles foram se interessando pelo meu projeto. Paul e George principalmente. Ringo não, pois seu empresário queria grana para participar das entrevistas e, como você sabe bem, não pagamos para nossas fontes falarem.



Por que você acha que até hoje as pessoas falam sobre os Beatles com tanta paixão?
Tudo o que você tem de fazer é escutar a música deles. Além disso, os quatro Beatles sempre foram pessoas muito interessantes, tinham seu charme e personalidade marcante. Ultrapassavam limites cada vez que pisavam em um estúdio. Tudo o que criavam abria novas portas e janelas, dava para a juventude novos paradigmas. Eles mudaram tudo: o jeito que ouvíamos música, como cortávamos nosso cabelo, o jeito que falávamos com nossos pais, basicamente, mudaram toda uma cultura. Mudaram o jeito que pensávamos sobre política, drogas.



Tudo isso somado transformou os Beatles em um fenômeno cultural muito interessante. As pessoas se interessavam e liam sobre os Beatles para descobrir quem elas eram. Eu fiz isso. Durante minha pesquisa, descobri muito sobre a minha pessoa tentando entender o significado da banda.



Por que, após os Beatles terminarem, nunca tivemos uma banda que chegasse perto desse fenômeno?
A mídia tornou isso impossível. Quando os Beatles apareceram pela primeira vez, eles foram um fenômeno orgânico. A beatlemania surgiu não por causa dos jornais, mas por causa dos fãs, era algo muito novo. Hoje em dia, no minuto que uma banda se junta, a mídia os coloca em um pedestal, os coloca na TV sem que a banda tenha tempo de trabalhar junto. Os Beatles trabalharam por oito anos antes de entrar em um estúdio. Eles trabalharam duro, tocaram em buracos, ensaiaram muito.



Qual foi o momento em que os Beatles ganharam o status de uma grande banda?
Posso definir isso em uma palavra: Hamburgo (Alemanha). Lá, eles se tornaram a banda. Quando foram para a cidade, em 1960, eram a pior banda de Liverpool, eram terríveis. Não podiam tocar juntos, não tinham senso de palco, suas vozes não eram muito boas.



Mas lá, tiveram que passar por maratonas de 11 horas tocando para platéias bem enfezadas. Tinham que continuar tocando mesmo que houvesse brigas. Outro momento em que sentiram que estavam no auge foi quando gravaram Revolver. O álbum mudou tudo na música.



Até hoje, Yoko é considerada por muitos a culpada pelo fim da banda. É verdade?
Não. John terminou a banda. Ele queria sair fora até mesmo antes de 1966. Não queria ser mais o ídolo da juventude, não queria mais cantar iê-iê-iê. Queria fazer algo pesado e obscuro, acho que queria estar numa banda como o Rolling Stones. Ele não podia suportar mais ficar do lado de Paul McCartney, pois Paul tinha uma personalidade muito forte e John tinha medo dele... Paul era muito dominador.



John procurou alguém que pudesse tirá-lo dos Beatles e achou Yoko. Ela deu um novo sentido de vida para John. Também acredito que quando os Beatles terminaram, em 1970, aquele era o período certo para eles se separarem. No tempo em que estiveram juntos, cresceram como homens. Era a hora de se soltar e ir em frente.



Você acharia possível uma volta dos Beatles, caso John estivesse vivo?
Nunca. Uma das razões que fez os Beatles tão espertos é que eles sabiam que no momento em que terminassem a banda, nunca mais voltariam a tocar num palco juntos novamente. Muitas pessoas ofereceram milhões e milhões de dólares para serem doados para a caridade caso retornassem e, mesmo assim, eles declinaram de todas as ofertas. Sabiam que, se voltassem, desvalorizariam todo o trabalho que haviam feito anteriormente.



Como você definiria de forma curta a personalidade de cada um deles?
Poderia escrever um livro sobre isso (risos), mas vou tentar. John: obscuro, complexo, conflitante, nervoso e experimental. Paul: agradável, adorava o show biz, dominador, duas caras e um incrível músico. George: muito maduro diante de sua idade, fascinado pela world music e um guitarrista correto. Ringo: o mais subestimado baterista do mundo.



Ringo foi a pessoa que mais ajudou os Beatles a permanecerem juntos, pois todos da banda amavam ele. Sempre que alguém tinha um problema, Ringo fazia a pessoa rir. Ringo é o ele perdido na história dos Beatles. Quando entrou na banda, tudo funcionou perfeitamente.

O PIG criou uma epidemia para infectar

MP DEVE PROCESSAR GLOBO E CORREIO BRAZILIENSE

25/01/2008 10:57h





Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 898


Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.





. Quatro brasileiros podem ter morrido por causa de efeitos adversos da vacina contra a febre amarela em dose dupla.

. Um deles, em Goiânia, já morreu por causa disso.

. Chegou ao hospital com suspeita de dengue, tomou de novo a vacina contra a febre amarela e morreu.

. 42 brasileiros estão no hospital com efeitos colaterais causados pela vacina contra febre amarela em dose dupla.

. O primeiro responsável por esse crime pode ser o jornal Correio Braziliense, que tratou de uma infecção em Brasília, perto do Palácio da Alvorada, como se fosse uma epidemia.

. O segundo responsável por esse crime pode ser o jornal O Globo, que disse que depois de 42 anos tinha voltado a epidemia de febre amarela.

. Todo ano, nessa época do ano, é assim.

. Um dos picos de incidência de febre amarela, nessa época do ano, foi em 2000, na gestão de José Serra no Ministério da Saúde.

. Houve ali 40 mortes por febre amarela.

. Até agora, este ano, morreram nove pessoas.

. Na gestão iluminada do Farol de Alexandria e do presidente eleito, o PIG dispensou à "epidemia" um tratamento light.

. O que o PIG fez agora foi a reprodução da tecnologia da Escola Base.

. E a reprodução da tecnologia das várias mortes do prefeito Celso Daniel.

. Se o Brasil fosse uma democracia, o Ministério Público iria para cima do Correio Braziliense e do Globo para investigar o papel deles numa crise nacional de saúde pública.

. Do Correio Braziliense e do Globo saiu o gérmen que infectou todo o PIG: jornais, revistas, emissoras de TV e portais da internet.

. Estou nesse momento em Caxias do Sul, RS.

. E recolhi aqui histórias de pânico por medo de febre amarela em Caxias do Sul, Uberlândia e Rio de Janeiro.

. A sofreguidão para disseminar notícias que levem à queda do Presidente Lula é ilimitada.

. O Governo brasileiro tem medo do PIG e não o enfrenta nem quando está em jogo a saúde do povo brasileiro.

. O Ministério Público é o último recurso de que dispõe essa hipótese de democracia, que é o Brasil.

Comentário E & P
Em tempo, será que a colunista (?) da Folha Eliane Cananhêde e sua família, assim como o Frias Jr e família já se vacinaram contra a febre amarela, como orintou o jonral (??) Folha de São Paulo? Eles também não deveriam sofrer um proceso criminal por disseminarem o medo?

Brasil segundo a turma do José Serra

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A semana passada tive várias conversas muito interessantes:

Conversa 1:

Um amigo me ligou e disse: “Chicão, você estava certo”.
- Certo do que? Respondi.
- Sobre o dinheiro no bolso das empresas estrangeiras ... sobre elas mandarem todo o dinheiro da CPMF para fora, como aumento dos lucros...
- Calma... sempre foi assim. A única diferença é que hoje seus executivos ganham segundo o lucro que proporcionam.
Ele me contou que um grande banco americano, que está mal das pernas, vai mandar todo o dinheiro economizado com o fim da CPMF para fora do país.
Antes da aprovação da CPMF este meu amigo, que trabalha no mercado financeiro, fez duas previsões (furadas) sobre os benefícios do fim da CPMF: a) produziria uma diminuição nos preços dos produtos o que ajudaria a controlar a inflação (não foi isto o que aconteceu). b) haveria mais recursos disponível para o consumo (agora ele começou a entender que o dinheiro já ia para o consumo, pois era usado para pagar salários de médicos, enfermeiros, agentes de saúde, comprar remédios, produtos hospitalares, etc. Ao contrário, ele está vendo grande parte deste dinheiro ser remetido para fora do país – na sua profissão ele tem contato com muita “gente que lida com muito dinheiro”).

Conversa 2:

Encontrei por um acaso o secretário de saúde de uma pequena cidade. Estava todo cabisbaixo, pois tem pretensões políticas eleitorais. Em 15 minutos xingou pelo menos 10 vezes os “pilantras dos senadores que acabaram com a CPMF. Lógico que é porque tiraram dinheiro da saúde e com isto ele vai aparecer menos.
Vamos aos dados práticos que ele me repassou:
- Fui a um posto de saúde, lá poderíamos ter 3 médicos agora vamos ter só dois.
- Neste mesmo posto de saúde havia 7 agentes de saúde vamos ter 5 agentes
- tínhamos 6 ambulâncias 24 horas por dia, agora vamos ter 5 ambulâncias e só 3 ambulâncias 24 horas por dia.
- Exames mais complexos vão demorar mais, já que suspendemos o projeto de compra de vários equipamentos novos.
- O governo do estado não ajuda a cidade, no quesito saúde, desde setembro de 2007.
Falei desta conversa com meu amigo do mercado financeiro e ele entendeu o recado: sem CPMF, menos emprego, menos investimento, menos qualidade de vida, menos circulação de recursos no país. E, lógico, mais dinheiro para a empresa onde ele trabalha mandar para o exterior.
Boa troca para as grandes empresas e a classe alta.
Péssima troca para a classe média, baixa e o Brasil.

Conversa 3:

Encontrei também, em uma festa, uma pessoa muito ligada a um deputado federal do PSDB.
Basicamente ele disse:
- o Serra queria o fim da CPMF, por isto todos os deputados federais do PSDB votaram contra.
- o objetivo era tirar dinheiro do Lula, que poderia ser o grande eleitor de 2010 se tivesse todo o dinheiro da CPMF.
Não é novidade a política partidária suplantar os interesses do país. Infelizmente todos fazem isto.

Conversa 4

Leio no jornal que o Serra encontrou com a cúpula dos Demos (DEM) e mostrou como vai administrar SP sem aumento dos impostos. Parecia propaganda eleitoral do governador. Nada sobre ele “vender” o pequeno Rodoanel de SP, recebendo 2 bilhões de reais, que será cobrado dos consumidores através dos pedágios mais caros por 20 anos. Se a classe média e a alta não se importam de pagar... desde que vá para o bolso do Serra... (atenção – todos os citados até aqui são ardorosos defensores do governador).
Foi então que eu li no Blog Brasil Brasil ( http://nogueirajr. blogspot. com/ ) um texto que falava sobre o AUMENTO DE ICMS DO LEITE EM SÃO PAULO.
Eu pensei, ainda bem que não sou daqueles que se informam somente com os jornais conservadores.
Liguei para meu amigo do mercado financeiro e combinei de mandar para ele as duas notícias.
Subir alíquota do leite de 7% para 18% é um aumento e tanto. São Paulo “importa” de outros estados a imensa maioria do leite que consome e é este leite que está tendo tem a alíquota do IMPOSTO AUMENTADO.
Meu amigo ficou decepcionado.
Eu disse:
- você acha que é por acaso que o Brasil tem uma das piores distribuições de renda do planeta? São escolhas como estas que produzem e perpetuam o Brasil que temos hoje.
Este é o Brasil que o Serra quer ajudar a perpetuar: aumento do imposto sobre o leite, uma rodovia que é paga três vezes (1) e menos recursos para a saúde.

(1) o rodoanel, uma estrada de menos de 50 Kilômetros, está sendo concedida à iniciativa privada. O contribuinte paulista pagou para construí-la (um preço absurdo de vários BILHOES). Vai pagar pedágio e junto, aumentando o preço do pedágio, vai ter que pagar os 2 bilhões em dinheiro que o Serra está exigindo de quem ganhar a concorrência. Realmente o cara é um ótimo administrador. .. rsrsrs ... ele pinta e borda e seu curral eleitoral só aplaude enquanto seu dinheiro some.




BLOG DO CHICÃO
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Comentário E & P

E a ineficiência do serra, como no caso do Hospital das Clínicas que pegou fogo três vezes é debitada como sabotagem. Se há sabotador ele está instalado no Palácio Bandeirantes, por não ter investido na saúde de São Paulo como deveria. Se o Serra não tivesse o Partido da Imprensa Golpista na sua base aliada, já estaria desmascarado como um governador ineficiente. O Metrô de São Paulo, então tido como dos mais eficientes do mundo entrou em colapso cinco vezes num mês. Isso sem falar da tragédia da futura estação Pinheiros na linha 4, que passados mais de um ano o governador tucano não se manifestou ainda e nenhum repórter tem a ousadia de perguntar para o Serra o que de fato houve nessa tragédia. Com certeza o repórter seria sumariamente demitido, como nos regimes mais ditatoriais do mundo, mas o povo paulista teria uma resposta desse que governa o Estado.

A FOLHA DE SÃO PAULO E A CIÊNCIA

O editorial da Folha de São Paulo, de 20 de janeiro me demonstra como as coisas mudaram na área de jornalismo nos últimos anos.

Nos tempos em que eu exercia a profissão, o editorial abordava os assuntos mais candentes e polêmicos. De maior interesse.

Uma das funções do editorial era a de dar ao leitor uma prévia, uma promessa de que encontraria conteúdos de relevância nas demais matérias.

A capa chamava a atenção, conquistava a aquisição. E o editorial complementava, provocava a leitura.

As coisas mudaram... Mas quem sou para afirmar se para melhor ou pior? Apenas analiso, depois do editorial, o que, alguém talvez tenha encontrado de interessante nesse editorial do jornal de ainda maior circulação entre os paulistanos.

Criacionismo, não, editorial da “Folha de SP”

Graves e complexos problemas não faltam à ministra Marina Silva, em suas atividades na pasta do Meio Ambiente. Como se estes não bastassem, sua participação no 3º Simpósio sobre Criacionismo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, veio a colocá-la em dificuldades de outro tipo, diante das quais o cargo que ocupa no Estado brasileiro recomenda cautela que não soube observar.

Em palestra intitulada "Meio Ambiente e Cristianismo", Marina Silva valeu-se de sua formação evangélica para transpor em chave religiosa o tema da preservação dos recursos do planeta.

Nada que inspirasse maiores reparos, portanto -assim como não se discute o direito de um ministro professar, pessoalmente, qualquer tipo de crença ou descrença religiosa.

Os adeptos do criacionismo, entretanto, não se contentam com pouco -e depois da conferência a ministra foi instada, em entrevista, a dar sua opinião sobre o ensino das teorias antidarwinistas. Num estilo próximo ao dos neoconservadores americanos, considerou que "as duas visões" devem ser oferecidas aos alunos, para que "decidam" por si mesmos.

Sob uma aparência de equanimidade, a tese faz parte de uma investida anticientífica que, com firmeza, cumpre repudiar. Pode-se, é claro, sustentar que a fé pessoal é compatível com o espírito científico; que religião e ciência não se opõem.

Talvez não se oponham, mas certamente não se misturam. E é isto o que o criacionismo tenta fazer, sem base comprovada, e com um aparato de falácias que um estudante médio, no Brasil ou em qualquer parte do mundo, não tem condições de identificar.

Que a religião fique onde está, e não se faça de ciência: eis uma exigência, afinal modesta, mas inegociável, da modernidade.
(Folha de SP, 20/1)


Cá pra nós, que azar o da Folha, não?

Os caras torcendo para que a Ministra do governo que não interessa aos interesses econômicos defendidos pela Folha, declare que apenas se deva ensinar pela tese do criacionismo -- como era feito em muitas escolas na época da ditadura militar que interessava aos interesses da Folha (e por isso mesmo nunca reclamaram contra) -- e a chata da Ministra do governo que não interessa aos interesses da Folha, vai lá e sugere que se faça como se faz nos país mais livres, cultos, e avançados: oferecer aos alunos as duas visões, para que decidam por si mesmos.

Assim se faz na França, na Alemanha, no Japão, na Itália, na Suécia, Suíça e, após a ditadura do PCzão Soviético, até na Rússia.

Mas como o governo de quem a Marina Silva é ministra não interessa aos interesses da Folha de São Paulo, teve de acabar se revelando tão intolerante e anti-democrática quanto aqueles a quem ela chama de "neoconservadores americanos".

E chama errado. Chama errado porque os conservadores americanos não são "neos" coisíssima alguma. São aqueles mesmos conservadores que a Folha de São Paulo sempre defendeu. Aqueles mesmos que apoiaram as ditaduras do cone-sul que impunham a teoria do criacionismo em muitas das escolas de Brasil, Chile, Uruguai e Argentina, mas recebiam elogios da Folha de São Paulo por defenderem os interesses que interessam aos que ela representa.

Mas já que a Folha fez esse nó para dar alguma significância a uma declaração que, em qualquer país democrático, seria considerada o mínimo a se esperar de uma autoridade pública, por certo terá noticiado também que ainda há poucos semanas a Ministra Marina Silva foi apontada pela ONU como uma das 50 personalidades mundiais que oferecem esperança à continuidade da vida no planeta.

Isso de fato interessa à ciência, conforme notou uma das mais importantes publicações inglesas, em matéria que escolheu as 3 mais destacadas dessas 50 personalidades, para ilustrar a capa da edição. Uma das três, exatamente a Ministra Marina Silva.

Agora, se a Folha não deu a devida importância a esse fato, e só publica desimportâncias num contorcionismo para arrumar onde criticar o governo, por lógica e alguma ciência podemos tirar certas conclusões:

1- A Folha de São Paulo não tem jornalistas competentes para criticar o que por ventura seja criticável no governo que não interessa aos seus interesses, elaborando comentários que possam ser, de fato, interessantes ao leitor que não quer jogar dinheiro fora pra ler desimportâncias.

2- Se não isso e os jornalistas da Folha de São Paulo são competentes, o que ocorre é que não há nada de fato criticável no governo que não interessa aos interesses da Folha de São Paulo.

3- Considerando que a Folha de São Paulo sempre apoiou os governos que defendiam interesses contrários aos do país e de seu povo; todo governo que a Folha de São Paulo não apoie ou critique será um governo que interesse aos interesses, de fato, dos eventuais leitores da Folha, ainda que não tenham conseguido tomar ciência para perceberem os fatos que só são noticiados pela imprensa internacional

4- Se a Folha sempre defendeu os governos que governaram contra os interesses do país e de sua população, os interesses da Folha de São Paulo não são os mesmos de seus leitores (isso explicaria a enorme queda de leitores que tirou o diário da liderança em vendas, já há dois ou três anos consecutivos?).

5- Ou a gente perde tempo e joga dinheiro fora com os interesses da Folha que não nos interessam em nada, ou a gente aprende inglês, francês, espanhol, italiano ou alemão para poder ler alguma coisa interessante sobre nosso país, inclusive sobre a preservação da Amazônia e muitas áreas florestais que muito interessam ao futuro do mundo, seja qual for a teoria de sua criação que se acredite: evolucionismo ou criacionismo.

Mas aos interesses da Folha e dos a quem ela representa e sempre representou, é claro que isso de preservação nunca interessou mesmo.


Raul Longo
Pouso da Poesia
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
pousopoesia@ig.com.br
Ponta do Sambaqui, 2886
88051-001 - Floripa/SC
Tel: (048) 3335-0047

COMENTÁRIO E&P

A Folha apoiou o golpe de estado de 1964 e pior, não contente com fim da democracia no país, cedeu os carros da empresa para que a ditadura pudesse prender, torturar e matar presos políticos brasileiros. Por causa da opção da Folha, da Globo e do Estadão milhares de brasileiros foram presos, torturados e mortos. Atualmente, a folha faz parte da executiva do Partido da Imprensa Golpista. O gene golpista está no DNA da imprensa brasileira. A Folha se transformou num diário oficioso dos tucanos, especialmente do Serra.Não é à toa que o jornal perdeu credibilidade e presta um desserviço ao país. ,

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Assista o vídeo do PAC

PT - Partido dos Trabalhadores - Vídeos

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A crise e a esquerda que aprende com a história

Se, hoje, estamos mais preparados para uma provável desaceleração da economia mundial, temos o mais categórico desmentido dos que afirmavam que a economia brasileira não desandava por conta, apenas, de um cenário internacional favorável.

Gilson Caroni Filho

Ainda é cedo para avaliar com precisão quais os reflexos que a crise financeira internacional poderá ter no Brasil. Permanece a tensão nas bolsas de valores de todo o mundo, causada pelo medo de uma recessão nos Estados Unidos e os conhecidos consultores e jornalistas especializados já dão o ar de sua graça. Lembram, como faz o economista Caio Megale, em artigo para a Folha de S.Paulo que “deixamos para trás reformas importantes, como a tributária e a da previdência, cujos frutos fazem falta nestes momentos". Será que o maior feito do governo Lula não foi exatamente o de estabelecer fundamentos para um crescimento sólido sustentável? O que legitima quem pretende deitar cátedra sobre como conduzir a economia se eles são os mesmos que foram a nocaute nas crises dos anos 1990?

Se por um lado continuamos não subscrevendo críticas supostamente radicais, repletas de purismos inconseqüentes, aos rumos da política econômica adotada, por outro não podemos escutar calados os que pregam o velho receituário que levou o país à lona entre 1994 e 2002. Reafirmamos a necessidade de uma reforma fiscal e do controle efetivo do processo inflacionário. Mas perguntamos se há ambiente político para estabelecer, como destacou em artigo publicado no Globo, o ex-ministro Antônio Palloci, "uma agenda de reformas de interesses do país"? Como pactuar com uma oposição que aposta no "quanto pior, melhor?".

Nunca esqueçamos o sucateamento na estrutura produtiva feita pela opção subalterna do governo anterior e a conseqüente redução da margem de manobra da equipe econômica no primeiro mandato do presidente petista. Muito menos o enfraquecimento do Estado Nacional levado a cabo em sintonia com a globalização neoliberal pode ser perdido de vista. Nossa postura está longe da resignação. De vislumbrar, no cenário criado pelos centros hegemônicos de poder, uma inevitabilidade natural à qual só resta uma adesão "inteligente". Justo agora quando o epicentro da crise está na sede da “racionalidade neoliberal”. É no fio da navalha, nos interstícios da ação política, que o soberano submete a fortuna à virtù. É hora de reafirmar os acertos das opções. Sem qualquer receio de críticas à esquerda ou à direita.

Lembrar, por exemplo, que pouco tempo após a primeira eleição de Lula, nos nove primeiros meses de 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,3%, o melhor resultado desde 95. Houve aumento de investimentos e vários setores começaram a reduzir a capacidade ociosa. A equipe econômica soube aproveitar a desvalorização do dólar e captar US$ 500 milhões, através de bônus com vencimento em 2014 e juros extremamente favoráveis. Não era isso o que esperavam os profetas do caos.

A forte queda no risco-Brasil, essa ficção do capital especulativo, para 412 pontos foi motivo de elogios em telejornais e conhecidas colunas de economia. À época, a mídia apostava na continuidade da política macroeconômica tucana. Estávamos, segundo os bravos colunistas, no caminho certo, no cumprimento com louvor dos fundamentos macroeconômicos da gestão anterior. Era a aurora de uma ilusão que, desfeita, se transformaria no mais explícito ódio de classe impresso em numerosas páginas da imprensa.

Vivíamos a era pallociana. Buscava-se estabilidade frente a um colossal endividamento deixado por FHC. A margem para erros era mínima. Não era o que pensavam bons nomes da academia. A professora Maryse Farhi, do Instituto de Economia da Unicamp, em artigo publicado na revista Carta Capital, afirmou que: "o regime de metas de inflação constitui um dos mais importantes obstáculos ao crescimento econômico sustentado no Brasil. Foi adotado após a crise cambial de 1999 e a passagem para o regime de câmbio flutuante". O que soava óbvio para uma estudiosa do cenário econômico brasileiro podia comportar algum equívoco? Quem não se lembra dos que afirmavam que o núcleo do duro do governo petista operava no imediatismo do micro para dele inferir o macro?

Quando o Banco Central anunciou que o Tesouro Nacional captaria US$ 2,352 bilhões no mercado de câmbio para os pagamentos externos no próximo semestre, muita bobagem foi dita. Houve quem afirmasse, naquele já distante 2004, que quando um governo de centro-esquerda anuncia sua persistência em um rumo e o mundo do capital festeja, sob intensos protestos da classe trabalhadora, algo de sólido se desmanchou no ar. A intensidade do protesto, como se viu, era mais uma quimera do que um fato. E se desmanchou na concretude da história.

A pauta dos “progressistas desconsolados" comportava alguns pontos recorrentes: o “crescente aparelhamento do PT”, “a interdição do debate econômico” e a “cumplicidade da mídia conservadora” como sinalizações de chegada perigosa ao ponto de não-retorno. Os movimentos sociais, ainda mantendo apoio ao governo, se ressentiam da ausência de interlocução com setores oficiais. Os mesmos que se mostravam tão solícitos às ponderações de organismos multilaterais de crédito. "Davos venceu Porto Alegre" virou bordão de botequim socialista. Quem se esquece disso?

Acusava-se o governo de exaltar a tendência monetarista da equipe econômica e execrar projetos como os do professor Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES. Houve quem apostasse que, a persistir nesse trajeto, a carruagem petista teria perdido a hora da inflexão e pavimentado o caminho de volta do tucanato ao poder. O desmentido veio nas urnas, em 2006.

Se,hoje, estamos mais preparados para uma provável desaceleração da economia mundial, temos o mais categórico desmentido dos que afirmavam que a economia brasileira não desandava por conta, apenas, de um cenário internacional favorável. Contas externas relativamente confortáveis, nível de endividamento cadente, reservas na casa de US$180 bilhões e crescimento em ritmo forte, com peso considerável no mercado interno, reduz consideravelmente nossa dependência externa. Claro que não estamos imunes a uma crise internacional, mas bem distantes do endividamento e do déficit em contas correntes que marcaram o governo FHC.

Ser de esquerda comporta várias definições, mas, à luz do que vivemos nas últimas décadas, talvez a mais preciosa seja a que define como esquerdista quem é capaz de compreender a complexidade do momento. Quem não confunde análise de conjuntura com elaboração de quadros oníricos. Aprender com a história é a herança bendita que Lula deixa para as futuras gerações progressistas.

P.S: “No índice de mortalidade inferior a cinco anos, o avanço foi ainda maior, de 57 por 1 mil nascidos vivos em 1990 para 20 por 1 mil nascidos vivos em 2006. Com isso, o Brasil passou de 86º para 113º lugar no ranking da mortalidade na infância (os primeiros lugares são ocupados pela mortalidade mais elevada) num total de 194 países. Os dados são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 - Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira pela Unicef, agência das Nações Unidas para a infância, e referem-se a mortes de crianças com menos de um ano. "O Brasil avançou mais do que a média mundial, o grande problema é a disparidade tanto entre as diferentes regiões como grupos étnicos", afirmou a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. "O Brasil está no caminho certo, mas não saiu do túnel ainda", disse ela”. (Fonte:BBC) Os que sobreviveram agradecem, em grande parte, à esquerda que soube se atualizar.





Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.

terça-feira, janeiro 22, 2008

O PAC NÃO EMPACOU

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 890

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.



. A Ministra Dilma Rousseff anunciou que 86% das obras do PAC caminham normalmente.

. 12% merecem atenção.

. E 2% têm um ritmo que preocupa.

. Das 27 obras que precisam de aprovação do Congresso, 18 já foram aprovadas.

. Neste fim de semana O Globo, o Estadão e a Folha decretaram o fim do PAC.

PAC: TREM-BALA COMEÇOU A RODAR

A Ministra Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira, dia 22, que o projeto do trem-bala Rio-São Paulo-Campinas está no PAC e já começou a andar. O presidente da Valec, empresa de estudos ferroviários ligada ao Ministério dos Transportes, Juquinha das Neves, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira que a licitação deve ocorrer até março de 2009 (aguarde o áudio).

“Nesse momento o BNDES está contratando uma empresa de consultoria para fazer uma análise da viabilidade econômica e também verificar toda a parte do projeto em si. A previsão é que até novembro todo esse conjunto de esforços esteja pronto para que a obra seja licitada, no mais tardar, no mês de março do ano que vem”, disse Juquinha das Neves.

Segundo Juquinha das Neves, o objetivo é concluir a obra do trem-bala até 2014, ano em que o Brasil será a sede a Copa do Mundo de futebol. Juquinha das Neves disse também que o trem-bala fará o percurso entre São Paulo e Rio de Janeiro em 1 hora e 25 minutos.

Leia a íntegra da entrevista com Juquinha das Neves:

Paulo Henrique Amorim – Eu acabei de ouvir a ministra Dilma Rousseff dizendo que o projeto do trem-bala Rio, São Paulo, Campinas já começou, já está andando. Em que pé está o projeto?

Juquinha das Neves – Nesse momento o BNDES está contratando uma empresa de consultoria para fazer uma analise da viabilidade econômica e verificar também todas as faixas do projeto em si. A previsão é de que até novembro todo esse conjunto de esforços esteja pronto e que a obra seja licitada no mais tardar até o mês de março do ano que vem. E isso está no PAC.

Paulo Henrique Amorim – Em março de 2009 vamos ter licitação para o trem-bala.

Juquinha das Neves – E, importante, incluindo o trecho Campinas.

Paulo Henrique Amorim – Isso, ela mencionou, é Rio, São Paulo e Campinas.

Juquinha das Neves – Exatamente.

Paulo Henrique Amorim – Pergunta: se for licitado em março de 2009, quando é que eu vou poder ir ao Rio de trem-bala?

Juquinha das Neves – Nós vamos realizar todos os esforços para construir até 2014, para a Copa do Mundo. Então vai ter que analisar a nova concepção do projeto, diminuir túneis e coisas desse tipo. Deixar algumas obras de arte de tal forma que a obra possa ser concluída nesse tempo. Deverá almejar esse tempo.

Paulo Henrique Amorim – Quanto tempo vai levar uma viagem do Rio a São Paulo?

Juquinha das Neves – Uma hora e vinte e cinco minutos.

Paulo Henrique Amorim – Uma hora e vinte e cinco minutos.

Essa praga mata

Pior do que sauvas

Ah se o PIG não existisse

Apaguem o que escrevu

Por falar em apagão

Nelson Rodrigues gostava de ser chamado de “flor de obsessão”. Ele se reconhecia como um obcecado. Algumas pessoas são mesmo obcecadas. Por exemplo, o senador demo de Pernambuco José Jorge é obcecado por apagão. Quando ministro das Minas e Energia no governo FHC produziu o maior apagão da história. Nunca antes na história deste pais...você sabe. Teve seu mérito reconhecido e virou vice, na chapa de Alckmin, para tentar vencer o presidente Lula, na campanha de 2006. Deu-se o novo apagão, dessa vez de votos. Pela primeira vez um candidato conseguiu no segundo turno menos votos do que no primeiro. De novo caberia um “Nunca antes na história deste país”... Mas, peraí, não acabou. O demo-governador de Brasília, José Arruda, resolveu mostrar ao Brasil como é o choque de gestão dos demos. Quem ele colocou na presidência da Companhia Energética de Brasília (CEB)? O ministro do apagão, vice da candidatura apagada, demo-senador José Jorge. Resultado:

Aneel multa Companhia Energética de Brasília (CEB) em R$ 4,8 milhões por causa dos apagões em Brasília
Você, leitor perspicaz, minha sagaz leitora, leu a demo-notícia em algum lugar de nossa grande imprensa? O Jornal Nacional trombeteou mais um demo-feito do demo-senador? Nada. Olha que a notícia não é nova. Está no portal G1 desde 17 de janeiro. Na página, há até o vídeo de uma reportagem do regional da Globo em Brasília, o DFTV. Nele, o ministro do apagão, vice da candidatura apagada e agora presidente do apagão de Brasília é identificado apenas como presidente da CEB. Nenhuma relação com seu partido ou com seu passado. No texto escrito, idem. Ele é simplesmente o José Jorge, para que você não ligue a luz que não liga aos famosos choques de gestão demo-tucanos.

Do Desabafo País

Apadrinhado de Tasso condenado por rombo de 7,5 bilhões no BNB

O ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Byron Queiroz, aliado do ex-presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, foi condenado a 13 anos de reclusão, além de multa, por ter fraudado a contabilidade do banco, rolado dívidas não pagas e liberado novos empréstimos para estas empresas. Entre os principais beneficiários do esquema montado por Byron, que deixou um rombo de quase R$ 7,5 bilhões (em valores não atualizados) no BNB, estão empresas do grupo Jereissati e da família do líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia.

A sentença foi proferida pelo juiz da 12ª Vara Federal, José Donato de Araújo Neto. Além de Byron, que presidiu o banco entre 1995 e 2003, outros cinco diretores do BNB também foram condenados pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição e falsificação de vários balanços do banco. Foram isentos apenas da pena por formação de quadrilha.

As ilegalidades de Byron vierem à tona através de uma auditoria do Tribunal de Contas da União e foram investigadas, superficialmente, pela CPI criada na Câmara dos Deputados para apurar desvios nos recursos do Finor (Fundo de Investimentos do Nordeste), operados pelo BNB.

Byron montou uma engenharia no banco para perdoar dívidas, refinanciar e conceder novos empréstimos para empresários amigos que não pagavam o banco há anos. A maioria das negociações era implementada com a posição contrária do Comitê de Avaliação de Crédito da Direção – COMAC. Após realizar as operações, os empréstimos e refinanciamentos eram apontados no balanço como créditos a receber e não créditos duvidosos.

Esse é o caso da empresa Mossoró Agroindustrial S.A (MAISA), de propriedade do senador José Agripino Maia (DEM). Agripino recebeu recursos do BNB e não pagou. A dívida total do senador ainda é um mistério, pois nunca houve uma investigação séria sobre o assunto. Alguns números citados na imprensa apontam para a cifra de R$ 50 milhões em valores atualizados. Até 1999, a MAISA devia R$ 4.266.853,27. Agripino reconhece um débito de apenas R$ 2 milhões e o contesta na Justiça.

No entanto, a questão mais grave foi levantada por uma auditoria do TCU, que afirma que vários órgãos do banco foram contrários às operações de refinanciamento e novos empréstimo para a empresa de Agripino em virtude do “elevado nível de endividamento do grupo junto ao BNB e o fato de que, em passado recente, os interesses do BNB estiveram abalados por descumprimento por parte do grupo EIT (integrante do grupo MAISA) em não honrar compromissos contratuais pactuados, fato, inclusive, que resultou no impedimento do cliente”.

Não é só este líder da oposição que está enrolado com Byron. O TCU contesta também uma operação de empréstimo efetuada para empresa Refrescos Cearenses S.A, de propriedade de Tasso Jereissati, que estaria acima dos limites possíveis do banco. Tasso também está ligado, mesmo que indiretamente, a outras intervenções.

Um delas, levantada pelo TCU e denunciada pela revista “IstoÉ”, envolve a Fiotex Industrial S/A indústria de fios de algodão de Fortaleza, que Byron chegou a ser consultor. A Fiotex devia R$ 5,1 milhões e mesmo sem pagar um centavo foi agraciada com uma bolada de US$ 3 milhões. Pouco tempo depois, sem consultar a direção do banco, a Fiotex recebeu mais R$ 2,5 milhões para capital de giro. Até 2002, tal empresa devia R$ 45 milhões ao banco. A Fiotex pertence a Francisco de Assis Machado Neto, suplente do senador Jereissati.

Byron gostava mesmo de Tasso. Era fiel e agradecido pelos cargos que conseguiu no governo do Ceará e no próprio BNB. Pode ser mera coincidência, mas isso pode ter incentivado o ex-presidente do banco a perdoar uma dívida de uma empresa do grupo Edson Queiroz, a Monteiro Refrigerantes S/A, cuja maior acionista é a sogra do senador tucano. Segundo a “IstoÉ”, a dívida da empresa com o BNB era de R$ 19,9 milhões. “Desse total, mais de R$ 17 milhões era dinheiro público do FNE. Em setembro de 1997, sob uma forte pressão de Byron, a dívida foi dada como quitada depois de uma estranha negociação entre devedor e instituição financeira. A empresa pagou, apenas, R$ 3,9 milhões. O perdão da maior parte da dívida não teve pareceres técnicos nem foi submetido aos advogados do banco”, afirma a revista. “A amizade de Byron com o Grupo Edson Queiroz também levou o presidente do BNB a perdoar uma dívida de R$ 3 milhões da empresa Luna Aqüicultura Ltda., que pertence ao ex-deputado”.

Carga tributária

CARGA TRIBUTÁRIA PARA OS QUE ACOSTUMARAM AS MANDIBULAS MASTIGAR CAPIM E TEM SAUDADES DE FHC
Carga tributária (em relação ao PIB - %):

ffhh

1994-28,61
1995-28,47
1996-28,06
1997-27,81
1998-29,74
1999-31,77
2000-32,48
2001-34,01
2002-35,61 O crescimento foi de 7%! E esse é o maior índice do período.

Lula

2003-34,92 Queda em relação ao ano anterior. Depois de 5 anos de aumento...
2004-35,88
2005 - 33,3% caiu bastante, em relação a 2004,
2006- 34,2% Queda e quase 1% quanto ao índice de 2003...

Bom agora analisemos essa dica do Zé Dirceu.

Os mais insistentes e duros críticos do aumento das despesas da União, a maioria na oposição representada pelo PSDB, PFL/DEM e aliados seus da direita, são os principais responsáveis por essa elevação.
Ao contrário do que afirmam diariamente, esse crescimento não decorre de gastos sociais e com pessoal, ampliados na administração Lula, mas sim, em função das despesas com o pagamento dos juros e encargos da dívida pública, multiplicada por sete no período de 8 anos em que eles integraram os dois governos tucanos de Fernando Henrique Cardoso, anteriores à chegada do PT ao poder.
A comprovação está em estudo de Ronaldo Coutinho Garcia, sociólogo e técnico de planejamento do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. No trabalho, ele mostra que a dívida pública federal, remunerada com as mais altas taxas de juros do planeta, gera pressão pelo aumento da carga tributária, dificulta os investimentos públicos e exige superávits primários elevados.
Destaca, no entanto, que os gastos públicos cresceram nos últimos tempos exatamente para beneficiar a enorme massa de brasileiros que até recentemente desconhecia a presença do Estado, os seus mecanismos de proteção e os seus serviços em prol da cidadania.
Este aumento de despesas públicas, conclui o sociólogo, também, incentiva as economias dos pequenos municípios espalhados pelo país, amplia o mercado para bens de consumo, gera empregos e impostos e retira milhares de pessoas da marginalidade.
Confira a íntegra do estudo no site do IPEA .

Do República Vermelha

sexta-feira, dezembro 21, 2007

BOAS FESTAS

Ao longo do ano foram muitas as lutas e as vitórias. O país está caminhando para um ciclo virtuoso do crescimento econômico. Pela primeira vez na história o país cresce com distribuição de renda, acelerado processo de ascensão social, inflação controlada, balanço de pagamento equilibrado, aumento do investimento, da renda, do emprego e das esperanças do povo brasileiro. O país está caminhando firmemente para um projeto de nação, soberana, democrática e mais justa. Dessa forma, fica aqui os votos de que em 2008 continuamos avançando. É uma longa caminhada em que os inimigos estão à espreita. Eles não querem um país soberano nem desenvolvido. Se contentam com um país subdesenvolvido, violento e com forte concentração de renda e de poder, desde que seus privilégios sejam mantidos. Representam o pensamento do atraso. Atualmente está bem claro quem está agindo contra o povo brasileiro, que destaco boa parte da mídia, constituindo o chamado Partido da Imprensa Golpista. Esses mesmos que falam em democracia, mas participaram do golpe de estado de 1964. Junto com eles estão os demos, que foram arena, pds e pfl e os tucanos. Querem constinuar a descontrução da nação brasileira que fizeram no período 1995-2002. Quando governaram o país houve aumento do desemprego, da miséria e da violência. É uma forma de fazer política necrofila, em que o povo paga um fardo pesado, enquanto eles se divertem. Felizmente o povo brasileiro quer política biofilas, com alegria, distribuição de renda e de felicidade. É com esse povo que vamos construir um país de fato para TODOS. Em 2008 estaremos TODOS na construção dessa nação. É isso Companheiros, BOAS FESTAS e recarreguem as baterias, pois temos lutas pela frente.
Evaristo

Deixa o Homem trabalhar

Em café-da-manhã com jornalistas, realizado ontem no segundo andar do Palácio do Planalto, Lula declarou que senadores derrubaram o imposto do cheque em tentativa de prejudicar seu governo e tirar dele força para eleger o sucessor.

“Alguns acharam que o Presidente ia ficar muito forte e fazer o sucessor em 2010. Acho isso uma pobreza de espírito. Me dá pena.” O Presidente chegou às 9h30 para o desjejum jornalístico, acompanhado do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins.

Em cerca de uma hora e meia de conversa, esbanjou otimismo. Apostou, por exemplo, que a economia brasileira crescerá pelo menos 5% neste ano. Para 2008, previu 6,5%, numa escalada que não seria interrompida até 2010. O Presidente citou dados para amparar o discurso. Caso da criação de dois milhões de empregos com carteira assinada em 2007. “Aqueles que torceram para que o país desse errado estão amargando agora o dissabor de as coisas estarem acontecendo.”

Lula garantiu não estar “nervoso” com o fim da CPMF, fonte de uma receita anual estimada em R$ 40 bilhões. Afirmou ter “ojeriza” a pacotes e recusou responder se haverá aumento de tributos no próximo ano. Segundo o presidente, o único motivo de preocupação hoje é a turbulência no mercado financeiro internacional, devido à crise no setor imobiliário dos Estados Unidos. Por isso, escalou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para acompanhar diariamente o caso.

Lula não quer ser surpreendido por notícias negativas. Torce para que os prejuízos econômicos não cheguem ao Brasil. Mantega, por sinal, foi agraciado ontem pela primeira vez com uma manifestação pública de apoio do presidente desde a queda da CPMF. “Ele fica. O Mantega é um companheiro de mais de 30 anos, da mais alta competência, qualificação e credibilidade.” Titular da Cultura, Gilberto Gil também foi afagado. Não à toa. Em jantar que entrou pela madrugada de ontem, o presidente acertou a permanência do ministro na equipe.

“O Gil é uma pessoa leve. Com ele, não tem tempo ruim.” Indicado pela bancada do PMDB do Senado para ministro de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (MA) não teve a mesma sorte. Lula deu a entender que o parlamentar não assumirá o posto. “Você que vai indicar? Me surpreendo de onde vêm essas notícias.” Os assuntos polêmicos não foram capazes de tirar o bom humor do presidente, demonstrado em diversas ocasiões.

“Piripaque”

Lula arrancou gargalhadas ao lembrar do desmaio do ministro da Justiça, Tarso Genro, durante solenidade na Bolívia. “Achei que ele tivesse morrido. Eu mesmo dormi com a porta aberta e a luz acesa naquela noite”, declarou, reconhecendo o medo de ter um “piripaque”. Em tom de brincadeira, afirmou que os festejos de fim de ano tornarão inútil o regime realizado ao longo do ano.

Reclamou ainda do fato de Presidente não ter direito a férias. Nada que o impeça de planejar uma folga de quatro dias em janeiro. O paradeiro é mantido em segredo. Lula se disse feliz. “O meu grande sonho, ao deixar a Presidência em 2010, é que o Brasil esteja infinitamente melhor do que o país que herdei.” A seguir os principais trechos da conversa, que não pôde ser gravada nem anotada pelos jornalistas, conforme determinação da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Alguns acharam que o Presidente ia ficar muito forte e fazer o sucessor em 2010. Acho isso uma pobreza de espírito. Me dá pena

quinta-feira, dezembro 20, 2007

IBGE: EMPREGO FORMAL BATE RECORDE

A pesquisa mensal de emprego do IBGE mostra que o emprego com carteira assinada bateu recorde no Brasil no mês de novembro. 43,4% da população ocupada das seis regiões metropolitanas pesquisadas têm emprego formal.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta quinta-feira, dia 20, que o número de pessoas que trabalham com carteira assinada no Brasil cresceu 8,2% em novembro deste ano, em relação a novembro de 2006 (clique aqui para ouvir o áudio).

Segundo Azeredo, 709 mil pessoas conseguiram um emprego com carteira assinada entre novembro de 2006 e novembro deste ano. "Isso é um recorde: 43,4% da população ocupada trabalhando com carteira de trabalho assinada", disse Azeredo.

Em relação a outubro deste ano, o emprego com carteira assinada subiu 1,5%. Isso significa que são mais 137 mil pessoas que conseguiram emprego entre outubro e novembro deste ano.

A pesquisa do IBGE mostra também uma melhora na renda do trabalhador brasileiro, que cresceu, na média, 3% entre janeiro e novembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2006. Em relação a outubro deste ano, o rendimento do brasileiro cresceu 1,3%. A renda média do trabalhador está hoje em R$ 1.143,60.

Azeredo disse que esse bom momento do mercado de trabalho é reflexo da estabilidade da economia brasileira. "Tudo o que se vê no mercado de trabalho é conseqüência do cenário econômico. Se você tem um cenário econômico desfavorável, isso vai refletir no mercado de trabalho... Mais firmemente em 2007 o mercado de trabalho se recupera porque o cenário econômico é favorável", disse Azeredo.

Leia a íntegra da entrevista com Cimar Azeredo:

Conversa Afiada – Quais foram os níveis de emprego e desemprego que o IBGE apontou na pesquisa em novembro?

Cimar Azeredo – A pesquisa mensal de emprego do IBGE mostrou um recorde esse mês. A taxa de desocupação chegou a 8,2% da população economicamente ativa. Essa é a menor taxa da série com a seguinte característica, foi a primeira vez que nós mês de novembro nós descemos da marca de 2 milhões, a população desocupada foi estimada em 1 milhão e 922 mil. O normal é sempre acima de 2 milhões. Então, para o mês de novembro, é a primeira vez que o número de desocupados caiu a menos de 2 milhões.

Conversa Afiada – Pela primeira vez no mês de novembro?

Cimar Azeredo – Exatamente, pela primeira vez no mês de novembro o contingente de desocupados ficou abaixo dos 2 milhões. Não bastasse uma taxa de desocupação recorde, ou seja, a mais baixa, um nível de desocupação abaixo dos 2 milhões, você tem aí o emprego com carteira que, em relação ao mês passado, subiu 1,5%, isso significa que são mais 137 mil pessoas, em um mês, em seis regiões metropolitanas do Brasil investigadas pela pesquisa mensal de emprego do IBGE, trabalhando com carteira de trabalho assinada. No ano esse número chegou a 8,2%, isso significa mais 709 mil pessoas trabalhando com carteira de trabalho assinada. Qual é a conseqüência disso? Você tem aí 43,4% da população nessas regiões metropolitanas que trabalha, trabalha com carteira de trabalho assinada, isso é um recorde, 43,4% da população ocupada trabalhado com carteira de trabalho assinada, é outro recorde que a pesquisa mensal de emprego apontou esse mês.

Conversa Afiada – 43,4% da população economicamente ativa trabalham com carteira assinada. Isso teve algum crescimento em relação a novembro do ano passado, por exemplo?

Cimar Azeredo – Teve 8,2%. A população ocupada com carteira subiu 8,2% e esse percentual de 43,4% ele deu um salto em relação ao mês passado e é o maior da série, foi o maior índice da série. Em termos de emprego com carteira, essa participação do emprego com carteira na população ocupada foi o maior da série.

Conversa Afiada – Deu um salto de quanto para quanto de outubro a novembro, por exemplo?

Cimar Azeredo – Emprego com carteira no setor privado, em novembro do ano passado estava em 41,5%, passou para 43,4%. O do mês passado eu não tenho esse dado aqui agora, mas eu posso ver para você e depois te passo. Mas, foi um aumento em relação ao mês passado, houve aumento. Em relação a novembro, passou de 41,5% para 43,4%, ou seja, foi um aumento bastante grande.

Conversa Afiada – Senhor Cimar, nós temos aí alguns dados importantes, o desemprego, a taxa de desocupação que é a menor da série (8,2%), pela primeira vez no mês de novembro o número de desempregados ficou abaixo dos 2 milhões e o número de trabalhadores com carteira assinada também bateu um recorde. A que pode se atribuir esse bom momento do emprego?

Cimar Azeredo – Eu vou te responder isso, mas ainda vou te dar mais um recorde que a pesquisa está batendo em termos de aumento no rendimento. A gente já está atingindo aí... nós fizemos uma média rápida do rendimento médio da população ocupada e ele está maior 3% do que foi estimado no ano passado, esses onze meses. Fizemos uma média dos onze meses do rendimento do ano passado e a média dos onze meses do rendimento agora, nós estamos com uma vantagem de 3%. Não atingimos ainda o rendimento de 2002, mas, nos últimos anos, chegamos ao recorde de aumento. No mês o rendimento aumentou 1,3%, está estimado em R$ 1.143,60, o rendimento médio da população ocupada em relação ao ano passado, a novembro do ano passado, o aumento foi de 2,4%. Então, se não bastasse a desocupação, se não bastasse a qualidade de emprego com a carteira de trabalho, o rendimento da população ocupada também aumentando. E a conseqüência disso, tudo o que se vê no mercado de trabalho é conseqüência do cenário econômico. Se você tem um cenário econômico desfavorável, isso vai refletir no mercado de trabalho. Foi o que aconteceu em 2003, passamos por um processo de recessão, o rendimento caiu, a informalidade aumentou e com o passar do tempo, 2004, 2005, 2006 e agora mais firme em 2007, o mercado de trabalho se recupera, visto que o cenário econômico é mais favorável.

Conversa Afiada – Tem um setor que se destaque dentro disso que o senhor está falando.

Cimar Azeredo - Sim, um setor, que é o setor de Outros Serviços e está se destacando agora, principalmente no mês de novembro, quando começa, na verdade o turismo e principalmente no Rio de Janeiro, onde o turismo é forte, então, tem o agrupamento de Outros Serviços. Esse agrupamento ele abarca hospedagem, alimentação, turismo. Então, quando esse agrupamento começa a subir é mostra que o turismo está em alta. No Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a subir 4,3% esse agrupamento. No total das seis, ele tem um avanço de 2,3%. Então, isso mostra que nós temos aí, já para o mês de novembro, um avanço nesse agrupamento com a entrada de turistas na cidade do Rio de Janeiro, em outros estados também isso aparece, mas no Rio é mais forte.

Conversa Afiada – E entre as regiões pesquisadas tem alguma que se destaque?

Cimar Azeredo – São Paulo. São Paulo é uma região que se destaca com a queda forte do desemprego, já tinha caído de outubro para setembro 0,7 ponto percentual, no mês passado deu uma estabilidade e agora voltou a apresentar, não chegou a ser totalmente significativo, mas foi uma queda forte na desocupação com amento no rendimento do mês. É uma das regiões onde, juntamente com o Rio de Janeiro, onde a formalização também subiu mais. Todas as regiões apresentaram quadro bastante favorável, mas Rio de Janeiro e São Paulo... Porto Alegre, também podemos juntar nesse grupo, que foram onde os resultados foram mais fortes, houve mais recordes, digamos assim.

COMENTÁRIO: O Brasil cresce em todos os sentidos. Emprego, renda, consumo, produção e expectativa da população para um país melhor. Ao contrário dos 8 anos de FHC em que só crescia o desemprego, a violência e a desesperança do povo brasileiro. Essa é a diferença de um projeto de nação baseado na distribuição de renda do governo Lula e no projeto neoliberal que doou as empresas estatais para o capital estrangeiro e para os amigos dos tucanos. Como diria a charge de uma revista já extinta "Getúlio criou a era Vargas, FHC criou a era não há vagas". É ISSO.

PROUNI VAI OFERECER 166 MIL BOLSAS EM 2008

O Ministério da Educação divulgou a lista dos pré-selecionados do ProUni (Programa Universidade para Todos). 106 mil estudantes devem ser contemplados com bolsas em universidades particulares no primeiro semestre de 2008. No segundo semestre, a previsão é que sejam oferecidas outras 60 mil bolsas. Isso representa um pequeno crescimento em relação a 2007, quando foram oferecidas 163 mil bolsas.

A coordenadora do ProUni, Paula Mello, disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta quinta-feira, dia 20, que avaliações mostram que os estudantes do ProUni têm desempenho igual ou melhor que os outros estudantes (aguarde o áudio).

"Nós temos já demonstrado um excelente rendimento dos bolsistas do ProUni... Eu acredito que todos esses estudantes têm um diferencial de serem estudantes que acreditam no potencial que têm e precisavam apenas que tivessem uma oportunidade", disse Paula Mello.

Para entrar no ProUni o estudante precisa prestar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Outro critério é que a família desse estudante tenha uma renda per capita máxima de três salários mínimos. O valor da bolsa varia conforme a condição sócio-econômica do estudante.

Clique aqui para acessar o site do ProUni.

Leia a íntegra da entrevista com Paula Mello:

Conversa Afiada – Professora Paulo, são 106 mil vagas para 2008, é isso?

Paula Mello – Sim, para o processo seletivo para as vagas para o primeiro semestre de 2008 nós já estamos na fase de comprovação de informação dos estudantes que foram pré-selecionados agora, com o resultado do dia 19.

Conversa Afiada – Quantas instituições inscritas no programa para 2008?

Paula Mello – Nós temos mais de 1,4 mil instituições que participam do Prouni.

Conversa Afiada – Em relação a 2007, percebendo esses números de 2008, dá para fazer alguma comparação de evolução do programa?

Paula Mello – Sim, nós temos, desde o início do programa, que iniciou-se em 2005, nós já tempos beneficiados 310 mil estudantes. Neste ano de 2007 nós já tivemos dois processos seletivos e nós já estamos no sexto processo seletivo. O programa tem se consolidado, é um programa que inclui os estudantes com um critério de qualidade muito definido, porque a porta de entrada para o Prouni é o ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio. Então, os estudantes concorrem às bolsas de estudos pelas notas que eles obtêm no ENEM.

Conversa Afiada – Dentro disso que a senhora está falando, que tipo de avaliação que se tem do rendimento dos estudantes do Prouni dentro da universidade?

Paula Mello – Nós temos já demonstrado um rendimento dos bolsistas do Prouni. Pro exemplo, no ENADE, que é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, do ano de 2006, nas 14 áreas que foram avaliadas, e que havia bolsistas do programa, em todas essas áreas o desempenho dos estudantes foi igual ou melhor do que dos estudantes pagantes. Existem, por exemplo, áreas como a de Biomedicina em que a diferença de pontos para os estudantes pagantes chegou a nove pontos. Então, realmente, os estudantes do Prouni têm demonstrado um excelente desempenho acadêmico. Um dos critérios para a permanência do bolsista no programa também é que ele tenha um rendimento acadêmico em 75% das disciplinas que ele cursa, em cada semestre. Desde o momento em que o estudante candidata-se à bolsa do Prouni até o momento em que ele permanece do programa, ele tem que demonstrar desempenho acadêmico satisfatório.

Conversa Afiada – Professora, qual outro motivo que a senhora apontaria para esse desempenho igual ou melhor que os outros estudantes, os estudantes do Prouni, além desses que a senhora falou, que precisa ter um bom desempenho para manter a bolsa?

Paula Mello – Eu acredito que todos esses estudantes têm um diferencial de serem estudantes que acreditam no potencial que têm e precisavam apenas que tivessem uma oportunidade para demonstrar essa qualidade. São estudantes que pelo fato de terem uma renda que não é suficiente para que eles ingressem no ensino superior, eles tiveram a oportunidade por esse programa e, a partir disso, conseguem demonstrar o que eles já têm, que é a qualidade, a garra, a perseverança.

Conversa Afiada – E qual a característica social desses estudantes que entram no programa?

Paula Mello – Todos esses estudantes têm uma característica de dedicação, uma qualidade acadêmica muito forte e eles têm demonstrado isso em todos os exames que têm feito e em todas as matérias que têm cursado, tem sido demonstrado isso.

Conversa Afiada – Eu queria saber, na verdade, qual a característica sócio-econômica, a renda...

Paula Mello – O Prouni tem critérios pré-estabelecidos para que os estudantes ingressem no programa. Um dos critérios é ter a renda per capita máxima de três salários mínimos. O programa tem bolsas integrais e bolsas parciais. Para que os estudantes se candidatem às bolsas integrais, eles têm que ter uma renda per capita familiar máxima de um salário mínimo e meio. Para que concorra à Bolsa de 50%, que é a bolsa parcial, no máximo de três salários mínimo. Então, a renda per capita máxima permitida para que se ingresse no programa é de três salários mínimos.

Conversa Afiada – Professora, em relação a 2007, a expectativa é que em 2008 o programa cresça?

Paula Mello – Com certeza. A cada semestre nós temos verificado que há um crescimento na adesão das instituições, a oferta de vagas, então o programa, realmente, é um programa que tem se mostrado a cada dia com um crescimento maior. Nós temos também uma integração desse programa com o programa de financiamento estudantil que é uma parceria para que se ofereça para os estudantes que têm uma bolsa de 50% que ele possa completar esses outros 50% que não são cobertos pela bolsa de estudos com um financiamento para que eles possam permanecer na instituição.

Conversa Afiada – Me diz uma coisa, professora, para encerrar. Em 2007, ao todo, no primeiro e no segundo semestre, a senhora poderia informar quantas bolsas foram oferecidas?

Paula Mello – No primeiro semestre nós tivemos 108 mil bolsas para o primeiro semestre de 2007. E tivemos 55 mil para o segundo semestre de 2007. Então nós temos 163 mil bolsas para 2007. Essas bolsas, 106 mil, que nós ofertamos agora é para o primeiro semestre de 2008.

Conversa Afiada – E isso não dá para saber quanto vai ser no segundo semestre para fazer uma comparação de crescimento?

Paula Mello – Segundo semestre de 2008?

Conversa Afiada – É, há uma previsão?

Paula Mello – Há uma perspectiva de que sejam oferecidas em torno de 60 mil vagas. O segundo semestre, geralmente, é um semestre que o número de bolsas é menor em virtude de muitas instituições não terem vestibular no segundo semestre, então a concentração maior de oferta de bolsas é no primeiro semestre de cada ano.

COMENTÁRIO: Os ditos partidos de "esquerda" são contra o Prouni, assim como os de direita. Eles alegam que o governo está mandando dinheiro para escolas privadas. Não entendem que no curto prazo não é possível criar 166 mil novas vagas em escolas públicas. São contra a democratização do ensino superior, pois esperar ter essa quantidade adicional de vagas pode demorar mais 500 anos.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

PIB do Brasil deve crescer 5% em 2008, diz CNI

Economia brasileira deve crescer 5,2% em 2007, avalia Ipea

A economia brasileira deve crescer 5,2% em 2007, avaliou nesta quarta-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

» PIB do Brasil deve crescer 5% em 2008, diz CNI

A estimativa é maior do que a projeção feita pelo Ipea em setembro, quando o instituto ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão apostava em uma expansão de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano.

De acordo com o boletim de projeções de dezembro, o Ipea também elevou sua estimativa para a inflação de 2007. Pelos novos cálculos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano com alta de 4,3%, acima da projeção anterior, de 4%.

Ainda assim, a nova estimativa do Ipea aponta para uma variação abaixo do centro da meta de inflação fixada pelo governo, de 4,5%.

Isso apesar do PIG (Partido da Imprensa Golpista), dos Marinhos, dos Mesquistas, dos Frias, FHCs, Civitas e todos aqueles que conspiram contra o país. Eles sempre se colocaram contra um projeto de nação do Brasil. Representam interesses alinígenas no país. São contra a construção de uma nação soberana, que dialogue de igual para igual com todos os povos do mundo. São contra quaisquer melhoria de vida do povo brasileiro. Não estão suportando que esse povo graças à política do Presidente Lula está melhorando de vida, ascendendo socialmente, comprando coisas que nunca imaginariam que um dia teriam. Esse povo está levantando a cabeça e olhando o futuro com orgulho e esperança.