Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader, da Redação
12-Dez-2009
Como já se podia prever, a cidade de São Paulo não ofereceu qualquer resistência a mais uma torrente de chuvas que recaiu sobre a cidade nos últimos dias. Alagamentos, deslizamentos, trânsito caótico e, desgraçadamente, muitas vidas perdidas foram a tônica, repetindo de forma cada vez mais agravada uma triste rotina que faz questionar a viabilidade atual da metrópole.
Em entrevista ao Correio da Cidadania, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Ermínia Maricato faz uma aprofundada análise estrutural da cidade, que considera fadada a continuar padecendo das mesmas agruras desses últimos dias. As razões para tal quadro desanimador apontam na direção do poder público, que insiste nas mesmas políticas urbanas, sendo o incentivo ao automóvel a mais comprometedora delas.
Para Ermínia, a situação não permite que sequer vislumbremos uma mudança do quadro, pois os seguidos governos sempre ignoraram, e continuam a fazê-lo, a questão da macrodrenagem da cidade, pavimentando ruas sem que se leve em conta o curso das águas e impermeabilizando mais e mais toda São Paulo. Quanto à ampliação das marginais, considera um descalabro, que só contribuirá para a manutenção da mesma lógica que literalmente afunda a maior cidade do país.
Correio da Cidadania: O que se pode dizer depois de mais uma vez a cidade de SP ter ido abaixo por conta das chuvas? Quais são os determinantes estruturais dessa situação?
Ermínia Maricato: É uma questão sem solução de curto prazo. Acho que a cidade tomou esse rumo tanto pela ocupação descontrolada como pela ação do Estado. Temos a ocupação das marginais com vias rodoviárias e são exatamente o lugar que deveria ser reservado ao espraiamento do rio. Isso foi algo planejado, uma engenharia rodoviarista que jamais pensou no meio ambiente e acabou ocupando o local, tendo sido copiada em tudo quanto é lugar, inclusive por cidades de porte médio, com as marginais à beira do rio, que é o espaço restante da urbanização.
Mas a marginal é um dos eventos. Há também o sanfonamento de córregos, outro erro crasso no qual incorrem até hoje em nossa cidade. E os córregos sanfonados em geral estão nos vales, cercados de taludes, sendo seguidos por vias asfaltadas.
Dou como exemplo as avenidas de fundo de vale em São Paulo. São exemplos de uma coisa estúpida, de um urbanismo que ignorou completamente o curso das águas. A macrodrenagem, como chamamos o grande caminho das águas, é completamente ignorada na nossa cidade. E isso com anos e anos de uma ocupação que vai impermeabilizando o solo. Fizemos uma visita a um grande professor, austríaco radicado no Canadá, que disse que São Paulo é uma das maiores áreas impermeáveis do mundo.
Dessa forma, vamos tendo essa ocupação, sem área verde, seja por não se seguir planejamento ou porque os próprios planos, como o rodoviarista, não levaram em consideração o caminho das águas. Agora, por lei, existem no Brasil os comitês de bacias hidrográficas, mas que funcionam precariamente. Talvez tenhamos chances de ter projetos de reversão desse rumo, porém, é coisa para daqui a muito tempo.
Esses piscinões, que na verdade são obras para reter a água durante algum tempo a fim de fazê-la correr mais devagar, são também uma solução extremamente discutível. Extremamente. O que precisaríamos mesmo é garantir espaços permeáveis à água de chuva.
Portanto, temos uma ocupação do solo que, quando controlada, não levou em conta a macrodrenagem e que, em geral, não é controlada. Uma parte da cidade é ocupada sem qualquer controle, como é o caso dos mananciais e beiras de córrego, onde a população pobre se instala por falta de alternativa.
O controle da ocupação do solo é uma coisa a que se dá pouca importância e que no capitalismo periférico é uma regra. A ocupação informal é muito mais regra que exceção, como se vê na ocupação dos taludes que acabam desmoronando. Isso é fruto da falta de moradia regular, legal, com acesso ao mercado na política pública, deixando a população se virar por conta própria. Grande parte das cidades brasileiras foi construída dessa forma, deixando a população se virar. Não houve nenhum concurso de técnicas de engenharia, arquitetura, geologia.... Vai lá e constrói. Parte das cidades brasileiras foi construída assim, sem nenhum planejamento e conhecimento técnico, com o povo se virando com seus parcos recursos e mão-de-obra. Depois as prefeituras vão atrás para corrigir e dão uma pavimentada, o que dá muito voto.
Há algumas prefeituras que até têm boa vontade, mas, em alguns municípios extremamente pobres, de periferia de região metropolitana, tem-se 90% de ocupação ilegal, como em Ananindeua-PA, e perto de 70% nas periferias do Rio e São Paulo, com o povo ocupando e se virando, e a prefeitura indo atrás, colocando infra-estrutura sem grandes planos de drenagem, segurança, técnicas etc.
CC: Sabendo-se que as reais transformações urbanísticas significariam um processo até de décadas pra se concretizarem, quais seriam os melhores paliativos contra as enchentes?
EM: Nesse momento, deveríamos estar revertendo o processo. Mas não estamos. As marginais estão sendo alargadas. É muito impressionante ver um erro ser tão repetido.
O que aliviaria a situação seria o plantio de mata em torno das marginais, diminuição do calçamento, do ritmo do asfaltamento, garantia de parques no cinturão verde na fronteira da expansão metropolitana...
O caso das comunas da terra, uma agricultura periurbana, é um exemplo. Trata-se de um assentamento do MST na franja da periferia da região metropolitana. Aquilo é algo indicado. É uma agricultura que produz alimentos para a cidade e ao mesmo tempo retém água de chuva. Também podem ser feitas calçadas semi-pavimentadas, arborização urbana... Há uma lei agora que obriga os edifícios a terem uma espécie de piscininha para segurar água da chuva, é importante.
Mas o que vemos não é isso, e sim o contrário, como se verifica na ampliação das marginais. Isso impressiona! Há outro exemplo em Jundiaí, numa obra do PAC. Pensei que nunca o programa fosse financiar o sanfonamento de córrego em áreas de várzea e vales.
Dessa forma, a persistência de erros é um fato. Ainda não revertemos uma curva que conduz cada vez mais a cidade às enchentes.
CC: E por que não se consegue reverter essa curva e se insiste em idéias que realmente parecem equivocadas ou ultrapassadas? Falta estudo ao governo, vontade política, o que seria?
EM: Um dos principais motivos é a política do automóvel, a matriz de mobilidade baseada no carro. O automóvel é responsável por grande parte da pavimentação do solo, em vias, estacionamentos etc. Extensão de asfalto é o que mais dá votos, minha experiência já mostrou isso tranquilamente. Não só em São Paulo, mas no Brasil todo, em cidades pequenas, médias e grandes.
Não é bom morar em rua de terra, concordo plenamente. Mas existem outras formas mais amigáveis ao meio ambiente.
CC: O que pode decorrer mais especificamente dessa idéia de aumento das marginais?
EM: É um absurdo! Eu não consigo entender como as secretarias de Meio Ambiente municipal e estadual aprovaram! Eu vi vários, não um ou dois, casos de projeto de urbanização de favela, em que se retiraria esgoto dos córregos para jogar numa rede, não serem aprovados pelos órgãos ambientais, o que mostra que a aplicação da lei no Brasil tem uma leitura mediada pelo poder, pelas classes sociais.
Não há nenhuma explicação para o fato de as secretarias de Meio Ambiente, que às vezes são ‘rigorosas’, mas não com tudo, como se vê, aprovarem algo tão absurdo como a ampliação das marginais.
Em relação a essa questão, em primeiro lugar, precisamos ter trajetos alternativos, já que essas enchentes são tradicionais, mesmo com a ampliação da calha do rio. Mas é impossível controlar uma calha que recebe tanto lixo e material sólido como nos rios da cidade de São Paulo.
São necessários trajetos alternativos e reflorestamento. Mas não. O que se faz é o contrário, a insistência num erro que começou a ser cometido 70 anos atrás e que continua a ser cometido, porque ampliar as marginais é de uma irracionalidade do ponto de vista ambiental e da macrodrenagem que não tem nenhuma explicação.
CC: E até da mobilidade, pois pode continuar atraindo mais motoristas que acreditam na melhora do tráfego por ali.
EM: Mas todo mundo sabe que é uma falsa questão pensar que ampliar as áreas de circulação viária, com pontes, avenidas, ruas asfaltadas, vai resolver o problema se a matriz automobilística continua jogando na cidade 500 mil veículos por ano.
Eu estava numa discussão, de um projeto da CUT, e lá se disse que os urbanistas precisam ter um encontro com os metalúrgicos da indústria automobilística. O governo tem que parar de dar incentivo ao automóvel. Do ponto de vista da saúde, já está provado que o ar poluído da cidade diminui em um ano e meio a vida de quem mora nela. Está provado que incide em doenças respiratórias, em mortes por doenças cardiovasculares e que o carro é o elemento urbano de maior mudança climática na produção de gás do efeito estufa. Está provado que é uma ‘deseconomia’ incrível do ponto de vista de horas paradas, gastos de combustível, da saúde das pessoas, que ficam submetidas a uma tensão bárbara.
Toda a gente tem falado de quanto essa matriz automobilística tem sido responsável pelas enchentes. São fatores ligados. A impermeabilização do solo, a ampliação de percursos rodoviários, a ampliação do número de automóveis nas ruas, tudo isso junto faz parte do modelo de cidade em que vivemos. E não vejo o menor vislumbre de mudança de modelo, muito pelo contrário.
A força da indústria automobilística, não só na produção de carros, mas também na produção de combustível, distribuição, manutenção dos automóveis e toda a produção de infra-estrutura urbana para o automóvel, deve dar um naco enorme no PIB. E não sei o que precisa acontecer pra mudar isso. Uma tragédia imensa? Já estamos vivendo.
CC: Como vai caminhar uma cidade como São Paulo, responsável por parcela tão expressiva da produção de riquezas no país? Já estamos numa espécie de ponto sem retorno?
EM: Não sei pra onde caminhamos, mas para pior. E por que digo isso? Porque o que temos atualmente, que se chama urbanização espraiada, sempre foi espraiada pela periferia pobre. Agora existe um subúrbio rico se espraiando. E mais que isso, a palavra correta seria fragmentando. Temos essas comunidades fechadas, que são servidas apenas pelo carro, com a lógica do rodoviarismo ligada ao seu crescimento. São grandes condomínios ou loteamentos. Diga-se de passagem, loteamento fechado é ilegal, mas neles moram juízes, promotores etc. Loteamentos abertos, sim, são permitidos. Na legislação brasileira o fechado é ilegal. E essas comunidades muradas estão se espalhando pelo território. Se pegarmos o caminho de São Paulo até Itu, Campinas, São José dos Campos, podemos ver enormes condomínios fechados, dentro da lei, mas que de qualquer forma contribuem com essa fragmentação e expansão da ocupação urbana baseada na viagem de automóvel. É o caso também de Alphaville.
O loteamento fechado é ilegal. Pela lei federal 6766/79, o arruamento dele é público, doado ao poder público, senão não é aprovado. E mais 10% da gleba são doados para praças e construções institucionais; 70% da gleba são públicos. Eles moram e se apropriam privadamente de 30% da gleba. A rua, que é patrimônio público, não tem acesso público. E estamos coalhados de exemplos assim, em todo o Brasil.
Não se tem nenhum controle do uso racional do solo, já que as prefeituras não resistem à aprovação desses projetos, mesmo com estudos existentes de que várias dessas comunidades muradas são ilegais.
CC: Mas há solo para ser bem ocupado por 20 milhões de pessoas na mesma região metropolitana?
EM: Teria, mas numa condição estruturalmente diferente. Se nós olharmos para essa metrópole, ela corresponde à produção do urbano do capitalismo periférico. Dessa forma, a informalidade, a ilegalidade, essa produção de espaços que não segue lei alguma – não falo da elite ilegal, e sim do espaço informal pobre – são parte da cidade no capitalismo periférico.
Assim como temos uma industrialização de baixos salários, por conta da exportação de excedentes, temos a urbanização dos baixos salários. É aquela em que o trabalhador não entra no mercado residencial privado legal. Ele é obrigado a trabalhar no fim de semana para construir a casa porque é uma força de trabalho barata. Aquilo que chamamos de super-exploração, pois ele é muito mais barato do que o correspondente num país do capitalismo central. Se pegarmos Cajamar, Franco da Rocha, Itapecerica, podemos verificar mais de 50% de ocupações ilegais, que o povo vai ocupando como pode.
Poderia ser sustentável? Poderia numa outra sociedade. Porque, se no capitalismo central, ao menos antes da crise, 20% a 30% da população precisava de subsídio para moradia, com o resto se virando no mercado, aqui no Brasil é o contrário: temos 70%, 80% da população fora do mercado.
É um dado estrutural da cidade. Por isso as pessoas se instalam nos morros, cavam as encostas e também sua própria sepultura.
CC: Pelo que a senhora falou, não podemos ficar otimistas em relação a um novo enfoque urbano para São Paulo. Tal mudança não exigiria, a priori, uma outra lógica econômica na condução do país?
EM: Vejo que há uma ampliação do mercado habitacional, sem dúvidas, mas sem mudar a condição imobiliária e fundiária, o que tende a agravar esses problemas de drenagem, congestionamento...
O Minha Casa Minha Vida amplia as oportunidades de moradia a uma certa classe média que estava fora do mercado, mas expande a ocupação urbana, e com isso vai criar mais viagens de carro e tornar mais difícil a resolução da infra-estrutura, que terá de existir no núcleo onde se localizarem as casas.
No entanto, esse núcleo vai despejar automóveis numa estrada; a água terá de ser captada em outro lugar e levada longe; tem que tirar o esgoto e levar para uma estação de tratamento, o que obviamente não ocorrerá se for muito longe...
Assim, a horizontalização, fragmentação, ampliação, espraiamento da cidade aumentam as oportunidades de acesso à moradia, mas não as condições de vida urbana. Piora-se a situação urbanística.
Portanto, do ponto de vista propriamente urbano, não estamos avançando. E a questão urbana exige a concorrência e o entendimento dos três níveis da federação, controle do solo (feito pelo município), empenho da câmara municipal, porque o estatuto e o plano diretor existem, empenho do judiciário...
Dessa forma, é muito complexo reverter o rumo da cidade. E sem dúvida nenhuma eu daria dois grandes eixos: de um lado, o uso e ocupação do solo, com seu controle e regulação, coibindo a especulação, fazendo valer a função social da propriedade. Por outro lado, é preciso mudar a matriz rodoviarista.
E por enquanto nenhuma das duas coisas está na nossa perspectiva.
Gabriel Brito é jornalista; Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.
O objetivo deste blog é discutir um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil. Esse projeto não brotará naturalmente das forças de mercado e sim de um engajamento político que direcionará os recursos do país na criação de uma nação soberana, desenvolvida e com justiça social.
terça-feira, dezembro 15, 2009
Compromisso com o futuro

Dilma Rousseff*
A 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que termina esta semana em Copenhague, é daqueles momentos em que a História nos desafia ao máximo. A crise do aquecimento global exige respostas firmes, conjuntas e consequentes, por parte de todos os países e governos. Limitar o aumento da temperatura neste século a no máximo 2 graus centígrados, reduzindo as emissões de gases que provocam efeito estufa, é um objetivo possível e necessário. Para alcançá-lo, temos de firmar um compromisso urgente dos países industrializados, sem exceções, com a redução de suas próprias emissões e com a garantia do financiamento às ações necessárias nos países em desenvolvimento.
Deter o aquecimento global é uma responsabilidade comum, mas diferenciada em relação ao papel de cada país ou grupo de países, além de estar vinculada às realidades específicas de desenvolvimento econômico e social de cada um. Não se podem cobrar sacrifícios iguais de quem participou desigualmente do processo de desenvolvimento industrial e acumulação de riqueza ao longo de séculos. Copenhague será um avanço, se os países que acumularam riqueza, historicamente, à custa da degradação ambiental, colocarem na mesa metas de redução de emissões. Números robustos, à altura do desafio comum e da dívida acumulada com o planeta.
Coerentemente, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima estabeleceu que os países industrializados devem adotar metas absolutas de redução para o conjunto de suas economias. E os países em desenvolvimento devem definir ações voluntárias em setores por eles determinados, em intensidade mensurável. Espera-se que até 2020 os países mais ricos reduzam suas emissões de CO2 em 40% em relação ao ano de 1990, que respeitem o Protocolo de Quioto e que mantenham um fundo público permanente para financiar ações de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento. Estes países precisam ser apoiados para ter oportunidade de crescer e atender suas demandas sociais, sem agravar a situação ambiental.
Graças às ações que adotamos internamente e à persistência com que conclamamos os demais países a um esforço compartilhado de controle do clima, o Brasil deixou de ser parte do problema do aquecimento global para se tornar respeitado como impulsionador de soluções negociadas. Temos a matriz energética mais limpa e renovável entre as maiores economias do mundo. Usinas hidrelétricas, biocombustíveis e outras fontes renováveis respondem por 45,9% de toda energia consumida no Brasil. A média mundial é de 87,1% de utilização de fontes fósseis, como petróleo e carvão, contra 12,9% de fontes renováveis. Nos países da OCDE, a média piora para 93,7% de fontes fósseis, que agravam o efeito estufa.
Nossa matriz energética limpa não caiu do céu. É o resultado do esforço de gerações na construção de usinas hidrelétricas e na produção de combustíveis renováveis. Fontes hídricas garantem 86% da geração de eletricidade no Brasil. Nos últimos 30 anos, a utilização de etanol combustível, anidro ou hidratado, evitou a emissão de mais de 850 milhões de toneladas de CO2 à atmosfera.
O governo do presidente Lula valorizou e ampliou esse patrimônio nacional. Com a entrada em operação de novas usinas, acrescentamos 22 mil Megawatts à oferta de energia hidrelétrica, entre 2005 e 2008. E contratamos mais 6.874 Megawatts gerados por fontes alternativas, especialmente biomassa, o que corresponde à capacidade de geração de meia Itaipu. Criamos o Programa do Biodiesel e obrigamos, por lei, a adição do óleo vegetal ao diesel consumido no país. Incentivamos a produção dos automóveis com motores flex – que já são 94% dos carros vendidos hoje no país.
O Brasil, além do mais, acaba de dar a mais vigorosa resposta ao desafio de reduzir e conter o histórico processo de desmatamento da Amazônia – maior fonte de emissão de CO2 em nosso território. A área de floresta derrubada caiu de cerca de 28 mil quilômetros quadrados em 2004, para 7 mil quilômetros quadrados em 2009. É o melhor resultado desde 1988, quando o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) começou a mensurar o desmatamento. O resultado deste ano confirma a sequência de reduções consistentes, iniciada em 2005. É o fruto da vigilância permanente, da repressão ao comércio ilegal de madeira e de políticas que valorizam a preservação da floresta.
O Brasil está no grupo de países dos quais se esperam ações voluntárias para mitigar a emissão de poluentes em seu território, mas não estão obrigados a fixar metas de redução. Nós decidimos ir além disso e apresentamos, em novembro último, a meta de reduzir as emissões em nosso país, entre 36,1% e 38,9%, até 2020. Vamos deixar de emitir cerca de 1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (t CO2eq), cumprindo um programa de ações voluntárias assim definido:
. Reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia e em 40%, no cerrado (corte de 669 milhões t CO2EQ).
. Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens, integração agricultura-pecuária, plantio direto na palha e fixação biológica de nitrogênio (corte de 133 a166 milhões t CO2EQ)
. Ampliar a eficiência energética, o uso de biocombustíveis, a oferta de hidrelétricas e fontes alternativas como biomassa, eólicas, pequenas centrais hidrelétricas, e o uso de carvão de florestas plantadas na siderurgia (corte de 174 a 217 milhões t CO2EQ)
A iniciativa brasileira reanimou as expectativas de sucesso em torno da Conferência do Clima, que estavam ameaçadas pela reticência de atores fundamentais, notadamente Estados Unidos e China. Imediatamente, outros países responderam com metas voluntárias em graus variados. E pela primeira vez, na história das negociações sobre clima, os Estados Unidos apresentaram uma meta de redução de emissões.
É importante ter números na mesa, mas eles devem ser avaliados por seu alcance efetivo. Tomando como referência os níveis verificados em 1990 – como fazem os signatários do Protocolo de Kyoto – a proposta dos Estados Unidos equivale a cortar meros 4% de suas emissões. É decepcionante, para um país que responde por 29% das emissões globais. Será igualmente decepcionante se a União Europeia fixar objetivos abaixo das expectativas alimentadas nos últimos anos.
E será totalmente frustrante se Copenhague der respostas financeiramente limitadas e institucionalmente incertas, para o apoio às ações de mitigação nos países em desenvolvimento. Circunstâncias da economia mundial não justificam o abandono do planejamento multilateral adequado, de longo prazo e com respeito à soberania dos países.
O Brasil vai a Copenhague como o país que já promoveu a maior redução em suas emissões de CO2. Fomos além de nossas obrigações e apresentamos, pioneiramente, metas voluntárias e ousadas para 2020.
Fizemos nossa parte; esperamos o mesmo dos demais.
Não podemos nos conformar com números mesquinhos, que não levem em conta o estoque acumulado no tempo nem os índices per capita de emissão de CO2 de cada país. O futuro não nos perdoará se desperdiçarmos esta oportunidade de tornar o mundo melhor, ambientalmente mais seguro, para nós e para os que virão depois.
*Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Chefe da Delegação Brasileira à 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
A Desserviço do Brasil
O jornalão dos Frias não toma jeito. Na edição de hoje (15/12), na primeira página aparece uma foto do Jardim Pantanal com um garoto segurando uma cobra morta. O título da manchete principal remete a falta de maão-de-obra na construção civil, o que não tem nada com a foto. Como a foto compromete o José Chirino Serra e o Gilberto Kassab, a Folha não colocou o texto que fizesse jus a ela. No jornal nenhuma crítica aquela situação terrível que aquelas famílias estão vivendo. Falta governo competente no Estado e no Município de São Paulo. Há cumplicidade da imprensa paulista e a Folha é da base governista.No interior do jornal há uma foto com Lula e Michel Temer e o título alusivo ao mensalão do DEM. A foto não deveria ser do Rodrigo Maia, Arruda ou outro envolvido no mensalão? A Folha e a família Frias não respeita nem os leitores do jornal, que deveria ser o objetivo final dessa empresa de comunicação. Trabalha para enganá-los como nos dois casos descritos aqui. É um jornal a desserviço do Brasil e estou fazendo campanha com meus amigos para que cancelem a assinatura desse jornalão de má-fé.É ISSO.
domingo, dezembro 13, 2009
A revolução será televisionada

Cobertura da Confecom será ao vivo, com transmissão pela internet e NBR
Evento terá participação de comunicadores de rádios e TVs comunitárias e haverá
tenda para público não credenciado com telões
Mais de 300 profissionais de imprensa de todo o país estarão acompanhando a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que começa na próxima segunda-feira, 14 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A informação é do Ministério das Comunicações e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O tema da conferência, a primeira a ser realizada no Brasil, é “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) montou uma grande estrutura para o evento, mobilizando a TV Brasil, a televisão a cabo NBR, oito emissoras de rádio e a Agência Brasil de notícias.
A conferência, inédita, gira em torno de três eixos temáticos: “produção de conteúdo”, “meios de distribuição” e “cidadania: direitos e deveres”. O evento atraiu a atenção de jornais, revistas, sites, portais, agências de notícia, rádios, emissoras de televisão, assessorias e mídia comunitária.
Além de jornalistas dos meios de comunicação tradicionais, a Confecom receberá cerca de 60 comunicadores de meios comunitários, que atuam em rádios, TVs e agências espalhadas pelo país. Uma tenda será montada do lado de fora do Centro de Convenções, com dois telões e rede wireless, para atender ainda a um público não credenciado, mas ligado à área de comunicação, como estudantes e blogueiros.
A TV Brasil e a Agência Brasil preparam uma cobertura intensa, com pelo menos dez jornalistas em cada um dos quatro dias da Confecom, que se encerra na quinta-feira, 17. Serão produzidas reportagens para os telejornais, e o programa Repórter Brasil, principal telejornal da emissora, promoverá debates todos os dias sobre os temas da conferência.
“Queremos passar ao telespectador a importância das comunicações, através do debate dos diferentes pontos de vista sobre o tema”, aponta Eduardo Castro, gerente executivo de jornalismo da EBC.
A NBR transmitirá a conferência ao vivo, desde a abertura, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 19h de segunda-feira, até a plenária final, que ocorre no dia 17. O sinal estará à disposição de qualquer emissora que tenha interesse em pegar as imagens.
A NBR também será responsável pela transmissão da conferência pela internet, através do sítio oficial da Confecom e em seu próprio sítio.
Para esta cobertura, a NBR mobilizou 50 pessoas, entre técnicos e jornalistas. “Teremos um estúdio montado no Centro de Convenções para produzir entrevistas e boletins para os programas da grade e os telejornais”, afirma José Roberto Garcez, superintendente de Rede e Diretor de Serviços da EBC.
A programação da NBR é transmitida para mais de mil emissoras em todo o país, públicas e privadas, o que possibilitará um grande acesso da sociedade brasileira aos debates da Confecom. O sinal da NBR também pode ser captado por antenas parabólicas (veja abaixo os parâmetros para captá-la).
As emissoras de rádio da EBC farão uma cobertura especial da Confecom, com a realização de mesa redonda e entrevistas diretamente do Centro de Convenções, de terça a quinta-feira, entre 9h30 e 10h e das 16h às 16h30.
As rádios da EBC estão envolvidas com a Confecom desde as conferências estaduais que precederam a Conferência Nacional e, além de programas, mesas redondas e documentários produzidos, veiculam spots de 40 a 50 segundos com representantes dos segmentos que compõem a Confecom: representantes de organizações dos movimentos sociais, de entidades empresariais e poder público.
“Nossa proposta é permitir ao ouvinte participar da discussão e fazer o seu juízo de valor sobre um tema importante como a comunicação”, aponta Cristina Guimarães, gerente da Rádio Nacional, de Brasília, cabeça de rede da transmissão da Confecom.
A Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub) também terá produção especialmente voltada para a Confecom, com equipe multiprofissional de diferentes emissoras públicas. A transmissão da Arpub será de terça a quinta-feira, de 18 às 18h30. As transmissões da EBC e da Arpub estarão disponíveis via satélite no mesmo canal da Voz do Brasil, que é transmitida para mais de 4 mil rádios do país.
No sítio da Radioagência Nacional , agência de rádio na Internet, há um link para acessar matérias, entrevistas e sonoras das equipes da EBC na Confecom. O dowload é livre e gratuito.
Seguem abaixo os parâmetros para assistir a NBR por parabólica:
Cidades que captam o sinal da NBR pela Net
12 – Anápolis – GO
02 – Belo Horizonte – MG
19 – Blumenau – SC
13 – Brasília – DF
06 – Campinas – SP
09 – Campo Grande – MS
19 – Florianópolis – SC
10 – Goiânia – GO
15 – Indaiatuba – SP
06 – Porto Alegre – RS
07 – Ribeirão Preto – SP
04 – Rio de Janeiro – RJ
14 – Santos – SP
07 – São José do Rio Preto – SP
05 – São Paulo – SP
Sky
Canal 146
OiTV
696 – Rio de Janeiro
Recepção Digital de Satélite (Antena Parabólica)
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Polarização: Horizontal
Frequência: 3632
Padrão: DVB-S
SYMBOL RATE: 4.6875
FEC 3/4
PID DE VÍDEO: 0308
PID DE ÁUDIO: 0256
PID DE PCR: 8190
Recepção Analógica de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Freq.: 4030
Banda L : 1120
Polarização : Vertical
http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/12/12/a-revolucao-sera-televisionada/
Carta das entidades envolvidas na luta contra a Ampliação da Marginal:
Marginal Tietê: O erro anunciado
Atualizado em 12 de dezembro de 2009 às 12:33 | Publicado em 12 de dezembro de 2009 Carta das entidades envolvidas na luta contra a Ampliação da Marginal:
Esse texto é uma breve explicação sobre a tentativa de impedir que bilhões de reais dos cofres públicos fossem gastos com mais uma obra viária de eficiência e benefícios questionáveis, sem discussão popular. Possivelmente, conterá informações que jamais chegariam maciçamente à sociedade através da grande mídia.
Em meados do ano de 2008, surgiram as primeiras informações, ainda não oficiais, sobre um projeto de ampliação da quantidade de pistas na Marginal do Rio Tietê.
Como se sabe, a Marginal do Tietê é uma das mais importantes vias que integra a imensa malha rodoviária do país, não apenas porque é acesso para o abastecimento da cidade de São Paulo, a maior do país, mas, ainda, porque é passagem obrigatória para cargas provenientes ou destinadas aos maiores e mais importantes portos do Brasil.
Além disso, a Marginal poderia ser lembrada pelas enchentes que ocorriam com mais freqüência na década passada, e que originavam uma situação caótica, seja pela impossibilidade de tráfego na região, seja pelo desalojamento e morte de famílias que viviam em situação de risco.
Nada, porém, pode ser mais representativo desta imensa estrada urbana que a lentidão no tráfego, decorrente dos quilômetros de congestionamento diário, que tornam sacrificante a necessidade – inafastável para alguns – de circular por suas vias.
Diante dessa realidade, a Marginal do Tietê passa a ser emblemática para a compreensão de qual destino está sendo firmado à nossa cidade: se rumamos à tentativa de reverter equívocos urbanos e ambientais ou insistimos num modelo de conflito entre equilíbrio ambiental e vivência urbana.
Por essa razão, as intervenções urbanas propostas para a região do Rio Tietê não podem ser consideradas apenas sobre um enfoque: não apenas para solução dos problemas viários de imobilidade, nem, tampouco, para agasalhar propostas ambientalistas radicais de apartá-lo do acesso humano.
Assim, ao tomar conhecimento do projeto de ampliação das Marginais, a sociedade civil organizada, especialmente arquitetos, urbanistas, engenheiros, geógrafos, ambientalistas e lideranças de movimentos sociais atuantes em diversas áreas, passaram a dialogar sobre os impactos do projeto e sua eficiência.
Foram meses de estudos sobre o projeto, denúncias – e comprovações – de falhas no processo de licitação, até que foi iniciado o licenciamento ambiental (tudo isso em tempo recorde, como houvesse pressa para a entrega da obra).
O Estudo de Impacto Ambiental é precário na análise dos impactos ambientais e medíocre quanto aos impactos urbanístico-sociais. Não considerou seriamente o respeito ao patrimônio cultural, subestimou os danos ambientais diretos e os impactos nas áreas de influencia e dissimulou a realidade sobre a impermeabilização do solo na região (valendo-se de valores e parâmetros incompatíveis).
Pior ainda: o Estudo de Impacto Ambiental previu textualmente a desnecessidade de desapropriações para atividades comerciais ou habitacionais, em postura repulsiva e desidiosa com as centenas de famílias cuja remoção foi anunciada amplamente, até pelo Governo do Estado, além de atividades comerciais e esportivas como clubes que serão “rasgados”para a passagem das novas faixas.
Sobre esse tema, cabe um reforço: embora o estudo de impacto ambiental tenha previsto que não haveria desapropriações, o valor para tais iniciativas ultrapassou R$ 40 milhões. Não haveria, pois, alguma falha?!
Apesar das falhas ora apontadas – e tantas outras constantes de parecer elaborado pela Associação dos Geógrafos do Brasil – o procedimento de licenciamento ambiental foi concluído favoravelmente à realização do empreendimento.
Para tanto, foram exigidas compensações ambientais de altíssimo custo – aos bolsos dos contribuintes, claro -, o plantio de centenas de milhares de árvores a construção de uma ciclovia - não urbana, mas em um parque próximo -, entre outras exigências e recomendações que, conforme se verá adiante, não bastarão para esconder a nocividade do empreendimento.
Incoerentemente, é a compensação ambiental, com a criação de um parque, que vai acarretar a maior parte de desapropriação de famílias, e a construção de ciclovias que vai acarretar a supressão de milhares de árvores.
Essas “compensações” – que, efetivamente, nada compensam – fizeram com que o valor do empreendimento dilatasse exponencialmente. Eram R$ 850 milhões, passaram a ser R$ 1,3 bilhões e, até ultimas informações, nós, cidadãos do Estado de São Paulo, devemos assistir a R$ 1, 86 bilhões se esvaindo para custar uma obra de eficiência duvidosa – no mínimo.
Tudo isso aconteceu sorrateiramente, como fosse a população destinatária passiva deste ou qualquer empreendimento. Aconteceu de maneira obscura, sem publicidade prévia, sem convocação expressiva e, portanto, sem legitimidade.
Foram todos surpreendidos - apenas os que circulam pela região - com tratores nos canteiros e árvores históricas, robustas e vivas resumidas a raízes sem vida.
Diante dessa absurdez, aqueles mesmos cidadãos que buscavam dialogar, realizaram atos públicos in loco, manifestando através de faixas, cartazes e vozes a barbaridade anunciada.
Em resposta, o Governo do Estado de São Paulo, avesso ao diálogo, passou a investir vultosamente em propagandas que tinham sempre uma mesma finalidade: convencer os desinformados sobre a eficiência, sustentabilidade e necessidade das obras.
Foram milhões de reais aplicados na elaboração de campanhas publicitárias, criação de página na internet e todos os meios disponíveis para maquiar um empreendimento impróprio.
Desde sempre buscou o Governo desqualificar aqueles que se opunham à obra. Por vezes associando-os a Partidos Políticos, por outras questionando sua capacidade técnica.
Não restava outra alternativa, pois, senão a propositura de uma Ação Judicial para tentar suspender o empreendimento, pelo menos até que as dúvidas sobre riscos e benefícios fossem sanadas. E foi o que aconteceu.
No final do mês de julho de 2009, os representantes das entidades ingressaram com a Ação Civil Pública e aguardavam a decisão sobre o pedido de liminar, para suspender as obras. Infelizmente, apenas semanas depois houve a decisão que denegou o pedido, sob o argumento de que a Justiça não pode intervir nos atos do Poder Executivo – ainda que abusivos.
O Ministério Público foi chamado a se manifestar – conforme determina a legislação – e, em petição sintética e concisa, opinou favoravelmente à concessão da liminar, essencialmente fundado no principio da precaução, já acenou para que houvesse certeza sobre os riscos do projeto e suas eventuais remediações.
Além disso, a juíza responsável, em aparente desconhecimento do conteúdo do processo, fundou-se na ausência de documento que indicasse a insuficiência do Estudo de Impacto Ambiental (não nos esqueçamos que havia um Parecer da Associação dos Geógrafos Brasileiros juntada no mesmo dia)!
Foi, certamente, uma decisão infeliz e – preferimos acreditar – ressentida de conhecimento aprofundado sobre o processo, que já contava com 9 volumes e milhares de folhas.
Dos diversos predicados que foram atribuídos aos representantes das entidades que lutavam voluntariamente por essa causa, ressaltam-se os de fanáticos, malucos, oportunistas, desocupados e conspiradores.
Mesmo a Promotora de Justiça Maria Amélia Nardy Pereira, que apenas cumpria função atribuída por lei, foi alvo de grosserias, que tiveram seu ponto mais baixo com a acusação de ser oportunista, contida em texto do “jornalista” Reinado Azevedo, cujo título levava o nome “Veja bem, Maria Amélia,” em referência à Promotora.
Desamparados pelo Judiciário e com poucas possibilidades de concorrer com a truculenta publicidade da obra, só cabia aos representantes das entidades aguardar para que a tragédia anunciada se concretizasse. E, creia-se – pensávamos ter de esperar mais tempo.
Nos primeiros dias do mês de setembro, uma chuva incomum para o período (mas não para o verão), causou estragos em toda a cidade e região metropolitana, inclusive com a morte de pessoas. O Rio Tietê transbordou, as vias – sem drenagem – encheram de água, e a cidade parou. A resposta explicativa das nossas autoridades veio: culpa da natureza!
Por fim, o último sinal de que o lunatismo tinha um receio fundado: ontem, dia 08 de dezembro de 2009, o Rio Tietê transbordou – pela segunda vez em 3 meses – e, mesmo onde não houve transbordamento, o acúmulo de água resultante da impermeabilização das pistas, redundou no alagamento das faixas e sua interdição!
Diante de todos os fatos, é de se notar que se opor a mais essa obra viária bilionária não é uma questão de fanatismo ambiental ou de oportunismo partidário. Não se limita a discutir se a melhor opção é essa obra ou outra, se vamos plantar mais ou menos árvores, se outra obra de canalização ou aprofundamento de calha deveria ser feita, mas sim o rumo que a cidade toma.
O que buscamos, sobretudo, é difundir o questionamento sobre nosso modelo de cidade já saturada, na qual as discussões mais importantes estão em torno do trânsito caótico – como se todas as outras dificuldades que nos assombram fossem secundárias (saúde, educação, varrição de ruas, corrupção, moradia etc.).
Cada vez que aceitamos calados investimentos públicos em sentido diferente do que precisa nossa cidade, a cada enchente, cada desmoronamento, cada via obstruída e, principalmente, todo o trânsito que engessa a cidade, tem efeitos muito sérios, inclusive do ponto de vista econômico.
Quanto custa uma mercadoria parada? Quanto custa um caminhão entravado? E as casas completamente destruídas pelas águas!? Quanto custa todo o estoque de um dia no CEAGESP[1]? Quanto custa a vida de um filho? E a vida de quatro filhos soterrados no barraco situado em área de risco – e que cuja remoção foi negligenciada pelo Poder Público?
Nossa proposta é que esse debate sobre o rumo da nossa cidade esteja constantemente nos meios de comunicação, nas escolas, nas rodas de conversa. Para tanto, estamos à disposição, inclusive para debater com nossos governantes quais as prioridades para que nossa cidade seja cada vez mais saudável – e cada vez mais nossa.
[1] Em razão da chuva no dia 08/11/09, toneladas de frutas e legumes foram desperdiçados pela enxurrada que invadiu as dependências do CEAGESP
Atualizado em 12 de dezembro de 2009 às 12:33 | Publicado em 12 de dezembro de 2009 Carta das entidades envolvidas na luta contra a Ampliação da Marginal:
Esse texto é uma breve explicação sobre a tentativa de impedir que bilhões de reais dos cofres públicos fossem gastos com mais uma obra viária de eficiência e benefícios questionáveis, sem discussão popular. Possivelmente, conterá informações que jamais chegariam maciçamente à sociedade através da grande mídia.
Em meados do ano de 2008, surgiram as primeiras informações, ainda não oficiais, sobre um projeto de ampliação da quantidade de pistas na Marginal do Rio Tietê.
Como se sabe, a Marginal do Tietê é uma das mais importantes vias que integra a imensa malha rodoviária do país, não apenas porque é acesso para o abastecimento da cidade de São Paulo, a maior do país, mas, ainda, porque é passagem obrigatória para cargas provenientes ou destinadas aos maiores e mais importantes portos do Brasil.
Além disso, a Marginal poderia ser lembrada pelas enchentes que ocorriam com mais freqüência na década passada, e que originavam uma situação caótica, seja pela impossibilidade de tráfego na região, seja pelo desalojamento e morte de famílias que viviam em situação de risco.
Nada, porém, pode ser mais representativo desta imensa estrada urbana que a lentidão no tráfego, decorrente dos quilômetros de congestionamento diário, que tornam sacrificante a necessidade – inafastável para alguns – de circular por suas vias.
Diante dessa realidade, a Marginal do Tietê passa a ser emblemática para a compreensão de qual destino está sendo firmado à nossa cidade: se rumamos à tentativa de reverter equívocos urbanos e ambientais ou insistimos num modelo de conflito entre equilíbrio ambiental e vivência urbana.
Por essa razão, as intervenções urbanas propostas para a região do Rio Tietê não podem ser consideradas apenas sobre um enfoque: não apenas para solução dos problemas viários de imobilidade, nem, tampouco, para agasalhar propostas ambientalistas radicais de apartá-lo do acesso humano.
Assim, ao tomar conhecimento do projeto de ampliação das Marginais, a sociedade civil organizada, especialmente arquitetos, urbanistas, engenheiros, geógrafos, ambientalistas e lideranças de movimentos sociais atuantes em diversas áreas, passaram a dialogar sobre os impactos do projeto e sua eficiência.
Foram meses de estudos sobre o projeto, denúncias – e comprovações – de falhas no processo de licitação, até que foi iniciado o licenciamento ambiental (tudo isso em tempo recorde, como houvesse pressa para a entrega da obra).
O Estudo de Impacto Ambiental é precário na análise dos impactos ambientais e medíocre quanto aos impactos urbanístico-sociais. Não considerou seriamente o respeito ao patrimônio cultural, subestimou os danos ambientais diretos e os impactos nas áreas de influencia e dissimulou a realidade sobre a impermeabilização do solo na região (valendo-se de valores e parâmetros incompatíveis).
Pior ainda: o Estudo de Impacto Ambiental previu textualmente a desnecessidade de desapropriações para atividades comerciais ou habitacionais, em postura repulsiva e desidiosa com as centenas de famílias cuja remoção foi anunciada amplamente, até pelo Governo do Estado, além de atividades comerciais e esportivas como clubes que serão “rasgados”para a passagem das novas faixas.
Sobre esse tema, cabe um reforço: embora o estudo de impacto ambiental tenha previsto que não haveria desapropriações, o valor para tais iniciativas ultrapassou R$ 40 milhões. Não haveria, pois, alguma falha?!
Apesar das falhas ora apontadas – e tantas outras constantes de parecer elaborado pela Associação dos Geógrafos do Brasil – o procedimento de licenciamento ambiental foi concluído favoravelmente à realização do empreendimento.
Para tanto, foram exigidas compensações ambientais de altíssimo custo – aos bolsos dos contribuintes, claro -, o plantio de centenas de milhares de árvores a construção de uma ciclovia - não urbana, mas em um parque próximo -, entre outras exigências e recomendações que, conforme se verá adiante, não bastarão para esconder a nocividade do empreendimento.
Incoerentemente, é a compensação ambiental, com a criação de um parque, que vai acarretar a maior parte de desapropriação de famílias, e a construção de ciclovias que vai acarretar a supressão de milhares de árvores.
Essas “compensações” – que, efetivamente, nada compensam – fizeram com que o valor do empreendimento dilatasse exponencialmente. Eram R$ 850 milhões, passaram a ser R$ 1,3 bilhões e, até ultimas informações, nós, cidadãos do Estado de São Paulo, devemos assistir a R$ 1, 86 bilhões se esvaindo para custar uma obra de eficiência duvidosa – no mínimo.
Tudo isso aconteceu sorrateiramente, como fosse a população destinatária passiva deste ou qualquer empreendimento. Aconteceu de maneira obscura, sem publicidade prévia, sem convocação expressiva e, portanto, sem legitimidade.
Foram todos surpreendidos - apenas os que circulam pela região - com tratores nos canteiros e árvores históricas, robustas e vivas resumidas a raízes sem vida.
Diante dessa absurdez, aqueles mesmos cidadãos que buscavam dialogar, realizaram atos públicos in loco, manifestando através de faixas, cartazes e vozes a barbaridade anunciada.
Em resposta, o Governo do Estado de São Paulo, avesso ao diálogo, passou a investir vultosamente em propagandas que tinham sempre uma mesma finalidade: convencer os desinformados sobre a eficiência, sustentabilidade e necessidade das obras.
Foram milhões de reais aplicados na elaboração de campanhas publicitárias, criação de página na internet e todos os meios disponíveis para maquiar um empreendimento impróprio.
Desde sempre buscou o Governo desqualificar aqueles que se opunham à obra. Por vezes associando-os a Partidos Políticos, por outras questionando sua capacidade técnica.
Não restava outra alternativa, pois, senão a propositura de uma Ação Judicial para tentar suspender o empreendimento, pelo menos até que as dúvidas sobre riscos e benefícios fossem sanadas. E foi o que aconteceu.
No final do mês de julho de 2009, os representantes das entidades ingressaram com a Ação Civil Pública e aguardavam a decisão sobre o pedido de liminar, para suspender as obras. Infelizmente, apenas semanas depois houve a decisão que denegou o pedido, sob o argumento de que a Justiça não pode intervir nos atos do Poder Executivo – ainda que abusivos.
O Ministério Público foi chamado a se manifestar – conforme determina a legislação – e, em petição sintética e concisa, opinou favoravelmente à concessão da liminar, essencialmente fundado no principio da precaução, já acenou para que houvesse certeza sobre os riscos do projeto e suas eventuais remediações.
Além disso, a juíza responsável, em aparente desconhecimento do conteúdo do processo, fundou-se na ausência de documento que indicasse a insuficiência do Estudo de Impacto Ambiental (não nos esqueçamos que havia um Parecer da Associação dos Geógrafos Brasileiros juntada no mesmo dia)!
Foi, certamente, uma decisão infeliz e – preferimos acreditar – ressentida de conhecimento aprofundado sobre o processo, que já contava com 9 volumes e milhares de folhas.
Dos diversos predicados que foram atribuídos aos representantes das entidades que lutavam voluntariamente por essa causa, ressaltam-se os de fanáticos, malucos, oportunistas, desocupados e conspiradores.
Mesmo a Promotora de Justiça Maria Amélia Nardy Pereira, que apenas cumpria função atribuída por lei, foi alvo de grosserias, que tiveram seu ponto mais baixo com a acusação de ser oportunista, contida em texto do “jornalista” Reinado Azevedo, cujo título levava o nome “Veja bem, Maria Amélia,” em referência à Promotora.
Desamparados pelo Judiciário e com poucas possibilidades de concorrer com a truculenta publicidade da obra, só cabia aos representantes das entidades aguardar para que a tragédia anunciada se concretizasse. E, creia-se – pensávamos ter de esperar mais tempo.
Nos primeiros dias do mês de setembro, uma chuva incomum para o período (mas não para o verão), causou estragos em toda a cidade e região metropolitana, inclusive com a morte de pessoas. O Rio Tietê transbordou, as vias – sem drenagem – encheram de água, e a cidade parou. A resposta explicativa das nossas autoridades veio: culpa da natureza!
Por fim, o último sinal de que o lunatismo tinha um receio fundado: ontem, dia 08 de dezembro de 2009, o Rio Tietê transbordou – pela segunda vez em 3 meses – e, mesmo onde não houve transbordamento, o acúmulo de água resultante da impermeabilização das pistas, redundou no alagamento das faixas e sua interdição!
Diante de todos os fatos, é de se notar que se opor a mais essa obra viária bilionária não é uma questão de fanatismo ambiental ou de oportunismo partidário. Não se limita a discutir se a melhor opção é essa obra ou outra, se vamos plantar mais ou menos árvores, se outra obra de canalização ou aprofundamento de calha deveria ser feita, mas sim o rumo que a cidade toma.
O que buscamos, sobretudo, é difundir o questionamento sobre nosso modelo de cidade já saturada, na qual as discussões mais importantes estão em torno do trânsito caótico – como se todas as outras dificuldades que nos assombram fossem secundárias (saúde, educação, varrição de ruas, corrupção, moradia etc.).
Cada vez que aceitamos calados investimentos públicos em sentido diferente do que precisa nossa cidade, a cada enchente, cada desmoronamento, cada via obstruída e, principalmente, todo o trânsito que engessa a cidade, tem efeitos muito sérios, inclusive do ponto de vista econômico.
Quanto custa uma mercadoria parada? Quanto custa um caminhão entravado? E as casas completamente destruídas pelas águas!? Quanto custa todo o estoque de um dia no CEAGESP[1]? Quanto custa a vida de um filho? E a vida de quatro filhos soterrados no barraco situado em área de risco – e que cuja remoção foi negligenciada pelo Poder Público?
Nossa proposta é que esse debate sobre o rumo da nossa cidade esteja constantemente nos meios de comunicação, nas escolas, nas rodas de conversa. Para tanto, estamos à disposição, inclusive para debater com nossos governantes quais as prioridades para que nossa cidade seja cada vez mais saudável – e cada vez mais nossa.
[1] Em razão da chuva no dia 08/11/09, toneladas de frutas e legumes foram desperdiçados pela enxurrada que invadiu as dependências do CEAGESP
O NOBEL DO TERRORISMO
Laerte Braga
Há anos atrás as redes de televisão no Brasil (e em muitos outros países, Hollywood mesmo) contratavam atores brancos para interpretar papéis de negros. Um creme escurecendo o rosto e as demais partes do corpo transformava o branco em negro. Um ou outro ator conseguia escapar ao racismo explícito dos chamados meios de entretenimento.
No Brasil, Grande Otelo (Sebastião Prata), um dos maiores atores da nossa história, foi um dos que conseguiu abrir seu caminho sem necessidade de cremes, sendo negro, mas mesmo assim enfrentando diversas situações constrangedoras, como várias vezes ele próprio confessou. Orson Welles, diretor de um dos maiores filmes (muitos acham o maior de todos) de todos os tempos, CIDADÃO KANE, considerava Otelo um gênio sob todos os aspectos.
Essa barreira foi sendo rompida lentamente e não pela bondade dos brancos, mas por conta da luta dos negros. E continua sendo uma luta que não terminou. O racismo em determinado momento de nossa história era tão explícito que, ainda na revista O CRUZEIRO (a maior da América Latina, semanal e edição em três línguas, cinco milhões de exemplares por semana -- VEJA nem sonha com isso), o extraordinário jornalista Millôr Fernandes afirmou que “no Brasil não temos racismo, aqui o negro conhece seu lugar”.
Os primeiros papéis atribuídos a atores e atrizes negros eram de empregados domésticos, uma ponta aqui e ali de engraxate, ou escravos, nas muitas novelas de época que rolaram e rolam pelas redes de tevê.
A História do Brasil está repleta de heróis negros. Não são necessariamente aqueles escravos cuja alforria foi assegurada se participassem do massacre imposto ao povo paraguaio naquilo que chamam Guerra do Paraguai. Eram a bucha do canhão para enfrentar a resistência heróica e determinada dos guaranis. Falo de outros, Zumbi dos Palmares.
O prêmio Nobel da Paz foi instituído por Alfred Nobel, inventor da dinamite. À época Noruega e Suécia formavam um só país, podemos dizer assim e a Noruega ficou encarregada de escolher anualmente alguém que tendo contribuído para a paz mundial, atribuir-lhe o prêmio. Diploma, medalha e uma determinada quantia em dinheiro.
É inegável que em alguns momentos os encarregados da escolha do prêmio Nobel da Paz o fizeram de forma correta. Os que escolhem são figuras previamente determinadas no próprio regulamento e isso acaba refletindo a conjuntura política norueguesa. Num ano Adolfo Perez Esquivel, noutro um assassino padrão Theodore Roosevelt, presidente dos EUA e responsável pela política que ficou conhecida a partir de uma frase sua – “big stick”, ou grande porrete –. Esse era aplicado aos países da América Central que ousassem desafiar o poder democrático, cristão e ocidental dos norte-americanos.
O bispo católico Desmond Tutu, escolhido por sua luta contra a política segregacionista em seu país, a África do Sul, e que hoje recomendou que se continue a manifestar contra os predadores ambientais reunidos em Copenhague na Dinamarca, interessados em manter seus privilégios de nações ricas às custas das nações pobres.
Menachem Beghin, segundo o físico Albert Einstein, era um terrorista sem entranhas, assassino de várias pessoas na região da Palestina (onde seus sequazes continuam no governo e assassinando impunemente) foi um dos premiados. Henry Kissinger, que foi um dos inspiradores do diretor Stanley Kulbrick no filme O DOUTOR FANTÁSTICO. Um alemão que escapa da débâcle do nazismo e vai para os EUA onde ajuda a construir a bomba atômica, tanto quanto noutra ponta, a implantar políticas de guerras contra povos com o vietnamita. Kissinger foi agraciado junto com Le Duc Tho, negociador norte-vietnamita e que recusou o prêmio por não ver razão para tal, dividi-lo com um secretário do governo que despejou toneladas de armas químicas sobre seu povo numa agressão típica dos norte-americanos. Boçal, terrorista e insana.
Mas, como todas, lucrativas e em nome de Deus, da paz e toda essa parafernália que William Bonner usa para perguntar se abóboras querem bom dia.
Barack Obama é só alguém que tem a pele negra, mas o pensamento ariano/branco, no que isso significa o toque da Sétima Cavalaria do general Custer (um dos primeiros boçais a ganhar notoriedade matando índios nos EUA). Ao contrário dos atores brancos que usavam um creme para ficar negro, é um avanço “tecnológico”. Já traz a pele negra, mas pensa e age como branco escravagista, bárbaro, sanguinário, isso num tempo em que se pode transformar cretinos como José Jânio Serra em sabão em pó que lava tudo e tira manchas.
Morreu essa semana que termina o ex-ministro da Saúde Jamil Haddad. Foi o criador e o responsável pelos primeiros passos na implantação da política de remédios genéricos, produto de proposta sua. Mentiroso e acoitado por jornalistas padrão Juca Kfouri, Serra diz que foi ele.
Há um monte de Obamas por aí. Ao receber o laurel, o prêmio Nobel da Paz por seus “esforços” pela diplomacia como instrumento de solução dos problemas mundiais, Obama apenas foi lá buscar o diploma, a medalha e a dotação a que tem direito, tendo pago o dobro, pelo menos, levando em conta a formação atual do comitê que escolhe o prêmio Nobel da Paz. Nesse momento um comitê venal.
Falou da necessidade da guerra em seu discurso. Tentou justificar a guerra. Lato sensu um terrorista. Disfarçado em cervejeiro.
Está enviando mais 30 mil homens ao Afeganistão para “terminar o serviço”. Terminar o serviço na linguagem dessa gente, de qualquer quadrilha, significa eliminar quem conseguiu escapar da primeira sortida, assim que nem o Massacre do dia São Valentim.
É um escárnio, um deboche, num mundo em que as nações ricas se eximem de responsabilidades pelos crimes ambientais que cometem e como disse o delegado chinês na conferência de Copenhague, “a posição dos Estados Unidos parece a daquele cidadão que vai a um restaurante janta e bebe e o outro, que chegou só à hora da sobremesa tem que dividir a conta inteira”. Ou como frisou, “irresponsável”.
Cerca de 400 pessoas foram presas na civilizada Dinamarca, onde numa região os jovens se mostram homens assassinando golfinhos num banho de sangue típico de brancos colonizadores. Boçais pura e simplesmente.
Protestavam contra a irresponsabilidade dos governantes de grandes e muitas pequenas potências em relação ao meio-ambiente.
Aqui no Brasil deputados do DEM, partido do governador José Roberto Arruda (o que ia ser vice de José Jânio Serra), atolado em corrupção até a alma (ou como disse o deputado Alberto Fraga justificando seu voto a favor de Arruda no partido, “aqui somos todos iguais”), pegaram um avião com dinheiro público e foram para o Chile onde amanhã elegem um novo presidente. Estão alinhados com a direita de lá, o grupo de Pinochet. Iguais quer dizer corruptos e isso também, fascistas.
Um jovem de nome José Ricardo Fonseca, com seu pai, seus familiares, foi a uma passeata protestar contra o governo Arruda, a corrupção generalizada de DEM e PSDB.
No Brasil existe uma anomalia dos tempos dos coronéis (e em alguns outros lugares também). A tal Polícia Militar. Polícia, em sua essência, em sua razão de ser é uma instituição civil. Aqui não. Um bando de torturadores, assassinos, em nome da lei, com todas as garantias, inclusive de foro privilegiado, arvora em “teje preso”, na boçalidade da farsa democrática.
Ricardo foi espancado, torturado e preso num ataque de fúria de um desses boçais, o coronel Silva Filho (a patente define) e ameaçado de assassinato por um sargento de nome Cássio, já na viatura, se falasse alguma coisa.
Estava protestando contra a corrupção DEMOTUCANA e seu pai Rubem Fonseca Filho protestou contra a barbárie em matéria publicada no CORREIO BRAZILIENSE sob o título “o primeiro punido”. O corrupto está livre e comanda essa tal de PM.
Tudo isso em tempos de Nobel da Paz para o terrorista branco disfarçado de negro Barack Obama, dos 41 anos do Ato Institucional V baixado pela ditadura militar (de assassinos e torturadores no Brasil) e da degradação geral do meio-ambiente em nome do capitalismo, da cristandade, da democracia, com as bênçãos do arcebispo de Mariana, do cardeal de Honduras e do papa do pequeno Reich do Vaticano.
Vem aí a OPUS DEI. Versão cristã da Al Qaeda.
A paz de Obama.
Sete bases militares na Colômbia, associação explicita com o governo narcotraficante de Álvaro Uribe, bombardeios contra civis no Afeganistão, golpe em Honduras, saque do petróleo iraquiano (boa parte das relíquias de um dos maiores museus do mundo, em tamanho e importância, o Museu de Bagdá, foram levadas para New York depois da invasão “libertadora”).
Na próxima edição do Nobel devem reparar uma injustiça. Premiar Hitler post mortem, do contrário fica faltando um nesse time, a despeito dos muitos justamente agraciados.
Bento XVI em nome da juventude hitlerista vai lá representá-lo. Obama fica assentado na primeira fila rezando o terço. E Marcelo Rossi monta barraca na entrada para vender seus CDs. Faz dueto com Edir Macedo e o casal do Renascer.
O Nobel do Terrorismo tem todos esses e mais alguns braços.
Falta contar a história dos covardes da comissão que escolhe o Nobel da Paz à época da decisão de premiar o arcebispo brasileiro Hélder Câmara. Silenciaram no tal de esforço diplomático para a paz. Esforço diplomático para a paz dessa gente é porrete. Nixon foi lá e ajeitou tudo com algumas malas de dólares.
Há anos atrás as redes de televisão no Brasil (e em muitos outros países, Hollywood mesmo) contratavam atores brancos para interpretar papéis de negros. Um creme escurecendo o rosto e as demais partes do corpo transformava o branco em negro. Um ou outro ator conseguia escapar ao racismo explícito dos chamados meios de entretenimento.
No Brasil, Grande Otelo (Sebastião Prata), um dos maiores atores da nossa história, foi um dos que conseguiu abrir seu caminho sem necessidade de cremes, sendo negro, mas mesmo assim enfrentando diversas situações constrangedoras, como várias vezes ele próprio confessou. Orson Welles, diretor de um dos maiores filmes (muitos acham o maior de todos) de todos os tempos, CIDADÃO KANE, considerava Otelo um gênio sob todos os aspectos.
Essa barreira foi sendo rompida lentamente e não pela bondade dos brancos, mas por conta da luta dos negros. E continua sendo uma luta que não terminou. O racismo em determinado momento de nossa história era tão explícito que, ainda na revista O CRUZEIRO (a maior da América Latina, semanal e edição em três línguas, cinco milhões de exemplares por semana -- VEJA nem sonha com isso), o extraordinário jornalista Millôr Fernandes afirmou que “no Brasil não temos racismo, aqui o negro conhece seu lugar”.
Os primeiros papéis atribuídos a atores e atrizes negros eram de empregados domésticos, uma ponta aqui e ali de engraxate, ou escravos, nas muitas novelas de época que rolaram e rolam pelas redes de tevê.
A História do Brasil está repleta de heróis negros. Não são necessariamente aqueles escravos cuja alforria foi assegurada se participassem do massacre imposto ao povo paraguaio naquilo que chamam Guerra do Paraguai. Eram a bucha do canhão para enfrentar a resistência heróica e determinada dos guaranis. Falo de outros, Zumbi dos Palmares.
O prêmio Nobel da Paz foi instituído por Alfred Nobel, inventor da dinamite. À época Noruega e Suécia formavam um só país, podemos dizer assim e a Noruega ficou encarregada de escolher anualmente alguém que tendo contribuído para a paz mundial, atribuir-lhe o prêmio. Diploma, medalha e uma determinada quantia em dinheiro.
É inegável que em alguns momentos os encarregados da escolha do prêmio Nobel da Paz o fizeram de forma correta. Os que escolhem são figuras previamente determinadas no próprio regulamento e isso acaba refletindo a conjuntura política norueguesa. Num ano Adolfo Perez Esquivel, noutro um assassino padrão Theodore Roosevelt, presidente dos EUA e responsável pela política que ficou conhecida a partir de uma frase sua – “big stick”, ou grande porrete –. Esse era aplicado aos países da América Central que ousassem desafiar o poder democrático, cristão e ocidental dos norte-americanos.
O bispo católico Desmond Tutu, escolhido por sua luta contra a política segregacionista em seu país, a África do Sul, e que hoje recomendou que se continue a manifestar contra os predadores ambientais reunidos em Copenhague na Dinamarca, interessados em manter seus privilégios de nações ricas às custas das nações pobres.
Menachem Beghin, segundo o físico Albert Einstein, era um terrorista sem entranhas, assassino de várias pessoas na região da Palestina (onde seus sequazes continuam no governo e assassinando impunemente) foi um dos premiados. Henry Kissinger, que foi um dos inspiradores do diretor Stanley Kulbrick no filme O DOUTOR FANTÁSTICO. Um alemão que escapa da débâcle do nazismo e vai para os EUA onde ajuda a construir a bomba atômica, tanto quanto noutra ponta, a implantar políticas de guerras contra povos com o vietnamita. Kissinger foi agraciado junto com Le Duc Tho, negociador norte-vietnamita e que recusou o prêmio por não ver razão para tal, dividi-lo com um secretário do governo que despejou toneladas de armas químicas sobre seu povo numa agressão típica dos norte-americanos. Boçal, terrorista e insana.
Mas, como todas, lucrativas e em nome de Deus, da paz e toda essa parafernália que William Bonner usa para perguntar se abóboras querem bom dia.
Barack Obama é só alguém que tem a pele negra, mas o pensamento ariano/branco, no que isso significa o toque da Sétima Cavalaria do general Custer (um dos primeiros boçais a ganhar notoriedade matando índios nos EUA). Ao contrário dos atores brancos que usavam um creme para ficar negro, é um avanço “tecnológico”. Já traz a pele negra, mas pensa e age como branco escravagista, bárbaro, sanguinário, isso num tempo em que se pode transformar cretinos como José Jânio Serra em sabão em pó que lava tudo e tira manchas.
Morreu essa semana que termina o ex-ministro da Saúde Jamil Haddad. Foi o criador e o responsável pelos primeiros passos na implantação da política de remédios genéricos, produto de proposta sua. Mentiroso e acoitado por jornalistas padrão Juca Kfouri, Serra diz que foi ele.
Há um monte de Obamas por aí. Ao receber o laurel, o prêmio Nobel da Paz por seus “esforços” pela diplomacia como instrumento de solução dos problemas mundiais, Obama apenas foi lá buscar o diploma, a medalha e a dotação a que tem direito, tendo pago o dobro, pelo menos, levando em conta a formação atual do comitê que escolhe o prêmio Nobel da Paz. Nesse momento um comitê venal.
Falou da necessidade da guerra em seu discurso. Tentou justificar a guerra. Lato sensu um terrorista. Disfarçado em cervejeiro.
Está enviando mais 30 mil homens ao Afeganistão para “terminar o serviço”. Terminar o serviço na linguagem dessa gente, de qualquer quadrilha, significa eliminar quem conseguiu escapar da primeira sortida, assim que nem o Massacre do dia São Valentim.
É um escárnio, um deboche, num mundo em que as nações ricas se eximem de responsabilidades pelos crimes ambientais que cometem e como disse o delegado chinês na conferência de Copenhague, “a posição dos Estados Unidos parece a daquele cidadão que vai a um restaurante janta e bebe e o outro, que chegou só à hora da sobremesa tem que dividir a conta inteira”. Ou como frisou, “irresponsável”.
Cerca de 400 pessoas foram presas na civilizada Dinamarca, onde numa região os jovens se mostram homens assassinando golfinhos num banho de sangue típico de brancos colonizadores. Boçais pura e simplesmente.
Protestavam contra a irresponsabilidade dos governantes de grandes e muitas pequenas potências em relação ao meio-ambiente.
Aqui no Brasil deputados do DEM, partido do governador José Roberto Arruda (o que ia ser vice de José Jânio Serra), atolado em corrupção até a alma (ou como disse o deputado Alberto Fraga justificando seu voto a favor de Arruda no partido, “aqui somos todos iguais”), pegaram um avião com dinheiro público e foram para o Chile onde amanhã elegem um novo presidente. Estão alinhados com a direita de lá, o grupo de Pinochet. Iguais quer dizer corruptos e isso também, fascistas.
Um jovem de nome José Ricardo Fonseca, com seu pai, seus familiares, foi a uma passeata protestar contra o governo Arruda, a corrupção generalizada de DEM e PSDB.
No Brasil existe uma anomalia dos tempos dos coronéis (e em alguns outros lugares também). A tal Polícia Militar. Polícia, em sua essência, em sua razão de ser é uma instituição civil. Aqui não. Um bando de torturadores, assassinos, em nome da lei, com todas as garantias, inclusive de foro privilegiado, arvora em “teje preso”, na boçalidade da farsa democrática.
Ricardo foi espancado, torturado e preso num ataque de fúria de um desses boçais, o coronel Silva Filho (a patente define) e ameaçado de assassinato por um sargento de nome Cássio, já na viatura, se falasse alguma coisa.
Estava protestando contra a corrupção DEMOTUCANA e seu pai Rubem Fonseca Filho protestou contra a barbárie em matéria publicada no CORREIO BRAZILIENSE sob o título “o primeiro punido”. O corrupto está livre e comanda essa tal de PM.
Tudo isso em tempos de Nobel da Paz para o terrorista branco disfarçado de negro Barack Obama, dos 41 anos do Ato Institucional V baixado pela ditadura militar (de assassinos e torturadores no Brasil) e da degradação geral do meio-ambiente em nome do capitalismo, da cristandade, da democracia, com as bênçãos do arcebispo de Mariana, do cardeal de Honduras e do papa do pequeno Reich do Vaticano.
Vem aí a OPUS DEI. Versão cristã da Al Qaeda.
A paz de Obama.
Sete bases militares na Colômbia, associação explicita com o governo narcotraficante de Álvaro Uribe, bombardeios contra civis no Afeganistão, golpe em Honduras, saque do petróleo iraquiano (boa parte das relíquias de um dos maiores museus do mundo, em tamanho e importância, o Museu de Bagdá, foram levadas para New York depois da invasão “libertadora”).
Na próxima edição do Nobel devem reparar uma injustiça. Premiar Hitler post mortem, do contrário fica faltando um nesse time, a despeito dos muitos justamente agraciados.
Bento XVI em nome da juventude hitlerista vai lá representá-lo. Obama fica assentado na primeira fila rezando o terço. E Marcelo Rossi monta barraca na entrada para vender seus CDs. Faz dueto com Edir Macedo e o casal do Renascer.
O Nobel do Terrorismo tem todos esses e mais alguns braços.
Falta contar a história dos covardes da comissão que escolhe o Nobel da Paz à época da decisão de premiar o arcebispo brasileiro Hélder Câmara. Silenciaram no tal de esforço diplomático para a paz. Esforço diplomático para a paz dessa gente é porrete. Nixon foi lá e ajeitou tudo com algumas malas de dólares.
A CPI DO MST – OS ESCRAVAGISTAS
Laerte Braga
Quem quer que se dirija ao GOOGLE, pesquisa, digitar o nome do deputado Ronaldo Caiado do DEM (partido de José Roberto Arruda) vai encontrar, entre outras coisas, seu vínculo com o trabalho escravo. O deputado é contrário à emenda constitucional que pune com a perda das terras para fim de reforma agrária, o proprietário ou empresa que fizer uso de trabalho escravo. Ele próprio o faz.
Quem for procurar informações sobre a senadora Kátia Abreu (DEM, partido de José Roberto Arruda) vai encontrar que a senhora em questão encalhou no Senado Federal às custas de dinheiro da Confederação Nacional da Agricultura da qual era presidente e repassado àquela entidade para ser utilizado em financiamentos de projetos agrícolas.
Não são necessariamente corruptos por corrupção. São corruptos pelo que representam. Interesses do mais atrasado e boçal latifúndio brasileiro (se bem que não existe latifúndio não atrasado e não boçal).
Kátia Abreu responde a processo por desvio de recursos da Confederação Nacional da Agricultura, tanto quanto por ter lesado um lavrador em sua região, tomando-lhe a terra num típico conto do vigário.
Nem a senadora e nem o deputado descobriram ainda a existência de garfo e faca, por exemplo, para se possa comer. Conhecem chicote, pelourinho, senzala e toda a sorte de boçalidades possíveis em termos de se tratar escravos.
Ronaldo Caiado e Kátia Abreu associaram-se a empresas estrangeiras, a MONSANTO principalmente, entupindo a mesa do brasileiro e lá fora também, de produtos transgênicos, sabidamente nocivos à saúde e que para muito além disso transformam num curto prazo qualquer terra em imprestável ao plantio do quer que seja, mas aí, suas contas bancárias já estarão aptas a lhes garantir futuro tranqüilo e risonho.
A CPI do MST tem dois vieses que se casam. O primeiro deles assegurar a permanência do regime de escravidão mantido pelo latifúndio brasileiro e o segundo assegurar a posse da terra a empresas estrangeiras, logo, ferindo de morte a soberania nacional, tal a extensão de terras em poder desse tipo de gente.
Se a agricultura brasileira, sustentada na prática pelo pequeno e médio produtor rurais, vai se lascar e o “celeiro do mundo” virar um grande deserto dentro de alguns anos, gerando fome e doenças, isso não é problema deles, pois não são humanos, são figuras desprezíveis e abjetas em todos os sentidos.
O patriotismo deles é aquela forma canalha a que se refere o pensador inglês Samuel Johnson.
A CPI é simples. Estigmatizar o MST com apoio da mídia (a grande mídia GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, BANDEIRANTES, etc) venal e serve aos mesmos patrões, assegurar os privilégios dos latifundiários entre eles o de não pagar suas dívidas com o Banco do Brasil e outras agências de fomento do governo (nunca pagaram e nem pensam em pagar, são caloteiros por natureza), garantindo que permanecerão senhores de escravos e a serviço de potência estrangeira.
São bandidos, bandoleiros lato sensu.
Não têm escrúpulos e nem têm nada além da capacidade de urrar e rosnar asneiras.
Que tenham recebido apoio expresso e público do deputado Ônix Lorenzoni, também do DEM (partido do governador José Roberto Arruda) não é novidade. O Rio Grande do Sul embora seja um dos estados mais próspero do País, terra de Mário Quintana entre outros, tem o latifundiário mais brutal e estúpido do Brasil. Ainda desconhecem a existência da roda, mas conhecem a da pólvora com que seus pistoleiros assassinam trabalhadores rurais e pequenos produtores.
E todos eles são financiados tanto por recursos desviados da Agricultura, como por empresas estrangeiras.
A senadora Kátia Abreu, uma espécie de pré-ornitorrinco, tal e qual Ronaldo Caiado. Lorenzoni não. É só um sem vergonha querendo aumentar o por fora. Foi eleita “miss desmatamento.”
Por que não levantar os débitos dessa gente com as agências de fomento à agricultura do governo federal? Os assassinatos cometidos por seus pistoleiros? Será que o brasileiro comum faz idéia de quanto um pilantra como Agripino Maia deve aos cofres públicos de financiamentos para a agricultura e usado em especulação financeira, mas que a GLOBO não informa, pois chega ali boa parte da grana?
A turma de abóboras que gosta de bom dia e escolher a gravata do Bonner?
O que está por trás da CPI do MST? Num primeiro momento garantir privilégios de bandidos como Kátia Abreu, Ronaldo Caiado. Num segundo atender a interesses de grupos econômicos estrangeiros e num terceiro, finalmente, inscrever o Brasil no rol de colônias da corte de Washington, à qual servem com devoção e altos salários.
Isolar um movimento popular que luta por algo que até um general fascista como Douglas MacArthur fez ao final da guerra, no Japão, a reforma agrária.
Quando a fome bater em “grandes plantações”, como afirma Vandré em sua canção “pra não dizer que não falei de flores”, não adianta mandar o xerife atrás desses bandidos. Já estarão longe e o Brasil já será BRAZIL.
A propósito, mesmo o ministro do Meio-ambiente, Carlos Minc, sendo um bobalhão, atrapalha interesses dessa gente e Kátia Abreu usou o recurso mais comum entre os seus. Ameaçou-o de morte por não aceitar assentar-se de quatro no colo do latifúndio.
A CPI do MST é isso. Uma traulitada no interesse nacional. O tal “terrorismo” do MST é uma luta legítima em favor do BRASIL, ao contrário dos que lutam pelo BRAZIL.
Há uma diferença fundamental entre um e outro
Quem quer que se dirija ao GOOGLE, pesquisa, digitar o nome do deputado Ronaldo Caiado do DEM (partido de José Roberto Arruda) vai encontrar, entre outras coisas, seu vínculo com o trabalho escravo. O deputado é contrário à emenda constitucional que pune com a perda das terras para fim de reforma agrária, o proprietário ou empresa que fizer uso de trabalho escravo. Ele próprio o faz.
Quem for procurar informações sobre a senadora Kátia Abreu (DEM, partido de José Roberto Arruda) vai encontrar que a senhora em questão encalhou no Senado Federal às custas de dinheiro da Confederação Nacional da Agricultura da qual era presidente e repassado àquela entidade para ser utilizado em financiamentos de projetos agrícolas.
Não são necessariamente corruptos por corrupção. São corruptos pelo que representam. Interesses do mais atrasado e boçal latifúndio brasileiro (se bem que não existe latifúndio não atrasado e não boçal).
Kátia Abreu responde a processo por desvio de recursos da Confederação Nacional da Agricultura, tanto quanto por ter lesado um lavrador em sua região, tomando-lhe a terra num típico conto do vigário.
Nem a senadora e nem o deputado descobriram ainda a existência de garfo e faca, por exemplo, para se possa comer. Conhecem chicote, pelourinho, senzala e toda a sorte de boçalidades possíveis em termos de se tratar escravos.
Ronaldo Caiado e Kátia Abreu associaram-se a empresas estrangeiras, a MONSANTO principalmente, entupindo a mesa do brasileiro e lá fora também, de produtos transgênicos, sabidamente nocivos à saúde e que para muito além disso transformam num curto prazo qualquer terra em imprestável ao plantio do quer que seja, mas aí, suas contas bancárias já estarão aptas a lhes garantir futuro tranqüilo e risonho.
A CPI do MST tem dois vieses que se casam. O primeiro deles assegurar a permanência do regime de escravidão mantido pelo latifúndio brasileiro e o segundo assegurar a posse da terra a empresas estrangeiras, logo, ferindo de morte a soberania nacional, tal a extensão de terras em poder desse tipo de gente.
Se a agricultura brasileira, sustentada na prática pelo pequeno e médio produtor rurais, vai se lascar e o “celeiro do mundo” virar um grande deserto dentro de alguns anos, gerando fome e doenças, isso não é problema deles, pois não são humanos, são figuras desprezíveis e abjetas em todos os sentidos.
O patriotismo deles é aquela forma canalha a que se refere o pensador inglês Samuel Johnson.
A CPI é simples. Estigmatizar o MST com apoio da mídia (a grande mídia GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, BANDEIRANTES, etc) venal e serve aos mesmos patrões, assegurar os privilégios dos latifundiários entre eles o de não pagar suas dívidas com o Banco do Brasil e outras agências de fomento do governo (nunca pagaram e nem pensam em pagar, são caloteiros por natureza), garantindo que permanecerão senhores de escravos e a serviço de potência estrangeira.
São bandidos, bandoleiros lato sensu.
Não têm escrúpulos e nem têm nada além da capacidade de urrar e rosnar asneiras.
Que tenham recebido apoio expresso e público do deputado Ônix Lorenzoni, também do DEM (partido do governador José Roberto Arruda) não é novidade. O Rio Grande do Sul embora seja um dos estados mais próspero do País, terra de Mário Quintana entre outros, tem o latifundiário mais brutal e estúpido do Brasil. Ainda desconhecem a existência da roda, mas conhecem a da pólvora com que seus pistoleiros assassinam trabalhadores rurais e pequenos produtores.
E todos eles são financiados tanto por recursos desviados da Agricultura, como por empresas estrangeiras.
A senadora Kátia Abreu, uma espécie de pré-ornitorrinco, tal e qual Ronaldo Caiado. Lorenzoni não. É só um sem vergonha querendo aumentar o por fora. Foi eleita “miss desmatamento.”
Por que não levantar os débitos dessa gente com as agências de fomento à agricultura do governo federal? Os assassinatos cometidos por seus pistoleiros? Será que o brasileiro comum faz idéia de quanto um pilantra como Agripino Maia deve aos cofres públicos de financiamentos para a agricultura e usado em especulação financeira, mas que a GLOBO não informa, pois chega ali boa parte da grana?
A turma de abóboras que gosta de bom dia e escolher a gravata do Bonner?
O que está por trás da CPI do MST? Num primeiro momento garantir privilégios de bandidos como Kátia Abreu, Ronaldo Caiado. Num segundo atender a interesses de grupos econômicos estrangeiros e num terceiro, finalmente, inscrever o Brasil no rol de colônias da corte de Washington, à qual servem com devoção e altos salários.
Isolar um movimento popular que luta por algo que até um general fascista como Douglas MacArthur fez ao final da guerra, no Japão, a reforma agrária.
Quando a fome bater em “grandes plantações”, como afirma Vandré em sua canção “pra não dizer que não falei de flores”, não adianta mandar o xerife atrás desses bandidos. Já estarão longe e o Brasil já será BRAZIL.
A propósito, mesmo o ministro do Meio-ambiente, Carlos Minc, sendo um bobalhão, atrapalha interesses dessa gente e Kátia Abreu usou o recurso mais comum entre os seus. Ameaçou-o de morte por não aceitar assentar-se de quatro no colo do latifúndio.
A CPI do MST é isso. Uma traulitada no interesse nacional. O tal “terrorismo” do MST é uma luta legítima em favor do BRASIL, ao contrário dos que lutam pelo BRAZIL.
Há uma diferença fundamental entre um e outro
"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul
Por Carlos Madeiro
Especial para o UOL Ciência e Saúde
Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global.
Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.
Segundo Luiz Carlos Molion, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU.
Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.
UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.
UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.
UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.
UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.
UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas, o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.
UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto as emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima.
UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significam a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.
UOL: Mas, a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que, quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas, não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre e, em 10 de junho, houve uma geada severa que matou tudo, e eles tiveram que replantar. Mas, era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.
UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
UOL: Mas, o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e, até agora, as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discurso de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.
UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente, não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.
UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, tem seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm
Especial para o UOL Ciência e Saúde
Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global.
Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.
Segundo Luiz Carlos Molion, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU.
Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.
UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.
UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.
UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.
UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.
UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas, o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.
UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto as emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima.
UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significam a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.
UOL: Mas, a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que, quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas, não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre e, em 10 de junho, houve uma geada severa que matou tudo, e eles tiveram que replantar. Mas, era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.
UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
UOL: Mas, o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e, até agora, as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discurso de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.
UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente, não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.
UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, tem seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm
O Imperialismo continua o mesmo
A Secretária de Estado Hillary Clinton, dos Estados Unidos, ameaçou com “conseqüências” os países latino-americanos que mantém relações com o Irã, conforme matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo”. O fato alegado pela Secretária estadunidense é de que o Irã é perigoso por tentar desenvolver armas nucleares.
Por esta ótica os países latino-americanos deveriam cortar relações com os países que já desenvolveram as ditas armas, como os Estados Unidos, França, Inglaterra, China, Israel, Índia, Paquistão, Rússia e Coréia do Norte. Porque esses países podem ter armas nucleares e os demais países do mundo não?
Aliás, a tecnologia nuclear está cada vez mais próxima dos demais países. No futuro mais países terão capacidade de desenvolver artefatos nucleares. Isso garantirá a esses países que não serão invadidos por possuírem riquezas naturais como o Iraque está sendo. Se o Iraque, de fato, tivesse armas nucleares, os Estados Unidos jamais os teriam atacado. Assim como não se atreveram a atacar a Coréia do Norte, que os desafiam constantemente.
Ainda, segundo o jornal, a Hillary Clinton, manifestou preocupação com a Venezuela, onde Chávez, pode se eleger por tempo indeterminado, com a Nicarágua, que Ortega pode obter um novo mandato. A seletividade é gritante da Secretária estadunidense. E o Álvaro Uribe, metido até o pescoço com o narcotráfico, segundo denúncias recentes, não é preocupação pelo seu terceiro mandato? Logo ele que transformou aquele país num satélite dos Estados Unidos? Porque a Secretária não fica preocupada com governos da Alemanha, Inglaterra e França que também podem governar por tempo indeterminado?
Por falar em democracia, porque os Estados Unidos apoiaram o golpe de estado em Honduras? Jamais esse golpe seria dado sem o aval dos Estados Unidos.
O que é a democracia para os Estados Unidos? São os países subvernientes, como era o Paquistão, no tempo que era governado por uma ditadura? São os sucessivos governos ditatoriais implantados na América Latina nas décadas de 1960 e 1970 pelos governos estadunidenses e apoiados por estes?
Os Estados Unidos que tiveram duas eleições fraudadas e usam da tortura como em Guantánamo, são uma democracia?
No que se refere as conseqüências ameaçadas pela Clinton? Sabotagens feitas pela CIA, como ocorreu e ocorre em toda América Latina? Golpes de estado como em Honduras ou na tentativa da Venezuela? Invasão militar, como no Iraque, Panamá, entre outros?
Os países do continente não são nações soberanas que podem ter relações diplomáticas com quem quiserem?
Será que no tempo em que o Paquistão era governado por uma ditadura e apoiado pelos Estados Unidos, os países latino-americanos poderiam ameaçá-los, caso não cortassem relações com esse país?
O fato de deter o poder nuclear, o que os fazem forte, e receio de que outras nações o tenham, o que o enfraquecem sua posição no mundo é a causa pela qual os estadunidenses vêm tentando desnuclearizar os demais países? Se todos os países do mundo tiverem artefatos nucleares, os Estados Unidos não poderão mais invadir nenhum, como vem ocorrendo corriqueiramente no mundo desde o século XIX. E de nada valerá sua supremacia militar.
É lamentável a posição do jornal “O Estado de São Paulo”, que publica uma matéria dessas sem nenhuma crítica a postura imperial dos Estados Unidos. A mídia brasileira, que conhecemos como Partido da Imprensa Golpista – PIG é pautada por Washington?
Afinal é mais barato comprar jornais e jornalistas do que invadir países.
Por esta ótica os países latino-americanos deveriam cortar relações com os países que já desenvolveram as ditas armas, como os Estados Unidos, França, Inglaterra, China, Israel, Índia, Paquistão, Rússia e Coréia do Norte. Porque esses países podem ter armas nucleares e os demais países do mundo não?
Aliás, a tecnologia nuclear está cada vez mais próxima dos demais países. No futuro mais países terão capacidade de desenvolver artefatos nucleares. Isso garantirá a esses países que não serão invadidos por possuírem riquezas naturais como o Iraque está sendo. Se o Iraque, de fato, tivesse armas nucleares, os Estados Unidos jamais os teriam atacado. Assim como não se atreveram a atacar a Coréia do Norte, que os desafiam constantemente.
Ainda, segundo o jornal, a Hillary Clinton, manifestou preocupação com a Venezuela, onde Chávez, pode se eleger por tempo indeterminado, com a Nicarágua, que Ortega pode obter um novo mandato. A seletividade é gritante da Secretária estadunidense. E o Álvaro Uribe, metido até o pescoço com o narcotráfico, segundo denúncias recentes, não é preocupação pelo seu terceiro mandato? Logo ele que transformou aquele país num satélite dos Estados Unidos? Porque a Secretária não fica preocupada com governos da Alemanha, Inglaterra e França que também podem governar por tempo indeterminado?
Por falar em democracia, porque os Estados Unidos apoiaram o golpe de estado em Honduras? Jamais esse golpe seria dado sem o aval dos Estados Unidos.
O que é a democracia para os Estados Unidos? São os países subvernientes, como era o Paquistão, no tempo que era governado por uma ditadura? São os sucessivos governos ditatoriais implantados na América Latina nas décadas de 1960 e 1970 pelos governos estadunidenses e apoiados por estes?
Os Estados Unidos que tiveram duas eleições fraudadas e usam da tortura como em Guantánamo, são uma democracia?
No que se refere as conseqüências ameaçadas pela Clinton? Sabotagens feitas pela CIA, como ocorreu e ocorre em toda América Latina? Golpes de estado como em Honduras ou na tentativa da Venezuela? Invasão militar, como no Iraque, Panamá, entre outros?
Os países do continente não são nações soberanas que podem ter relações diplomáticas com quem quiserem?
Será que no tempo em que o Paquistão era governado por uma ditadura e apoiado pelos Estados Unidos, os países latino-americanos poderiam ameaçá-los, caso não cortassem relações com esse país?
O fato de deter o poder nuclear, o que os fazem forte, e receio de que outras nações o tenham, o que o enfraquecem sua posição no mundo é a causa pela qual os estadunidenses vêm tentando desnuclearizar os demais países? Se todos os países do mundo tiverem artefatos nucleares, os Estados Unidos não poderão mais invadir nenhum, como vem ocorrendo corriqueiramente no mundo desde o século XIX. E de nada valerá sua supremacia militar.
É lamentável a posição do jornal “O Estado de São Paulo”, que publica uma matéria dessas sem nenhuma crítica a postura imperial dos Estados Unidos. A mídia brasileira, que conhecemos como Partido da Imprensa Golpista – PIG é pautada por Washington?
Afinal é mais barato comprar jornais e jornalistas do que invadir países.
sábado, dezembro 12, 2009
OBAMA ERA OBRIGADO A ATUAR CINICAMENTE
OBAMA ERA OBRIGADO A ATUAR CINICAMENTE
Reflexões do companheiro Fidel
Nos últimos parágrafos de uma Reflexão intitulada “Os sinos dobram pelo dólar”, redigida há dois meses, no dia 9 de outubro de 2009, fiz referência ao problema da mudança climática aonde o capitalismo imperialista tem conduzido a humanidade.
“Os Estados Unidos — disse, fazendo alusão às emissões de carbono — não fazem nenhum esforço real. Só aceitam 4% de redução com respeito ao ano 1990”. Nesse momento os cientistas exigiam um mínimo que flutuava entre 25 e 40% para o ano 2020.
Acrescentei logo: Hoje sexta-feira 9, de manhã, o mundo acordou com a notícia de que “o Obama bom” do enigma, explicado pelo Presidente Bolivariano Hugo Chávez nas Nações Unidas, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Nem sempre compartilho as opiniões dessa instituição, mas estou obrigado a reconhecer que nestes instantes foi, segundo a minha opinião, uma medida positiva. Compensa o revés que sofreu Obama em Copenhague ao ser eleita Rio de Janeiro e não Chicago sede das Olimpíadas de 2016, o que provocou irados ataques de seus adversários de extrema direita.
“Muitos serão da opinião de que não ganhou ainda o direito a receber essa distinção. Desejamos ver na decisão, mais do que um prêmio ao Presidente dos Estados Unidos, uma crítica à política criminosa que seguiram não poucos presidentes desse país, os quais conduziram o mundo à encruzilhada onde hoje se encontra; uma exortação à paz e à busca de soluções que conduzam à sobrevivência da espécie.
Era óbvio que observava cuidadosamente o Presidente negro eleito num país racista que sofria profunda crise econômica, sem prejulgá-lo por algumas das suas declarações de campanha e sua condição de chefe do executivo ianque.
Após quase um mês, noutra Reflexão que intitulei “Uma história de ficção científica”, escrevi o seguinte:
“O povo norte-americano não é culpável, senão vítima de um sistema insustentável e o que é pior ainda: incompatível já com a vida da humanidade”
“O Obama inteligente e rebelde que sofreu a humilhação e o racismo durante a infância e a juventude o percebe, mas o Obama educado e engajado com o sistema e com os métodos que o levaram à Presidência dos Estados Unidos não pode resistir a tentação de pressionar, ameaçar, e inclusive enganar os outros.”
A seguir acrescento: “É obsessivo em seu trabalho; talvez nenhum outro Presidente dos Estados Unidos seria capaz de se engajar num programa tão intenso como o que se propõe levar à cabo nos próximos oitos dias”.
Nessa Reflexão, como pode ser observado, eu faço a análise da complexidade e das contradições de seu longo percurso pelo Sudeste asiático e pergunto:
“O que pensa abordar nosso ilustre amigo na intensa viagem?” Seus assessores tinham declarado que falaria de tudo com a China, a Rússia, o Japão, a Coréia do Sul, et cetera, et cetera.
Já é evidente que Obama preparava o terreno para o discurso que pronunciou em West Point no dia 1 de dezembro de 2009. Esse dia empregou-se a fundo. Elaborou e ordenou cuidadosamente 169 frases destinadas a tocar cada uma das “teclas” que lhe interessavam, para conseguir que a sociedade norte-americana o apoiasse numa estratégia de guerra. Adotou posições que fizeram com que empalidecessem as Catilinárias de Cícero. Esse dia eu tive a impressão que escutava a George W. Bush; seus argumentos não diferiam em nada da filosofia de seu antecessor, salvo por uma folha de parra: Obama opunha-se às torturas.
O principal chefe da organização à qual é atribuído o ato terrorista de 11 de Setembro foi recrutado e treinado pela Agência Central de Inteligência para combater as tropas soviéticas e nem sequer era afegão.
As opiniões de Cuba condenando aquele fato e outras medidas adicionais foram proclamadas esse mesmo dia. Também advertimos que a guerra não era o caminho para lutar contra o terrorismo.
A organização do Talibã, que significa estudante, surgiu das forças afegãs que lutavam contra a URSS e não eram inimigas dos Estados Unidos. Uma análise honesta conduziria à verdadeira história dos fatos que originaram essa guerra.
Hoje não são os soldados soviéticos, senão as tropas dos Estados Unidos e da NATO as quais a sangue e fogo ocupam esse país. A política que é oferecida ao povo dos Estados Unidos pela nova administração é a mesma de Bush, quem ordenou a invasão do Iraque, que nada tinha a ver com o ataque às Torres Gêmeas.
O Presidente dos Estados Unidos não diz uma palavra a respeito das centenas de milhares de pessoas, incluídas crianças e idosos inocentes, que tem morrido no Iraque e no Afeganistão e os milhões de iraquianos e afegãos que sofrem as conseqüências da guerra, sem nenhuma responsabilidade com os fatos que aconteceram em Nova Iorque. A frase com a qual conclui seu discurso: “Deus abençoe os Estados Unidos”, mais do que um desejo, parecia uma ordem dada ao céu.
Por que Obama aceitou o Prêmio Nobel da Paz quando já tinha decidido levar até as últimas conseqüências a guerra no Afeganistão? Obama não era obrigado atuar cinicamente.
Depois anunciou que receberia o Prêmio no dia 11 na capital de Noruega e viajaria a Cimeira de Copenhague no dia 18.
Agora há que esperar outro discurso teatral em Oslo, um novo compêndio de frases que ocultam a existência real de uma superpotência imperial com centenas de bases militares espalhadas pelo mundo, duzentos anos de intervenções militares em nosso hemisfério, e mais de um século de ações criminosas em países como o Vietnã, o Laos ou outros da Ásia, da África, do Oriente Médio, dos Bálcãs e em qualquer parte do mundo.
Agora o problema de Obama e de seus aliados mais ricos, é que o planeta que dominam com punho de ferro se desfaz em suas mãos.
É bem conhecido o crime cometido por Bush contra a humanidade ao não reconhecer o Protocolo de Kyoto e não fazer durante 10 anos o que deveu ter sido feito desde muito antes. Obama não é ignorante; conhece mesmo como conhecia Gore, o grave perigo que ameaça todos, mas vacila e mostra-se débil perante a oligarquia irresponsável e cega desse país. Não atua como Lincoln, para resolver o problema da escravidão e manter a integridade nacional em 1861, ou como Roosevelt, perante a crise econômica e o fascismo. Na terça-feira atirou uma tímida pedra nas agitadas águas da opinião internacional: a administradora da EPA (Agência de Proteção Ambiental) Lisa Jackson, declarou que as ameaças para a saúde pública e o bem-estar do povo dos Estados Unidos que significa o aquecimento global, permitem a Obama adotar medidas sem contar com o Congresso.
Nenhuma das guerras que têm tido lugar na história, significam um perigo maior.
As nações mais ricas tentarão jogar sobre as mais pobres o peso da carga para salvar a espécie humana. Deve ser exigido aos mais ricos o máximo de sacrifício, a máxima racionalidade no uso dos recursos, a máxima justiça para a espécie humana.
É possível que, em Copenhague, o mais que possa ser conseguido seja um mínimo de tempo para atingir um acordo vinculador que sirva realmente para buscar soluções. Se isso é conseguido, a Cimeira significaria pelo menos, um modesto avanço.
Vamos ver o que acontece!
Fidel Castro Ruz
Dezembro 9 de 2009
12h34
Agência Cubana de Notícias
www.cubanoticias.ain.cu
ainportugues@ain.cu
Reflexões do companheiro Fidel
Nos últimos parágrafos de uma Reflexão intitulada “Os sinos dobram pelo dólar”, redigida há dois meses, no dia 9 de outubro de 2009, fiz referência ao problema da mudança climática aonde o capitalismo imperialista tem conduzido a humanidade.
“Os Estados Unidos — disse, fazendo alusão às emissões de carbono — não fazem nenhum esforço real. Só aceitam 4% de redução com respeito ao ano 1990”. Nesse momento os cientistas exigiam um mínimo que flutuava entre 25 e 40% para o ano 2020.
Acrescentei logo: Hoje sexta-feira 9, de manhã, o mundo acordou com a notícia de que “o Obama bom” do enigma, explicado pelo Presidente Bolivariano Hugo Chávez nas Nações Unidas, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Nem sempre compartilho as opiniões dessa instituição, mas estou obrigado a reconhecer que nestes instantes foi, segundo a minha opinião, uma medida positiva. Compensa o revés que sofreu Obama em Copenhague ao ser eleita Rio de Janeiro e não Chicago sede das Olimpíadas de 2016, o que provocou irados ataques de seus adversários de extrema direita.
“Muitos serão da opinião de que não ganhou ainda o direito a receber essa distinção. Desejamos ver na decisão, mais do que um prêmio ao Presidente dos Estados Unidos, uma crítica à política criminosa que seguiram não poucos presidentes desse país, os quais conduziram o mundo à encruzilhada onde hoje se encontra; uma exortação à paz e à busca de soluções que conduzam à sobrevivência da espécie.
Era óbvio que observava cuidadosamente o Presidente negro eleito num país racista que sofria profunda crise econômica, sem prejulgá-lo por algumas das suas declarações de campanha e sua condição de chefe do executivo ianque.
Após quase um mês, noutra Reflexão que intitulei “Uma história de ficção científica”, escrevi o seguinte:
“O povo norte-americano não é culpável, senão vítima de um sistema insustentável e o que é pior ainda: incompatível já com a vida da humanidade”
“O Obama inteligente e rebelde que sofreu a humilhação e o racismo durante a infância e a juventude o percebe, mas o Obama educado e engajado com o sistema e com os métodos que o levaram à Presidência dos Estados Unidos não pode resistir a tentação de pressionar, ameaçar, e inclusive enganar os outros.”
A seguir acrescento: “É obsessivo em seu trabalho; talvez nenhum outro Presidente dos Estados Unidos seria capaz de se engajar num programa tão intenso como o que se propõe levar à cabo nos próximos oitos dias”.
Nessa Reflexão, como pode ser observado, eu faço a análise da complexidade e das contradições de seu longo percurso pelo Sudeste asiático e pergunto:
“O que pensa abordar nosso ilustre amigo na intensa viagem?” Seus assessores tinham declarado que falaria de tudo com a China, a Rússia, o Japão, a Coréia do Sul, et cetera, et cetera.
Já é evidente que Obama preparava o terreno para o discurso que pronunciou em West Point no dia 1 de dezembro de 2009. Esse dia empregou-se a fundo. Elaborou e ordenou cuidadosamente 169 frases destinadas a tocar cada uma das “teclas” que lhe interessavam, para conseguir que a sociedade norte-americana o apoiasse numa estratégia de guerra. Adotou posições que fizeram com que empalidecessem as Catilinárias de Cícero. Esse dia eu tive a impressão que escutava a George W. Bush; seus argumentos não diferiam em nada da filosofia de seu antecessor, salvo por uma folha de parra: Obama opunha-se às torturas.
O principal chefe da organização à qual é atribuído o ato terrorista de 11 de Setembro foi recrutado e treinado pela Agência Central de Inteligência para combater as tropas soviéticas e nem sequer era afegão.
As opiniões de Cuba condenando aquele fato e outras medidas adicionais foram proclamadas esse mesmo dia. Também advertimos que a guerra não era o caminho para lutar contra o terrorismo.
A organização do Talibã, que significa estudante, surgiu das forças afegãs que lutavam contra a URSS e não eram inimigas dos Estados Unidos. Uma análise honesta conduziria à verdadeira história dos fatos que originaram essa guerra.
Hoje não são os soldados soviéticos, senão as tropas dos Estados Unidos e da NATO as quais a sangue e fogo ocupam esse país. A política que é oferecida ao povo dos Estados Unidos pela nova administração é a mesma de Bush, quem ordenou a invasão do Iraque, que nada tinha a ver com o ataque às Torres Gêmeas.
O Presidente dos Estados Unidos não diz uma palavra a respeito das centenas de milhares de pessoas, incluídas crianças e idosos inocentes, que tem morrido no Iraque e no Afeganistão e os milhões de iraquianos e afegãos que sofrem as conseqüências da guerra, sem nenhuma responsabilidade com os fatos que aconteceram em Nova Iorque. A frase com a qual conclui seu discurso: “Deus abençoe os Estados Unidos”, mais do que um desejo, parecia uma ordem dada ao céu.
Por que Obama aceitou o Prêmio Nobel da Paz quando já tinha decidido levar até as últimas conseqüências a guerra no Afeganistão? Obama não era obrigado atuar cinicamente.
Depois anunciou que receberia o Prêmio no dia 11 na capital de Noruega e viajaria a Cimeira de Copenhague no dia 18.
Agora há que esperar outro discurso teatral em Oslo, um novo compêndio de frases que ocultam a existência real de uma superpotência imperial com centenas de bases militares espalhadas pelo mundo, duzentos anos de intervenções militares em nosso hemisfério, e mais de um século de ações criminosas em países como o Vietnã, o Laos ou outros da Ásia, da África, do Oriente Médio, dos Bálcãs e em qualquer parte do mundo.
Agora o problema de Obama e de seus aliados mais ricos, é que o planeta que dominam com punho de ferro se desfaz em suas mãos.
É bem conhecido o crime cometido por Bush contra a humanidade ao não reconhecer o Protocolo de Kyoto e não fazer durante 10 anos o que deveu ter sido feito desde muito antes. Obama não é ignorante; conhece mesmo como conhecia Gore, o grave perigo que ameaça todos, mas vacila e mostra-se débil perante a oligarquia irresponsável e cega desse país. Não atua como Lincoln, para resolver o problema da escravidão e manter a integridade nacional em 1861, ou como Roosevelt, perante a crise econômica e o fascismo. Na terça-feira atirou uma tímida pedra nas agitadas águas da opinião internacional: a administradora da EPA (Agência de Proteção Ambiental) Lisa Jackson, declarou que as ameaças para a saúde pública e o bem-estar do povo dos Estados Unidos que significa o aquecimento global, permitem a Obama adotar medidas sem contar com o Congresso.
Nenhuma das guerras que têm tido lugar na história, significam um perigo maior.
As nações mais ricas tentarão jogar sobre as mais pobres o peso da carga para salvar a espécie humana. Deve ser exigido aos mais ricos o máximo de sacrifício, a máxima racionalidade no uso dos recursos, a máxima justiça para a espécie humana.
É possível que, em Copenhague, o mais que possa ser conseguido seja um mínimo de tempo para atingir um acordo vinculador que sirva realmente para buscar soluções. Se isso é conseguido, a Cimeira significaria pelo menos, um modesto avanço.
Vamos ver o que acontece!
Fidel Castro Ruz
Dezembro 9 de 2009
12h34
Agência Cubana de Notícias
www.cubanoticias.ain.cu
ainportugues@ain.cu
o Prêmio Nobel da Guerra
O discurso do Obama ao receber o Prêmio Nobel da Paz foi uma declaração de guerra ao mundo.
Na verdade nunca tive grandes esperanças no Obama e escrevi sobre isso num texto que acredito se poder encontrar pela internet: "Habemos Obama?" onde tentava demonstrar que mesmo havendo em Obama toda aquela boa-vontade que discursava ao mundo, não deixaria de ter de seguir os ditames do sistema, caso eleito fosse.
Eleito foi, mas continuou insistindo no discurso, no entanto me impressionou a comoção internacional por sua vitória, o envolvimento de esperanças em todo o mundo pela posse do discurso de paz. E iludi-me achando que essa manifestação mundial garantiria a boa-vontade do Obama, mesmo que em realidade não existisse, pois demonstrava-se ali que o mundo se cansara de acreditar na conversa fácil de defesa da liberdade, manutenção da democracia, princípios cristãos e outras tantas e tão repetidas justificativas para a manutenção da guerra. Tolo, acreditei que o sistema do império se conteria perante evidência do anseio global.
Obama continuou fazendo seus discursos, como o da abertura da ONU há poucos meses, em que sustenta que os Estados Unidos não interferirão nos conflitos regionais e que as nações teriam de resolver sozinhas seus problemas.
Estas falas associadas a crise financeira do próprio Estados Unidos, me deram a impressão que sim, que poderíamos esperar por melhores relações entre as nações e provável maior boa vontade dos líderes mundiais.
Quando se criticou os organizadores do Nobel pela premiação de alguém que ainda nada fizera pela paz, pensei em escrever algo explicando o que eu entendera como um prêmio para uma idéia de Paz e não para a pessoa do Obama em si. Um prêmio pela esperança de paz que ele fez representar-se para o mundo.
Quando se deu o golpe de Honduras, imaginei que as forças do sistema imperial estariam desafiando Obama. Demonstrando que estão presentes e mantêm seus poderes de imposições de regimes e quadrilhas ditatoriais nos países do continente. Nas declarações que fez sobre o conflito entre sionistas e palestinos, o imaginei acuado por pressões dos maiores financistas mundiais.
Por tanto agradeço o discurso do Obama em seu discurso pelo Nobel da Paz. Os fundamentos da honraria há muito têm me parecido pouco confiáveis, afinal não se a concedeu para pacifistas como Mahatma Gandhi e se a outorgou a senhores da guerra como Henry Kissinger e Shimon Perez. Mas o discurso de guerra do Obama define com absoluta exatidão o que realmente se trata esse Prêmio e a organização ou instituição que o outorga. Não resta mais nenhuma dúvida.
Tampouco resta alguma dúvida sobre o nível de respeito do Império às aspirações e símbolos da humanidade ou à própria humanidade em si. Ao presente ou ao futuro da espécie.
Obama não deixou restar qualquer sombra dúvida: daqui pra frente, todo indicado que aceitar o Nobel da Paz é, antes de tudo, um hipócrita assumido.
Mais importante que isso, o discurso de Obama, melhor do que qualquer fala de Bush, Nixon, Kissinger, Eisenhower, Roosevelt, General MacArthur, Moshe Dayan, Ariel Sharon e outros senhores da guerra, esclareceu de forma muito nítida que cada cidadão desse mundo, durante muitas gerações, já poderá nascer com uma certeza inequívoca: pertencemos todos a uma espécie ameaçada por um violento e mortal predador, o mais perigoso inimigo natural da espécie humana: os Estados Unidos.
Raul Longo
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Na verdade nunca tive grandes esperanças no Obama e escrevi sobre isso num texto que acredito se poder encontrar pela internet: "Habemos Obama?" onde tentava demonstrar que mesmo havendo em Obama toda aquela boa-vontade que discursava ao mundo, não deixaria de ter de seguir os ditames do sistema, caso eleito fosse.
Eleito foi, mas continuou insistindo no discurso, no entanto me impressionou a comoção internacional por sua vitória, o envolvimento de esperanças em todo o mundo pela posse do discurso de paz. E iludi-me achando que essa manifestação mundial garantiria a boa-vontade do Obama, mesmo que em realidade não existisse, pois demonstrava-se ali que o mundo se cansara de acreditar na conversa fácil de defesa da liberdade, manutenção da democracia, princípios cristãos e outras tantas e tão repetidas justificativas para a manutenção da guerra. Tolo, acreditei que o sistema do império se conteria perante evidência do anseio global.
Obama continuou fazendo seus discursos, como o da abertura da ONU há poucos meses, em que sustenta que os Estados Unidos não interferirão nos conflitos regionais e que as nações teriam de resolver sozinhas seus problemas.
Estas falas associadas a crise financeira do próprio Estados Unidos, me deram a impressão que sim, que poderíamos esperar por melhores relações entre as nações e provável maior boa vontade dos líderes mundiais.
Quando se criticou os organizadores do Nobel pela premiação de alguém que ainda nada fizera pela paz, pensei em escrever algo explicando o que eu entendera como um prêmio para uma idéia de Paz e não para a pessoa do Obama em si. Um prêmio pela esperança de paz que ele fez representar-se para o mundo.
Quando se deu o golpe de Honduras, imaginei que as forças do sistema imperial estariam desafiando Obama. Demonstrando que estão presentes e mantêm seus poderes de imposições de regimes e quadrilhas ditatoriais nos países do continente. Nas declarações que fez sobre o conflito entre sionistas e palestinos, o imaginei acuado por pressões dos maiores financistas mundiais.
Por tanto agradeço o discurso do Obama em seu discurso pelo Nobel da Paz. Os fundamentos da honraria há muito têm me parecido pouco confiáveis, afinal não se a concedeu para pacifistas como Mahatma Gandhi e se a outorgou a senhores da guerra como Henry Kissinger e Shimon Perez. Mas o discurso de guerra do Obama define com absoluta exatidão o que realmente se trata esse Prêmio e a organização ou instituição que o outorga. Não resta mais nenhuma dúvida.
Tampouco resta alguma dúvida sobre o nível de respeito do Império às aspirações e símbolos da humanidade ou à própria humanidade em si. Ao presente ou ao futuro da espécie.
Obama não deixou restar qualquer sombra dúvida: daqui pra frente, todo indicado que aceitar o Nobel da Paz é, antes de tudo, um hipócrita assumido.
Mais importante que isso, o discurso de Obama, melhor do que qualquer fala de Bush, Nixon, Kissinger, Eisenhower, Roosevelt, General MacArthur, Moshe Dayan, Ariel Sharon e outros senhores da guerra, esclareceu de forma muito nítida que cada cidadão desse mundo, durante muitas gerações, já poderá nascer com uma certeza inequívoca: pertencemos todos a uma espécie ameaçada por um violento e mortal predador, o mais perigoso inimigo natural da espécie humana: os Estados Unidos.
Raul Longo
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Auto comiseração do jornal "O Estado de São Paulo"
Imagine, logo os Mesquitas que censuram as notícias boas do governo Lula, estão falando em censura! Nem George Orwell faria melhor. É a metalinguagem. Eles que apoiaram o golpe de estado de 1964, que perseguiu, torturou e matou muitos brasileiros, estão se sentindo perseguidos. Eles que sempre perseguiram aqueles que lutaram pela democracia no Brasil. O Estado de São Paulo é o bastião dos reacionários desse país. A política defendida pelo jornal é de subverniência aos interesses estrangeiros. É um jornal editado de acordo com os interesses de Waschington. Não estão nem ai para os brasileiros. Apoia o DEM e o PSDB. É a linha de frente, junto com a Folha de São Paulo, Globo e Veja na tentativa de golpe contra o presidente Lula. Apoiam discretamente o golpe em Honduras. Faz parte do acordo de blindagem de José Serra. É pura hipocrisia essa campanha do jornal "O Estado de São Paulo" em favor da liberdade de expressão. Só se for o dos Mesquitas, não respeitando o direito contraditório, de escrever segundo as suas idéias de mundo em detrimento da maioria da população brasileira. Está na hora de combater a ditadura midiática, da qual esse jornal faz parte!
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Contra a ditadura midiática


Eu tinha a assinatura do jornal Valor Econômico e cancelei. Não tenho UOL nem folha de São Paulo. Evito ao máximo assistir a Rede Globo.Acho que devemos continuar o movimento de boicotar o Partido da Imprensa Golpista, representado principalmente pela Rede Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo e revista Veja. Devemos também pressionar os anunciantes do jornal da Globo e jornal Nacional para que reveja sua publicidade. Esses desinformativos fazem campanha deslavada para os tucanos e demos. São contra o governo Lula. Manipulam informações de acordo com suas teses golpista. Apoiam os interesses dos Estados Unidos. Apoiam o golpe de estado de Honduras. A luta contra a ditadura midiática é tão importante quanto a luta travada contra a ditadura militar.
Condescendência
Serra é fujão e a imprensa é condescendente com ele. Os jornalistas paulistas estão jogando a culpa do alagão em São Pedro! São Pedro é o prefeito e o governador de São Paulo. Chegamos na metalinguagem. Estão fazendo todo o esforço para livrar a cara dos demos e dos tucanos. Nunca vi uma imprensa tão parcial como essa que está ai. O Juca Kfouri no seu programa da rádio CBN,ontem, assim que o Victor Birner começou a criticar o prefeito, ele mudou de assunto. Definitivamente aquele que se coloca contra o Ricardo Teixeira está tendo a mesma postura. É má-fé Juca esse tipo de postura. Ou se é ético ou não é, não há meio termo. Definitivamente não vou ouvir mais o seu programa. Defender o Serra e o Kassab nesse alagão e ainda mudar de assunto no rádio, impedindio o Victor Birner de falar é fazer jornalismo parcial. É ISSO.
terça-feira, dezembro 08, 2009
A patética esquerda sem povo
por Luiz Carlos Azenha
O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.
Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.
Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.
Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.
O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.
Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda -- à qual César Benjamin alega pertencer -- e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.
O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.
Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.
O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.
Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.
É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de queO POVOnão sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.
Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo".
http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-patetica-esquerda-sem-povo/
O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.
Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.
Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.
Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.
O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.
Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda -- à qual César Benjamin alega pertencer -- e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.
O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.
Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.
O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.
Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.
É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de queO POVOnão sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.
Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo".
http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-patetica-esquerda-sem-povo/
Pesquisa Vox Populi encomendada pelo PT aponta Dilma entre 22% e 30% das intenções de voto
Eu não acredito no IBOPE nem no Datafolha. São mancomunados com os que querem destruir o Brasil e impedir o seu povo de viver melhor.
O PT tem números para comemorar. Pesquisa Vox Populi, encomendada pelos próprios petistas, aponta entre 22% e 30% das intenções de voto na ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para presidente.
A pesquisa encomendada pelo PT ao Instituto Vox Populi indica que a maratona de viagens e a exposição constante ao lado de Lula surtiram efeito, ajudando a tornar Dilma mais conhecida.
Os dados, obtidos pelo Estado, mostram Dilma com 22% no pior cenário. Ela disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que tem 35%, e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 13%. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) obteve 6%, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 3%.
Dos 2 mil entrevistados, 55% sabem que Lula apoiará Dilma em 2010. Eram 46% em maio. Outros 48% responderam que "conhecem bem" a ministra, 33% a conhecem "de nome" e 19% não a conhecem ou não responderam. Em maio, eram, respectivamente, 38%, 36% e 26%.
Nos cenários com Serra, Dilma tem suas melhores performances quando Ciro é excluído. Mas é justamente sem Ciro que Serra amplia a vantagem sobre Dilma.
Nos dois cenários em que o governador de Minas, Aécio Neves, é o candidato do PSDB, Dilma lidera.
Com cautela, o senador Mercadante comemorou a pesquisa Vox Populi que mostra que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possui entre 22% e 30% das intenções de voto nas eleições para presidente. "Eleição é que nem melão, você bate, pesa, olha, mas você só sabe o que tem dentro quando abre. Então, não dá para dizer que a eleição já aconteceu, até porque a humildade é trabalhar com seriedade. Mas eu estou muito confiante na possibilidade de vencer as eleições presidenciais."
Segundo o senador, o aumento do tempo no horário gratuito de TV será um grande aliado de Dilma no pleito do próximo ano. "Nós tivemos 21% do tempo de televisão em 2002, 24% em 2006 e vamos ter 50% de televisão em 2010. Isso ajuda muito para quem é governo porque nós vamos poder mostrar um Brasil que o povo sente e não vê", disse, completando que os brasileiros poderão conhecer a história política da ministra.
"Além disso, acho que a despedida do Lula (presidente Luiz Inácio Lula da Silva) vai comover profundamente o povo brasileiro, vai dar um sentimento de vazio. E esse sentimento, essa emoção, vai ser canalizada com a continuidade do governo com a eleição da Dilma", afirmou o senador, completando que irá a festa do PT em Brasília na próxima terça-feira.
O PT tem números para comemorar. Pesquisa Vox Populi, encomendada pelos próprios petistas, aponta entre 22% e 30% das intenções de voto na ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para presidente.
A pesquisa encomendada pelo PT ao Instituto Vox Populi indica que a maratona de viagens e a exposição constante ao lado de Lula surtiram efeito, ajudando a tornar Dilma mais conhecida.
Os dados, obtidos pelo Estado, mostram Dilma com 22% no pior cenário. Ela disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que tem 35%, e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 13%. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) obteve 6%, e a senadora Marina Silva (PV-AC), 3%.
Dos 2 mil entrevistados, 55% sabem que Lula apoiará Dilma em 2010. Eram 46% em maio. Outros 48% responderam que "conhecem bem" a ministra, 33% a conhecem "de nome" e 19% não a conhecem ou não responderam. Em maio, eram, respectivamente, 38%, 36% e 26%.
Nos cenários com Serra, Dilma tem suas melhores performances quando Ciro é excluído. Mas é justamente sem Ciro que Serra amplia a vantagem sobre Dilma.
Nos dois cenários em que o governador de Minas, Aécio Neves, é o candidato do PSDB, Dilma lidera.
Com cautela, o senador Mercadante comemorou a pesquisa Vox Populi que mostra que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possui entre 22% e 30% das intenções de voto nas eleições para presidente. "Eleição é que nem melão, você bate, pesa, olha, mas você só sabe o que tem dentro quando abre. Então, não dá para dizer que a eleição já aconteceu, até porque a humildade é trabalhar com seriedade. Mas eu estou muito confiante na possibilidade de vencer as eleições presidenciais."
Segundo o senador, o aumento do tempo no horário gratuito de TV será um grande aliado de Dilma no pleito do próximo ano. "Nós tivemos 21% do tempo de televisão em 2002, 24% em 2006 e vamos ter 50% de televisão em 2010. Isso ajuda muito para quem é governo porque nós vamos poder mostrar um Brasil que o povo sente e não vê", disse, completando que os brasileiros poderão conhecer a história política da ministra.
"Além disso, acho que a despedida do Lula (presidente Luiz Inácio Lula da Silva) vai comover profundamente o povo brasileiro, vai dar um sentimento de vazio. E esse sentimento, essa emoção, vai ser canalizada com a continuidade do governo com a eleição da Dilma", afirmou o senador, completando que irá a festa do PT em Brasília na próxima terça-feira.
OS “CONSTRANGIMENTOS” DA MÍDIA
Laerte Braga
Os responsáveis pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO notificaram judicialmente um blogueiro que vinha fazendo campanha na rede mundial de computadores pelo cancelamento de assinaturas do jornal.
Quem vai notificar a FOLHA por ter emprestado os carros/camionetes/caminhões para o transporte de presos políticos à época da ditadura? Eram transportados para sessões de tortura, para “atropelamentos” (eliminação sumária) ou, na melhor das hipóteses – dentre essas anteriores evidente – de uma prisão para outra.
Ou pela falsa ficha policial da ministra Dilma Roussef, já que engajados na campanha de um dos mais perigosos políticos da máfia tucana, o governador José Jânio Serra? O ombudsman da FOLHA, uma espécie de juiz das matérias publicadas pelo jornal numa tentativa aparentemente democrática de corrigir erros, ou informações equivocadas, advertiu a redação que a ficha era falsa e ficou por isso mesmo, punido foi o ombudsman, pois “democracia” ali é de brincadeira, fachada.
A FOLHA na edição de sábado, dia 5 de dezembro, afirmou que o presidente boliviano Evo Morales deve vencer as eleições de hoje, domingo, 6 de dezembro, por maioria, mas deixou no ar aparentes dificuldades sem explicitá-las, só mostrando que há reações em alguns setores do país ao governo de Evo Morales. Não explicou claramente os setores. Os grandes empresários, banqueiros e latifundiários.
Esse tipo de gente não é setor, formam quadrilhas que nem a de Ermírio de Moraes no Brasil por exemplo. Ou a de Eike Batista. Ou a de Daniel Dantas.
Na edição de hoje, domingo, a FOLHA afirma que Evo deve ter uma votação surpreendente por conta dos índices favoráveis de seu governo. Melhorias acentuadas na saúde, principalmente universalização. Fim do analfabetismo, dados favoráveis na economia, mas afirma que a Bolívia está mais dependente do Brasil.
A participação do jornal FOLHA DE SÃO PAULO na ditadura militar, engajada no processo que levou empresários, banqueiros e latifundiários a buscar apoio nos EUA para o golpe de 1964, foi denunciada em A DITADURA ESCANCARADA, do jornalista Élio Gaspari, que hoje é "colonista" do jornal.
Pouco antes do fracassado golpe militar que derrubou o presidente da Venezuela numa quinta-feira, em abril de 2002 e terminou com sua volta ao poder no domingo, debaixo de intensa pressão popular, a rede GLOBO, em comum acordo com o Departamento de Estado, CIA, empresários de comunicação e outras áreas da Venezuela, enviou a jornalista Miriam Leitão àquele país para uma série de reportagens sobre o governo Chávez.
Miriam voltou e já preparando o espírito do abóbora que William Bonner (“quem quer um bom dia diga eu”) chama de Homer Simpson, para a derrubada de Chávez com os chavões de sempre. Democracia, insatisfação popular, economia devastada, tudo resumido em “anseio popular”. As reportagens foram mostradas de segunda-feira a sexta-feira no JORNAL NACIONAL e na última fala de Miriam Leitão lá estava – “os venezuelanos não agüentam mais Chávez ".
Na semana seguinte o golpe e no domingo milhões de venezuelanos se concentraram em frente ao palácio presidencial, à suprema corte e ao congresso para exigir a volta de Chávez. Setores militares leais ao presidente prenderam os golpistas e o golpe que ficou conhecido como o primeiro golpe midiático da história (montado pela mídia em notícias forjadas como se viu no documentário “A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA), terminou com a volta do presidente Chávez que, em agosto, para desgosto de Dona Miriam e dos patrocinadores do golpe, venceu um referendo sobre sua permanência ou não no poder.
Quem vai intimar a GLOBO por mentir deliberadamente, dentro de um processo golpista montado por toda essa estrutura que no Brasil tem a chancela FIESP/DASLU, com braços como PSDB/DEM?
Um dos momentos mais desumanos por jornalismo brasileiro foi protagonizado pela REDE GLOBO, na manhã do dia 12 de julho de 1973. Um avião da extinta VARIG caiu nas cabeceiras do aeroporto de Orly e a bordo estava o extraordinário cantor brasileiro Agostinho dos Santos. A notícia chegou às redações de jornais, revistas, rádios e redes de tevê do Brasil por volta das cinco horas da manhã e o jornal GLOBO/SP enviou uma jornalista à casa do cantor, depois de montar uma operação repugnante.
A moça usaria como pretexto sua presença ali para entrevistar a família sobre a viagem, apresentações na Europa, até que, de repente, assim do nada, chegaria a notícia da morte e a rede transmitiria ao vivo a reação dos familiares de Agostinho dos Santos. Dito e feito.
Como a repercussão ao curso do dia tenha sido a pior possível, à noite, no JORNAL NACIONAL, a emissora desculpou-se e anunciou que a jornalista havia sido demitida. De uma forma solerte parte das imagens exibidas no GLOBO/SP foram mostradas com requintes de um pudor típico de cínicos, de serviçais de um jornalismo mentiroso e colonizado, lógico, para não perder a audiência. O problema não foi o “feito da moça”, que cumpriu ordens do editor, mas a reação.
A REDE GLOBO omitiu a campanha das diretas o quanto pode, o processo de cassação de Collor de Mello até não ter jeito mais e Sarney levar Itamar Franco a Roberto Marinho para tranqüilizá-lo quanto aos interesses do grupo. Tentou fraudar os resultados das eleições de 1982 no Rio em associação direta com a PROCONSULT, uma empresa formada por espertalhões e militares da ditadura (totalizava os votos), enfim, toda a sorte de trapaças nesses anos todos, até porque é uma empresa formada por capitais estrangeiros desde o seu começo e controlada por Washington, pautada pela CNN e FOX duas redes fascistas dos EUA.
Aquelas que acham que Bush devia jogar uma bomba atômica no Irã e acabar de vez com a “ameaça”.
O jornal ESTADO DE MINAS, sobrevivente da organização SPECTRE, quer dizer DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS (extorsão, chantagem, assassinatos, etc) é hoje um veículo oficial da candidatura Aécio Pirlimpimpim Neves, tudo regado a polpudas verbas e vários jornalistas já foram demitidos por contrariarem interesses do governador que mora no Rio e pretende ser presidente do Brasil.
O que é a revista VEJA? Pura imprensa marrom a serviço dos banqueiros, empresários, latifundiários, é só olhar a nota de empenho do governador de Brasília José Roberto Arruda “comprando” uma entrevista nas páginas amarelas e o número de assinaturas de revistas da editora, ABRIL, feitas pelo político mais asqueroso do País, José Jânio Serra, especialista em chantagens contra adversários, armações e com colaboração de muitos jornalistas inclusive o “intocável” Juca Kfhouri, seu parceiro nos jogos de domingos na sala de tevê do palácio do governo.
VEJA foi desmoralizada anos atrás, quando jornalistas criaram um fato, a vaca que dá leite com sabor de tomate (boimate) direto de suas tetas e, na semana seguinte, desmentiram explicando que assim o fizeram para mostrar que a revista publica qualquer bobagem ou mentira, dentro de uma lógica pautada nos interesses que representa. Devia estar de olho nos anúncios futuros da NESTLÉ, sobre o iogurte que sai direto das tetas da vaca com sabor morango, baunilha, chocolate, o escambau.
Assinar a FOLHA para que? Ler mentiras, notícias distorcidas com aparente tentativa de parecer verdade? Aquela mania de infográfico – que ninguém lê, ou tenta entender – para dar a impressão que estar matando a cobra e mostrando o pau?
Outro dia, o extinto JORNAL DO BRASIL publicou um pequeno caderno sobre a Rússia hoje e falava do fim do mito Stalin. Era o título, o que afirmava o título. Quem fosse ler a matéria, lá estava uma pesquisa dizendo que mais da metade dos cidadãos russos aprovavam, ainda hoje, a idéia que Stalin transformou a antigo União Soviética uma potência mundial. Mais, que aprovavam, concordavam com a idéia.
Sabe que a maior parte dos leitores – é cada vez menor o número de leitores de jornais no Brasil – faz o tal “passar os olhos nas manchetes” e vende as mentiras nas manchetes. E nem estou julgando ou deixando de julgar Stalin, apenas citando o fato. Foi semana passada, edição de quarta ou quinta.
O jornal FOLHA DE SÃO PAULO recebeu as gravações das conversas de FHC, quando presidente, com o pessoal do Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros e Lara Resende, sobre as privatizações do setor de telefonia principalmente a concorrência onde entrava a extinta TELEMAR, da família Jereissati entre outros sócios e ficou na moita. Publicou parte do que não comprometia o presidente de então, FHC (está precisando urgentemente de tratamento psiquiátrico, do contrário morre de invejo/neurose, ou começa a andar nu pelas ruas) e disse, na primeira página que o resto das gravações não seria divulgado, pois eram fatos pessoais e isso não interessava.
Que fatos pessoais? A mãe de Paola Pimenta da Veiga, mulher de Pimenta da Veiga, ex-glamour girl do Pampulha iate Clube em Belo Horizonte, fechando com FHC na cama no palácio das Mangabeiras em BH, a vitória da TELEMAR na concorrência (representava a Andrade Gutierrez, uma das sócias da família Jereissati), a doação para o ínclito presidente, além lógico, da nomeação de Pimenta para o Ministério no lugar de Mendonça de Barros, tudo na disputa de poder com Pedro Malan, um assassino frio, sem emoções, que comandava a outra e a mais forte quadrilha do governo de então.
E tem quem ache a revista PIAUÍ um exemplo de jornalismo maior, ou perda completa da razão ao compará-la com a antiga revista SENHOR. Trem de doido sô, os caras não têm a menor noção nem de jornalismo e nem de História. PIAUÍ é lavagem de dinheiro de filhos de banqueiros num projeto gráfico bem montado destinado a enganar trouxas com linguagem de burguesia consciente. Não existe isso. Mesmo que seja excelente diretor de cinema, um dos da turma.
A mídia, a grande mídia, no Brasil é um exercício lastimável de “quem quer um bom dia diga eu”, na figura medíocre e “pastelizada” de Willian Bonner, uma espécie de escravo modelo que representa seu papel com privilégios, vantagens e excelente remuneração. Nada além disso.
E a FOLHA DE SÃO PAULO é só um jornal que se espremer sai sangue também; O sangue dos torturados, assassinados, estuprados nas prisões da ditadura militar e transportados nos carros da empresa.
Não há porque não cancelar as assinaturas, é um exercício de dignidade pessoal, é respeitar-se a si em primeiro lugar.
Está certo o blogueiro que pede que isso seja feito. E a reação do jornal mostra que esse tipo de denúncia funciona.
Mande a FOLHA DE SÃO PAULO para o espaço. Só não é PASQUIM, porque o conceito da palavra mudou depois do célebre e decisivo O PASQUIM, instrumento fundamental na ridicularização dos nossos generais durante a ditadura militar.
E sobre a GLOBO nem falei da covardia cometida contra TIM LOPES, toda ela contada num livro do notável jornalista, exemplo de integridade, Mário Augusto Jakobskind.
Anos atrás, na segunda metade da década de 50, um grupo de jornalistas padrão William Bonner, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, William Waack, Eliane Cantanhêde, Juca Kfhouri, etc, resolveu editar uma revista chamada ESCÂNDALO. Era simples. Em nome da moral, dos bons costumes, da pátria, da democracia, da liberdade, iam aos locais freqüentados por grandes empresários, latifundiários, banqueiros, políticos, locais de lazer digamos assim, tiravam fotografias e na semana seguinte um “corretor” do setor de publicidade ia à empresa, no banco, no latifúndio, atrás do político, mostrava as fotos e pedia um anúncio grande, do contrário publicaria o ESCÂNDALO.
Hoje é mais sofisticado. Àquela época fecharam a revista, prenderam os jornalistas. Hoje compraram e pronto, eles falam o script que vem junto com o envelope do dinheiro. Quando acontece algum acidente de percurso tipo José Roberto Arruda, José Jânio Serra, ou Aécio Pirlimpim Neves, Eduardo Azeredo (terceiro time), ou FHC dando sinais de demência, senilidade, viram a cara para o outro lado ou executam o “aliado”, uma parte do “negócio” para salvar o todo.
Tem Gilmare Mendes no STF DANTAS INCORPORATION LTD para dar habeas corpus. A propósito, os italianos estão nas ruas pedindo a saída de Berlusconi por suas ligações com a máfia e em atentados desse grupo criminoso. Não seria o caso de pedir “extradição”? Cezar Peluzzo, italiano em cortes brasileiras dá o parecer.
Os responsáveis pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO notificaram judicialmente um blogueiro que vinha fazendo campanha na rede mundial de computadores pelo cancelamento de assinaturas do jornal.
Quem vai notificar a FOLHA por ter emprestado os carros/camionetes/caminhões para o transporte de presos políticos à época da ditadura? Eram transportados para sessões de tortura, para “atropelamentos” (eliminação sumária) ou, na melhor das hipóteses – dentre essas anteriores evidente – de uma prisão para outra.
Ou pela falsa ficha policial da ministra Dilma Roussef, já que engajados na campanha de um dos mais perigosos políticos da máfia tucana, o governador José Jânio Serra? O ombudsman da FOLHA, uma espécie de juiz das matérias publicadas pelo jornal numa tentativa aparentemente democrática de corrigir erros, ou informações equivocadas, advertiu a redação que a ficha era falsa e ficou por isso mesmo, punido foi o ombudsman, pois “democracia” ali é de brincadeira, fachada.
A FOLHA na edição de sábado, dia 5 de dezembro, afirmou que o presidente boliviano Evo Morales deve vencer as eleições de hoje, domingo, 6 de dezembro, por maioria, mas deixou no ar aparentes dificuldades sem explicitá-las, só mostrando que há reações em alguns setores do país ao governo de Evo Morales. Não explicou claramente os setores. Os grandes empresários, banqueiros e latifundiários.
Esse tipo de gente não é setor, formam quadrilhas que nem a de Ermírio de Moraes no Brasil por exemplo. Ou a de Eike Batista. Ou a de Daniel Dantas.
Na edição de hoje, domingo, a FOLHA afirma que Evo deve ter uma votação surpreendente por conta dos índices favoráveis de seu governo. Melhorias acentuadas na saúde, principalmente universalização. Fim do analfabetismo, dados favoráveis na economia, mas afirma que a Bolívia está mais dependente do Brasil.
A participação do jornal FOLHA DE SÃO PAULO na ditadura militar, engajada no processo que levou empresários, banqueiros e latifundiários a buscar apoio nos EUA para o golpe de 1964, foi denunciada em A DITADURA ESCANCARADA, do jornalista Élio Gaspari, que hoje é "colonista" do jornal.
Pouco antes do fracassado golpe militar que derrubou o presidente da Venezuela numa quinta-feira, em abril de 2002 e terminou com sua volta ao poder no domingo, debaixo de intensa pressão popular, a rede GLOBO, em comum acordo com o Departamento de Estado, CIA, empresários de comunicação e outras áreas da Venezuela, enviou a jornalista Miriam Leitão àquele país para uma série de reportagens sobre o governo Chávez.
Miriam voltou e já preparando o espírito do abóbora que William Bonner (“quem quer um bom dia diga eu”) chama de Homer Simpson, para a derrubada de Chávez com os chavões de sempre. Democracia, insatisfação popular, economia devastada, tudo resumido em “anseio popular”. As reportagens foram mostradas de segunda-feira a sexta-feira no JORNAL NACIONAL e na última fala de Miriam Leitão lá estava – “os venezuelanos não agüentam mais Chávez ".
Na semana seguinte o golpe e no domingo milhões de venezuelanos se concentraram em frente ao palácio presidencial, à suprema corte e ao congresso para exigir a volta de Chávez. Setores militares leais ao presidente prenderam os golpistas e o golpe que ficou conhecido como o primeiro golpe midiático da história (montado pela mídia em notícias forjadas como se viu no documentário “A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA), terminou com a volta do presidente Chávez que, em agosto, para desgosto de Dona Miriam e dos patrocinadores do golpe, venceu um referendo sobre sua permanência ou não no poder.
Quem vai intimar a GLOBO por mentir deliberadamente, dentro de um processo golpista montado por toda essa estrutura que no Brasil tem a chancela FIESP/DASLU, com braços como PSDB/DEM?
Um dos momentos mais desumanos por jornalismo brasileiro foi protagonizado pela REDE GLOBO, na manhã do dia 12 de julho de 1973. Um avião da extinta VARIG caiu nas cabeceiras do aeroporto de Orly e a bordo estava o extraordinário cantor brasileiro Agostinho dos Santos. A notícia chegou às redações de jornais, revistas, rádios e redes de tevê do Brasil por volta das cinco horas da manhã e o jornal GLOBO/SP enviou uma jornalista à casa do cantor, depois de montar uma operação repugnante.
A moça usaria como pretexto sua presença ali para entrevistar a família sobre a viagem, apresentações na Europa, até que, de repente, assim do nada, chegaria a notícia da morte e a rede transmitiria ao vivo a reação dos familiares de Agostinho dos Santos. Dito e feito.
Como a repercussão ao curso do dia tenha sido a pior possível, à noite, no JORNAL NACIONAL, a emissora desculpou-se e anunciou que a jornalista havia sido demitida. De uma forma solerte parte das imagens exibidas no GLOBO/SP foram mostradas com requintes de um pudor típico de cínicos, de serviçais de um jornalismo mentiroso e colonizado, lógico, para não perder a audiência. O problema não foi o “feito da moça”, que cumpriu ordens do editor, mas a reação.
A REDE GLOBO omitiu a campanha das diretas o quanto pode, o processo de cassação de Collor de Mello até não ter jeito mais e Sarney levar Itamar Franco a Roberto Marinho para tranqüilizá-lo quanto aos interesses do grupo. Tentou fraudar os resultados das eleições de 1982 no Rio em associação direta com a PROCONSULT, uma empresa formada por espertalhões e militares da ditadura (totalizava os votos), enfim, toda a sorte de trapaças nesses anos todos, até porque é uma empresa formada por capitais estrangeiros desde o seu começo e controlada por Washington, pautada pela CNN e FOX duas redes fascistas dos EUA.
Aquelas que acham que Bush devia jogar uma bomba atômica no Irã e acabar de vez com a “ameaça”.
O jornal ESTADO DE MINAS, sobrevivente da organização SPECTRE, quer dizer DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS (extorsão, chantagem, assassinatos, etc) é hoje um veículo oficial da candidatura Aécio Pirlimpimpim Neves, tudo regado a polpudas verbas e vários jornalistas já foram demitidos por contrariarem interesses do governador que mora no Rio e pretende ser presidente do Brasil.
O que é a revista VEJA? Pura imprensa marrom a serviço dos banqueiros, empresários, latifundiários, é só olhar a nota de empenho do governador de Brasília José Roberto Arruda “comprando” uma entrevista nas páginas amarelas e o número de assinaturas de revistas da editora, ABRIL, feitas pelo político mais asqueroso do País, José Jânio Serra, especialista em chantagens contra adversários, armações e com colaboração de muitos jornalistas inclusive o “intocável” Juca Kfhouri, seu parceiro nos jogos de domingos na sala de tevê do palácio do governo.
VEJA foi desmoralizada anos atrás, quando jornalistas criaram um fato, a vaca que dá leite com sabor de tomate (boimate) direto de suas tetas e, na semana seguinte, desmentiram explicando que assim o fizeram para mostrar que a revista publica qualquer bobagem ou mentira, dentro de uma lógica pautada nos interesses que representa. Devia estar de olho nos anúncios futuros da NESTLÉ, sobre o iogurte que sai direto das tetas da vaca com sabor morango, baunilha, chocolate, o escambau.
Assinar a FOLHA para que? Ler mentiras, notícias distorcidas com aparente tentativa de parecer verdade? Aquela mania de infográfico – que ninguém lê, ou tenta entender – para dar a impressão que estar matando a cobra e mostrando o pau?
Outro dia, o extinto JORNAL DO BRASIL publicou um pequeno caderno sobre a Rússia hoje e falava do fim do mito Stalin. Era o título, o que afirmava o título. Quem fosse ler a matéria, lá estava uma pesquisa dizendo que mais da metade dos cidadãos russos aprovavam, ainda hoje, a idéia que Stalin transformou a antigo União Soviética uma potência mundial. Mais, que aprovavam, concordavam com a idéia.
Sabe que a maior parte dos leitores – é cada vez menor o número de leitores de jornais no Brasil – faz o tal “passar os olhos nas manchetes” e vende as mentiras nas manchetes. E nem estou julgando ou deixando de julgar Stalin, apenas citando o fato. Foi semana passada, edição de quarta ou quinta.
O jornal FOLHA DE SÃO PAULO recebeu as gravações das conversas de FHC, quando presidente, com o pessoal do Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros e Lara Resende, sobre as privatizações do setor de telefonia principalmente a concorrência onde entrava a extinta TELEMAR, da família Jereissati entre outros sócios e ficou na moita. Publicou parte do que não comprometia o presidente de então, FHC (está precisando urgentemente de tratamento psiquiátrico, do contrário morre de invejo/neurose, ou começa a andar nu pelas ruas) e disse, na primeira página que o resto das gravações não seria divulgado, pois eram fatos pessoais e isso não interessava.
Que fatos pessoais? A mãe de Paola Pimenta da Veiga, mulher de Pimenta da Veiga, ex-glamour girl do Pampulha iate Clube em Belo Horizonte, fechando com FHC na cama no palácio das Mangabeiras em BH, a vitória da TELEMAR na concorrência (representava a Andrade Gutierrez, uma das sócias da família Jereissati), a doação para o ínclito presidente, além lógico, da nomeação de Pimenta para o Ministério no lugar de Mendonça de Barros, tudo na disputa de poder com Pedro Malan, um assassino frio, sem emoções, que comandava a outra e a mais forte quadrilha do governo de então.
E tem quem ache a revista PIAUÍ um exemplo de jornalismo maior, ou perda completa da razão ao compará-la com a antiga revista SENHOR. Trem de doido sô, os caras não têm a menor noção nem de jornalismo e nem de História. PIAUÍ é lavagem de dinheiro de filhos de banqueiros num projeto gráfico bem montado destinado a enganar trouxas com linguagem de burguesia consciente. Não existe isso. Mesmo que seja excelente diretor de cinema, um dos da turma.
A mídia, a grande mídia, no Brasil é um exercício lastimável de “quem quer um bom dia diga eu”, na figura medíocre e “pastelizada” de Willian Bonner, uma espécie de escravo modelo que representa seu papel com privilégios, vantagens e excelente remuneração. Nada além disso.
E a FOLHA DE SÃO PAULO é só um jornal que se espremer sai sangue também; O sangue dos torturados, assassinados, estuprados nas prisões da ditadura militar e transportados nos carros da empresa.
Não há porque não cancelar as assinaturas, é um exercício de dignidade pessoal, é respeitar-se a si em primeiro lugar.
Está certo o blogueiro que pede que isso seja feito. E a reação do jornal mostra que esse tipo de denúncia funciona.
Mande a FOLHA DE SÃO PAULO para o espaço. Só não é PASQUIM, porque o conceito da palavra mudou depois do célebre e decisivo O PASQUIM, instrumento fundamental na ridicularização dos nossos generais durante a ditadura militar.
E sobre a GLOBO nem falei da covardia cometida contra TIM LOPES, toda ela contada num livro do notável jornalista, exemplo de integridade, Mário Augusto Jakobskind.
Anos atrás, na segunda metade da década de 50, um grupo de jornalistas padrão William Bonner, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, William Waack, Eliane Cantanhêde, Juca Kfhouri, etc, resolveu editar uma revista chamada ESCÂNDALO. Era simples. Em nome da moral, dos bons costumes, da pátria, da democracia, da liberdade, iam aos locais freqüentados por grandes empresários, latifundiários, banqueiros, políticos, locais de lazer digamos assim, tiravam fotografias e na semana seguinte um “corretor” do setor de publicidade ia à empresa, no banco, no latifúndio, atrás do político, mostrava as fotos e pedia um anúncio grande, do contrário publicaria o ESCÂNDALO.
Hoje é mais sofisticado. Àquela época fecharam a revista, prenderam os jornalistas. Hoje compraram e pronto, eles falam o script que vem junto com o envelope do dinheiro. Quando acontece algum acidente de percurso tipo José Roberto Arruda, José Jânio Serra, ou Aécio Pirlimpim Neves, Eduardo Azeredo (terceiro time), ou FHC dando sinais de demência, senilidade, viram a cara para o outro lado ou executam o “aliado”, uma parte do “negócio” para salvar o todo.
Tem Gilmare Mendes no STF DANTAS INCORPORATION LTD para dar habeas corpus. A propósito, os italianos estão nas ruas pedindo a saída de Berlusconi por suas ligações com a máfia e em atentados desse grupo criminoso. Não seria o caso de pedir “extradição”? Cezar Peluzzo, italiano em cortes brasileiras dá o parecer.
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